Destino.
90 Quase Amor.
Notas iniciais
Queria que vocês acompanhassem minha nova fic também ;p
https://fanfiction.com.br/historia/256821/Somente_um_Pedido./
Daniel narrando:
Já era o quinto dia de trabalho e felizmente era o último, eu estava limpando o chão de um dos banheiros. Além disso eu estava um pouco mais feliz pois a Julie finalmente entendeu a minha situação, ela ouviu eu dizer que a amava e também ficou feliz. Está tudo bem entre nós, tirando a saudade um do outro. Saudade... um sentimento que irá acabar daqui há vinte e quatro horas.
A porta do banheiro se abriu, e então eu vi Juliana, ela olhou para mim e sorriu, mesmo sabendo que eu não poderia retribuir o ato.
– Ainda bem que hoje é o ultimo dia. — Ela comentou. Olhando para mim.
– ...
A mesma se aproximou.
– Eu achei muito fofo da sua parte em fazer esse sacrificio por nós dois. — Comentou sorrindo, eu ainda me apoiava no rodo que segurava para limpar o banheiro. Ela me deu um beijo no rosto. Me deixando levemente corado. — Daniel, o Max também falou a mesma coisa.
– ... — A encarei com dúvida.
Ela resolveu explicar melhor.
– Aquela música que ouvimos no nosso jantar... lembra? Eu coloquei para o Max ouvir também. Ele confirmou que era a sua voz.
– ... — Bufei.
– Sério Daniel. Você não se lembra?
– ...
– Tenho que parar de fazer perguntas... — Ela reclamou. — Ahh, e se eu te ver abraçando a Becca de novo, eu te mato. — Ela sorriu.
– ...
– Ahh, o Max disse que o Demétrius escuta tudo por esse rádio aqui. — Ela apontou para o rádio que estava preso ao meu cinto.
Assenti.
– Me dê esse rádio. — Ela pediu, estendendo a mão.
Apenas balancei a cabeça.
– Como não? Eu vou quebrar isso, assim você pode falar comigo.
– ...
Continuei parado, sem lhe dar o rádio, ela ficou com raiva.
– Eu estou com saudades de você meu amor, dos seus beijos, seus abraços... sua voz.
– ...
Ela olhou para o chão, levemente triste. Depois de um tempo fixou o olhar para o meu rádio e voou no meu cinto, pegando o aparelho.
– ... — Estendi a mão para que ela me devolvesse, porém, ela o colocou dentro de sua blusa, escondendo o rádio nos seus seios.
– Vem pegar. — Sorriu.
– ... — Balançei o dedinho, negando.
Mesmo com o rádio bem guardado, Demétrius podia me ouvir muito bem.
– Não aguento mais. — Ela se aproximou, puxando minha gravata e então me beijou, pedindo passagem com a lingua na mesma hora, e eu cedi rapidamente. Nós dois buscavamos explorar os lábios um do outro a cada instante.
O beijo estava quente, a agarrei pela cintura, ela começou a dar uns passinhos para trás, nos escondendo da câmera de segurança, a levei até o box do banheiro, sem parar com o beijo.
Era um beijo feroz, uma batalha intensa de linguas. Tentavamos encontrar espaço e explora-lo com vontade.
Ela tirou meu quepe e minha gravata, fechei o box do banheiro nos deixando mais isolados.
Desci os beijos para o seu pescoço enquanto ela tentava recuperar os minutos de ar perdidos, tirava minha blusa, me deixando apenas de calça. Tirei meus sapatos e então ela ligou o chuveiro, a água quente deixava o vidro do box embaçado. Levantei sua saia e tirei o seu vestido que ainda estava um pouco seco. O coloquei longe da água. O rádio caiu no chão, o mesmo molhou e obviamente não funcionava mais.
– Te quero muito Julie. — Finalmente pude falar. Dei uns chupões em seu pescoço, a fazendo gemer. — Quero te recompensar por esses dias... — Lhe dei um selinho demorado. Enquanto ela arranhava minhas costas nuas.
Julie puxou meu rosto e me dei um beijo molhado e delicioso, eu retribuia da mesma forma, suspiravamos em meio a tudo isso. Ela tirou minha calça, deixando apenas minha cueca à mostra, a mesma viu o volume do lugar e me abraçou, fazendo questão de deixar nossas intimidades próximas.
Tirei seu sutiã, e depois de mais alguns minutos de amassos, estavamos prontos para dar mais intensidade a esse sentimento.
– E então? — Sussurrei perto de seu ouvido.
