Destino.

33 Conclusões Precipitadas


Notas iniciais
Capitulo curto , quero deixar vocês curiosas.
~Quero comentários de todas~

Julie narrando:


'' Não quero te ver nunca mais. Vá embora. '' — Aquelas palavras tiraram o sorriso perfeito de Daniel, o sorriso que eu não via há muito tempo. Ele ficou parado por alguns segundos, talvez tentando entender o porque da minha frase.

Ele se aproximou, e tocou no meu ombro.

– Porque? — Perguntou, sua voz estava rouca e pessada, como se estivesse à ponto de chorar.

Só eu sabia o porque daquilo: O nosso segundo beijo, ele disse ao chefe dele que foi apenas um acidente. Então é isso? Um acidente, ele simplismente tropeçou e nossos lábios se juntaram... sem querermos?

Estava chateada também porque por culpa dele eu fiquei na solitária de novo, ele até assumiu a culpa, mas depois disse toda a verdade. Ele não sabe quantos chutes e socos recebi do Demétrius, enquanto ele estava '' de boa '' em casa.

– Porque você não se importa comigo. — Demorei bastante para arrumar uma desculpa.

– E-eu... eu me importo sim. — Disse um pouco nervoso. — Mais do que imagina. — Sussurrou a última frase, quase não entendi.

O rapaz se agachou do meu lado, a essa altura meu coração disparava, sim, passou tantos dias, mas eu ainda estava apaixonada por esse policial cretino. Mas admito que prefiro mostrar toda a minha raiva do que todo o meu amor.

Ele tocou no meu rosto, me fazendo virar para o mesmo. Pela primeira vez o vi sem o uniforme de policial, ele estava lindo e elegante.

– Porque acha que eu não me importo com você?

Eu não tinha resposta para aquilo, bom, na verdade eu até tinha, mas estava muito ocupada encarando seus olhos cor de noite. Ele tirou uma mecha de cabelo que estava no meu rosto, fechei os olhos e senti que ele foi se aproximando.

– Juh. — Uma voz interrompeu. Abri os olhos, e vi que Daniel já estava longe. — Te trouxe o chocolate que pediu. — O dono da voz era Nicolas. Ele me entregou um baton de chocolate. — Era o último.

Sorri com aquele ato, porque o Daniel não é tão bonzinho quanto o Nicolas? O Nicolas merece todo o meu carinho e a minha gratidão por me tratar tão bem.

Me aproximei do rapaz de olhos azuis, e ele me abraçou. Daniel apenas olhava para o chão, parecia tentar se distrair para não ver aquela imagem.

– Sabe, você não pode dar doces para ela. — Daniel comentou, e pegou a força o meu chocolate. — E nem abraços. — Deu um leve empurrão em Nicolas, o fazendo se soltar de mim.

Eu estranhava aquela atitude, mas eu já sabia que os dois tinham uma certa rivalidade.

'' Eu posso usar isso contra ele, apenas para me vingar. '' — Eu pensava.

– Mas ela é minha amiga. — Nicolas resolveu falar, eu apenas assenti com a cabeça.

– M-mas... não importa! Não pode abraça-lá.

– Então eu posso abraça-lo. — Comentei, me jogando nos braços do meu melhor amigo. Ele retribuia o abraço.

– Nicolas, pode nos dar licença, eu quero falar com ela. — Meu coração disparou ao ouvir aquelas palavras, o que Daniel queria falar comigo?

– Hum... — Nicolas ficou pensativo. — Na verdade o dia de visita não é hoje. — Ele o cortou.

Sem paciência, o rapaz foi para cima de Nicolas, puxando a gola de sua blusa.

– Olha aqui, eu não estou com saco para ouvir essas bobagens. — Ele dizia, trincando os dentes. — Eu quero ficar sozinho, com ela. — Apontou com a cabeça para mim.

Nicolas engoliu em seco. E concordou, se virou para mim e deu um sorriso lindo.

– Qualquer coisa eu estou lá na cozinha. — Ele recomendou. Assenti. Ele chegou mais perto de mim, e eu mais perto dele. Daniel estava apenas o observando a cena, até que eu e Nicolas damos um selinho rápido.

Na verdade isso é uma longa história, mas vou resumir: Outro dia, o Nicolas disse que os fantasmas comprimentam as humanas com selinho. Daí eu até pensei que fosse verdade — mesmo sendo tão estranho — Então eu aceitei o comprimentar assim, sei lá né... em Paris as pessoas se comprimentam desse jeito. Mas as vezes penso que isso é mentira do Nicolas.

– M-mas o que foi isso?! — Daniel perguntou gritando. Seu rosto estava bem vermelho. Eu e Nicolas não tinhamos resposta. — Hum... — Ele parecia querer se acalmar, mas estava dificil. — Huh... B-beijar.... beijo, beijo na boca é proibido! PROIBIDO!

– Nossa, Calma Daniel. — Nicolas disse baixinho.

– CALA A BOCA! — Ele revidou. — S-se são namorados... vocês... vocês... precisam fazer isso muito bem escondido. — Que estranho, porque o Daniel acha que nós dois somos namorados? E porque ele agiu assim?

Eu fico com medo quando ele está nervoso.

– Daniel, o que queria falar comigo? — Perguntei, ele se acalmou um pouco quando ouviu a minha voz.

– Q-quer saber? E-eu vou deixar você e o Nicolas. — Fez uma careta. — À sós... E esqueçe o que eu iria te falar garota. — Daniel abaixou a cabeça. — E parabéns... pros dois, v-vocês se merecem viu... Eu vou pra casa. — Senti sua voz ficar rouca e seus olhos cheios de lágrimas.

Derrepente, o rapaz dos cachos sumiu.



Notas finais
Estou sem vontade de escrever, caprichem nos reviews para eu ganhar mais inspiração, please.