Destino.

7 Despertando Algo...


Notas iniciais
Minha segunda recomendação? Amo vocês!
Obg, Obg mesmo! Os comentários e a recomendação fizeram o meu dia! *-*

Daniel narrando:


Ainda era noite aqui, eu estava sentado no banco, ouvia música no meu fone de ouvidos, eu estava entediado. Tentei por duas vezes dormir, mas eu não conseguia, na verdade, eu tinha sonhado com Juliana.

O primeiro sonho foi um pouco estranho, eu batia nela, e ela sentia medo de mim. Mas, o segundo foi mais estranho ainda, acho que foi um pesadelo. Eu dizia a ela que os seus olhos eram os mais bonitos que eu já vi, ela sorria, e eu segurava seu rosto, não de uma maneira violenta, e sim de uma maneira carinhosa... e depois eu a beijava. Que pesadelo.

Acho que eu apenas sonhei isso porque até agora estou me sentindo culpado. Eu a machuquei e mesmo de longe, consigo ver a marca no seu rosto.

– Daniel. — O porteiro chegou no corredor, ao meu lado, e me chamou em sussurro. — Está olhando a garota?

– Hum... você veio aqui para me chatear ou só veio dar uma voltinha?

– Desculpe, é que o Demétrius está te chamando.... — Nicolas não tirava os olhos da cela.

Me levantei, lembrando do que ele disse hoje, aquilo me despertou algo.

– Olha aqui, eu acho melhor você guardar seus comentários para você mesmo.

– Do que está falando? — Ele cruzou os braços.

– Estou falando daquela hora, que você disse que a novata era bonitinha. — Eu dizia, entre os dentes.

– Calma cara.

– Não quero que isso se repita de novo. — O ameaçei.

– Huh... você está muito estranho.

– E você devia calar a sua boca. Não quero que diga que ela é bonitinha ouviu?

– E porque não? isso não é nada de mais.

– Não interessa, eu não quero e acabou.

'' Só eu posso achar que ela é bonitinha, você não. '' – Acho que preciso controlar meus pensamentos.

– Fique de olho na cela, eu já volto. — Falei, mesmo sabendo que eu não gostaria que o Nicolas ficasse sozinho com a garota, eu sei, é estranho mesmo, mas eu realmente não gostaria. Porém, depois que ela fugiu, acho mesmo que a garota precisa ser vigiada.

##

Bati na porta da sala do meu chefe, estava um pouco nervoso, tenho muito medo dele me demitir ou algo assim... Espero que ele não descubra sobre a fuga.

– Entre.

Obedeci e entrei. A sala estava iluminada apenas por um abajúr, Demétrius fumava um charuto chique, eu tentava não ''respirar'' aquele ar.

– Me chamou senhor?

Ele colocou o charuto no cinzeiro. E conduziu sua mão para o bolso de sua calça, de lá ele tirou um objeto.

– Sabe o que é isso? — Ele perguntou, com o objeto nas mãos.

– Um grampo de cabelo senhor.

– Isso mesmo.

Olhei para o grampo, parecia estar bem aberto, como se alguém estivesse usado.

– É da Juliana. — Afirmou Demétrius. — Estava caido no corredor.

– Me deixe ver. — Peguei o grampo, senti o cheiro, tinha o mesmo cheiro delicioso de seu cabelo. — É dela sim.

– Ela fugiu não foi?

Fiquei extremamente nervoso com a pergunta.

– Quem te contou isso?

– O Nicolas.

– Fofoqueiro. — Revirei os olhos. — Fugiu sim senhor, mas eu a peguei. — Admito que eu estava com medo de Demétrius a castiga-lá.

Demétrius se calou, enquanto meu cerebro começou a juntar os fatos: Esse grampo devia ter sido usado para arrombar a porta da cela, menininha esperta.

– Eu prometo que isso não vai voltar a acontecer senhor.

– Eu sei. Sei porque você vai a vigiar por vinte e quatro horas.

Aceitei. Eu estava começando a gostar do trabalho. Fui saindo de sua sala, com o grampo nas mãos.

– Daniel. — Chamou meu chefe, virei o rosto por cima do ombro. — Não se apegue muito à garota.

– Claro que não senhor, isso nunca vai acontecer. — Demétrius sorriu com a minha resposta.

Me apegar? Como eu iria me apegar por aquela garota extremamente chata e chorona? Com aquela voz doce e irritante? Os cabelos com aquele perfume delicioso e divino? Os olhos amêndoados e brilhantes? Nunca! Definitivamente nunca iria me apegar a ela, mesmo que eu forçasse o meu cerebro a isso, eu não iria conseguir me apegar.

Voltei para o corredor largo, Avistei Nicolas, sentado no banco, encarando fixamente a cela, ou pior, encarando Juliana.

Senti um arrepio no meu corpo, novamente me veio aquela coisa ruim em mim... Eu nunca fui com a cara do Nicolas, ainda mais depois que ouvi aquele comentário maldito dele...

'' Não sei porque ela é uma presidiária... até que ela é bonitinha '' — Eu repitia mentalmente as suas estúpidas palavras.

– Já pode ir. — Falei, frio.

O cretino se virou para mim, e fez uma careta. Eu estava a ponto de mata-lo, se isso fosse possivel já que o mesmo é um fantasma;

– Daniel? Me diz que não está com ciúmes por causa do que eu falei? — Ele cruzou os braços.

– Já pode ir. — Insisti, sem o responder, na verdade, eu não sabia a resposta. Talvez sim, talvez não.... só espero que seja a segunda opção.

– Tudo bem. — Aceitou o cretino.

– Moço? — me virei e vi que a garota estava em pé, se segurando, ou tentando se segurar nas grades.

– Que foi? Vá dormir! — Ordenei.

– Não falei com você. — A garota revirou os olhos.

Encarei Nicolas, ele era a única pessoa além de mim que estava no corredor.

Ela o chamou de um jeito doce, enquanto eu fui desprezado.

– Já pode ir. — Novamente falei para o porteiro petulante. Admito que não queria que Nicolas se aproximasse da garota.

– Oi? — ele sorriu para Juliana.

– Vem cá. — Ela o chamou.

O mesmo foi andando até a cela, meu sangue ferveu ao ver que o cretino atravessou as grades e foi para o lado da garota.

– Obrigada por tudo. — Disse a menina, eu realmente estava boiando.

– Não tem problema. Não foi nada. — Ele tocou seu rosto, ela sorriu, e mesmo com as algemas, agarrou sua nuca para um abraço.

Me senti completamente estranho ao ver aquela cena.

Notas finais
Reviews?