Destino.

65 De mal, a Pior.


Notas iniciais
Tive trabalho com esse capitulo. Espero que gostem.

Julie narrando:


O rapaz dos cachos nos encarava, eu estava um pouco chateada com a situação, afinal, sua expressão não era das melhores. Ele estava com o rosto triste, parecia decepcionado, além de chateado também.

Só não entendo o porque, afinal, nós terminamos, ou melhor, ELE terminou comigo. Eu tenho o direito de sair, ou ficar com quem eu quiser. E também tenho o direito de esquecer quem eu quiser.

– Não vão me responder?! — O rapaz me dispertou dos pensamentos, eu e Max estavamos calados. — O que está acontecendo aqui! — gritou com todas as forças.

– Relaxa Daniel, só estavamos curtindo. — Max resolveu falar, ele foi diminuindo o ombro, se acalmando. — Né não Julie?

– É, estavamos curtindo. — Sorri para Max, Daniel voltou a ficar nervoso, talvez com o meu tom de voz. Alegre.

– Olha aqui, Max! Você sabe que isso é proibido e as regras...

– Não me venha com regras! Eu não sou de cumprir regras! Não sou um escravo aqui, e nunca vou ser! Posso estar trabalhando, mas também tenho o direito de me divertir! EU NÃO SOU UM RÔBO! — Mesmo eu mal o conhecendo, nunca tinha visto ele tão nervoso assim.

Daniel suspirou, ele estava mais nervoso do que o Max.

– Idiota. — Reclamou Daniel. Em sussurro.

– Como é? — Max se levantou. Os dois se encararam.

Ambos pareciam dois touros selvagens, eu conseguia prever que daqui à poucos minutos, começaria uma briga.

Eu me levantei, iria me impor quando alguém surgiu em nossa frente.

– Juliana, e Max. — Demétrius sorriu, um sorriso diabólico, como se eu e ele tivessemos cometido um crime.

– Fala velho. — Max deu umas batidinhas nas costas de Demétrius, o mesmo não gostou.

– Não seja atrevido! Eu sou seu chefe! Deve me dirigir a mim com respeito! — Gritou, arfando. — E não me chame de velho. — Sussurrou.

– Desculpe senhor.

– Tudo bem, não vim aqui para discutir sobre coisas banais. — Ele dizia, suspirei. Finalmente eu não estava encrencada de nada. — Vocês dois. — Ele direcionou o olhar para mim e para Max, percebi que Daniel estava bem calado. — Andam correndo pelos corredores, não?

A raiva me subiu a cabeça, me levantei e encarei o único culpado, a única pessoa que seria capaz de acusar algo tão divertido apenas para ser o queridinho do chefe.

– Mas é um X9 mesmo, não pode ver a alegria dos outros que quer logo distruir! — Gritei, olhando para Daniel. O rapaz me fitava com outros olhos, e fazia cara de poucos amigos. Pensando bem, acho que ele me encarava assim desde que chegou, e viu eu e Max, juntos.

– Na verdade não foi o Daniel, Juliana. Eu vi vocês dois correndo atravez da câmera de segurança no corredor central. — Demétrius me corrigiu.

Admito que fiquei um pouco arrependida de ter gritado com ele à toa. Porém, o que mais me surpreendeu é que Daniel não retrucou, ainda estava calado.

– Mas agora, eu serei o X9! — Finalmente ouvi sua voz, sua bela voz. — Senhor. Eles iam se beijar! Eu vi! Os dois estavam prestes a trocar saliva! — Acusou ele, me deixando com raiva. — O senhor deve punir o Max! ELE IA BEIJAR ELA! MEREÇE PUNIÇÃO! — Daniel estava tão nervoso que o seu rosto estava completamente vermelho, a veia do pescoço estava levemente alta.

Demétrius ficou surpresso com a declaração de Daniel.

– Maxwell! — O repreendeu.

– Que foi? Isso é crime? — Ele tentava dialogar, seu tom de voz era calmo. Ele estava tranquilo, mesmo com uma discução dessa com o seu chefe.

O patrão começou a se acalmar aos poucos, diferente de Daniel.

