Destino.
58 Não dá mais.
Notas iniciais
Ainda vai acontecer MUITAS coisas com o casal... *-*
Queria que as leitoras fantasmas comentassem, pelo menos hoje D:
E quanto as reviews, eu amei. Vou responder assim que a preguiça acabar. ^^
Ps. Me enganei seriamente quando disse que estava nos ultimos capitulos, lembram? É, eu sou péssima em calculos. '-'
Julie narrando:
Eu queria continuar, mas vi que Daniel não tinha nenhuma condição. Sei que ele está me escondendo algo, ainda não acredito muito que aquelas marcas todas foram causadas por uma simples queda de escada.
Ele ignorou o meu pedido, e continuou a beijar o meu pescoço, com uma das mãos apertando carinhosamente o meu seio direito.
Suspirei, agarrei sua nuca, deixei ele continuar... Beijei o pescoço dele, subindo os beijos até a boca.
– Te quero. — Ele sussurrou isso no meu ouvido, me deixando arrepiada.
– Te quero também. — Respondi, e o abraçei.
Apenas ouvi um gemido alto dele, até me assustei.
– Droga Julie, me solta. Não me abraçe mais, merda. — Reclamou, ignorante.
– Está com tanta dor que não quer que eu te abraçe? — Perguntei desconfiada.
– N-não... é... — Ele se enrolou. — Estou bem. Só não quero que me abraçe. — Comentou, eu olhei para ele com cara de ''Explica''. — Porque dói. — Completou.
– Já chega. Você não tem condições de me amar assim. Dá licensa, deixe-me passar. — Tentei sair de seus braços que me emprensava na parede.
– É claro que eu tenho condições. — Ele me puxou novamente. — Eu consigo. Nunca me senti tão bem. — Passou uns segundos, eu o encarei. Quando derrepente. — AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH... Julie... Julie, me larga, me solta, não me abraçe. — O abraçei mais forte ainda. — AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH — Ele continuava a gritar de dor, eu estava com raiva então o abraçei mais. E mais... Odiava quando ele mentia.
Ouvi ele chorar, e então meu coração se partiu. Eu sabia que ele estava sentindo dor, ele mandou eu não o abraçar, mas eu fiz isso novamente, e propositalmente apenas para ele sofrer mais.
O soltei, e vi seu rosto cheio de lágrimas. Ele se ''jogou'' na parede do lado esquerdo, se apoiando nela, e ainda gemendo.
– Me perdoe. — Pedi, colocando meu sutiã e logo depois o vestido, ele não me respondeu, apenas continuou a se apoiar na parede, sem forças suficiente para se manter em pé sozinho. — Vem, vou te levar na enfermária. — Segurei seu braço, e ajudei a colocar sua roupa.
##
– Eu te machuquei? — Perguntei triste, já estavamos no corredor, ele se arrastava pela parede, negando qualquer ajuda minha.
– Machucou. — Respondeu friamente.
– Me desculpa. Vem... eu te ajudo a andar. — Estendi minha mão, mas ele ignorou.
– Já disse que não. Eu consigo sozinho. — Tentou não se apoiar na parede, e realmente, ele conseguiu andar sem a ajuda minha, ou de uma parede. — E eu não vou para a enfermária, vamos voltar para a cela.
– Claro que não.
– Sim.
– Teimoso, já falei que não.
– Teimoso é quem teima comigo.
– Hum... aposto que consigo convencer você a ir na enfermária.
– Impossivel. — Ele revirou os olhos.
– Aham... — Fingi acreditar. — Acho que vou perguntar para o seu chefe se você está bem. — Dei um sorriso torto.
– Tá bom, eu vou pra enfermária. — Ele rosnou. Agora eu já sei que colocando o Demétrius no meio ele aceita tudo.
##
Já tinhamos chegado na enfemária, abri a porta e entrei junto com Daniel. A enfemeira Lucy o encarou, enquanto o mesmo fingia estar bem.
– Algum problema com você Juliana? — Ela perguntou, pois a maioria das vezes sou eu que estou machucada.
– Dessa vez é com ele. — Apontei com a cabeça para o Daniel. Ele bufou.
– Já disse que estou bem. — Ele reclamou.
