Destino.

46 Girlfriend


Notas iniciais
Espero que gostem xD
Leitoras Fantasmas, comentem! ^-^'

Daniel narrando:


Estavamos abraçados, ela deitou a cabeça no meu peito ao som da música lenta. Nunca pensei que trocaria tantos carinhos com uma detenta, muito menos que ela seria minha namorada, mas estava tudo indo bem entre nós. É claro que as vezes rolava umas briguinhas por causa do Nicolas... e ainda mais que a Julie está suspeitando que eu tenho ciúmes.

– Mô? — Juliana me acordou dos pensamentos, levantando seu rosto e fixando os olhos em mim. — A música já acabou. — Ela riu fraco com a minha distração.

– Ah... sim, certo... — Disse um pouco atordoado, apertei o replay no rádio, e a música calma se repitiu. Ela deitou sua cabeça novamente no meu peito, e eu encostei nossas cabeças, fazendo um encaixe perfeito.

– Quando vai contar para os outros que estamos namorando? — Juliana perguntou, senti seu rosto corar por um momento.

– O que? Não! Isso não pode acontecer, e estamos muito bem mantendo isso em segredo. — Afirmei. De um modo um pouco grosseiro, mas ela não se ofendeu com isso, afinal, depois de todo esse tempo ela já sabe como é a minha personalidade.

– Tem certeza que estamos muito bem? — Perguntou, um pouco perplexa. — Daniel, estamos abraçados.

– Que que tem?

– Dentro do armário do faxineiro. — Afirmou, com uma expressão que dizia '' Fala sério né?! '' — Romantismo é bom as vezes... — Revirou os olhos.

– Tudo bem. — Assenti, me remexi um pouco, aquele lugar era mesmo desconfortável, mas fazer o que? Segurei sua mão que estava na minha nuca, peguei um dos seus dedos, e coloquei um anel com um pequeno diamante no centro. Com o salário que eu ganho, isso foi o máximo que eu podia comprar.

Julie deu um sorriso, admirando o anel em seu dedo.

– Que lindo. — Olhou para mim. — Não precisava amor.

– Romantismo é bom as vezes. — Brinquei, ela riu. — E também é só um presentinho para o nosso aniversário de uma semana.

– Ai... mas eu não tenho nada para você. — Ela fez uma carinha triste.

– Não tem problema, só o seu sorriso já é o bastante. — Afirmei, ela olhou para mim com os olhos brilhando e sorriu.

Ela me deu um selinho, e depois abaixou a cabeça, provavelmente pensativa. Levantei delicadamente o seu queixo e então eu a beijei, um beijo calmo e profundo. Ela agarrou minha nuca de imediato e com as duas mãos. Segurei sua cintura com força, emprenssando nossos corpos.

Não sei se era o lugar, ou o calor de nossos corpos, mas o beijo estava cada vez mais quente e viciante. Enquanto nos beijavamos, esquecemos de tudo, todos os problemas. Tentava encontrar algum lugar para Juliana se apoiar além de mim, achei uma pequena mesinha com várias coisas de limpeza sobre ela. Sem acabar com aquele beijo, joguei os produtos de limpeza no chão, alguns até quebraram.

Coloquei ela sobre a mesa, e continuavamos a nos beijar com intensidade. Ela tirou meu quepe para brincar com os meus cachos. Apertei sua coxa, fazendo Juliana suspirar em meio ao beijo. Ela passou a mão por de baixo da minha blusa, alisando meu toráx. Quando Juliana precisou do ar, então eu dei leves beijinhos em seu pescoço, enquanto minha mão subia mais para sua coxa.

– Estamos indo longe de mais. — Sussurrei em seu ouvido, ela bufou.

– Não mô, continua. — Insistiu ela, lhe dei mais uns beijos, mas aos poucos a coloquei em pé.

Paramos com o carinho, amassos e abraços quando ouvimos a voz de alguém, olhamos assustados um para o outro. E nos separamos rapidamente.

Atravessei a parede daquele armário — que na verdade era mais uma salinha bem pequena — e então percebi que Demétrius estava de costas, como se já tivesse passado por esse corredor.

– Vamos sair daqui Julie. — Sussurrei, um pouco nervoso. ela me olhou sem entender. — O meu chefe está passando pelos corredores.

Ela assentiu, segurei sua mão e abri a porta do armário devagar, porém, a porta daquele armário velho fez um barulho, fazendo com que Demétrius olhasse para trás.

– O que fazem aqui? — Ele nos viu, Julie se aproximou um pouco dele, parecia que iria lhe dar mais um soco, essa garota anda agressiva demais. Segurei seu braço. Ela entendeu e se acalmou.

– Vim proucurar algo no armário e a trouxe junto senhor.

– Hum... coloque ela na cela de novo. — Ele ordenou.

– Senhor, mas daqui a pouco é hora de jantar...

– Não importa, ela fica sem jantar hoje.

– Seu idiota, eu não vou deixar de me alimentar só para te fazer feliz! — Julie gritou, perdendo todo o medo que tinha. Demétrius tentou se aproximar dela, mas eu não deixei, ele acabou aceitando.

– Anda Daniel, faça o que eu mandei! A coloque na cela, e leve o jantar dela mais tarde. — Ele bateu palmas com raiva. — E mostre um pouco mais de duzera e aperte o braço dela com força, ou então puxe os cabelos dela... — Ele riu, enquanto o encarava sério. — O que está olhando? Vamos! Me obedeça.

– Aii... Daniel, tá machucando... — Reclamou Julie, com uma voz doce, eu apertei seu braço apenas para mostrar serviço ao meu chefe.

Demétrius nos acompanhou até a cela, precisei empurrar Juliana que acabou caindo no chão, meu chefe gosta de ver essas cenas.

Depois de um tempo ele sumiu, ainda bem.

– Não precisava ser tão agressivo. — Reclamou ela. Olhando feio para mim. — Eu sou sua namorada. — Sussurrou a ultima frase.

– Desculpe, eu não podia fazer nada, ele é o meu chefe.

– É por isso que ele pisa em você. — Sussurrou a garota, propositalmente.

– Como assim?

– Daniel, ele usa o poder que ele tem contra você, e você aceita numa boa. Precisa desafia-lo as vezes. Ele é um idiota. — Nossa, eu nunca tinha visto Julie assim, parece que aos poucos ela está perdendo o medo das pessoas e desse lugar. Afinal, ela o desafiou hoje. — Estou cansada de ter medinho desse cara. Desde quando ele me colocou naquela sala.

Me aproximei da cela.

– Que sala? — Perguntei, desconfiado.

– A-aah... nenhuma, esqueça.

– Não, diga. Que sala? — Eu insistia.

– Hum... — Ela continuava sem me responder, olhou para baixo. — Esse anel é lindo, quanto custou?

– Foi o Demétrius que te torturou, não foi? — Ignorei sua pergunta anterior.

A garota engoliu em seco. Ela sabia que não tinha mais saida. Eu era ótimo em descobrir pistas.

– Ele me disse que se eu contasse para alguém aconteceriam coisas piores.

Entrei na cela e me ajoelhei ao seu lado, beijei sua testa e a abraçei.

– Não vou contar para ninguém amor. Segredo nosso.

Ela deitou sua cabeça no meu peito, e uma lágrima caiu em seu rosto.

'' E minha raiva por ele só aumenta... '' – Eu pensava, angustiado por não poder fazer nada contra isso.


Notas finais
Mereço reviews?