Destino.
73 Momentos.
Notas iniciais
Daniel narrando:
Abri a porta do quarto em um só chute, eu e Julie nos agarravamos como se não houvesse amanhã, cada toque, cada beijo me deixava arrepiado.
Não pense besteira: Eu só a levei para o quarto porque é um lugar mais seguro, afinal, minha sala tem umas duas janelas, todos nesse apartamento são colegas de trabalho, se alguém me ver quebrando as regras, concerteza irei ser demitido.
Já estavamos nos amassos há alguns minutos. Era beijo na boca, abraços, unhadas, mordidas nos lábios... Aquilo estava delicioso.
É como dizem: Tudo que é proibido é mais gostoso.
A agarrei pelas costas, senti sua lingua contornar a minha. Meu coração estava acelerado. Admito que fazia muito tempo que eu não me sentia assim.
Dei uma apertadinha na sua cintura, nisso ela parou com o beijo, arfando, e começou a brincar com os meus cabelos.
Jogou meu quepe longe, dei uma mordida fraca na minha orelha. Suspirei.
Segundos depois, senti a cama mais próxima, então foi aqui que vi que eu já estava a colocando delicadamente no colchão. Sem parar com o carinho. Tiramos nossos calçados juntos, e os deixamos de qualquer maneira no chão.
Ela se sentou, coloquei os joelhos no colchão, Juliana me puxou e continuou a me beijar intensamente. Meu corpo estava em chamas.
Dei uma afrouxada na gravata, eu estava com calor. Com um sorriso maroto, ela se aproximou do meu pescoço, e então começou a beija-lo.
- Não adianta pedir... Não vou parar. — Sussurrou ela, ainda me beijando.
'' Não pedi para parar... '' - Mas esse era o certo.
Me deitei sobre ela, sem machuca-lá. E continuamos no mesmo ritmo de antes...
Ela colocou sua perna esquerda no meio das minhas roçamos nossas pernas e nisso ela se agarrou ao meu corpo, rolamos no colchão, agora ela estava em cima de mim. Puxei o seu rosto e voltei a beija-lá.
Ela agarrou meus cachos com uma mão, e com a outra alisou o meu peito. Nossos amassos foram interrompidos por um barulho.
- Você ouviu? — Perguntei.
- Esquece isso... — Continuou com o carinho, eu realmente queria esquecer mas eu precisava ver o que era.
- Dá licença, vou ver o que é... — Me sentei, ou melhor, tentei me sentar. Juliana ainda estava sobre mim, e admito que não queria tira-lá dali.
Ela estava com as penas abertas, e ela estava sentada em cima do meu tronco, tentei não olhar para a sua calcinha, já que a saia do uniforme deixava à mostra.
Suspirou a garota, vencida, saiu de cima de mim...
- Fica ai. — Pedi, ela deu um sorriso e continuou na cama.
Me levantei, e peguei o porrete do cinto.
Pra que o porrete? Já vi um ladrãozinho entrar em um dos apartamentos outro dia...
Fui andando até a sala, então eu vi que o barulho não passava de uma janela aberta pelo vento. Preciso parar de esquecer janelas abertas, não quero o cachorro do Max bebendo outro vidro de perfume meu de novo.
A tranquei. E suspirei, estava confuso. Eu queria a Julie... mas não sei se devo.
Fui até o banheiro, me olhei no espelho e lavei o rosto.
'' Não sei se é certo ou errado... '' — Eu pensava enquanto ainda via meu reflexo no espelho.
- Daniel! — Julie me chamou.
Em um segundo, surgi no quarto. Ela ainda estava sentada na cama. Quando me viu, abriu um sorriso lindo. Sorri também. Eu estava feliz. Mas sentia um peso na minha conciência... sei lá... eu deveria estar no presídio, Demétrius concerteza irá sentir nossa falta, vai logo desconfiar, e com razão. Talvez até sobre para a Julie. De novo.
Me sentei no colchão, abaixei a cabeça, pensativo. Julie percebeu.
Senti suas mãos delicadas no meu ombro, ela tirou o meu colete policial. Deixando apenas a camisa social do meu uniforme.
- Você está tenso... — Sussurrou no meu ouvido, me causando arrepios. — Deixe-me tirar. — Ela foi desabotuando minha camisa.
