Destino.

51 A Grande Reviravolta.


Notas iniciais
Tem uma surpresinha aqui (: ~Parece que a amizade do Daniel com o seu chefe pode acabar em um piscar de olhos com a revelação do Demétrius. Confiram!
LEIAM AS NOTAS FINAIS

Daniel narrando:


Aquilo me causou um arrepio em mim, porque a Julie foi dizer isto? agora sim eu vou perder o emprego, ou então ele vai mandar ela para outro presidio e dobrar a sua pena, como ele havia me dito.

Sim, eu estava com um pouco de raiva da Julie ter dito isso. Nem ao menos pensou duas vezes antes de nos por em risco.

Demétrius ficou sem reação por alguns segundos, mas aos poucos seu rosto começou a ficar vermelho, e a expressão de raiva começou a nascer.

– O QUE DISSE GAROTA??? — Gritou, se aproximando de Julie. Ele segurou forte o rosto da humana.

– E-esta-amos n-na-mora-ndo. — Respondeu com dificuldade, eu continuei calado, vendo a cena.

Demétrius soltou seu rosto com raiva, ele olhou para mim com a mesma expressão.

– Senhor, isso não é verdade. — Neguei, ele suspirou aliviado. Enquanto Julie me encarava fazendo uma careta, certamente não gostou da minha atitude.

– Não sei... ela parecia sincera. — Deu de ombros.

– Não. Isso não é verdade. Nunca seriamos namorados. — Garanti. — E eu sou profissional, estou aqui para cuida-lá... Só isso. — Ele assentiu, mas calmo.

– Daniel, podemos conversar? — Demétrius perguntou, na certa não era coisa boa, e eu não queria conversar com ele, afinal, ele é o cara que quase matou minha namorada, e que faz de nossas vidas um inferno.

– Claro senhor.

– Ahh... ponha a algema nela. — Ordenou. — Estou na cozinha. — Então ele sumiu.

Me virei para Julie, ela estava com uma carinha de raiva. Tentei agir naturalmente.

Peguei as algemas e passei por seus pulsos.

– Acho que dessa vez serei demitido.

– Hum... Foda-se. — Respondeu olhando nos meus olhos. Aquilo me trouxe uma grande revolta.

– Julie... — Tentei falar, mas ela não deixou.

– Vai lá falar com o seu chefe, grande profissional. — Se sentou no sofá. E virou o rosto, me ignorando.

Sai bufando da sala, enquanto fui até a cozinha. Demétrius estava em pé, se apoiando na pia, esperando minha chegada. Fechei a porta da cozinha, sei que vou receber gritos e ofensas, então não quero que Julie escute isso.

– Vocês estão mesmo juntos? — Perguntou curioso.

Pensei em dizer a verdade, mas eu não queria arriscar.

– Não senhor, eu não ficaria com uma detenta boba... indefesa... ingênua... — Tentava encontrar críticas, mas era dificil. — Credo senhor, ela é tão estranha... tentou se matar... é louca, chata, impulsiva.

– Tá, tá... chega! Não diga isso dela! — Pediu, um pouco nervoso. — Eu acho que estou ficando louco... — Sussurrou, mas pude ouvir.

– Do que queria falar senhor?

– Da garota Julie. Juliana... sim, Juliana.

– Ótimo. — Falei um pouco ironico. — Porque o senhor a colocou na sala da tortura?

– A-ah... huh... é... isso... bom... olha, não era sobre isso que eu queria dizer. Era outra coisa. — Cossou o alto da cabeça. Confuso.

– Tudo bem.

– Eu ando muito pensativo sobre ela. — Ele andou até a cadeira da mesa, e se sentou. — Ela é tão bonita. — Sussurrou.

Franzi o cenho ao ouvir aquele elogio, e vindo do meu chefe? Hum...

– Prossiga. — Pedi. Trincando os dentes.

– Já faz duas noites que eu sonho com ela Daniel. — Aquilo me deixou surpreso. — Estou... enlouquecendo! — Suspirou, passou uns segundos, e eu tentava entender tudo aquilo. — Me diga, eu sou velho?

– Hum... o senhor tem quantos anos?

– 22, mas morri há 500 anos.

– Hum... não, o senhor tem apenas 22 anos. — Nossa, não parece.

Ele suspirou novamente. — Acho que estou apaixonado.

– O QUE?

– Pela Juliana.

– O QUE?

– Pare de gritar!

– Sim senhor. Desculpe. — Eu tentava manter a calma, mas não conseguia, a situação estava tensa. O meu chefe se diz apaixonado pela minha namorada!

– O que eu faço agora?

– Não pergunte para mim, e-eu nem sei o que dizer. — Ainda estou chocado.

– Apenas me responda: Como eu devo agir com ela? Devo ser mais carinhoso... ou mais agressivo para acabar de vez com esse sentimento?

Ótimo. Eu não quero que ele seja mais carinhoso com ela, afinal, Juliana é minha, minha namorada. Mas também não quero que ele seja agressivo.

– E-eu... eu

– DIGA!

– Agressivo. — Droga. — Acho que você precisa acabar de vez com esse sentimento. — Acabe com o sentimento, não com ela.

– É, você está certo. — Sorriu fraco. — Agora volte ao trabalho. Eu vou dar uma volta pela cidade. — Derrepente ele sumiu.

– Meu Deus... — Meu chefe está apaixonado pela minha namorada.

Voltei para sala, segurei seu braço e fomos andando até o presidio. Estavamos quietos, calados... Ela nem olhava nos meus olhos.

Assim que chegamos no corredor, minha mente deu um 'estalo', lembrei que ela estava um pouco chateada comigo por eu ter negado tudo.

– Amor. — tentei a abraçar, mas ela se afastou.

– Hum... — Revirou os olhos.

– Não fica chateada.

– Não estou. — Garantiu, mas eu sabia que era mentira. — Mas já que não somos namorados, vamos agir assim a partir de hoje. Somos completos desconhecidos. — Ela disse, entrando na cela.

Está cada vez mais dificil continuar nesse emprego.


Notas finais
Estou muito triste ~não com vocês.~ é que o meu cachorrinho ~O nome dele é Joe ^^ ~ está morrendo, eu fico arrasada com isso pois ele faz parte da minha vida há 9 anos e eu não quero que ele morra. - Quase não dormi essa noite, então se tiver algum erro de portugues me desculpem pois estou um pouco cansada, mas não vou deixar e escrever. -
Eu até estou um pouco inspirada, mas recomendações ou reviews são mt bem vindos para eu me animar e postar o mais rápido possivel, beijoos e obrigada pela atenção, vocês são mt importante para mim. xD