– Bom, já que esse acidente não ocorreu, então não vou fazer nada contra isso. Apenas não quero que aconteca de novo. — Daniel ficou desapontado com as palavras do chefe.

Demétrius sumiu, deixando nós três sozinhos novamente. O clima tenso ainda estava no ar, os dois se fitavam com indiferença.

– Estou cansada! — Falei. Quebrando o silêncio. Porém, fui interrompida.

– É, eu também estou cansado garota, não posso te deixar sozinha nem por dez minutos que você já me apronta uma dessas? — Daniel tentava não gritar, afinal, já estava ficando rouca e fraca.

– Eu não aprontei nada, não estava fazendo nada de mais. — Rebati.

– Ahh não?! E você Max! Não tem vergonha! Ela é só uma garotinha!

– EU NÃO SOU UMA GAROTINHA! — Daniel se assustou com o tamanho do meu berro. Respirei fundo. — Já sou uma mulher. E você sabe disso.

##

Uns minutos se passaram, todos decidimos nos acalmar antes de conversar de verdade.

– Eu estou cansada do Demétrius. — Anunciei. — Ele faz a minha vida um inferno.

– Se vinga dele. — Propos Max. — Também não gosto dele.

– Ahh, que ideia boa, vingança. Por tudo o que ele me fez.

– Não. Julie, não faça isso. Não ouça esse irresponsavel, ele não sabe cuidar nem do próprio nariz. — Daniel se intrometeu.

– Não sei é?! — Max ficou nervoso. — Olha, eu tinha dois cachorros. E só um deles morreu! Viu, eu sou responsavel.

– Bastante. — Ironizou o rapaz, senti que ele ainda estava chateado. — E quanto a você Juliana, não vou deixar você se vingar de ninguém. Muito menos do meu chefe.

– Deixa a garota ser feliz. — Pediu Max.

– Quer calar essa sua boca!

– Chega de briga! — Me levantei, já estava me extressando com tudo isso. — Eu faço o que eu quiser, vou colocar o Demétrius no seu próprio lugar! — Dei um sorriso vingativo.

– Ohh, Julie. Vai com calma. Eu estava brincando, é melhor não fazer nada com o Demétrius, ele não costuma ser gente boa. — Max pareceu estar arrependido de me dar forças.

– Não estou nem ai. — Começei a andar, lentamente, ainda pensando no meu plano.

'' Viu, foi culpa sua, estava tudo indo bem... a fase má dela já estava passando, mas você quis se intrometer, seu idiota! '' Eu ouvia Daniel discutir com Max, ambos me seguiam. '' Eu não tenho nada a ver com isso. Deixa ela, se ela quer se vingar por algo que ele fez com ela, eu acho certo. '' Max rebatia.

– Querem parar de me seguir? — Me virei para os dois.

– Eu vou continuar te seguindo sim. — Daniel falou, me encarando. — E não quero ver vocês sozinhos e juntos de novo. Ouviu bem Max?

– Tudo bem. — Ele assentiu, normalmente. — Julie, eu vou voltar a vigiar os corredores. Juízo viu. — Ele piscou. Sorri, mas não sei bem se eu tenho juizo.

Voltei a andar, já estava com a minha vingança em mente: Vou pixar uma das paredes da prisão. Sei que não é uma vingança tão boa, mas eu não sou uma mulher má, então foi apenas isso que eu consegui pensar, mas mesmo assim, ele não vai gostar. Mas já vou me sentir mais ''leve'' com essa vingança — Na verdade eu estava querendo me vingar dele a muito tempo, ele me bateu, me ameaçou, me maltratou, me beijou, e fez o Daniel terminar comigo. — Isso já era motivos suficiente.

Entrei no armário do faxineiro, ainda sendo seguida por Daniel.

– O que está fazendo? — Ele perguntou, curioso.

– Proucurando umas coisas. — Umas latinhas de grafite — Fecha a porta.

– Hum... — Ele obedeceu e fechou a porta, entrando no armário também.

Daniel estava calado, eu estranhava o seu jeito cada vez mais. Resolvi não me importar, e voltei a revirar as coisas daquele armário do faxineiro.

– Porque você queria beijar o Max? — Ele perguntou, quebrando o silêncio entre nós.

Notas finais
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