Destino.

2 A Novata.


Notas iniciais
Gente, não vou parar com a minha outra fic, mas preciso que me mandem reviews para me inspirar... xD

Daniel narrando:


Já era fim da tarde, inicio da noite. Eu estava no corredor, agora pensando no meu novo cargo de guarda-costas. Ainda não entendi o porque disso, mas deve ser porque ela é viva, é uma humana. E precisa de cuidados mais especiais. Só não entendo porque o Demétrius me mandou fazer isso, não sou bom em cuidar dos outros.

E essa garota deve ser mesmo perigosa para estar aqui, em uma prisão de fantasmas. Ela precisa mesmo de uma lição, e não de cuidados.

Mas tá, eu sou obrigado a obedecer. Fui andando até a cela número 78, a cela da tal novata... até esqueci o nome dela.

Cheguei lá, no corredor havia apenas um pequeno banquinho de madeira, em cima, tinha uma revista... talvez para me distrair. A cela ainda estava vazia, a humana ainda não havia chegado.

– A novata está à caminho. — Ouvi Demétrius dizer, não, ele não estava do meu lado, é que todos os policiais usam uma espécie de fone de ouvidos, assim conseguem contato com Demétrius.

Não o respondi, ''respirei'' fundo. E continuei em pé no corredor. Já até imagino como a nova presidiária deve ser: Cabelo sujo, piercing em quase todas as partes do corpo, tatuagens, e bem má educada. Tenho nojo desse tipinho, não acredito que terei que cuidar de uma presidiária. Mas é claro que não sou apenas um guarda-costas, como também posso puni-lá, pelo menos isso é uma parte boa.

– Me solte! Me solte! — Ouvia uns gritos desesperados vindo do corredor.

Olhei para o lado, vi dois policiais segurando uma garota, uma moça, nada pálida, e sem nenhuma tatuagem ou piercing, mas que estranho... Pensei que ela fosse feia.

A garota se rebatia, tentava se soltar dos policiais, seu rosto estava vermelho, e seus olhos cheios de lágrimas. Ela levantou o rosto, e olhou diretamente para mim. Depois disso, não gritou e nem se rebateu mais, apenas ficou parada, deixando os dois policiais a arrastar pelo corredor.

– Deixe-a comigo. — Disse, autoritário. Os dois policiais jogaram a menina com força no chão. E sumiram.

Ela tossiu um pouco, e cuspiu sangue. Não acredito que eles podem maltrata-lá e eu não, que injusto.

– Levanta.

Ela se esforçava muito para se manter em pé. Continuava a chorar... porém, eu nem havia a tocado. Por pena, ajudei a presidiária a se levantar. No corredor mesmo, coloquei a algema em seus pulsos. Ela olhava apenas para baixo. A levei até a sua cela, e com as chaves a tranquei.

A cela não era muito grande, tinha uma portinha no canto, com um pequeno banheiro, sem chuveiro, uma cama de solteira, ainda sem lençóis e travesseiro.

Ela se sentou no chão de sua ''nova casa''. E finalmente olhou para mim.

– Eu não fiz nada. Sou inocente. — Dizia a moça. — Porque me colocaram aqui? O que eu fiz de errado?

Me mantinha imovel, encarava com desprezo aqueles olhos humanos, aqueles olhos amêndoados. Eles refletiam pureza, admito que não passou pela minha cabeça que a novata seria apenas uma adolescente... chuto que tenha uns 17 anos, da minha idade.

– Porque não me responde? Eu não quero ficar aqui!

Ela estava falando comigo, mas eu não podia responder. Era a regra: Nenhum contato ou diálogo com as presidiárias.

Mas... acho que sou excessão. Preciso dar uma de bonzinho para a garota, sei que será dificil... mas percebo que posso responder suas perguntas sem receber punição de Demétrius.

– Eu quero ir pra casa!

– Essa é a sua nova casa. — Foi a minha primeira resposta, eu andava tão calado nesse emprego que até esqueci de como a minha voz era bonita.

– Não é moço, me tira daqui!

Eu já não aguentava mais aquele drama, a garota chorava como se fosse o fim do mundo, Demétrius precisa aumentar o meu salário.

Abri lentamente a cela, ela me olhou sem entender.

– Vai me tirar daqui? — Perguntou a garota, senti a inocência em sua voz, o que uma garota tão pura fazia atrás das grades?

– Não vou. — Respondi e me aproximei, ela se assustou com o meu tom de voz.

– Por favor, não me machuque.

– Então é melhor você ficar calada.

A garota balançou a cabeça, me abaixei. Me posicionando na sua frente. Peguei um pano branco que estava no meu bolso, e passei pelo seu rosto.

– É melhor limpar essas lágrimas, não quero que o Demétrius pense que eu estou te maltratando. — Passava o pano por todo o seu rosto, ela estava paralizada, apenas me encarava com aquele olhar triste.

Uma pequena lágrima escorreu de seu olho esquerdo, com toda a calma e paciência a limpei.

– Isso está me machucando. — Reclamou a garota, apontando com a cabeça para suas mãos.

Lá estava as algemas. Vi que realmente apertavam seus pulsos.

– Não posso tira-lás até a segunda ordem do meu chefe. — Respondi a garota, frio.

Sai da cela, e me sentei no banquinho. Tentava não olhar para a menina, ela mais me parecia uma timída garota, assustada com a prisão.

– Moço. — Novamente me chamou, abaixei lentamente a revista e mantive meu olhar fixo para a jovem. — Qual é o seu nome?

Não acredito que ela interrompeu a minha leitura por uma bobagem.

Voltei a ler.

– Seu policial... — Ela não cansa mesmo.

– Que é? — Perguntei mau-humurado, só não vou lá e dou uma lição nela porque posso ser demitido.

– Estou com fome. Preciso me alimentar.

Já vi que tipo de cuidados eu vou ter que dar a ela.


Notas finais
Continuo com reviews.
Reviews?
*-*