Destino.

89 Preciso de Você.


Notas iniciais
Esse é o quarto dia ;D
E no quinto... teremos uma surpresinha.
LEIAM MINHA NOVA FIC DA SÉRIE: https://fanfiction.com.br/historia/256821/Somente_um_pedido./

Julie narrando:


Porque o Daniel está me ignorando? O que eu fiz para ele? Só me lembro que ele ficou assim depois que conversou com o chefe. Na certa Demétrius colocou alguma coisa na cabeça dele, que o fez ficar assim. Mas eu ainda não entendo o porque disto.

Já era metade do dia, Daniel continuava sem falar comigo, e eu estava ficando com raiva, a minha fase de tristeza já havia passado, me senti rejeitada durante esses dias, mas agora isso passou.

Acho que ele deve sofrer um pouco, assim como eu estou sofrendo.

Daniel estava no corredor, ele conversava com Max, eu ainda não sei o que tanto Max queria nos mostrar naquele papel, mas acho que Daniel tem razão: Não deve ser nada de mais, afinal, Daniel já decorou todas as regras espectrais...

Fui para o corredor, abri os braços. Os dois rapazes me encararam sem entender, até que puxei Max pela nuca e o abraçei forte.

– Ohh coisa boa... — Ele brincava, retribuindo o abraço. Enquanto Daniel apenas assistia.

Sei que pode ser infantilidade da minha parte — causar ciúmes no namorado — mas quero ver se pelo menos assim ele terá um dos seus ataques e grite '' Julie, se solta dele! ''

Ele não falou nada. Eu temia isso. O rapaz dos cachos suspirou ao ver a cena. Abaixou a cabeça, e olhou para seu sapato. Me soltei de Max por pena dele. Acho que ele não sentiu ciumes e sim tristeza.

– Daniel... você quer um abraço meu também? — Perguntei.

Ele olhou para mim, eu estava ansiosa para ouvir sua voz.

– ...

Bufei. E então... Vi uma garota que eu realmente não queria ver: Becca. Eu ainda estava com raiva por ela ter beijado o pescoço do Daniel e ter causado a maior encrenca no acampamento na semana passada.

'' O que ela faz aqui? '' – Minha pergunta foi respondida quando ela veio ao encontro dos braços do meu namorado.

– Dani, me desculpe meu amor... minha paixão... eu não queria ter te machucado.

– Tudo bem. — ele tentava a todo o custo se soltar dela. E finalmente conseguiu.

– Você me perdoa?

– Aham. — Respondeu entediado;

Ela passou os dedos pelos próprios lábios e depois passou seus dedos manchados de baton vermelho nos lábios dele. Me virei de lado para não ver essa cena.

Depois de um tempo aquela puta se foi. Deixando o clima entre nós bem chato.

Daniel limpou a marca de baton em seus lábios, ele parecia chateado com o meu abraço e eu estava mais chateada ainda com o abraço e o desprezo dele. E ele ainda é todo simpático com a Becca.

– Eu... vou... vou indo. — Gaguejou um pouco, ele falava com Max, não comigo. Não deu muita explicação para onde ia. E então saiu.

– Porque ele está me ignorando? — Sussurrei.

– Não é ele, é o Demétrius. — Max respondeu. Me deixando confusa. Ele foi mais expecifico e disse — O Demétrius mandou ele te ignorar por cinco dias. Enquanto faz tarefas estúpidas que o chefe o obriga a fazer.

Admito que fiquei mais feliz ao saber que ele estava sendo forçado a me ignorar.

– Max. Me diz uma coisa; — Olhei para o seu rádio, ele assentiu. — Esse rádio é tipo Mp3 também, não é?

– É sim, porque?

– Pode me emprestar?

– Claro.

Peguei seu rádio, e então começei a proucurar por músicas, Max disse que sempre curtiu qualquer tipo de música. Eu proucurava as músicas torcendo para encontrar uma em especial.

Achei. E começei a ouvir.

'' Quando escuto essa guitarra

Tudo pode acontecer
Me sinto vivo
Me sinto novo
Tudo fica melhor tudo bem

E se você quiser saber
Pra tocar rock tem que ter coração
Aventureiro
Bem rockeiro
Sem destino e sem razão ''

Max, escuta. — Pedi, colocando os fones em seu ouvido, ele começou a ouvir a música. — Essa voz...

– É do Daniel. — Sussurrou, um pouco chocado. — Nossa, eu nunca tinha reparado.

– Tem certeza que é a voz do Daniel?

– Claro, tenho certeza. Porque?

– Ele me disse que não era.

– Ahh, ele pode ter esquecido né... afinal, isso deve ter sido de séculos atrás, sei lá.

– Hum. — Mesmo assim, acho isso muito estranho. — Max, preciso ir. — Lhe dei um beijo na bochecha. — Tchau.

– Tchau!

E então corri, a proucura do Daniel. Mesmo ele não podendo falar comigo, ele precisava me ouvir. Acho que ele vai se sentir melhor depois que descobrir que eu sei sobre o seu novo trabalho e o seu tratamento — obrigatório — de gelo contra mim.

O encontrei no corredor, sentado no chão... cabisbaixo. Me senti péssima com isso.

Ele me viu, mas não mudou de expressão. Continuou triste.

Me sentei ao seu lado.

– Me escuta, por favor. — Pedi.

Suspirei, ele não fez nenhum gestos. Apenas me encarou, espero que isso seja o bastante.

– Eu sei sobre o que o Demétrius te fez, o Max acabou de me contar.

Ele deu um leve sorriso com isso.

– Você não pode falar comigo não é?

– ...

Abaixei a cabeça.

– Daniel, você prometeu que não iria mais obdecer o seu chefe.

– ...

– Olha ai... já faz quase cinco dias que não nos falamos.

– ...

– Somos namorados.

– ...

– Ou eramos.

– ...

– O que a Becca queria com você? O que aconteceu?

– ...

– Não precisa obedecer o seu chefe em tudo, me responde pelo menos uma vez.

– ...

Bufei.

– Esquece.

– ...

– As vezes eu acho que você nunca gostou de mim.

– ...

– Não luta por mim.

– ...

– Não me quer pelo resto da eternidade com você.

– ...

Me levantei, depois dessa conversa, ele ficou mais triste ainda.

– Não sei se estamos mais juntos.

– ...

– Você está me tratando como se eu fosse invisivel.

– ...

– Acho que vou começar a ser invisivel para você, e sumir da sua frente. — Sai andando. — Eu te amo, mas não sei se você sente o mesmo. — Me virei para ele, apenas para deixar essa ultima frase. Voltei a andar de novo.

– Eu te amo. — Ele sussurrou.

Notas finais
Reviews?
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