Destino.

6 Arrependimento.


Notas iniciais
~Ainda não escrevi o capitulo da minha outra fic, talvez eu só escreva mais tarde. ^^
Capitulo triste e bonitinho (:
OBS. A Julie, nessa fic, já gosta do Daniel, mas ela tem muito medo dele. ú-u

Daniel narrando:


Eu estava decepcionado com a garota, pensei que ela fosse apenas uma adolescente boba, doce e meiga, mas vejo que estou errado, a garota parecia profissional em abrir celas de prisões. Eu ainda vou encontrar a resposta para isso tudo.

A menina me encarava com tristeza, mas eu não estava me comovendo com aquilo, afinal, senti raiva com aquele soco que recebi.

– Por favor... Não me machuque.

Não a respondi, apenas segurava o porrete. Aquilo realmente iria machucar.

– Você é o meu guarda-costas, precisa cuidar de mim.

– Tá certa. — Concordei. Ela sorriu fraco, mais ainda estava insegura. — Cuidar é uma coisa, carinhar... é outra.

– Vai me bater?

'' Como essa garota é esperta. '' — Dei um sorriso assustador, ela apenas abaixou a cabeça.

– Olha pra mim. — Ordenei.

Ela não obedeceu, bati com o porrete na parede da cela, fazendo a garota dar um pulinho com o susto.

– Olha pra mim! — Gritei. Ela continuava na mesma.

Admito que não estava com muita vontade de bate-lá a noite inteira, mas a garota realmente fez por merecer. Talvez se eu lhe der o primeiro golpe com o cassetete eu vou me sentir melhor e mais ''livre'' para continuar batendo.

Me abaixei ao ver que a garota não me encarava. Fiquei ajoelhado ao seu lado, com a minha mão livre, levantei seu rosto.

Seus olhos castanhos e amendoados fixavam em mim... admito, são bonitos. Mas não ficaram tão bonitos quando as lágrimas começarem a cair.

– Isso, isso dói. — Ela dizia, encarando o instrumento que estava nas minhas mãos. — Moço, não me machuque.

– Garota, você fugiu... e bateu em um oficial de policia. Fez a maior bagunça e se o meu chefe te visse você fugindo... — Ri pelo nariz. — Garota se ele te visse fugindo, você já estaria morta.

'' Com o Demétrius tudo seria pior. '' – Pensei e Juliana engoliu em seco.

– Você precisa aprender a lição. — Me levantei. — Olha pra mim.

Ela finalmente me obedeceu, levantou o rosto e ao ver minha expressão, logo uma lágrima caiu.

'' Vamos Daniel, você é profissional, não se deixe levar pelas emoções, essa presa precisa aprender. ''

Aproximei o objeto que eu segurava em seu rosto. ''Respirei'' fundo, ela apenas fechou os olhos com força.

Taquei o porrete no seu rosto, a garota caiu, batendo a cabeça no chão, ainda de olhos fechados. Pensei que aquilo iria me deixar melhor, pensei que com aquela violência eu iria me vingar do soco que levei. Mas não me senti melhor com aquilo, pelo contrário, um aperto forte invadiu o meu peito, não sei ao certo o que é isso. Talvez seja porque taquei bem fraco, não foi com toda a minha força, mas mesmo assim... doeu nela, e doeu em mim.

– Levanta. — Pedi, frio. A garota continuava com a cabeça e o corpo deitados. — Levanta, o chão é sujo garota.

Nada...

Vi a marca levemente rosada em seu rosto, tinha o mesmo contorno do porrete.

'' Foi tão forte assim? '' — Eu me perguntava, já sentindo um pouco de culpa, não acredito que estou me preocupando com uma humana.

Vi a garota abrir os olhos, seguido disso, veio o choro. Ela chorava em silêncio, eu continuava em pé, vendo a cena, a mesma colocou suas mãos pelo rosto, o tampando, com dificuldade.

Me agachei ao seu lado, joguei o porrete longe. Peguei suas pequenas mãos, nesse momento me lembrei que a garota tinha apenas 15 anos, e talvez fosse inocente para estar aqui, isso me fez sentir ainda mais culpado.

– Droga... — Reclamei, eu realmente me senti mal por isso.

Começei tirando suas algemas, levantei seu rosto que ainda estava sobre o chão. Ela finalmente se sentou, me olhou, ainda com os olhos amêndoados cheios de lágrimas. Deitou sua cabeça no meu peito.

Estavamos nós dois, ambos sentados no chão da cela, a garota fechou os olhos, e depois disso ela não me disse mais nada. Olhei para o relógio que marcavam duas horas da madrugada, a humana já devia estar com sono.

'' Nossa... seus cabelos são tão cheirosos e é tão sedoso, limp... Droga, o que eu estou pensando aqui? ''

Tá, admito, não queria que ela levantasse o seu rosto do meu peito. Ali estava tão bom, mesmo sendo estranho.

Senti sua mão deslizar por sua bochecha, no lugar onde eu acertei o cassetete. A garota chorou novamente.

– Para... para de chorar, não foi tão forte assim.

Ela levantou o rosto do meu peito, droga.

– V-você... você é um monstro.

'' Sou né... Eu juro que não queria ser. ''

Toquei delicadamente sua face, ela estava calada, eu queria mesmo me desculpar pelo que eu fiz, me senti totalmente culpado, como eu pude bater nela?

Tirei uma mexa de cabelo que estava sobre seu rosto, nos encaravamos como se fossemos completos desconhecidos... como se fosse a primeira vez, minha mão foi para seus cabelos lisos e negros, e a outra foi para sua bochecha, no lugar onde acertei o porrete, aproximei um pouco mais os nossos corpos, ainda calados, nossos rostos estavam bem próximos, eu conseguia sentir o cheiro do seu perfume, nossos narizes estavam a ponto de se tocarem mas a morena se afastou.

– Não encoste em mim, não me faça sofrer e me ferir mais do que já estou.

Abaixei a cabeça, e me levantei, ela tinha toda a razão de estar com medo de mim...

'' todas sentem medo... ''

– E-eu, eu preciso ficar aqui, pra tomar conta de você.

Ela diminuiu os ombros, ainda com medo e sentada no chão.

– Metros, metros de distância de mim. Por favor... — Pediu a garota, e mais uma lágrima contornou seu rostinho.

Aceitei, saindo da cela.


Notas finais
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