Destino.

30 Arriscando os Sentimentos.


Notas iniciais
à pedidos, a fic não será tão curta =D

Julie narrando:

A garota puxou o meu cabelo com as duas mãos, com força, eu não pude deixar de me defender, fiz o mesmo. Uma puxava o cabelo da outra com força, porém, ela era bem mais agressiva do que eu.

Ela me deu um joelhada na barriga que me fez perder o ar por alguns segundos, parei de puxar o seu cabelo e começei a usar minhas mãos para me proteger, mas era em vão. ela me deu um empurrão, me fez cair no chão, indefesa, enquanto outras prisioneiras gritavam por briga, menos Mariana que parecia estar preocupada comigo.

A mulher me deu vários chutes, enquanto eu ainda estava caida. Ela pegou sua inchada e a levantou com os dois braços, deu o impulso, fechei os olhos com força, sabendo que aquilo iria me machucar ainda mais.

- O QUE É ISSO AQUI? — Ouvi a voz de Daniel, abri os olhos, o mesmo já havia pego a inchada da mão da mulher. — Você está maluca Vanda?

- Precisa defender a novata porque ela é sua protegida né policial... — Reclamou a mulher, que atendia pelo nome ''Vanda''.

- Não, estou defendendo ela porque você estava a ponto de mata-lá com a inchada. — A cortou, a mulher revirou os olhos. — Hum...Marcelo! — ele chamou um outro policial que estava mais afastado da briga. — Leve ela ao Demétrius, e diga o que ela andou fazendo. — Ele falou para o policial. O homem obedeceu, levando Vanda para fora do matagal. — E VOCÊS? O QUE ESTÃO OLHANDO? — Gritou para as detentas. — CIRCULANDO! — Elas obedeceram e voltaram ao trabalho.

Eu ainda estava caida no chão, toda dolorida. Ele se abaixou ao meu lado tirou a algema do meu tornozelo e estendeu a mão para me ajudar a levantar, mas eu não aceitei, com muita dificuldade, levantei sozinha.

- Volte ao trabalho. — Ele pediu, mas eu ignorei e andei para longe dele. — Juliana! Volte ao trabalho!

- NÃO! — Dei um grito alto, e me sentei em um canto, na verdade me sentei em um banquinho de concreto, envolvi meus braços no joelho, e abaixei a cabeça.

Começei a chorar baixinho, não era de tristeza, e nem mesmo de medo, e sim de dor. Estava totalmente machucada, minha cabeça estava dolorida pelos puxões de cabelo, minha barriga doía por causa da joelhada.

Senti uma mão acariciar meus cabelos, mas não levantei meu rosto.

- Quer ir à enfermaria? — Perguntou Daniel.

- Você estava muito ocupado tomando limonada não é? Porque não me ajudou antes?!

- Huh... Eu não tinha visto, aquele tumulto atrapalhou minha visão. Mas tá tudo bem agora.

- TUDO BEM? EU ESTOU MACHUCADA, E ESTÁ TUDO BEM PRA VOCÊ?!

- Não gosto do seu tom de voz. — Reclamou, respirei fundo. Sabendo que gritar não iria resolver. — Me abraça. — Ele pediu, de um jeito mais carinhoso, levantei a cabeça sem entender, mas agarrei sua nuca, senti ele levantar meu corpo, segurando minha cintura.

- Para onde vai me levar? — Perguntei, ao ver que ele me carregava.

- Para a enfermária. Seu braço está sangrando.

Olhei para meu braço, só ai eu percebi que ele pingava sangue. Deitei minha cabeça no seu peito, sentindo o seu perfume delicioso e me sentindo totalmente protegida.

Percebi que enquanto ele me carregava, o mesmo também sorria, parecia feliz em me ter em seus braços, eu sentia que era isso.

E aquele beijo? Ele disse que foi ridiculo, mas sinceramente, eu não acreditei nele. Daniel é o tipo de garoto orgulhoso, na certa estava mentindo, afinal, ele retribuia na mesma intensidade que eu. Ele nem me olhou nos olhos quando disse que foi ''ridiculo''.

##

Finalmente chegamos na enfermária, isso me fez acordar dos pensamentos, Daniel arrombou a porta com um chute forte. E entrou comigo no lugar. Olhamos em volta, a enfermeira não estava acabamos ficando à sós. Ele me colocou sentada em uma cama alta, ainda encarando o lugar, à procura da mulher.

- Daniel. — O chamei ao ver um bilhete ao meu lado, ele se aproximou.

'' Fui tomar café, já volto. Ass. Enfermeira Lucy ''

- Hum... ela foi tomar café. — Ele disse o obviu, eu ri.

- O que você vai fazer? — Vi que ele se aproximou de uma gaveta.

- Não vou esperar essa mulher tomar café, enquanto o seu braço sangra. — Pegou um algodão, e o molhou com um líquido. — Vou cuidar de você. — Ele sorriu.

Lembrei das palavras de Mariana, será que ela estava certa? A jovem me parecia sincera quando disse que Daniel estava mudando, na verdade, que eu estava mudando ele.

Enquanto estava presa em pensamentos, senti meu braço arder, fiz uma careta de dor, e percebi que Daniel passava o algodão lentamente pelo machucado. Ao ver que o remédio ardia, ele assoprou meu braço com calma, aliviando minha dor.

Ele enfaixou uma parte do meu braço, enquanto eu estava perdida, encarando seus olhos. Ele fazia o mesmo, conseguia até ver o meu reflexo nos seu par de olhos pretos.

- Então... — Tomei coragem e falei. — Você achou mesmo aquele beijo ridiculo?

Ele ficou um pouco surpresso com a pergunta, mas respirou fundo e respondeu.

- Eu devo ter exagerado. — Deu um sorrisinho.

Percebi que sua mão estava à centimetros da minha, assim como nossos rostos, estavam bem próximos um do outro. Senti meu rosto enrrubescer ao ver que os olhos do rapaz encaravam fixamente meus lábios. Mordi o canto do meu lábio, tentando controlar meu próprio desejo. Ele tocou o meu rosto com a mão, mas precisamente, tocou minha nuca, enquanto seu polegar acariciava minha bochecha.

Nos aproximamos devagar... Até que paramos para encarar um ao outro, ambos estavam na indecisão disso, afinal, era errado, não era?

Abaixei a cabeça, timida com meus próprios pensamentos, mas Daniel a levantou imediatamente, passou a ponta da lingua nos meus lábios, o deixando molhado. Meu coração batia desesperado ao sentir aquilo. Segurei sua nuca, e ele continuou assim por alguns segundos, apenas passando a lingua pelo meu lábio, de uma forma carinhosa. Não aguentei mais, e o puxei para mim, tomei seus lábios, lhe dando um selinho demorado e intenso.

Notas finais
Quero muitos reviews para o próximo. #Chantagem.