Destino.
21 Vocês voltaram?
Notas iniciais
Peguei minhas coisas, a chave do carro e segui em direção á garagem. O caminho até o hospital foi tranqüilo. Cheguei lá, subi até o quarto da Mi e me deparei com a Mi e a tia paparicando a Dudinha.
– Desculpa MESMO ter atrapalhado sua noite Mel – A tia disse me abraçando.
– Que isso tia, vamos parar né? Eu nem estava afim de sair, então foi até bom – Rimos.
– Filha, então já vou, beijos – Ela depositou um beijo na cabeça da Mi e outro na Duda – Tchau meu amor.
– Tchau tia – Ela me abraçou novamente – E a propósito tia, toma a chave do meu carro.
– Não precisa Mel, vou de táxi – Dona Leni sempre resolvendo as coisas.
– Nada disso, vai no meu carro ok? – Lhe entreguei a chave, os documentos e ela se foi.
– Amiga, senta aqui – A Mi pediu assim que colocou a no berçinho, que ficava do seu lado – O que é que ta acontecendo?
– Esse é o problema, eu não sei – E não sabia mesmo.
– Vocês nunca mais conversaram? – Assenti que não com a cabeça.
– Mais vamos mudar de assunto, ok? – Sorri – E como ta sendo seu primeiro dia de mãe?
– Melhor impossível, a Mama é bem calminha – Ela disse com os olhos brilhando.
Ficamos conversando sobre algumas coisas até 00h00, depois fomos dormir. Mi tomou um remédio e logo pegou no sono, já eu, bom, eu fiquei no twitter pelo meu celular. Respondi algumas pessoas que perguntavam sobre a Dudinha e alguns fã-clubes que eu tinha, devido ter namorado com o ídolo das meninas. Estava rolando a timeline, quando me deparei com a seguinte pergunta:
“@ChoosePeMel: @melissa_ como anda o coração choose? Hahahaha Saudades de você me respondendo, de te visitar :(“" me respondendo :(o coraçseguinte pergunta:
o Mama e a do seu lado.
“@melissa_: @ChoosePeMel Normal mi amoré hahahaha Vai me ver, vai? (L)”
Sim, eu tinha uma amizade muito forte com a menina desse fã clube. Ela se chamava Mariana e desde quando os meninos criaram a banda, ela estava lá. Conquistei a amizade dela rápido. Mais voltando aqui, peguei no sono era mais ou menos 3h da manhã. Insônia sua linda! Acordei com alguém entrando no quarto. Assim que me acostumei com a claridade, percebi que era Pedro. Assustei, porém me acalmei logo.
– Bom dia Mel – Pedro e Mi falaram juntos.
– Bom dia — Caminhei até a Mi e lhe dei um beijo na bochecha.
Ficamos babando na nossa princesinha por bastante tempo. Pedro não tirava os olhos de mim e isso me deixava incomodada. (...) Depois de quase 2h com a Mi, tia Leni chegou.
– Mel, você vai embora com o Pe? – Encarei a tia e ela meio que me disse pelo olhar que era pra eu falar que sim.
– Er.. não vou atrapalhar? – Perguntei.
– Claro que não, vamos? – Assenti que sim.
Peguei minhas coisas, nos despedimos das três e fomos em direção ao estacionamento. Nenhuma palavra foi dita até entrarmos no carro.
– Vai pra casa ou pro trabalho? – Ele me perguntou sorrindo.
– Nenhum dos dois, será que tem como você me deixar na casa do Thomas? – Falei me ajeitando no banco.
– Estou indo pra lá, acredita? – Não tive como evitar um sorriso.
O caminho foi até rápido, graças a Deus, pois ficar naquele silêncio terrível com ele não estava me fazendo bem. Assim que chegamos, nos deparamos com vários fotógrafos ali. Respirei fundo, contei até 10, fechei e abri meus olhos desejando que tudo fosse miragem, mais não era. Eu odeia fotos em revistas ou algo relacionado, odiava a idéia da minha imagem aparecer nesses lugares, pois eu acabava me tornando o “alvo” de alguma coisa, tipo agora. Se Pedro e Giovanna brigarem e os paparazzi souberem, cai tudo em cima de mim.