– Hum... — A enfermeira olhou para ele que continuava com a postura reta, fingindo não sentir dores. — Venha, deixe eu te examinar. — Ela puxou o braço do rapaz, ele fez uma careta de dor.
– Eu me sento sozinho, pode deixar. — Daniel respondeu com grosseiria, se sentando na cama.
– O que houve? — Ela perguntou.
– Ele caiu da escada. — Respondi, a enfermeira assentiu.
– Preciso que tire a blusa. — Ela pediu, docemente.
– Não! Eu não vou tirar a minha blusa.
– Mas eu preciso ver seus machucados.
– Eu já falei que não vou tirar. — Ele teimava.
Eu e ela bufamos ao mesmo tempo.
– Assim eu não vou poder te ajudar Daniel.
– Ótimo, eu não pedi sua ajuda.
– Daniel! — O repreendi, só ele mesmo tem a coragem de responder mau uma enfermeira tão boazinha.
– O que foi??? Eu vim aqui porque fui forçado, você me forçou, eu não queria vir.
– Viu, ela se importa com você. Que lindo. — A enfermeira comentou, Daniel amarrou a cara. — Formariam um lindo casal de namorados. — Ela riu.
Corei um pouco e Daniel deu um leve sorriso, deixando seu nervossismo de lado.
– Então, você vai tirar a blusa ou está dificil? — A enfermeira perguntou novamente.
– Está dificil Lucy. — Respondeu seriamente.
– Acho que eu vou chamar seu chefe aqui... talvez ele facilite. — Pisquei para Daniel.
– Aff... tá bom, eu vou tirar... droga. — Finalmente ele cedeu, sorri vencida enquanto ele desabotuava a blusa e tirava a gravata.
– Meu Deus! — A enfermeira exclamou ao ver o corpo de Daniel.
– Eu sei... eu sei que sou gostoso, vê se não baba. — Ele deu um sorriso convencido.
– Não é isso... — Ela bufou. — Olhe para você, está todo machucado. Uma queda de escada não te deixaria assim... — Aquele comentário me deixou confusa. Então ele mentiu? — Vai precisar levar uma ingessão. — Ela se virou, e foi caminhando até a gaveta com as siringas.
Enquanto ela estava ocupada, eu e Daniel trocavamos olhares. Ele jogou um beijinho para mim, dei um sorrisinho, mas ainda estava chateada por ele me tratar com tanta grosseiria.
– Prontinho. — Ela se aproximou com uma agulha gigantesca. Eu e ele nos assustamos. Ela espetou o braço dele com a agulha, enquanto Daniel não mostrava nenhuma reação.
– Obrigado. — Ele falou sorrindo. — Já me sinto melhor.
– Que bom, é o meu dever. Eu vou almoçar e já volto. — E então ela sumiu, nos deixando sozinhos.
Tentei não olhar para ele, e resolvi mexer em algumas coisas da enfermária.
– Juh. — Ele me chamou, fingi não ouvir. — Desculpa se fui grosso. Vem cá. — Ele puxou meu braço, me fazendo aproximar dele. — Me dá um beijo. — Ele pediu, carinhoso.
Lhe dei um beijo na bochecha.
– A enfermeira disse que não foi queda de escada. O que aconteceu? — Ele franziu o cenho ao ouvir a minha pergunta.
– Temos coisa mais importante para discutir. — Ele respondeu, sério.
– O que? — Fiquei um pouco preocupada.
Ele segurou minha mão, olhei pra ele e sorri. O mesmo encostou nossos narizes.
– Pode me abraçar agora. Não estou sentindo dores. — Comentou, agarrei fraquinho sua nuca, ainda curiosa em saber qual era a coisa importante.
– Então? Vai dizer? — Perguntei.
Ele levantou meu queixo e me deu um selinho.
– Eu te amo... — O interrompi.
– Eu sei.
– Não, você não sabe. Todo esse amor que demonstrei para você não chega nem na metade do que eu verdadeiramente sinto.
Eu apenas corei com suas palavras, aproximei nossos lábios. E então eles apenas se encostaram, abri um pouquinho minha boca, queria um beijão depois de uma declaração dessas... mas ele virou o rosto.
– O que foi? Porque recusou? — Perguntei.
– Eu te amo. — Ele repitiu. — Mas não podemos continuar.
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