Destino.
9 Namoradinha? NUNCA!
Daniel narrando:
Senti meu rosto corar junto ao dela com aquela pergunta, na verdade não era uma pergunta boba, pois Demétrius mandou eu vigia-lá por vinte e quatro horas.
– Senhor, eu preciso dar um banho na humana? — Perguntei pelo rádio, Juliana ouvia a tudo.
– Claro. — Respondeu naturalmente.
– Mas eu sou um policial não uma babá...
– Calado! O banheiro tem janelas, não quero que a garota fuga de novo. — Realmente nisso ele tinha razão.
Desliguei o rádio e bufei, mesmo achando que não é uma ideia tão ruim assim... afinal, poderei toca-lá.
– Vamos... — Puxei seu braço para dentro do banheiro grande.
– Você vai me dar banho? — Perguntou surpresa.
– Ordens dele. Não posso fazer nada. — E nem quero fazer nada contra isso.
A garota bufou. Cruzei os braços.
– O que você está esperando garota?
– To com vergonha... — Corou rapidamente.
– Vamos logo! Tire essa roupa, eu não tenho o tempo todo...
A mesma suspirou, e foi tirando lentamente a blusa e sua calça, ficou apenas com as peças intimas, tentei não reparar muito em seu corpo, mas para uma garota de quinze anos, seu corpo era de uma deusa.
– Espere. — A chamei, ela se virou antes de entrar no box. Tirei do meu bolso as algemas. — Só para garantir que você não vai fugir...
Ela aceitou, e entrou com as mãos atadas de baixo do chuveiro. Lavei seus braços, barriga, pernas... Era tão bom toca-lá e senti-lá sem levantar suspeitas de que, eu gostava daquilo. Nem sei se estava gostando mesmo ou estava fazendo aquilo por obrigação, só sei que eu sinto algo bom quando toco em sua pele.
Percebi que ela não tirava o sorriso do rosto, e me encarava fixamente.
– Que foi garota?
– Seus olhos brilham quando o sol bate. — Respondeu. Já que na primeira janela refletia os raios solares, batendo assim no meu cabelo e rosto.
– Hum... É melhor calar a boca.
– Vem cá, você gosta de ser mal com as pessoas?
– Não, só com você mesmo. — Respondi com um sorriso ciníco.
Ela ficou sem resposta, continuei com o meu trabalho, a água estava fria, e eu tentava não me molhar.
passei o shampoo nos seus cabelos, e deixei a água cair sobre seu corpo.
– Pronto. — Tirei suas algemas. — Te dou três minutos para... bom... para... você... você se limpar melhor. E tem um uniforme limpo ali no armário do banheiro.
Juliana corou nitidamente.
– Obrigada.
– Mas vou logo avisando que eu estou na porta, se você tentar fugir vai apanhar.
Ela abaixou a cabeça e eu sai. Fiquei de vigia na porta do banheiro, admito que já estava sentindo a falta da sua voz... não sei o que está acontecendo comigo, eu não posso me apegar pela jovem. Me sinto estranho quando ela está por perto, me sinto mais estranho ainda quando ela está perto de outro. Nunca senti isso antes, nem sei o que é, não dá pra explicar.
– Oi Policial. — Uma presidiária chegou me interrompendo dos pensamentos loucos, seu nome é Mariana, a garota tinha piercing e tatuagens, mas ela era um pessoa boa, mesmo assasinando o seu irmão, diz ela que foi por pura defesa, pois seu irmão a ameaçava.
– Oi garota. — Continuei a olhar para frente, sem encarar muito a presa.
– Tá esperando alguém?
– Sim, tem uma garota no banheiro.
– Ahh... a novata, eu vi ela e você passando pelos corredores.
– hum... ela está demorando...
– Já tá com saudades da namoradinha... — Mariana debochou.
A empressei contra a parede com um pouco de violência.
– Ela não é minha namoradinha. — Rosnei, a garota continuava a rir.
– Calma, só estava brincando.
A libertei do futuro enforcamento, me acalmando. Ou tentando...
Admito que eu nunca pensei na novata assim... e é claro que isso nunca iria acontecer, já que eu não gosto dela... ela é uma cretina que não valorizou o meu lado 'bom' e me deu um soco...
– Eu vou tomar um banho. — Anunciou a fantasma. Ignorei, ainda com os pensamentos longe.
##
Passou uns minutos, estava cansado de esperar a garota, já vi que ela não obedece as minhas ordens, mesmo sendo uma ordem estúpida...
Eu fiquei ainda mais chateado quando aquela garota disse que Juliana era minha namoradinha... isso é ridiculo, totalmente fora de questão.
– DANIEL!
– Ahh, o que foi garota? — Me assustei com o grito de Mariana, mas mantive a pose.
Ela estava com uma expressão de medo.
– Desembuxa! — Pedi, sem paciência.
– Eu estava tomando banho, e quando eu sai... eu vi... — Ela parou para recuperar o ar, parecia ter tomado um grande susto.
– Fala!
– A novata desmaiada no box do banheiro.
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