Destino.

47 Outra noite atrás das grades.


Notas iniciais
Duas recomendações ? Nossa, vomitei arco-irís, obg mesmo meninas, vocês são demais! Amo vocês e que bom que estão gostando da história, e obg mais uma vez por me aturarem. Hahah '
Tá ai mais um capitulo. ~aaaann, mudei meu nome xD

Daniel narrando:


Me sentei no banco, depois que o arrastei para perto da cela da minha namorada. Ela estava comendo um prato de sopa que eu trouxe a pouco tempo. E eu pensava no Demétrius, ele anda passando dos limites... Mas infelizmente não posso fazer nada contra isso.

– Dani. — Chamou Julie, com uma voz doce e serena.

Me virei e vi que a garota estava bem próxima de mim, eu sorri.

– Que é amor?

Senti seu rosto corar por alguns instantes enquanto ela me fitava, eu tentava entender o que se passava por sua mente.

– E hoje... Quando estavamos no armário do faxineiro... — Ela começou, seu rosto estava ainda mais vermelho. Ela deu um sorrisinho e continuou. — Não acha que rolou um clima? — Sussurrou.

Suspirei, lembrando daquela cena, realmente... meu corpo estava em chamas naquele momento.

– É, eu concordo. — Sussurrei também, afinal, ninguém poderia nos ouvir.

Ela mordeu o canto do lábio, parecia medir as palavras antes de dizer. Juliana olhou para mim, e segurou minha mão que estava na grade.

– Porque não continuou? — Simplismente perguntou, de uma forma natural.

– Como? Não! Não posso... a-agente... v-você só tem quinze anos... e... e... eu sou um cara responsável. — Corei bastante com aquele assunto, mas admito que estava com tanta vontade quanto ela. — Nós não podemos nem nos beijar direito... quanto mais... hum... — Sussurrei — Fazer amor. Não mesmo Julie, isso está fora de questão.

Ela ficou calada e abaixou a cabeça, eu sei que fui um pouco duro de mais com ela, mas não podiamos... pelo menos não no armário.

– Mas... — A interrompi.

– Sem 'Mas'. Está fora de questão.

Passou uns minutos de puro silêncio, a garota estava sentada no chão, brincando com uma velha revista que eu a emprestei. Eu estava um pouco arrependido de ter sido tão duro com ela.

– Amor. — A chamei, mas ela ignorou.

Bufei, eu sabia que nós dois tinhamos personalidades fortes. Abri a cela, totalmente arrependido, me aproximei dela, a mesma continuava a me ignorar, se fingindo de interessada naquela revista amassada.

– Não tem ninguém por aqui... — Sussurrei. — Deixa eu te dar um beijo. — Pedi me aproximando.

A garota se levantou e foi para um outro canto. Se sentando na cama.

– Beijo está fora de questão. — Reclamou, sem me olhar diretamente.

– Desculpa vai... — Fiz carinha de cachorro sem dono. Ela revirou os olhos e continuou a folhear a revista.

Sem ela perceber, fui me aproximando de sua cama lentamente, depois que ela se deu conta, já estavamos bem próximos. Mas ela não falava nada. Parecia mesmo magoada.

– Tá bom. — Sorri. — Se você acha que já está pronta, eu te faço mulher. — Se isso vai te fazer feliz, então tudo bem.

Juliana deu um daqueles sorrisos lindos, que me deixa totalmente encantado. Ela se aproximou de mim, e puxou minha gravata.

Juntamos nossos lábios para um selinho demorado. Até que nos separamos.

Ouvi uma falação de mulher no corredor, resolvi voltar para o banquinho enquando Julie estava sentada em sua cama.

Uma mulher passou pelo corredor, tinha olhos claros e aparentava ter uns 30 anos, estranho... acho que já vi aquele rosto e aquele cabelo ondulado antes.