– Ei, fica calma – Pedro falou colocando uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha.
Ele estacionou o carro e descemos. Logo aqueles filhos de umas prestadoras de serviços sexuais remunerado começaram a nos encher.
– Vocês voltaram? – Um me perguntou.
– Não e não pretendemos. Pedro está muito feliz com a sua namorada e eu muito feliz solteira – Falei num fôlego só.
– Não tem reconciliação então? – Outro perguntou.
– Estamos bem sendo amigos – Pedro respondeu e graças ao bom Deus, os seguranças do prédio vieram nos ajudar a sair dali.
Assim que chegamos no andar desejado, me deparei com Thomas na porta. Corri até o mesmo e pulei no seu pescoço.
– Que saudade meu amor – Ele disse me apertando em seus braços.
– Oi pra você também Thomas – Pedro disse rindo.
Me soltei de Thomas e fui até a Lu que estava sentada no sofá. Me joguei em cima dela e ficamos rimos feito duas idiotas.
– Não vou dizer que estou com saudades, porque te vi ontem – Ela falou se ajeitando no sofá assim como eu.
– Grossa – Dei língua pra ela.
– Ué você e o Pedro juntos? Oi? – Ela me perguntou.
– Quero brigadeiro, vamos fazer – Saí puxando ela pra cozinha.
– Fala logo menina – Ela falou enquanto colocava os ingredientes numa panela.
– Então, é que como ontem eu dormir no hospital, a tia Leni foi embora no meu carro e hoje ele foi no hospital logo cedo, daí a tia chegou, perguntou se iria embora com ele, perguntei se não iria incomodar, ele disse que não, aceitei, vimos pra cá, assim que ele parou o carro, disse que era pra eu ficar calma e pronto – Falei tudo num fôlego só.
– Nossa – Senti minhas pernas fraquejarem e me sentei numa cadeira – Mel, você ta bem?
– Foi só tontura, relaxa – Falei sorrindo.
A Lu terminou o brigadeiro e levou para a sala. Assim que pisei na sala, senti todo meu corpo bambear e minhas vistas escurecerem.
Thomas Narrando:
Meu namoro vai firme e forte, graças a Deus. Já vai pra mais de quatro meses É, aquele Thomas durão não existe mais. (...) Estava na sala jogando com o Pe, quando escutei um barulho vindo atrás de nos. Olhamos rápido e minha pequena, vulgo Melissa, estava caída no chão.
– Pequena, fala comigo – Eu implorava.
– Mel, meu amor, fala comigo – Pedro quase gritava.
– Vamos levar ela pro hospital – A Lu falou e descemos com ela até meu carro.
Luize foi dirigindo, com Pedro ao seu lado e eu com a minha pequena atrás, desacordada. Melissa estava super gelada, com ar de morta. Peguei um cobertor que estava ali e a cobri. (...) Chegamos no hospital, colocaram ela numa maca e a levaram para dentro. Ficamos mais de 30 minutos sem nenhuma notícia até o doutor Rodrigo nos chamar. Ele era o meu sogro, é.
– Fala pai, não ta vendo nosso desespero? – A Lu disse nervosa.
– Calma Lu, a Mel já está num quarto sob medicação – Ele disse calmo.
– Mais o que de fato aconteceu, tio? – Pedro perguntou.
– Melissa teve uma grande perda de sangue, o que ocasionou a deficiência de ferro no corpo – Ele tentava nos explicar da melhor forma possível.
– Quer dizer que ela está anêmica? – A Lu perguntou.
– Isso filha, mais já controlamos, é só ela ter mais cuidados – Ele finalizou – Vem, vou levar vocês até o quarto dela.
Seguimos até o quarto e assim que entramos, vimos uma melissa totalmente diferente. Ela estava pálida e com fios espalhados por seu corpo. Minha melhor amiga estava tão frágil ali. Ela dormia quando chegamos lá. (...) Passaram-se uns 30 minutos e ela despertou-se.
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