Destino.
31 Nunca Mais a Verei?
Notas iniciais
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Capitulo Triste... =/
Daniel narrando:
Senti seus lábios quentes, enquanto ela sentia os meus lábios frios para um selinho intenso e provocante. Sua mão foi para a minha nuca, enquanto a minha mão segurava de leve sua cintura, ela se afastou um pouco, terminando com o selinho, mas logo nos beijamos de novo, estava cada vez mais dificil manter o profissionalismo, os sentimentos por ela era mais forte.
Me recompus, e mantive a pose, não resisti e lhe dei um outro selinho, mas logo tirei sua mão dos meus cachos, e me afastei, mantendo a postura, sempre.
– Não devia ter feito isso, garota. — Comentei, um pouco afastado, eu afrouxava a gravata enquanto falava. Admito que eu estava quente com aquilo.
– Desculpe, mas... foi você que começou. — Nisso ela estava certa, eu começei.
– M-mas eu não te beijei. Você não devia ter me beijado, de novo.
Ela se virou para mim.
– Porque não? — Me surpreendi com aquela pergunta, será que ela queria me beijar tanto quanto eu queria beija-lá?
Não a respondi, apenas fiz um gesto com o meu dedo, apontando para uma câmera de segurança que estava no canto do teto. Eu não tinha muita certeza de que estava funcionando, pois outro dia mesmo, ela estava com mau contato. Mas, preciso ter cuidado.
– Então, será que alguém viu? — Ela perguntou ao perceber que a luz vermelha da câmera piscava.
– Não sei... espero que não.
– Porque não?
Bufei, mas aceitei em lhe explicar.
– Podem me punir, e punir você.
Ela engoliu em seco, assustada, abaixou a cabeça. Me aproximei dela, mesmo um pouco preocupado com o flagra da câmera, eu estava feliz por sentir seus lábios de novo, mesmo sendo apenas um selinho caprichado.
Puxei sua cintura, a levantando e a colocando no chão logo em seguida. Ela deu um sorrisinho timido, enquanto eu ainda estava sério, um pouco confuso com os meus pensamentos, agora depois desse beijo, acho que ela retribui meu sentimento. Ou talvez queira apenas brincar comigo, como uma certa garota fez comigo no passado, quando eu estava vivo.
– É melhor eu te colocar na cela. — Falei, bem pertinho do seu ouvido, ela assentiu.
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Estavamos andando pelos corredores, Juliana olhava para o braço ferido e eu olhava para seu lindo rosto. Ouvi passos além dos nossos, Demétrius apareceu na nossa frente. Olhei frio para ele, certamente isso não é coisa boa.
– Daniel... — Ele me parou, Juliana também parou no corredor. Ao meu lado. — Sabia que na semana passada, concertaram aquela câmera da enfermária? — Perguntou, e me lançou um olhar assustador.
'' É agora que serei demitido, vou perder tudo... mas não vou me arrepender de ter feito aquilo, a única coisa que irá me fazer culpado, é não contar a verdade para Juliana. '' – Eu pensava.
– RESPONDA! — Gritou sem paciência, ao ver que eu estava calado. Olhei para a humana, a mesma estava com tanto medo quanto eu.
– É... eu não sabia senhor.
Ele se virou, e olhou para Juliana, se aproximou devagar dela, eu tentava me controlar para não arrebentá-lo de porrada, mas admito que se ele encostar um dedo na garota, eu o matarei, de novo.
– E você Juliana... Eu sabia viu... eu desconfiava... os dois assim... tão próximos... tão unidos. — Ele dizia, bem no ouvido da garota, seu tom de voz era provocador.
– Senhor, é o meu trabalho, preciso vigia-lá. — Comentei. — E aquilo foi... foi um acidente. — Completei, a humana abaixou a cabeça ao ouvir minha frase, parecia um pouco decepcionada com isso.
– CALADO! — Gritou, me repreendendo.
Engoli em seco, e respirei fundo.
– A culpa não foi sua Daniel, foi dela. — Apontou para a garota. — Ela vai receber uma punisão.
Meu sangue ferveu ao ouvir aquilo, eu já estava com raiva do Demétrius e suas regras estúpidas, estou sofrendo de mais por saber que não a verei por muito tempo, pois em alguns meses ela voltará para sua casa. E eu ainda preciso ser frio e deixar de mostrar o que realmente sinto por ela? Tudo por causa das regras do meu emprego?
– Foi eu. — Disse. Autoritário. Os olhares foram para mim, tanto dele, quanto dela. Mas Juliana sabia que era mentira minha. Pisquei para ela, queria que ela seguisse minha deixa. — Foi eu que começei, deve punir a mim senhor.
– Ahh, foi você? — Perguntou irônico, continuei parado, o encarando de um jeito frio, era a primeira vez que eu o fitava assim... realmente estou mudando, tudo por causa dela.
– Sim. FOI EU! — Me aproximei, ainda com o tom de voz autoritário.
– Bom, infelizmente Daniel. Terei que demiti-lo. Já que não consegue seguir regras simples.
Engasquei com a própria saliva.
– Não... senhor... Huh... — Eu tentava dizer, infelizmente terei que retirar tudo o que eu disse, apenas para não ser demitido.
– Quer me dizer mais alguma coisa?
– F-foi ela. — Com muita dificuldade, soltei essas duas palavras. Juliana arregalou os olhos, desviei o olhar. — E-eu só estava, tentando... encobri-lá. — Completei, e abaixei a cabeça.
– É, parece que você tem medo de ser demitido. — Demétrius comentou baixinho, parecia falar sozinho. — Posso tirar vantagem disso... — Sussurrou, continuei calado. — Bom. Já que você foi sincero, não será demitido, também, você é o meu melhor policial.
– Não vai fazer nada com ela não é senhor? — Perguntei, estava com medo.
– Vou. Concerteza eu vou. — Ele soltou uma risada diabólica, trinquei os dentes. — Mas também vou punir você, é um bonus, vou punir os dois.
– N-não a machuque senhor.
– CALA A BOCA! — Gritou, mas logo manteve a pose. Ageitou a gravata e continuou — Eu não recebo ordens de você.
– O que vai fazer comigo? — Sussurrou a garota.
Demétrius se virou para ela.
– Você, senhorita Spinelli, vai ficar uns dias na solitária, sozinha.
– O QUE?! DE NOVO?! VOCÊ QUER ME ENLOUQUECER! — A jovem gritou, fiz uns gestos para ela se acalmar, na verdade, Demétrius odeia quando alguém aumenta a voz para ele.
– Você! Você que está me enlouquecendo garota! — Ele retrucou. — Vai ficar uns dias sozinha, de novo. — Ele se virou para mim. — E quanto a você Daniel. É, você tinha razão. Sua função não é cuidar.
– M-mas... D-do que está falando? — Perguntei, com a voz trêmula.
– Estou falando que você não vai mais cuidar da Juliana.
– S-senhor, N-não faça isso comigo, P-por favor... — Eu controlava minhas lágrimas.
– Eu já disse, você está afastado deste cargo. — Ele puxou o braço da garota com força, fiquei parado no corredor, mas segurei a mão de Julie, mas aos poucos, nossas mãos foram se separando uma da outra, a segurei apenas com a pontinha do dedo, porém, depois de alguns segundos, estavamos completamente separados.
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