Destino.
32 De volta para ela.
Notas iniciais
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E eu espero que gostem do capitulo aqui.
Daniel narrando:
Eu estava em casa, sem camisa, apoiado na pia da cozinha... assoprando o café antes de tomá-lo, seria o meu terceiro copo cheio hoje. Estava de folga, finalmente vou poder me divertir um pouco, mas... o que adianta se divertir se o motivo da minha felicidade está longe.
Já haviam se passado uma semana, desde então, não vi mais a garota. Fiquei sabendo no emprego, que agora, quem cuidava dela era o Nicolas. Isso me deixou ainda pior do que eu já estava.
Voltei ao meu cargo anterior, voltei a dirigir o carro da policia em busca de bandidos perigosos, como eu sempre fiz. Mas sinto que não tenho mais motivos para me levantar da cama.
Fui andando para o meu quarto espaçoso, me sentei no colchão confortavel, suspirei, e peguei o celular de Juliana, que ainda estava comigo. A única coisa que me deixava — pelo menos um pouco — mais feliz seria ver suas fotos no aparelho. Isso arrancava um sorriso do meu rosto, as vezes.
'' Agora o que me resta de você são apenas as lembranças... '' – Eu pensava, enquanto passava o dedo na tela do celular, mas precisamente na foto digitalizada, fazendo de conta que ela estava ao meu lado.
Começei a chorar baixinho... até que ouço o som da campainha.
– Já vai. — Falei, enquanto secava minhas lágrimas. Coloquei uma blusa preta e fui atender.
Meu chefe estava do outro lado da porta, me encarava com cara de cachorro sem dono.
– O que quer aqui? — Perguntei, a última pessoa que eu queria ver era ele. — Olha... eu estou de folga... se veio mandar um trabalhar eu... — Demétrius me interrompeu, e saiu entrando na minha sala.
– Não vim para isso. — Disse, já se sentando no sofá. — Precisamos conversar.
– Hum... — O que ele quer de mim? Ele já me tirou tudo. Já me tirou ela... — Tá, vamos conversar.
– Primeiro você vai no banheiro e vá se barbear meu rapaz, parece que está até com depressão. — Ele reclamou, passei a mão no meu queixo, senti os pêlos da minha face me espetarem.
Assenti, eu estava mesmo com uma cara péssima. Eu fiquei curioso com a sua presença ali, na verdade, ele nunca veio até a minha casa. Fui ao banheiro e fiz o que ele pediu, voltei até a sala e ele ainda estava sentado no meu sofá.
– O que foi? — Perguntei ríspido.
– Não seja tão mau criado. — Ele me repreendeu, respirei fundo, ele era o meu chefe, eu precisava respeitá-lo.
– Tudo bem. E-Eu... eu quero ficar um tempinho sozinho — Revendo as fotos do amor da minha vida. — Será que dá para me dizer logo do que quer conversar.
Ele assentiu.
– A-acho que fui muito duro com você Daniel. — Comentou, continuei em pé, ouvindo cada palavra. — O Nicolas não está dando conta do trabalho. A garota se cortou hoje de manhã e...
– O QUE? Ela se cortou?! — Passei a mão pelo meu cabelo, quase o puxando de raiva. — Aquele idiota não fez nada?! Mas é um cretino! esse maldito não consegue nem cuidar de si mesmo, vai cuidar da garota! Ele é um inrresponsável, um incompetente!
– Já acabou de xinga-lo? — Perguntou Demétrius, fechei os olhos, mantendo a calma. Ele continuou. — Quando o Nicolas viu, ele tentou a empedir, mas... ela deu uma facada de leve no seu ombro.
Tentei não rir daquela situação, é tão facil para mim dominar a garota e tirar a arma de suas mãos, mas o Nicolas faz o favor de complicar as coisas.
– Então o Nicolas a levou na enfermária, eles enfaixaram o seu pulso, felizmente o corte não foi muito profundo. Mas o Nicolas quer voltar a ser o porteiro... e pareçe que ninguém quer cuidar da garota. Eu não tenho mais ninguém à recorrer, a não ser você Daniel.
Dei um sorriso convencido: Eu era o único que tinha capacidade de cuidar dela.
– Deixa eu ver se entendi, está querendo que eu volte a ser o guarda-costas dela?
– Sim. — Ele abaixou a cabeça, tentei esconder a minha felicidade. — Mas eu não aprovo o relacionamento dos dois. Se eu ver vocês trocando saliva de novo eu...
– Não tem relacionamento senhor. — O cortei, ele se calou. — E aquilo foi um acidente, eu garanto.
– Se esforçe para esse ''acidente'' não acontecer de novo. — Senti que isso foi uma ameaça, engoli em seco, e vi Demétrius sumir da minha frente.
Voltei para o quarto, pensativo, estava feliz por ter o meu emprego de volta, na verdade, por tê-lá de volta. Finalmente vou vê-lá de novo, vou cuidar dela. E eu prometo que não serei mais frio, vou tentar fazer de tudo para mudar o meu jeito, eu a amo, e quero deixar isso bem claro para ela.
Me sentei na cama, e fitei suas fotos.
– Não vou conseguir esperar até amanhã... Eu preciso ver o meu amor. — Me levantei. Vou fazer uma visitinha para ela hoje.
Baguncei o cabelo, escovei os dentes, passei perfume, coloquei uma calça jeans e um sapato social, eu já estava de camisa. E estava pronto.
Fui sorridente para a sua cela, eu estava invisivel para a garota, a mesma estava sentada no canto da cela, no chão. Estava disposto em ser seu amigo, e começar a conquista-lá pouco a pouco. Sem frieza.
Surgi para ela, feliz por ver que ela estava bem. Juliana levantou a cabeça, e olhou para mim... vi seus olhos tristes e molhados de lágrimas, dei um sorriso. E decidi falar.
– Oi. — Disse animado.
– Não quero te ver nunca mais. Vá embora. — Senti o tom de desprezo em sua voz.
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