Destino.
42 A proposta.
Notas iniciais
Daniel narrando:
Meu coração batia acelerado, nem sabia que isso era possivel, mas... isso é amor verdadeiro. Segurei a mãozinha da garota, e trocavamos olhares apaixonados, finalmente eu estava sendo retribuido, eu nunca fiquei tão feliz em toda a minha morte.
Julie segurou meu rosto com uma das mãos, então começamos a selar nossos lábios desesperadamente com vários selinhos rápidos, mas ao mesmo tempo cheio de paixão.
– J-Julie... — Ela mal me deixava falar, continuava com os selinhos, eu retribuia. — Julie para. — Pedi, e segurei sua mão contra meu peito, ela deu um sorrisinho timído e seu rosto estava levemente corado.
Suspirei, eu sabia que seria dificil para mim, mas eu precisava dizer. Eu a amo, mas as vezes precisamos fazer grandes sacrificios para a pessoa que amamos ser feliz.
– Não podemos ficar juntos. — Afirmei, e vi aquele sorriso lindo se desmanchar aos poucos.
Ela puxou minha nuca e me deu um selinho demorado, eu não fiz nada contra isso, ela me deu mais três selinhos rápidos e me soltou, vi sua expressão de decepção e isso me deixou ainda mais triste.
– Por que não? — Ela perguntou, eu temia aquela pergunta.
– Porque eu sou um policial, e... você...
– Sou só uma criminosa. — Abaixou a cabeça.
A levantei, segurando carinhosamente o seu queixo.
– Não, eu não quis dizer isso. É que a poucos meses você estará solta... e eu vou continuar aqui. E o meu chefe... meu emprego... — Eu tentava lhe explicar.
– Entendi. — Disse a garota. Controlando seu próprio choro. — Prefere o emprego do que a mim.
– Isso não é verdade. — Não entende que eu preciso te deixar para te proteger? — Eu só quero o seu bem.
– Sei, parece que é o contrário, do jeito que me surrou outro dia parecia que queria o meu mal.
– Foi o Demétrius.
Ela olhou para mim com uma expressão confusa. Talvez eu precise ser mais expecifico.
– Foi o Demétrius, ele me mandou bater em você... porque ele estava entediado com o trabalho. E eu precisei obedecer.
– Ele gosta de ver a dor dos outros?
Abaixei a cabeça.
– Sim. Eu também gostava, mas agora eu mudei. Você me perdoa?
Ela deu um sorriso.
– Claro. — Ela entrelaçou nossos dedos. Eu dei um beijo em sua testa enquanto ela deitou sua cabeça no meu peito. — M-mas, e nós?
– Eu já disse que não podemos ficar juntos. — Me afastei dela por pura obrigação. — Eu não posso me apegar a você. — Me levantei e sai da cela, continuei a vigiando, em pé no corredor.
Passou uns minutos, eu escutava a jovem chorar baixinho, ela estava com as duas mãos sobre seu peito, indicando o coração. A cabeça baixa, e as lágrimas caindo sobre o chão.
– Vá dormir. — Pedi, sabendo que era tarde.
Sem se levantar, a garota se arrastou de joelhos no chão, se aproximando da cela.
– Você é um mentiroso! — Gritou a garota, isso me deixou nervoso mais não falei nada. Apenas olhei fixamente para a sua cela. — Nunca gostou de mim de verdade! até hoje não gosta! Olha só, tão calado e seco, não está nem se importando por eu estar chorando! Só se importa com o seu emprego!
– Fale baixo, vai acordar as outras. — Eu realmente tentava não me ofender com aquilo, afinal, era dificil para mim demonstrar os sentimentos, ainda mais quando isso é contra as regras.
– Eu não vou falar baixo! Não me importo se vou acordar as outras! Eu sei qual é o seu joguinho Daniel, me fez gostar de você apenas para eu sofrer ainda mais nesse inferno! Sabe você e o seu chefe são iguais!
– Não me compare à ele. — Sussurrei. — Sou diferente.
– Não, não é! Só quer me fazer mal...
Eu já não aguentava aquele discurso, abri a porta da cela com um pouco de violência, me aproximei da garota, eu estava nervoso, ela encolheu os ombros, com medo da minha expressão, me abaixei ao seu lado, e a beijei com todas as minhas forças.
Ela quer que eu expresse meus sentimentos? É o que eu vou fazer.
Nossas linguas estavam enlouquecidas por espaço, ela segurou minha nuca, e eu apertei sua cintura, eu não sabia dizer se era um beijo ou uma briga de linguas.
A coloquei no meu colo sem cessar o beijo, A levantei e a pus na cama, me agachei de frente para ela. E então o beijo parou, Juliana arfava um pouco, enquanto eu a fitava com um sorriso torto.
Ela passou o dedo delicadamente em seus lábios, e deu uma risadinha fraca e envergonhada.
– Eu estou apaixonado por você, não duvide disto. — Afirmei, ela apenas corou. E tentou desviar o olhar.
– Mas... então vamos ficar juntos.
– Não quero te colocar em risco, o meu chefe pode fazer coisas horriveis com você. Acredite que você não é a primeira viva que aparece nessa prisão... Já houve uma antes de eu trabalhar aqui. Mas... ele a matou. Ouvi dizer... E não duvido.
Juliana ficou um pouco surpressa com aquela história. Ela abaixou a cabeça.
– Que tal uma amizade colorida? — Propos ela. Com um sorriso.
– Explica. — Nunca ouvi falar disso.
– Ahh, seremos amigos. Mas... — Ela encostou nossos narizes. — Rola uns beijinhos de vez em quando. Sem compromisso. — Ela me deu um selinho rápido.
Isso não era uma má ideia, seria bom para demonstramos o que sentimos sem causar muito... impacto.
– É, isso pode funcionar. — Afirmei.
– Então... tá bom? Só para ninguém suspeitar...
Entrelacei nossos dedos.
– Não me contento apenas com uma amizade colorida, mas amanhã agente discute sobre isso. Agora durma meu amor. — Lhe dei um selinho e a deitei.
A garota fechou os olhos e dormiu.
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