Destino.

8 Queria um Abraço... Mesmo sendo loucura.


Notas iniciais
Não sei porque postei agora. ~E no próximo capitulo (Acho) explica o porque que a Julie foi presa. ^^

Daniel narrando:


Finalmente o sol raiou, já era de manhã aqui... eu estava um pouco pensativo pelo modo que a novata me tratou ontem à noite, a garota era doce comigo, mas agora parecia me ignorar totalmente.

Era umas 8 horas da manhã quando eu acordei, não tive uma noite muito boa, pois esse banquinho de madeira nem se compara com a minha cama macia.

Olhei para a cela, a garota ainda estava dormindo, encolhida, talvez com frio, pois a noite a chuva não cessou.

Abri lentamente a porta do lugar, tentando não fazer barulho para não acorda-lá, mas... porque eu estava agindo assim? Eu iria a acordar de qualquer jeito.

Me aproximei da humana, sua respiração estava calma e seus olhos totalmente fechados.

Toquei no seu braço para desperta-lá do sono, admito que a sensação de toca-lá era boa... sua pele era macia, mas estava um pouco fria.

– Acorde. — Falei. Tentando ignorar os milhões de pensamentos que invadiam minha cabeça. — Acorde garota, você não está na sua casa para dormir até tarde.

Nada...

– Vai perder o café da manhã assim...

Nada adiantava.

Peguei meu porrete, sorri torto ao pensar nas coisas divertidas que eu poderia fazer com ele, e com ela.

– Juliana. — Tentei chama-lá novamente, a garota estava tão cansada que conseguiu dormir nessa cama dura e desconfortavél.

Bati fraco o porrete no seu bumbum.

– Huh... — Finalmente ela abriu os olhos. — Você me bateu?

– Não foi a fada dos dentes, foi? — Ironizei.

Ela se virou, ainda deitada.

– Vamos garota, levante-se.

Sem dizer mais nenhuma palavra ela se pôs sentada na cama.

– Me dê seus pulsos. — Pedi, já segurando a pequena chave.

Ela obedeceu, ainda sem dizer mais nada. Tirei suas algemas. Senti em seu olhar que a garota me desprezava, admito que isso doeu um pouco. Porque ela está agindo assim?

– Está tudo bem garota? — Estranhava o modo que desviava o seu rosto, para não olhar nos meus olhos.

– Hum...

– Hum... Que foi?

– Hum...

– Garota, diga algo! Isso é uma ordem!

– Pra que? Sou só uma criminosa.

– Hum... se está dizendo. — Dei de ombros.

– Não fala mais comigo! — A garota se virou de costas, ainda me ignorando.

– Isso é um grande favor para mim. — Revirei os olhos.

– Daniel, leve a garota até o banheiro. — Ouvi Demétrius dizer pelo rádio. — Deixe-a tomar um banho quente.

Concordei.

– Vamos... — Segurei o braço da humana.

– Me solte! — Se rebateu, se livrando de mim. — Não encosta em mim!

– Pare de palhaçada.

– Não estou de palhaçada! Eu quero sair daqui! — Ela gritou. — Ou então eu quero um outro guarda-costas, você é muito mal comigo!

Suspirei, lembrei de ontem a noite.

– Diz isso porque eu te bati?

– É... eu quero um outro guarda-costas. — A garota repitiu o seu desejo, me deixando ainda mais angustiado.

Segurei a sua mão, de um modo mais doce e cavalheiro, acho que é a primeira vez que eu faço isso com uma detenta, ela ficou paralizada por alguns segundos, encarei seu rosto, sua bochecha corava.

– Não diz mais isso. Eu sempre serei seu guarda-costas. Agora vamos. — Apertei sua mão com força, tentando esconder o quanto o meu coração ''batia'' forte ao ver que a garota me encarou nos olhos, como sempre faz.

Andavamos pelos corredores, eu segurava forte seu braço, ainda não confio na garota por ter fugido.

– Moço, pra onde está me levando? — Perguntou de um modo timído.

Moço... Essa palavra me fez lembrar do modo como ela chamou o porteiro, e o abraço carinhoso que a garota deu ele. Eu cuidava dela, e nunca recebi um abraço, porque ele recebeu? Assim do nada?

– O que o Nicolas falou pra você ontem? — Perguntei, desviando do assunto anterior.

– Ahh... — Olhei para ela, a garota sorriu, a mesma encarava o teto do corredor largo, parecia pensar nas palavras. — Ele disse que eu era bonita.

– Hum...

– Porque?

– Porque você o abraçou?

– Ué, porque... eu agradeci, eu gosto de elogios.

'' Então se eu te falar que você é linda, receberia um abraço? '' – Profissionalismo Daniel, Profissionalismo.

Paramos em uma porta grande, ela encarava o lugar sem entender.

– O que é isso?

– É o banheiro. — Respondi, ainda segurando seu braço. — Um banho quente é bom... Devia experimentar não acha?

– Ei, tá dizendo que eu sou porca é?

– Espertinha...

– Idiota...

tentei não levar a sério sua ofensa. Depois de um tempo, ainda parada no corredor, encarando a porta grande do banheiro, a novata olhou para mim.

– Você não vai me dar banho não é?

Notas finais
Reviews?