Destino.

5 E essa noite não acaba.


Notas iniciais
Amei todas as reviews, dps respondo com calma. *-*

Daniel narrando:


Eu ainda encarava a cela, vazia e aberta. Eu me perguntava como uma garota conseguiria sair dali, tão facilmente.

Não acredito que um policial, um guarda, do meu nivel foi enganado por ela... Isso é uma humilhação, eu a trato bem, e olha como ela me agradece? Pisando na minha boa vontade.

Passei a mão pelo meu cinto, lá estava o cassetete.

'' Ótimo... Ela vai aprender uma lição. '' – A essa altura, eu mesmo estava com medo do meu sorriso diabolico.

Sai em busca da garota, bom, pelo menos essa noite não será tão intediante. Passei pelos corredores, eu corria, até que gosto de uma ação de vez em quando, com o barulho e o movimento suspeito, as presas começaram a acordar, me viam correr pelos corredores e logo sabiam o motivo: Alguém fugiu.

Espero que aquele porteiro idiota não tenha deixado a novata ir. Eu já estava ficando aflito, a garota devia ser bem esperta para conseguir fugir de mim... Mas à sempre aquela frase: Você pode fugir, mas não pode se esconder.

– Cadê ela? — Puxei a gola da blusa do porteiro.

– E-eu... não sei do que está falando.

– A novata! Cadê ela!

Nicolas engasgava com a própria saliva, minha expressão devia estar mais assustadora do que normalmente é.

– Ela... ela disse que trabalhava aqui, então eu deixei ela passar. — Respondeu, com a voz trêmula.

O joguei com força no chão, como esse idiota pode ser tão incompetente, já vi o porque Demétrius me mandou cuidar da garota, pois normalmente o Nicolas era o ''protetor'' de tudo.

Atravessei a parede e corri para o grande gramado da cadeia, estava escuro, eu podia ligar as luzes, mas não queria que Demétrius descobrisse que ela fugiu. Eu posso ser demitido.

Depois de caça-lá pelo lugar escuro, eu já me via perdendo as esperanças, e o emprego também.

Porém, logo minha animação voltou quando vi a garota tentando subir em um dos muros altos para fugir. Corri em sua direção, ela estava de costas para mim, eu estava na vantagem para um ataque surpresa, porém, a moça se virou, eu ainda estava um pouco afastado quando ela desistiu de pular o muro e começou a fugir de mim.

Eu já estava ficando sem fôlego de tanto correr, enquanto a garota parecia ter uma energia ilimitada. Finalmente consegui segurar o seu braço, eu arfava, admito que nenhuma das presas me deu tanto trabalho quanto essa.

Juliana se rebatia, tentava se soltar de mim. Enquanto eu fazia de tudo para conseguir segurar sua outra mão, para colocar as algemas.

– Me solta! ME SOLTA! — Ela gritava.

Tampei sua boca com uma mão, e a olhei fixamente.

– Garota, é melhor você calar a sua boca.

Depois disso só senti sua mão esquerda vir em direção ao meu rosto, me dando um soco forte, de quase tirar sangue, ela novamente conseguiu escapar.

– Agora você passou dos limites. — Reclamei comigo mesmo. Tentando a encontrar no matagal.

– AHHHHHHHHHHHH!

Corri para ver de onde o grito vinha, o grito de Juliana. Nicolas segurou a garota com força, parecia estar a sufocando com um abraço bem forte, ela não conseguia se debater, finalmente esse imprestavél fez algo útil.

– Desculpe Daniel, não sabia mesmo que ela era uma fugitiva. — Disse Nicolas, ainda com a garota nos braços, a mesma já tinha parado de se rebater e lutar contra, pois já não tinha como fugir.

– Tanto faz. Me dê ela aqui. — Peguei seus dois pulsos com apenas uma mão, coloquei as algemas. Não troquei nenhuma palavra com a garota, só a puxei pelos corredores de um modo meio rude.

– Não sei porque ela é uma presidiária... até que ela é bonitinha. — Ouvi o porteiro cara-de-pau comentar, me virei, ainda no corredor, ele percebeu que eu ouvi as suas palavras.

O lançei um olhar mortal. Ele abaixou a cabeça.

– Porque não me deixam em paz? — A jovem perguntou, em sussurro.

Não a respondi, ainda pensava no soco forte que recebi da garota, nenhuma presidiária foi tão longe assim... Vejo que Juliana não dá valor a própria vida.

A empurrei com força dentro da cela, e a fechei, comigo dentro. A garota tentava se levantar, porém, as algemas dificultavam isso.

– Está bravo comigo? — Perguntou. Depois que conseguiu se sentar no chão frio.

Apenas cruzei os braços.

– Garota, quem você pensa que eu sou?

– Um... fantasma?

– Errado.

– Policial?

– Errado, sou o seu guarda-costas. Mas isso não significa que eu não posso puni-lá pelo que fez.

Ela engoliu em seco.

– O que eu fiz? — Se fingiu de desentendida.

– Vamos ver, você fugiu... e me deu um soco.

– Desculpa.

– Não.

– Por favor...

– Não! — Passou uns segundos, a garota parecia mesmo arrependida, mas isso não iria mudar em nada. — Olha, se você quer agir como uma criminosa. Então vai ser tratada como uma criminosa.

Ela ouvia tudo sem entender, apenas me olhava de um modo doce. Não me deixei levar por esse rostinho bonito, peguei o porrete que estava no meu cinto.

Bati na palma da minha própria mão com ele, fazendo um barulho forte, depois disso... Juliana já sabia o que iria acontecer.



Notas finais
Reviews? *-*