Destino.

23 Emoções.


Notas iniciais
Espero que gostem, quero bastante reviews para esse capitulo pois o próximo será ótimo (:
~Se vocês me inspirarem! ^^

Julie narrando:

Aquele lugar me dava medo, até mais medo do que na prisão, havia homens e mulheres, tinha muitas luzes coloridas, música alta e animada, porém, as pessoas não pareciam ser boas.

Daniel estava sentado no banco, esperando o dono do bar lhe atender, ele estava cabisbaixo, não me dizia mais nenhuma palavra, eu, por minha vez, estava encolhida no canto, ao lado do Daniel, eu estava bem vestida e isso chamava atenção das pessoas, principalmente dos homens.

- Daniel, vamos embora. Por favor, prometo que não vou mais fugir. — Estava arrependida de tudo.

Ele finalmente olhou para mim.

- Pra que ir? Só irei ser demitido mais cedo. — Foi sua resposta, e se virou novamente.

Um homem gordo, com barba grisalha chegou perto do policial.

- O que deseja?

- Ahh, uma mistura, que seja forte o bastante para eu esquecer meus problemas. — Olhou para o chão, o homem assentiu.

Mas qual era o outro problema além de sua demissão?

- Aqui está. — Trouxe um copo pequeno, com muitas bebidas misturadas, saia fumaça do copo, eu realmente nunca vi nenhuma mistura igual à essa.

O cheiro era forte, que até eu mesma conseguia sentir, aquilo irritava o meu olfato. Me calei, sabendo que ele não voltaria atrás. Aos poucos ele foi bebendo, o copo era pequeno, mas foi o suficiente para deixa-lo tonto.

##

- Oi menina. — Ele sorriu abobado para mim, parecia não me reconhecer. — Vou tirar is-isso daqui. — Comentou, teve um pouco de dificuldade para colocar a chave na algema, mas depois de alguns minutos ele conseguiu me soltar.

- Daniel, vamos sair daqui, estou com medo. — Segurei seu braço.

- Q-qu-em é D-Daniel? — Perguntou sem entender, concerteza estava bêbado.

- Droga... — Sussurrei. — Daniel é você, e eu sou Julie. — Sorri, o sacudindo.

- Olha. — Apontou para o teto. — L-luzes. — Comentou, sorrindo, parecia uma criança de cinco anos. Tentei não rir daquilo.

- Hum... então seu nome é Julie. — Ouvi uma voz grossa e rouca dizer, me virei, um homem alto e moreno estava parado na minha frente.

- Sai de perto de mim... — Sussurrei, assustada.

- Quer dançar? — Perguntou naturalmente, ignorando meu pedido anterior.

Olhei para Daniel, a única pessoa que podia me proteger estava ocupada de mais olhando as luzes da ''balada''

- Não, eu não quero. Obrigada. — Respondi timida.

- Mas você vai dançar sim garota. — Puxou meu braço com força, até consegui sentir meu osso estalar, ele concerteza era mais bruto que Daniel.

- Idiotaaaaaaaaaaa. — Daniel disse ao homem, isso me deixou mais nervosa, pois o cara tinha o dobro de seu tamanho. — De-ixa a meni- meni- nina. — Se levantou, encarando o homem.

- Daniel, cala essa boca. — Sussurrei, mas ele me ignorou.

O homem moreno se aproximou do policial, ambos se olhavam de nariz empinado.

- E QUEM É VOCÊ? — O mau encarado perguntou, todos os fantasmas do lugar se calaram, esperando a resposta de Daniel.

O mesmo começou a rir como um louco, efeito da mistura que tomou, até eu mesma estava com medo, sua risada era diabólica.

- É M-m-m-melhor, vo-cê não descobrir. — Apontou o dedo, cambaleando, se aproximou ainda mais do homem.

- Não tenho medo de você, é só um adolescente bobo que se diz policial.

Ele riu de novo, o homem estava o fuzilando pelo olhar, eu temia uma futura briga. Nem mesmo bêbado o Daniel deixa de ser irritante.

Com dificuladade, Daniel segurou a minha mão.

- S-sou o namo-- Tentava completar a palavra, mas o efeito da mistura o deixava confuso. — ...rado. N-amorado dela.

Arregalhei os olhos com aquela mentira, não sei se ele fez isso para me defender ou se ele realmente queria isso, ser meu namorado. Fiquei um pouco feliz com aquilo, mas eu ainda estava com medo.

- Ahh, são namorados? — Ironizou o homem. — Então vão ali pro cantinho e se peguem, só quero ver. — Apontou para um canto vazio, percebi que tinha alguns casais se 'engolindo' no lugar.

- Vamo lá. — Daniel sorriu, me arrastando para o canto.

- Não, você tá louco. — Sussurrei, o homem não ouviu. — Eu quero ir pra casa.

- Cal-calma Julia, nós já vai. Só v-vou te dá uns a-a-amasso pra esse i-idi-idiota aprender.

- Daniel, me larga! — Eu tentava ao máximo me soltar. Eu tenho medo do ''Daniel bêbado'', ele parece estar tão feliz. Era como se a bebida ''empurrasse'' suas emoções escondidas para fora.

- T-tá div-vertido. — Segurou minha mão, e deu uns beijinhos.

Olhei para trás, vi que o homem ainda nos encarava, eu precisava fingir que era a namorada dele, sei que aquele homem não é uma pessoa boa. Parece ser um tipo de pedófilo, sei lá... estou com muito medo, eu não devia ter fugido, e agora não sei como vou sair dessa.

Depois de alguns segundos vi que Daniel já tinha me empressado na parede, estavamos com os corpos coladinhos, encarei seus olhos, mesmo bêbado, ele não perde o seu charme.

Ele aproximou nossos lábios, mas eu não pensei duas vezes e me desviei, sei que o efeito da bebida vai acabar, e ele logo vai esquecer esse beijo.

O homem se aproximou um pouco, ao ver que eu me desviei do beijo. '' Eu sabia que era mentira... '' ouvi ele coxichar. '' Eu pego essa garota pra mim... ''

Agarrei os cachos de Daniel, e o fiz beijar o meu pescoço. O abraçei pela nuca, enquanto eu recebia o carinho.

##

Depois de um tempo o homem foi embora, vencido, pensando que eu era mesma comprometida com Daniel, bem que eu queria...

O policial ainda beijava meu pescoço com vontade, alisei seu rosto, e ele parou, encarando meus lábios.

- Você é tão b-bela Julia.

Sorri timida com aquilo, não deixei ele se aproximar mais. Sai de seus braços, porém, o puxando.

Perguntei para uma mulher onde tinha banheiro, ela apontou para o fim do corredor, levei Daniel aos tropeços até o lugar, não era apenas um banheiro, e sim um quartinho, o lugar estava com cheiro de bebida e camisinha, dava até nojo.

Joguei água sobre seu rosto, até seus cachos estavam molhados.

- Vamos, acorda. Já se divertiu não é?! — Disse enquanto o molhava. — Acorda disso! — O sacudi bruscamente, ele me agarrou, me abraçando.

- Me solta Daniel. — Pedi, mas faltava pouco para não retribuir esse abraço gostoso.

- V-você n-um se importa comigo não é?. — Falou, sem gaguejar muito.

- Do que está falando? — Eu sei que não deveria dar ouvidos à ele, pois ainda estava sob o efeito daquela bebida forte, mas seu discurso chamou minha atenção.

Notas finais
Reviews?