'' Ai não, não pode ser... pensei que depois que estava morto iria me livrar dessa garota, que agora era uma mulher. Sim, essa era a garota que me magoou quando eramos jovens... Mas o que ela faz aqui?'' — Admito que ela está bonita, um pouco velha para mim, mas está bonita. Usava uma saia até a altura da coxa, era da cor do meu uniforme, azul marinho, usava um terninho e segurava uma pasta.

Ela tagarelava no celular, passando pelo corredor, até que me viu... tentei olhar para um outro lado, disfarçar, mas não deu. Concerteza era iria reconhecer esse meu rosto bonito.

– Daniel? — Ficou surpressa.

Bufei com sua presença, eu não gosto mais dela, acho que foi só uma apaixonite, diferente da Julie.

– Oi Débora.

– Ahh, mas você morreu tão jovem! — Correu para me abraçar. Me abraçou forte, quase me sufocando. Julie via a tudo. — Lembra? Eramos namorados. — Sorriu me soltando. — Agora eu sou casada, desculpe Daniel. — Ela deu um tapinha no meu ombro. — Mas você precisa superar.

– Cala a Boca Débora, eu não gosto mais de você. Depois de tudo o que você fez comigo. E não fomos namorados, só rolava uns beijos. Só isso.

– Desculpe baby, eu não devia ter espalhado para o colégio todo que você levou um fora de mim. — Ela fingiu estar triste, essa garota é muito falsa mesmo.

– O que está fazendo aqui? — Perguntei entre os dentes.

– Eu vim especionar o presidio. Não sabia que você trabalhava aqui, vou vir nesse lugar mais vezes. — Sorriu, mexendo nos meus cachos.

Tirei sua mão do meu cabelo com brutalidade.

– Não quero te ver Débora, você só fez mal para mim, vá fazer o seu trabalho e suma da minha frente. Aliais, eu tenho namorada, sou jovem, e estou feliz. E estou feliz sem você. Adeus. Espero não te ver. E se algum dia você voltar aqui, mesmo que seja à trabalho, por favor, não venha falar comigo.

Ela engoliu em seco e ficou um pouco abalada com as minhas palavras, mas manteve a pose e sumiu.

Me sentei no banco e fiquei rindo da cara dela por um tempinho, até que Julie se aproximou.

– Quem era ela?

– Uma garota que partiu meu coração.

– E VOCÊ AINDA GOSTA DELA?

– Não, ela é bem mais velha do que eu agora.

– SÓ POR CAUSA DISSO?!

– A-ah... Julie, não fica com ciúmes tá? Eu não gosto dela já faz trinta anos.

– Tudo bem. — Disse com a voz mais doce. — Acho que já vou dormir, está tarde. — Comentou, segurei seu braço e dei um selinho nela mesmo do lado de fora da cela.

– Boa noite amor.

– Boa noite. — Sorriu e deitou-se na cama.

##

Já era um pouco mais de meia noite, eu observava Juliana dormindo enquanto pensava na 'vida'. Fechei meus olhos lentamente, estava morto de sono.

Passou uns minutos, eu consegui dormir, mas até que alguém me cutucou e acabou me acordando.

– Eu não te pago para dormir.

– Desculpe senhor. — Disse esfregando os olhos. — Já estou acordado.

– Hum... — Demétrius me fitou. — Eu não devia fazer isso, mas vejo que está realmente cansado. E você é meu amigo. — Começou, e fez uma pausa. Pensativo. — São meia noite e trinta. Pode ir para casa, descanse e volte ao trabalho amanhã, aos meio dia e trinta. — Ele foi andando, mas se virou novamente. — Ahh, e Daniel. Leve a detenta com você. Não esqueça de trancar a porta e por as algemas nela. — Recomendou, eu ouvia a tudo.

Ele se virou e foi andando, dei o dedo do meio para ele, felizmente o mesmo não viu a minha malcriação.

Olhei para cela, Juliana dormia calmamente, a abri, peguei-a em meus braços, ela continuava a dormir como uma pedra.

– Talvez essa seja nossa noite especial amor. — Sussurrei, a tirando do lugar.


Notas finais
Reviews? Me faria feliz *-*