Destino.
1 Prologo.
Notas iniciais
Daniel narrando:
Fui chamado na sala do meu chefe, eu era o ''queridinho'' dele, pois sempre obedecia suas ordens, eu era conhecido por botar medo e terror naquela cadeia de fantasmas. Na verdade era uma cadeia feminina.
Eu não era muito de falar com as presas... eu não podia falar com elas, Demétrius não colocava apenas regras para as presas, como para os policiais e guardas de lá também, eu era mais um guarda do que policial, mas admito que as vezes enfrentava umas missões para encontrar fugitivas, sou severo, colocava ordem lá, depois de Demétrius, eu era praticamente o chefe de lá.
Eu usava um uniforme quente, até que era bom, pois meu corpo era totalmente frio, o uniforme era azul marinho, calça social, azul também, um colete preto, e um quepe (chapeu) também azul.
Dei meus passos lentos até a sala do meu chefe, admito que aquele lugar me causava arrepios.
Bati na porta. E entrei, quase sem esperar a sua resposta.
– Chamou senhor?
– Chamei. — Disse ele, virando a cadeira grande e giratória para mim. — Temos uma novata vindo. Quero que cuide dela, e seja um '' Guarda-Costas ''
– Mas senhor, minha função não é proteger... é o contrário...
– Calado! — Gritou, engoli em seco e me calei. — Estou mandando você cuidar da novata. E você vai cuidar.
– Tudo bem. — Achei estranho, ninguém cuidava de presidiárias. Ainda mais aqui, onde o Demétrius manda.
– Ela não é como as outras.
– Como assim?
– Ela é viva.
– VIVA? Mas senhor é contra as regras espec...
– Calado!
Suspirei.
– Quando ela vem?
– Hoje, hoje à noite.
– Qual é o número da cela dela?
– 78.
– E o nome da humana?
Ele pegou um caderno grande, começou a folhear.
– Juliana Spinelli de Almeida.
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