Destino.

45 Juntos.


Notas iniciais
Poucos reviews mais tudo bem u-u
LEIAM AS NOTAS FINAIS!

Julie narrando:


Aos poucos fui abrindo os olhos, reconheci o lugar, era a enfermaria, eu estava com uma máscara irritante, ela tampava minha boca e meu nariz, olhei para os lados, não vi ninguém, até tentei chamar por alguém, mas senti uma dor forte ao lado da barriga.

Levantei meu rosto, e com muita dificuldade me sentei naquela cama, meu corpo estava um pouco dolorido, e minha roupa tinha alguns rasgos sobre o ombro, barriga e coxas.

Tirei aquela mascara idiota, na hora senti uma falta de ar, mas não liguei muito, aos poucos pus meus pés no chão, dei um impulso e sai da cama. Mal conseguia andar, sentia muitas dores.

– Ei... — Daniel apareceu no quarto da enfemária, me viu sair da cama e me repreendeu. Segurou minha cintura. — Você precisa se deitar. — Disse o fantasma, me colocando na cama novamente, bufei. — Não tire essa máscara. É pra você melhorar. — Ele a colocou novamente.

Me fez deitar de novo, e se sentou ao meu lado.

– A quanto tempo estou aqui? — Perguntei. Minha voz ficou um pouco mais grossa e fraca devido à máscara.

– A três dias. — Respondeu, um pouco preocupado. — Você se sente melhor?

– Estou com fome.

– Ahh, sim... a enfermeira só estava te alimentando com soro porque você não acordava. Vou pegar algo para você comer. — Se levantou, mas virou a cabeça por cima do ombro. — Não saia daí. — Recomendou, e logo depois sumiu.

##

Estava comendo o sanduíche que ele trouxe, estava uma delicia, tomei café e um suco forte de laranja, aquele era um café da manhã bem reforçado.

– Julie, quem te deixou naquela sala de tortura? — Daniel perguntou.

Fiquei paralizada com a sua pergunta.

– Ninguém... éer... — Eu não podia dizer que foi o Demétrius, ele me ameaçou, falou para eu guardar segredo ou se não seria muito pior. — E-eu não lembro.

– Não foi o Demétrius? — Ele insistia, como se já soubesse a resposta.

– NÃO! hum... eu já disse que não me lembro!

– Hum... tudo bem. Mas... essa pessoa tinha a intenção de te matar? Ou apenas te torturar? — A muito tempo Daniel me disse que também já trabalhou na área investigativa da policia, ele deve está tentando colher informações.

– Não sei. — E eu continuava com aquelas respostas nada informativas.

Ele coçou a nuca, parecia estar duvidando das minhas palavras, e com razão, afinal, eu não sei mentir.

– Oi Julie. — Nicolas chegou com um buque de rosas. — Melhoras minha amiga. — Sorriu.

– Que gentil. — Comentei, pegando aquelas lindas rosas.

– Hum... — Daniel apenas o observava.

Nicolas e ele trocavam caretas. Tentei não me importar com aquilo, parece que eles gostam mais de ser rivais do que me ver em um estado melhor.

– Porque as flores? — Daniel perguntou, fitando o Nicolas.

– É só um pedido de melhoras. Ahh, eu trouxe chocolates. — O rapaz tirou do seu bolso uma barrinha. E me entregou.

– Porque os chocolates?

– É só para adoçar o dia dela, porque ficar aqui na enfermária com você deve ser muito ruim...

Daniel se levantou de imediato, Nicolas fez o mesmo.

– Será que vocês podem ser menos imaturos?! — Gritei. Os dois assentiram, se acalmando.

– Foi ele que começou. — Daniel acusou.

– EU? Mas eu vim de boa vontade, queria fazer uma visita, foi você que começou com essas perguntas. Deixa de ser ciumento e seja um pouco mais gentil.

– Ouun... tá com ciumes Daniel? — Sorri abobada.

Ele franziu o cenho e cruzou os braços.