- É, tira... tira tudo. — Pedi, fechando os olhos. Ela foi tirando a gravata, o crachar...
Depois de sentir meu peito totalmente nu, vi que ela começou uma massagem nas minhas costas. Revirei os olhos, me deliciando, era tão bom.
Me senti mais leve depois daquela massagem. Deitei minha cabeça nas suas coxas, ainda na cama. Admirei seu rosto.
- É tão linda. — Ela sorriu com o elogio.
'' Quero tanto fazer amor com você, mas não sei se posso '' - Meu pensamento foi interrompido com a junção de lábios, senti uma corrente de calor passar pelo meu corpo, me sentei na cama, e a abraçei, ainda sem parar com os beijos. O quarto foi escurecendo, percebi então que uma nuvem escura se formava no céu, e refletia na janela... deixando tudo mais aconchegante. Continuamos com a sessão de beijos, os primeiros beijos de muitos que iriamos dar naquela tarde.
Passei a mão por de baixo da sua blusa, senti seus seios redondos na palma da minha mão. Ela deixava... . Beijei seu pescoço, logo depois que tirei sua blusa e sutiã.
'' Foda-se as regras, eu quero é ama-lá. '' — Eu pensava, coloquei a arma dentro da minha gaveta, ela entendeu, e então tirou meu cinto, o jogou no chão. Já estava sem a calça quando começei a tirar sua saia... Ela me puxou, me deitei sobre seu corpo antes de tirar a última peça intima que faltava. — Minha box — Juliana estava empolgada, eu conseguia ver isso em seus olhos. Eu não estava diferente dela, afinal, irei tê-lá para mim.
Ela segurou minha nuca com uma das mãos. E me dei um selinho demorado e gostoso.
- Me entrego de corpo e alma à você, Dani. — Ela fechou os olhos e então dei o ultimo beijo antes de começarmos com o amor.
Tirei minha box, acariciei seu rosto, ela sorria, um pouco corada ao ver meu corpo.
Ela não estava com medo como na primeira vez, pelo contrário, havia um sorriso lindo em seu rosto. Aquilo foi o suficiente para eu continuar.
E então eu começei: A penetrei com carinho. Ela fechou os olhos e soltou o primeiro gemido.
Fazia movimentos vai e vem com intensidade. '' Mais rápido... '' Julie pedia, mas eu continuava com os movimentos lentos, afinal, eu queria que fosse algo lento, carinhoso e inesquecivel.
Fiz movimentos mais rápidos pois ela insistia. Ela abriu um pouco mais as pernas, revirava os olhos.
- Wow... — Ela gemeu, baixo.
Ela começou a unhar minha costa, fechei os olhos e deixei ela continuar.
##
Ainda estavamos fazendo amor, há quase uma hora. Com a mesma vontade que antes. Afundei meu rosto no travesseiro, admito que não me sentia nem um pouco cansado, e por mim, ficaria assim pelo resto da minha morte.
- Julie... — Gemi seu nome, mas ela mal ouviu já que afoguei o gemido no travesseiro.
Continuamos assim por alguns minutos, até que vi o meu rádio policial, que estava jogado na cama vibrar.
- Você não vai atender. — Ela afirmou.
- Claro que não. — Eu não seria tão burro assim. — Isso tá muito bom. — Com esforço, fiz movimentos um pouco mais rápidos e intenso, ela suspirava.
O rádinho continuou vibrando, até que eu mesmo chutei-o, jogando o aparelho no chão.
A tarde se passou, já estava virando noite. E nós dois ainda estavamos fazendo amor.
Olhamos para a janela, vimos a lua nova. Eu não estava cansado, mas vi que ela sim.
Anunciei a ela que já iria acabar, ela negou. Continuamos mais um pouco, até que ambos, vencidos pelo cansaço, nos deitamos.
Ela colocou seu corpo em cima do meu, seu queixo no meu peito, encarando meu rosto.
Não contiamos o sorriso depois de tudo.
- Foi bom... — Ela comentou, logo depois deu um suspiro.
- Foi muito bom. — Completei.
Acariciei seu rosto, ela fechava os olhos aos poucos.
- Durma meu amor. — Pedi carinhoso, ela assentiu, fechando os olhos e ainda deitada sobre mim, cobri seu corpo nú com um lençol fino, e então fechei os olhos.
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