Destino.

28 Preciso te Contar.


Notas iniciais
ESTOU DE FÉRIAS! *---* - Mas estou triste, ganhei poucos reviews, me inspirem!
~ Espero que gostem; ^^

Daniel narrando:


Não entendi o motivo de sua pergunta, mas a encarei fixamente, a garota me olhava de um jeito caridoso, sem maldade por fazer aquela pergunta.

– Porque eu dormiria com você?

– Porque quando eu tenho pesadelos, só consigo dormir acompanhada. — Suspirou logo em seguida.

Hesitante, alisei o alto de sua cabeça, ela fechou os olhos com o carinho, me agachei, ao seu lado. Estava cada vez mais dificil lutar contra esse amor. Parei de carinha-lá, lembrando que não podia me apegar muito à ela. A mesma abriu os olhos depois que sentiu o carinho acabar.

– Canta uma música pra mim? — Pediu. A olhei com reprovação. — Por favor Dani. — Deu um sorriso.

– Qual? — Bufei.

– Aquela que passou no rádio outro dia, da Avril.

'' Droga... com tantas músicas, rock pesado, metal... e ela quer que eu cante logo essa música? A música que mexe comigo, e que me faz lembrar dela? ''

– Tudo bem. — Assenti. Suspirei e começei a cantar, apenas o refrão.

– I will be all that you want (E eu vou ser tudo o que você quiser), And get myself together (E me recompor), 'Cause you keep me from fallin' apart (Pois você faz com que eu não caia aos pedaços), All my life (Por toda a minha vida), I'll be with you forever (Estarei com você para sempre) To get you through the day (Para fazer com que você siga com o dia) And make everything okay (E fazer tudo estar bem)

Ela fechou os olhos pouco a pouco. Continuei agachado.

– Essa música é bonita. — Comentou a garota, de olhos fechados. — Ela me lembra uma pessoa. — Abriu um dos olhos e me encarou.

Será que ela pensa em mim, assim como eu penso nela?

– Te lembra quem? — Perguntei, dando um leve sorriso.

– O Fernando. — Meu sorriso desapareceu com a sua resposta.

– Não esqueceu esse babaca garota. — Reclamei, ela me olhou desconfiada.

– Já, claro que já esqueci, mas essa música me faz lembrar um pouco ele... só isso, qual é o seu problema? Porque gritou?

Eu nem tinha percebido que havia gritado, respirei fundo, tentando me acalmar.

– Essa música te lembra alguém? — Juliana perguntou.

– Não. Não me lembra ninguém. Bom... é melhor você dormir, já está tarde. — Recomendei, ela aceitou. Se encolhendo com aquele lençol fino, eu ainda me perguntava o porque de sua febre, mas deve ser porque Juliana não está acostumada com a temperatura do meu mundo.

Horas se passaram enquanto a garota dormia, eu apenas a observava, deixei de dormir, apenas para admira-lá. Me aproximei de seu rosto, já convivia bastante com ela, e sei que o seu sono é profundo. Lhe dei um beijo na bochecha.

'' Garota eu... e-eu, te amo. ''

– Ora, Ora, Ora... Daniel. — Uma voz sombria soprou no meu ouvido.

– Oi chefe.

– O que faz aqui? — Perguntou ríspido.

– Estou cuidando da presa. — Sussurrei, não queria que ela acordasse.

– Não dá para cuidar dela do outro lado da grade?!

Engoli em seco.

– Ela... E-está com febre.

– Hum... Vamos Daniel, saia logo daí, ou perderá o emprego.

– M-mas...

– AGORA! — Pulei de susto com o grito, acabei me levantando, e obedecendo Demétrius.

Como ele pode me tratar tão mal, eu sou o melhor policial daqui. Ele podia pelo menos me respeitar um pouco, sabe... as vezes eu penso em dizer umas poucas e boas para ele, mas infelizmente não posso fazer isso.

Já estava sentado no banco, eu olhava a garota dormindo...

– Você está mimando muito ela, Daniel. — Demétrius estava ao meu lado.

Fechei a mão com força, queria controlar toda a minha raiva.

– Sabe... amanhã ela vai começar a trabalhar duro. — Meu chefe dizia. Continuei calado. — Amanhã é quarta, hum... Acorde a garota cedo, Daniel. Ela precisa por a mão na massa aqui, como as outras detentas. — Comentou, já se distânciando de mim. — Ahh, e novamente. Não seja grosso com ela, apenas seja frio. — E ele sumiu.


Julie narrando:


Estava tendo um sonho maravilhoso com o Daniel, ah... como ele está sendo gentil comigo... isso tudo depois do nosso beijo, ele até cantou uma música em inglês para mim, viu, eu estava certa, ele tem sentimentos, mas poucas pessoas conseguem ver. — Aliais, ele beija muito bem. — Só que não vou dizer isso à ele, esse policial já se acha o máximo sem motivo algum.

Até eu pensava que ele era um monstro sem coração, mas hoje, vejo que não. Estou a cada dia mais apaixonada por ele, eu não sei o que eu faço, aprendi que não devemos esconder as coisas.

'' Preciso falar para ele, preciso dizer como eu me sinto. '' – Eu pensava, enquanto ainda estava de olhos fechados, dominada pelo sono.

– Garota. — Ouvi aquela voz masculina e sedutora, abri os olhos, e lá estava Daniel. Ele me olhava com aquela expressão malvada, porém, incrivelmente linda. — O que tanto olha para mim? — Perguntou.

Não o respondi, me sentei na cama e esfreguei meus olhos.

– São que horas?

– Não tenho cara de relógio. — Respondeu, ríspido, que diabos deu nele?

– Hum...

– São 5:30 da manhã. — Disse um pouco depois.

– Porque me acordou tão cedo? — Estava surpresa, normalmente acordo quase dez horas.

– Porque você não está aqui apenas para comer e dormir. — Foi saindo da cela. — Venha, você vai trabalhar hoje.

– Huh... — Aceitei.

Estavamos andando pelo corredor, Daniel segurava o porrete e olhava fixamente para frente, eu estava um pouco nervosa com a sua expressão.

– E-eu quero falar... hum... uma coisa importante Dani. — O que eu verdadeiramente sinto por você.

– Não é hora para isso.

– Não?

– Não.

Suspirei e me calei, talvez ele estava certo. Continuei seguindo seus passos, até que chegamos em uma sala escura, era uma espécie de porão.

– Tente achar uma inchada que não esteja quebrada ou suja de sangue. — Ele disse. Olhei em minha volta, e vi que a sala estava cheia de inchadas.

– Pra que isso? — Perguntei sem entender.

– Você vai capinar hoje, junto com outras detentas. — Bom, pelo menos eu vou ver gente nova, posso até fazer novas amizades.

– Mas porque eu?

– Porque meu chefe mandou.

Engoli em seco, e olhei algumas inchadas e peguei uma qualquer, não estava muito afim de capinar, mas o que eu poderia fazer?

##

Estavamos passando pelo corredor deserto da prisão, eu continuava com aquele pensamento em mente: Preciso dizer a ele o que eu sinto.

Mas... ele estava tão frio comigo... Tenho medo.

Me virei para ele, o mesmo prestava a atenção para a sua frente, segurei a inchada com a mão esquerda, e fui para mais perto do Dani, aos poucos, dei minha mão à ele, o fantasma finalmente se virou para mim, e deu aquele sorriso de lado que me deixou totalmente derretida. Resolvi começar a falar aos poucos.

– Preciso te contar uma coisa importante.


Notas finais
Reviews?