Destino.

78 Julie está viva!


Notas iniciais
Estou inspirada. Aproveitem para me mandar reviews e me deixar mais inspirada ainda.

Daniel narrando:

Fiquei chocado com aquela revelação, Julie não estava diferente de mim. Ficamos calados por alguns minutos, não sei se Juliana está pensando o mesmo do que eu, mas eu sei quem é o culpado: Demétrius.

- Veneno? Mas... a onde? Na água? — Juliana perguntou, confusa.

- Não. Em um prato de comida. — Lucy confirmou minhas suspeitas. Aquele prato de comida estava muito bonito para Demétrius dar a uma detenta.

- Mas eu estou fora de perigo?

- Sim, felizmente sim. — A enfermeira sorriu, enquanto eu e Julie nos entreolhavamos.

- E a gravidez? — Perguntei, mudando de assunto.

- Daniel, ela não está gravida, nunca esteve.

- Mas... então quer dizer que fantasmas não... — Ela me interrompeu.

- Sim. Ela pode engravidar de fantasmas, mas é algo muito... muito raro.

- Hum... — Torci o canto da boca, imaginando como eu seria se fosse pai.

Percebi que Julie estava calada, e triste. Ela levantou o rosto e olhou para mim.

- Daniel, foi você que envenenou minha comida? — Aquela pergunta me deixou um pouco chateado, mas não levei a mal.

Sai da enfermária sem responder, e sem a Julie, porém, fui seguido logo depois.

- Daniel... se foi você... — A interrompi.

- Não fui eu.

- Então foi quem? E pra onde está indo? — Ela continuava me seguindo, eu estava revoltado. Não era hora de responder todas aquelas perguntas.

Passei pelos corredores, meu rosto estava vermelho e minha expressão, raivosa. Juliana parecia preocupada.

Arrombei a porta de seu escritório em um só chute. Julie entrou também, sem entender.

- Mas o que é isso... — Puxei sua gola com força, o interrompendo. Aproximei nossos rostos.

- Porque envenenou ela? PORQUE? — Rosnei.

- O que??? Foi ele que me envenenou! — Ela ficou surpresa, me virei e vi que a mesma ainda estava ai.

Soltei Demétrius, o fazendo — quase — perder o equilíbrio.

Me aproximei da garota, que fitava meu chefe assustada. Toquei em seu rosto.

- Sim meu amor. Foi ele. — Fiz uma pausa. — Por favor, vá para o corredor... pra cela, ou até mesmo para o pátio. Não quero que você veja a cena de violência que irá acontecer.

- Dani, por favor...

- Não, não vou deixar de fazer isso.

Ela tocou no meu rosto, e então nossos narizes se aproximaram. A beijei ali mesmo, na frente do meu chefe, não importa o que ele irá pensar. Pedi espaço com a lingua, e ela cedeu, traçamos uma batalha intensa por exploração.

Segurei sua cintura, ela apertou meus cachos. Puxei seu corpo para mais perto, o estalo dos beijos ecoavam pelo escritório. Sua mão desceu para minha nuca.

- Hunf — Demétrius tossiu. — Garota, quer parar de beijar o policial? Ou precisa de uma punição?

Cessei o beijo. E o encarei, abraçando ela.

- Foi eu que a beijei, se você quer punição. Que venha punir à mim. — O desafiei. Nervoso. Ele se calou e então me virei para ela. — Faz o que eu te pedi Julie. Por favor.

- Daniel, as coisas não se resolvem com violência.

- Vá Julie, por favor. — Insisti.

Ela suspirou, sabendo que eu não mudaria de ideia. Julie me deu um selinho e saiu.

Lançei um olhar assustador para ele, Demétrius se encolheu na cadeira. Me aproximei. Sem desviar o olhar.

- Daniel, se você me bater as coisas vão complicar para você... — Ele tentava argumentar, mas continuei me aproximando.

- Não ligo.

Ele se levantou da cadeira, ele sabe do que eu sou capaz. Pela primeira vez vi ele sentir medo de mim, isso me deixou ainda mais forte.

- Então se você não liga, as coisas vão complicar para a garota.

Isso me fez parar.

- PORQUE COLOCOU VENENO?! — Lançei uma cadeira que estava a minha frente bem longe. O fazendo pular de susto.

- Daniel, se acalme.

- NÃO!

- Se não se acalmar, eu te demito agora. — Sorriu diabolicamente.

Minha ''respiração'' foi se acalmando bem aos poucos.

- Porque colocou veneno?

- Daniel, você acha mesmo que eu iria aceitar assim... tão fácil? — Ele riu. — Mas é claro que não.

- Porque queria mata-lá?

- Porque isso te deixaria aborrecido. Eu sei o quanto você luta pela vidinha miseravél dela.

Fechei a cara, começei a ficar vermelho de raiva novamente.

- Você é um invejoso! Só fez isso porque ela me ama!

- CALADO! — Gritou, agora era minha vez de levar susto. — Saia logo daqui Daniel, antes que seja demitido.

Sai bufando de seu escritório, e então eu vi que Julie estava sentada no chão do corredor, bem em frente ao escritório. Certamente ouviu a tudo.

A levantei. Ela estava triste.

- Ele vai continuar tentando me matar?

A abraçei.

- Não comigo aqui. — Assegurei, ela escondeu o rosto no meu peito.

Notas finais
E ai?