Destino.

91 Falta pouco tempo.


Notas iniciais
Como prometido, está aqui o capitulo! :D

Julie narrando:


Ele segurava meu braço com força e raiva, não trocou nenhuma palavra comigo, e eu nem queria. Mas eu estava com um pouco de medo, afinal, a última vez que eu e Demétrius ficamos sozinhos... ele me beijou, e na penultima vez, ele me bateu, me bateu muito.

Acho que a melhor opção é o silêncio.

Finalmente chegamos na solitária, eu torcia para não encontrar nenhum casal de ratos por ali...

Ele me jogou com força, quase cai no chão, mas consegui me equilibrar. Olhei para Demétrius, seu rosto estava totalmente vermelho, isso me assustou.

– Estamos sozinhos aqui. — Ele comentou.

– A-ah...huh... mas o Dani vai vir aqui... daqui a pouco. — Retruquei, um pouco amedrontada.

Ele fechou a porta da solitária. Me deixando ainda mais nervosa.

– ''Dani'', mas quanta intimidade.

– E-ele é meu namorado, queria o que?

– Garota, não seja grossa comigo.

Engoli em seco.

– Desculpe. — Pedi.

Ele se aproximou, agora seu olhar era um pouco manso, mas havia ali uma pitada de maldade, consigo sentir isso.

Dei mais uns passos para trás, me distânciando dele. Percebi que a parede estava próxima do meu corpo, logo não terei mais espaço para escapar.

Ele se aproximou novamente.

– É por isso que eu gosto tanto de você Julie... — Comentou em sussurro. — Esse seu jeitinho meigo realmente me encanta.

– Huh... o meu namorado também fala isso.

Demétrius bufou.

– Sabe que dia é hoje?

Estranhei sua pergunta.

– Quarta. Porque?

– Quarta dia 26.

Eu tentava entender o porque daquele diálogo sem sentido. Ele percebeu isso ao ver minha expressão confusa. Demétrius bufou.

– Digamos que você não terá muito tempo com o Daniel.

– Como assim?

– Deixe pra lá...

Suspirei.

– Você está com medo de mim?

– Uhum.

Ele se aproximou.

– Por favor... vá embora. — Pedi, minha voz estava fraca. Eu estava a ponto de chorar.

Ele tirou de seu terno um vidrinho.

– Sabe o que é isto Juliana?

– Não sei. — Abaixei a cabeça.

– Veneno.

Me assustei com sua resposta, mas tentei manter a calma.

– Q-que q-que t-te-em?

– Que que tem é que você tem o direito de escolher: — Se aproximou, agora me emprensando na parede. — Ou eu te enveneno e você morre agora. Ou... você me deixa eu fazer o que eu quiser contigo.

– Não! Me mate! Vai ser até melhor para mim.

Ele riu, e jogou o vidro de veneno no chão, o quebrando logo em seguida.

– Eu escolho por você. — Prendeu meus pulsos para trás com a algema.

– Me larga! Me solta! Eu vou chamar o Dan... — Ele tampou minha boca com um pano vermelho.

– Você é minha agora. — Sorriu maliciosamente, me deixando sem reação. Agora eu não podia soca-lo, e nem gritar por ajuda.

Ele começou a massagear minha barriga, nisso minhas lágrimas começaram a descer, umedecendo o pano vermelho que atava minha boca.

– Sabe garota, eu nunca te falei nada. Mas... você sempre me deixou louco.

Eu ficava mais nervosa a cada palavra dita por ele. Sua mão foi subindo para o meu seio, ainda por cima da blusa. Ele o apertou com força, me fazendo sentir dor.

– Porque está chorando? — Ele perguntou, fazendo uma careta. — É só a primeira vez que você irá trair o seu namoradinho. — Pausou. — Mas... não sei se será a última. — Apertou o outro seio, com a outra mão.

– Seu coraçãozinho está a mil Juliana... Que delicia.

Eu chorava ainda mais com aquela tortura. Ele foi presionando nossos corpos.

– Sabe, por cima da blusa não tem graça. — Pausou ele. — Quero sentir a sua pele. — Parou de apertar meus seios e então levantou o meu vestido.

Tentei gritar assim que senti sua mão por minha barriga, mas o pano estava realmente apertado.

Ele voltou para os meus seios... Depois de um tempo, ele tirou o pano molhado pelas lágrimas da minha boca. Eu tentava gritar, mas simplismente não conseguia. Senti o mesmo aproximar nossos lábios, agora que eu estava livre do pano...

Desviei meu rosto.

– Não! — Finalmente consegui gritar.

Na mesma hora em que ele recebeu meu ''não'', eu também recebi um tapa bem forte no meu rosto, acabei caindo no chão. Demétrius se aproximou novamente. Eu ainda estava chocada com o tapa, senti meu rosto machucado com essa violência.

– Não m-me bata... — Implorei.

Ele me puxou pelo pescoço, sendo dominado pelo ódio. E quase me inforcando.

– Julie? — Ouvi a voz do Daniel no corredor, Demétrius também me ouviu e me soltou.

Cai no chão de novo. Meus olhos estavam inchados de tanto chorar.

– Maldito. — Demétrius reclamou assim que ouviu a voz dele. E então ele sumiu. Mas reapareceu segundos depois. — Juliana, se você contar para alguém sobre o que aconteceu... irá se arrepender. — Ameaçou, e finalmente evaporou.

– Daniel, Daniel! Eu to aqui! — O chamei, minha voz estava rouca por ter sido enforcada;

Ele me viu, percebi que ele estava com um sorriso enorme no rosto. Daniel abriu a porta da solitária, mas seu rosto de alegria logo se transformou em preocupação ao me ver.

– O que houve?

Tentei me levantar, mas só consegui com a sua ajuda. Assim que fiquei em pé, agarrei sua nuca e o beijei com vontade, pedi espaço com a lingua e mesmo sem ele entender, cedeu.

Eu começei a cair, e ele me acompanhava, até que nos sentamos no chão. Lhe dei mais alguns selinhos demorados.

– Eu nunca... — Dei mais um selinho — Nunca iria te trair. — Beijei de novo. — Com ninguém Dani. Nunca.

Ele retribuia os beijos.

– Eu sei Julie. — Parou e então eu o abraçei. — Mas porque está falando sobre isso?

– ahh... por nada.

– O Demétrius estava aqui. — Afirmou. — Ouvi a voz dele, o que ele te fez? Te encontrei chorando, e aquilo ali no chão? Parece ser veneno. — Pausou. — Então ele queria te envenenar, ou te ameaçar de algo.

– Porque não volta a trabalhar na área investigativa da policia?

– Foi isso que aconteceu não é?

– Foi.

Ele bufou.

– Demétrius ainda vai pagar por tudo, eu mesmo farei isso... — Sussurrou, mas consegui ouvir.

Não dei muita importancia as suas palavras, pois eu estava ocupada de mais pensando no que Demétrius disse: Digamos que você não terá muito tempo com o Daniel. — E logo depois ele me perguntou que dia era hoje; Eu respondi que era quarta, e ele deu enfâse a o número do dia, 26.

– Daniel, o que tem amanhã?

– Como?

– Quinta, dia 27. O que tem de especial amanhã?

– Não lembro... — Comentou. — Deixe-me ver aqui. — Pegou um bloco de notas, me lembro que ele anotava muitas coisas ai...

Ele começou a folhear e ficou paralizado.

– Daniel? O que tem amanhã?

– Dia 27. — Comentou para si mesmo. E então olhou para mim. — você estará livre amanhã.



Notas finais
Reviews? Me deixariam feliz. ^^