Destino.

37 Valentão Apaixonado?


Notas iniciais
Amei os reviews, de verdade, muito obrigada. *-*
Quero agradecer a Aryane por comentar em alguns capitulos, e as de mais por sempre mandar reviews ^^
OBRIGADA! Continuem caprichando.
Tá curto pois estou um pouco sem tempo, e escrevi agora. Mas tarde eu posto.

Julie narrando:

Ainda estava deitada sobre o chão, triste... deprimida, porque Daniel fez isso comigo? Porque ele me bateu? Eu estava um pouco mais calma do que antes, mas meu braço estava com uma marca roxa, e doia muito.

Eu aguentava a dor calada, tentava não fazer barulho para não despertar o monstro, que agora, ouvia música no fone de ouvido.

Fechei os olhos, e derrepente, ouço um barulho de grades, os abri e vi o policial entrando na cela, me tremi toda, com medo e nervosa, o rapaz se aproximou e se agachou diante de mim.

Ele levantou a mão: Talvez para me bater no rosto de novo, mas não... ele alisou os meus cabelos.

Eu hesitava, mas finalmente olhei para ele. O rapaz estava com os olhos vermelhos, como se estivesse chorando até agora.

- Eu te ajudo a levantar. — Sussurrou Daniel. Ele me segurou pelas costas, e com cuidado me pôs sentada no chão. Isso só aumentou a dor do meu braço. — Me perdoe. — Pediu, carinhoso. E deitou a cabeça em cima dos meus seios, com cuidado.

- Q-qual é o seu problema? — Com dificuldade, consegui dizer essa frase.

- Eu não queria te bater. Eu juro. — Daniel parecia sincero. Ele levantou o rosto e me encarou. — Olha o seu estado, olha como está... todos esses ematomas.

- E a culpa é sua... — Uma lágrima desceu do meu rosto.

- Doeu mais em mim do que em você, Juliana. — Ele segurou minha mão. Senti seus lábios nela e vi que ele destribuia beijinhos rápidos pelo meu braço, pelo rosto... Até que me desviei. — Eu to perdoado?

- Mas...

Ele me interrompeu.

- Não me faça essa pergunta. — Me cortou, parecia ler meu pensamento.

- Já estou fazendo: Porque me bateu?

- E-eu não posso falar...

- Fala. — Segurei sua mão. — Eu vou acreditar em você.

Ele apenas negou com a cabeça.

- Então... também não posso te perdoar. — Disse isso, mas senti uma dor no coração quando vi a sua carinha. Com dificuldade, levantei, ele até tentou me ajudar, mas por orgulho eu neguei sua ajuda.

##

Cheguei na enfermária, estava morrendo de dor, dores no corpo e na cabeça. Fui acompanhada pelo Daniel, ele não falava mais nada, apenas continuava me encarando com aqueles olinhos melancólicos.

- Meu Deus, o que fizeram com você! — Exclamou a enfermeira Lucy. — Coitadinha, toda machucada. Quem fez isso?

- Foi o grande profissional ali. — Ironizei, olhando para Daniel.

Ela me ajudou a me sentar na cama, tenho certeza que sou a detenta que mais visita a enfemária.

- Daniel, não seja tão bruto com ela. — Reclamou a enfermeira. O rapaz não a respondeu, apenas ficou parado olhando fixamente para mim, com postura de policial. — Assim você nunca vai conquistar aquela tal mulher que você me falou no outro dia... As mulheres gostam de carinho e não de violência. — A enfermeira falava enquanto mexia na caixa de remédio.

- Do que está falando? — Sussurrei para ela. — Ele gosta de uma mulher?

- Pois é menina, acredita que ele mesmo me contou?

- Ui, parece que o durão ai tá apaixonado. — Brinquei.

Nós duas rimos.

- Será que dá para deixarem a fofoca de lado?! — Gritou o rapaz, nervoso.

Nos calamos, a enfermeira passou o remédio de dores para mim, isso me deu um enorme alivio, mas admito que estava curiosa em saber quem era essa mulher que Daniel gostava, será que é do presidio? Eu conheço? Eu precisava das respostas. Sei que nunca seria eu, um homem maduro e bonitão como ele nunca iria gostar de mim.

Continuei andando com ele pelo corredor, eu mancava um pouco, mas a dor já não era tão insuportavél quanto antes. Olhei para o rapaz, o mesmo não trocava mais nenhuma palavra, porém, eu sentia que ele já estava arrependido do que fez.

- Daniel, quem é a mulher?

Notas finais
Reviews?