Destino.

55 Enfrentando.


Notas iniciais
Amei os reviews, é assim que eu gosto! Obg mesmo*-*.
Continuem mandando reviews. ^^ ~Curto pra dar suspense. Rs

Daniel narrando:


Tá bom, algumas pessoas podem achar que eu sou ''viciado'' no trabalho. Mas isso não é verdade, eu queria trabalhar hoje, vigiar Juliana apenas porque não queria Demétrius por perto.

Depois que ele me revelou aquilo, eu nunca mais fui o mesmo com ele... Sinto que agora eu implico mais com ele do que com o Nicolas. Mesmo ele sendo o meu chefe, não sei se o considero mais como um amigo.

'' Nem sei se confio mais nele. '' – E é por isso que eu estou me arrumando, vou voltar para o meu trabalho. Não importa o que a Julie pensará.

Sinto que algo de ruim pode acontecer, não quero que Demétrius a machuque, mesmo eu pedindo isso.

Dei passos largos pelos corredores, o silêncio me assustava. Finalmente cheguei no corredor onde localizava a cela de Juliana. Me escondi na parede. E ainda escondido vi algo inacreditavél.

'' Está... está me traindo???? '' – Esse foi o meu primeiro pensamento ao ver aquela cena, Juliana estava presa pelos braços do meu chefe, e seus lábios estavam juntos.

Não, não era um beijo de cinema pois ela mantinha seus lábios bem fechados. Mas mesmo assim senti uma dor aguda no meu peito.

Bem que eu senti um climinha entre eles quando Demétrius beijou a sua mão.

Ainda escondido atrás da parede, consegui ver que Julie tentava empurrar Demétrius. Tentando — sem sucesso — acabar com o beijo.

'' É um beijo forçado... '' – Pensei, e fiquei um pouco mais aliviado. Porém, ainda sentia raiva.

Atravessei a parede, Demétrius estava de costas para mim, então ele não percebeu minha presença. Juliana não tirava os olhos de mim.

Com raiva, puxei a gola de sua camisa, ele se virou para mim, e eu lhe dei um soco forte no rosto, fazendo meu chefe quase cair no chão.

Ele conduziu a mão para o rosto, mais precisamente o canto de sua boca, ele viu que estava sangrando.

– Você enlouqueceu???? — Ele perguntou, com raiva.

– E-eu... eu não pensei nas consequências senhor. — Tentei me desculpar, mas na verdade não estava arrependido do meu ato.

Julie estava calada, ainda perplexa com o que havia acontecido.

– Tome. — Entreguei uma toalinha branca para Demétrius, que continuava chocado com o meu soco. Um soco que foi forte suficiente para sangrar.

– Quero você na minha sala daqui há cinco minutos. — Ele falou, sua expressão era de raiva, e seu rosto estava bem vermelho. — Tchau Juliana. — Ele se retirou, sem perder a pose.

Me virei para Julie, ela estava mais assustada do que eu.

– F-foi... foi... horrivel. — Ela falou, soluçando.

Ela me abraçou, de joelhos na cama. Alisei suas costas, retribuindo o abraço.

– O que mais ele fez com você? — Perguntei, meu chefe era capaz de fazer qualquer coisa.

– Só isso. — Respondeu, e uma lágrima caiu.

A sequei com carinho, não sei o que vai acontecer comigo agora, eu posso muito bem ser demitido e esse pode ser um dos últimos momentos meus com ela.

Passei o dedo polegar em seu lábio, os limpando do beijo anterior. Depois disso, encostei meu nariz no dela. E então a beijei, a beijei profundamente.

De um jeito calmo, eu e ela pedimos passagem com a lingua ao mesmo tempo. E então traçamos uma batalha intensa por exploração e espaço.

Passei a mão por suas costas, e a puxei, tirando Juliana da cama, mas sem acabar com o beijo. A coloquei em pé no chão, então separei nossos lábios.

– Preciso ir. — Sussurrei, ainda próximos. Dei um selinho nela.

Dei uns passos, saindo da cela, olhei para trás. Vi seu rostinho assustado me encarar, e logo sorri.

Fui andando até a sua sala, eu realmente estava com medo do que poderia acontecer, não quero ser demitido.

Bati na porta com educação. '' Entre Daniel. '' Ouvi ele dizer lá dentro, ele já até sabia que era eu.

Entrei, e o vi sentado na poltrona grande, cutucando a ferida que eu causei com o dedo, e segurando um espelho redondo com a mão direita.

Ele colocou o objeto em cima da mesa, e direcionou o olhar para mim.

Engoli em seco.

– Eu farei uma pergunta simples. — Ele disse, sua voz estava calma. Me deixando um pouco mais calmo também. — PORQUE DIABOS ME BATEU? — Gritou. É, acho que ele não está calmo não.

– F-foi... por pura proteção, perdão senhor.

– '' Por pura proteção... '' — Ele se aproximou. — Não precisava protege-lá. Eu nem sei o que você faz aqui, mandei descansar!

– A-ah... já me sinto melhor.

– Eu também acho, depois de um soco forte desses. — Ele reclamou. — Deve estar com muita energia.

Na verdade não, ainda estava cansado e com um pouco de dor de cabeça, o soco foi forte apenas por pura raiva.

– Porque a beijou senhor?

– Isso não é do seu interesse!

'' É sim, mas do que imagina. '' — Esse era meu pensamento, mas apenas abaixei a cabeça e deixei ele falar.

– Sabe... — Ele foi se aproximando, e trancou a porta. Não entendo o porque, mas isso me deixou nervoso. — Você é como um irmão para mim Daniel, é por isso que eu não vou te demitir.

– Ahh, muito obrigado senhor. Juro que estou arrependido e...

– Calado!

– Sim senhor...

– Eu já puni muitas detentas por seus atos, certo? — Ele perguntou. Me lançando um olhar assustador.

– Certo. — Afirmei.

Ele deu um sorriso maléfico. E não deixava de me encarar.

'' Estamos sozinhos, as paredes de sua sala são 'blindadas' então não dá para atravessar... e ele acabou de trancar a porta. Me perguntou sobre punição, e me olhou de um jeito medonho...''

Senhor? O que vai fazer comigo? — Perguntei tenso.

Irei te punir.


Notas finais
Posto com mais reviews. De todas vocês minhas lindas xD