– Continua. — Disse, ofegante.
Quando eu iriamos tirar nossa última peça intima. Alguém nos chamou.
– Juliana e Daniel! Sei que estão ai. — Ficamos paralizados ao ouvir a voz dele, Demétrius.
Julie ficou assustada e eu fiquei nervoso.
– DROGA, DEIXA A GENTE SER FELIZ! — Gritei alto o suficiente para ele ouvir. Eu sabia que Demétrius não estava dentro do banheiro, e sim do lado de fora. No corredor.
– O que vamos fazer amor? — Ela perguntou, com a voz amedrontada.
– Ué, não resta outra opção a não ser sairmos.
Suspiramos ao mesmo tempo, ambos tristes. Começamos a nos vestir.
##
– Olha só isso! — Demétrius exclamou ao nos ver molhados pela água do chuveiro. — Os dois, para a minha sala... Agora! — Gritou.
Julie estava com medo, me abraçou. Eu não estava amedrontado como ela, pelo contrário, não estava com muita paciência para ouvir suas broncas.
Resolvemos obedecer e seguimos ele até o seu escritório.
– Os dois fiquem em pé. Não quero que molhem minhas cadeiras. — Reclamou, mau humurado. — Tsc, Vocês não tem vergonha?
– O senhor que não tem vergonha. — Resolvi me impor. — Porque quer destruir nosso relacionamento? Nos deixem em paz!
– Eu ainda estou em choque Daniel, pensei que você fosse um rapaz responsavel, como ousou quase transar com ela.
– Olha senhor, já fizemos isso três vezes. — Afirmei, ele ficou ainda mais surpreso. — Foram três? — Sussurrei para Julie.
– Quatro amor. — Me corrigiu.
– Quatro vezes senhor.
– É... — Olhou para o chão e sussurrou. — Já vi que não poderei tomar atitudes contra isso. — Pausou. — Já fizeram quatro vezes! — Ele ainda estava perplexo. — Mas como eu peguei vocês no flagra, tentando fazer uma quinta vez. — Olhou para nós dois, pensativos. — E eu sei que a garota começou. — Sorriu torto.
– O que fará com ela? — Perguntei um pouco grosseiro.
– Eu vou coloca-lá na solitária.
Bufei de raiva.
– Quer deixar ela em paz?!
Julie segurou meu peito, me deixando calmo.
– Eu não me importo Demétrius, já sofri tanto nesse lugar. Sofrer mais um pouco não fará qualquer diferença para mim. — Comentou, o desafiando.
– Tudo bem. — Ele se levantou. — Te levarei pessoalmente para a solitária mocinha. — Puxou o braço dela de uma forma brusca, eu ia tomar uma atitude contra isso, mas Julie fez uns gestos para mim. Me pedindo para não me extressar. — E você Daniel... — Ele me olhou de cima até embaixo. — Vá trocar de roupa, essa está molhada. — E então ele saiu, me deixando sozinho.
Depois de trocar de roupa, me sentei no banquinho de madeira, de frente à cela da garota, agora pensando nela... admito que estava feliz e triste ao mesmo tempo. Feliz por ter matado — pelo menos um pouco — da saudade que eu tinha dela, e triste por saber que ela está presa na solitária.
'' É... ela sofreu tanto aqui. '' – Me lembrei de suas palavras no escritório.
– Daniel! — Bufei ao ver Max, ele estava com os braços escondido nas suas costas.
– Que foi? — Perguntei mau-humurado.
– Nossa. Você ainda está com problemas?
– Estou. — Rosnei. — E os meus problemas aumentaram assim que você se aproximou. — Rosnei de novo. O deixando cabisbaixo. — Na boa Max, vai embora daqui... vá tomar conta do corredor ou então pegar alguma detenta para namorar... sei lá. — O enchotei.
– Tudo bem. — Ele assentiu. — Eu não estou levando a mal a sua grosseiria, e já vou indo. Eu acho que a Becca está me dando mole. — Ele deu um sorriso safado, revirei os olhos. — Mas antes, por favor. Leia esse papel, é importante. Não rasgue de novo, eu precisei tirar uma xerox, e xerox são caras nessa rua. — Reclamou, e então colocou o papel no meu colo.
Depois disso ele sumiu. Admito que não estava com muita vontade de ler, mas Max insistiu tanto que isso me deixou curioso.
Peguei o papel e começei e ler.
##
Passou uns minutos, percebi que não deixei de sorrir quando acabei de ler aquela folha.
– Agora nossos problemas acabaram.
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