Destino.

41 Contando Tudo.


Notas iniciais
Espero que gostem... A partir de agora, será Juliel. ^-^

Daniel narrando:

A pontinha dos nossos narizes estavam encostaram, ela sorria, um sorriso lindo e sincero, eu fazia o mesmo, olhava em seus olhos, ainda próximos um do outro.

Não tem ninguém aqui, o dia está lindo, acabei de beija-lá, e ela me parece feliz... acho que essa é a oportunidade perfeita para eu me abrir, e contar como eu me sinto, todas as borboletas no estômago, o coração disparando sempre quando sinto seus lábios, e o quanto eu estou apaixonado por ela.

Segurei sua mão, agora só me falta a coragem.

- Acho que você já sabe quem é a mulher que eu queria conquistar. — Sussurrei, ela assentiu.

Vi Demétrius passar pelo pátio, nos afastamos, ambos um pouco corados, me levantei e fiquei em pé, fitando aquele rostinho humano.

- Hum... — Ele se aproximou de nós dois. — Mocinha, não são permitidos celulares aqui. — Disse meu chefe para Julie. — Eu vou confiscá-lo. — Pegou o aparelho com força de sua mão.

- M-mas eu estou conversando com minha amiga.

- Não interessa.

- Hum... — Fingi tossir, fiz uma careta e sussurrei ''Não discuta com ele Julie, não vai adiantar. '' Ela assentiu.

- E o que os dois fazem sozinhos aqui? — Me jogou um olhar desconfiado. — Diga Daniel.

- A-ah, eu já iria leva-lá para a cela senhor. — Modifiquei a verdade, um pouco nervoso. — M-mas antes eu queria falar com o senhor.

- Tá certo. E você garota, não pense que aqui é um shopping e que você não está presa. — Ele direcionou o olhar para Julie, que estava com a cara amarrada, talvez porque ele tinha confiscado seu celular. — Daniel, coloque as algemas nela. — Ele pediu, autoritário.

Tirei as algemas do meu cinto e me aproximei dela. '' Você não precisa obedece-lo em tudo. '' Juliana sussurrou isso. '' Ele é o meu chefe, tenho que obedecer. '' a respondi, em tom de sussurro e prendi seus pulsos com a algema. Ela se calou.

- Anda, vamos até a minha sala. E eu não quero perder meu tempo com os seus probleminhas Daniel... então seja rápido. — Ele falou, rispido.

Não o respondi, apenas segui meu chefe para o seu escritório. Ele se sentou naquela poltrona grande, enquanto continuei em pé, eu queria falar com ele sobre os meus sentimentos pela humana... mas não direi que é exatamente eu.

- Do que quer falar?

Suspirei.

- Senhor, e-eu... eu acho que aqui nessa prisão... — Eu precisava encontrar as palavras certas. — é...

- Desembuche.

- Tem um policial apaixonado por uma detenta. — Soltei logo tudo de uma vez, eu estava um pouco nervoso, e mal medi as palavras.

- Quem é o infeliz? — Ele perguntou, quase gritando, seu rosto estava vermelho.

Acho que não passou pela sua cabeça que era eu, afinal, eu sou o queridinho dele e sempre fui a sua sala dedurar meus colegas de trabalho. Eu era como um informante para Demétrius.

- E-eu ainda não sei quem é s-senhor, e-eu es-estou investigando. Mas, o que vai acontecer se isso f-for verdade? — Não queria por a Julie em risco, Demétrius era muito severo quando se tratava de regras quebradas.

Ele pegou aquele caderno grande e preto, assoprou as poeiras que estavam em cima e começou a folhear o caderno calmamente.

- Olha, isso é interessante. — Comentou, olhando para a folha amarelada com o tempo. — Diz aqui que eles ficaram separados, ou seja, a detenta irá para outra prisão neste caso, e o policial vai ser demitido. — Ele não deixava de sorrir, eu me esforçava para não deixar a raiva subir a minha cabeça. — E tem mais, a detenta pode ficar mais alguns meses na prisão. Interessante...

Então por culpa desse sentimento idiota eu posso perder meu emprego e nunca mais ver a Julie, e ela ainda pode dobrar a sua pena?

'' Não posso deixar isso acontecer. Mas também não posso mais esconder o que eu sinto, é algo muito forte e acho que Juliana já se deu conta disso. ''

- Daniel? Você não tem nada a ver com essa história? Tem? Eu não quero demitir meu melhor policial.

- H-huh... claro que não senhor. E-eu já vou indo. — Fui andando, saindo de sua sala.

- Ahh, Daniel, e sobre Juliana. Diga a ela que verá o seu celular em uma semana, e a deixe na cela durante dois dias. Ela precisa aprender que aqui é uma prisão e não um shopping. — Revirou os olhos.

Suspirei. — Sim senhor.

##

Estava de volta no pátio, caminhava para perto de Juliana, que estava com a cabeça baixa, parecia pensativa.

- Voltei.

Ela levantou o rosto ao ouvir minha voz e sorriu, segurei seu braço.

- É melhor você voltar para a cela, Julie.

- M-mas... eu quero ver as nuvens...

- Talvez daqui à dois dias você as verá de novo. — Disse levantando a garota, e a levando até o corredor principal.

Minha cabeça estava cheia de pensamentos, eu sabia que não dava mais para esconder aquele sentimento. Levei a moça até sua cela, e tirei suas algemas, a tranquei e me sentei no banquinho, passou uns minutos, eu ainda me torturava com os pensamentos, então eu percebi que Julie não tirava os olhos de mim.

- O que foi? — Perguntei, e dei um sorrisinho.

- Você não tem nada para me dizer? — Estranhei aquela pergunta, acho que Julie percebeu que no fundo eu precisava contar.

Suspirei, derrotado novamente por esse sentimento, abri sua cela e me sentei no chão, de frente para a morena.

- Sim, eu tenho uma coisa para lhe dizer. — Afirmei, olhando para seus olhos castanhos, ela fazia o mesmo.

Ouvi a garota sussurrar '' Eu também tenho algo para dizer '', mas ignorei, eu tentava escolher as palavras certas. Até que ela segurou a minha mão.

- Estou apaixonado por você. — Nós falamos juntos, em coro.

Notas finais
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