– Ciúmes é para os fracos. — Respondeu, com uma expressão de raiva.

– Então ele é fraco. — Sussurrou Nicolas para mim, eu ri. — Bom, já vou indo antes que Daniel começe a espumar de raiva. — Ele beijou minha testa. — Espero que fique bem. — Sorriu. E saiu do quarto.

Depois que Nicolas se foi, cherei as rosas e coloquei a barra de chocolate sobre a mesinha, eu não iria comer agora pois tinha colocado a máscara no meu rosto.

– Já me sinto bem melhor. — Comentei, olhando para Daniel.

– Claro, depois dessa visitinha. — Resmungou.

– Ciumento. — Brinquei.

– EU NÃO TENHO CIÚMES! CARALHO! — Gritou alto, encolhi os ombros. Não acredito que uma brincadeirinha dessa o deixa tão nervoso à ponto de chingar. — Desculpe. — Disse um pouco depois que viu a minha expressão assustada. — É que eu quero saber quem fez isso com você, mas... você não se lembra... — Suspirou.

– Hum... é, eu não me lembro, desculpe. — Menti.

Passou uns segundos, ele já tinha se acalmado enquanto eu fitava a janela, olhando o céu. Senti ele segurar minha mão, e arrastar a cadeira para mais perto de mim.

– Sua mão está quente... — Comentou ele, sorrindo. — A três dias atrás estava fria... Que bom que está melhor. Eu queria te fazer uma pergunta.

Aquilo me deixou tensa e curiosa ao mesmo tempo, balançei a cabeça.

– Pode fazer.

Ele suspirou.

– Não sei se é o momento certo... — Começou o rapaz. — Mas eu tenho que arriscar...

– Tudo bem. — Sorri. — Diga.

– Eu não tenho flores ou chocolates para te oferecer todos os dias, mas eu lhe dou meu coração. Juliana Spnielli de Almeida, quer namorar comigo?

Aquele foi o momento mais perfeito, eu encarava aqueles olhos perfeitos, aquele rosto, os cachos angelicais enquanto ele esperava por minha resposta.

– Sim. — Falei, animadissíma.

Ele sorriu.

– Agora só me resta uma coisa a fazer. — O rapaz se levantou, tirou do seu cinto uma arma pequena, e a apontou em direção a câmera de segurança da enfemária.

Atirou no aparelho, saiu umas faiscas mas ele nem se importou, ele olhou para mim e deu um sorriso encantador, enquanto meu coração disparava de felicidade.

Eu sabia qual era sua intenção ao atirar naquela câmera, tentei me sentar na cama.

– Não não... fique deitada. — Pediu, me deitando novamente. Tocou no meu rosto de um jeito delicado e carinhoso, eu apenas continuava a fitar seus lindos olhos castanhos escuros. — Deixe-me tirar isso... — Delicadamente foi levantando minha máscara respiratória, ele não a tirou por completo, só tirou o suficiente para deixar meus lábios à mostra.

Se aproximou um pouco mais, e me beijou. Um beijo delicioso e intenso, fazia umas semanas que não tinha aquela sensação. Sua lingua pediu passagem, eu cedi. Eu também não iria deixar de retribuir aquele beijo, segurei sua nuca, dando mais intensidade ao beijo. Misturavamos as linguas, misturavamos o jeito do beijo, as vezes era de cinema, outras vezes, para não ficar um movimento cansativo, davamos leves selinhos. Daniel mexia seu rosto e sua lingua a cada instante, aos poucos tentei me sentar, mas ele era teimoso e me fazia deitar de novo, sem parar com o beijo. Ainda bem que não tinha mais nenhuma camera de segurança nos filmando.

Ficamos assim por um tempo, até que o ar se fez necessário para mim, dei um leve empurrão em Daniel, ele entendeu o recado e se afastou, ainda sorrindo.


Notas finais
Sem vontade de escrever... me animem com reviews meninas, pois dependendo de mim vai demorar um pouco para sair o próximo... ):
Preciso da inspiração que vocês me passam pelos reviews, grata.