Destino.

10 Namora mais adora um proibido (8)


Notas iniciais
ME DEIXARAM DE NOVO? NOSSA, MÓ SEM CORAÇÃO VOCÊS *chorando*

– Nossa, cala a boca – Lu me deu um pequeno tapa na cabeça.

– Não fala isso Mel, por favor – Ele se pronunciou.

– Irônico esse pedido vim justo de você – Revirei os olhos.

– Nem assim você dá um desconto né? Foi o Pedro que te colocou desmaiada dentro de um táxi e te trouxe prá cá – A Lu nunca tinha falando comigo assim – Ele tava desesperado com medo de você morrer, para um pouco com isso Melissa. Ele pode ter errado com você, mais foi o primeiro a te ajudar!

– Por que não me deixou morrer? Seria mais fácil, não acha? – Falei encarando o Pedro.

– Porque eu te amo e não suportaria ter que te ver partindo – Ri.

– Caralho, quanta mentira numa frase só – O encarei – E outra, não suportaria me ver partindo? É Pedro, só pra te lembrar tô indo embora em menos de 1 mês e o que você fez pra impedir? Nada né? E depois disse que iria sofrer, aiai!

E eis que entra a enfermeira para tirar aquele clima tenso e silencioso ali.

– Ei moçinha, vamos tomar seus remédios? – Ela perguntou sorrindo simpática.

– Vamos né? Não tem outro jeito – Retribui o sorriso e tomei os 3 comprimidos que me entregou.

– Agora só mais esse – Ela disse enquanto me dava um sedativo na veia – E pronto.

Ela saiu e eu já sentia a sonolência em minhas pálpebras. Fechei meus olhos e relaxei, mais não dormir. Relaxei ao ponto de ficar de olhos fechados, mas escutando tudo.

– Eu fico com ela essa noite, é sério – Pedro dizia.

– Ela não vai gostar muito disso, Dude – Disse Thomas.

– Não tô nem ai, vou ficar aqui e pronto – Pedro falou irritado e os outros se foram, pelo que eu entendi.

Desde então, não escutei mais nada. Dormir feito pedra! (...) Acordei já de manhã com alguém, sentado na cama, me fazendo carinho no rosto. Abri os olhos e notei que era Pedro. Então ele dormiu aqui mesmo, nossa. Ficamos nos encarando, até ele tornar a proximidade de nossas bocas minúscula. Senti sua respiração batendo contra meu pescoço, o que me deixou arrepiada. E quando ele foi tentar me beijar, desviei.

– Não faz isso, por favor – Falei com a voz falha.

– Não chora então – E meio sem jeito, me abraçou – Posso pelo menos ficar abraçado contigo né?

– Eu deixo vai – E retribui o abraço.

– Espera, vamos nos ajeitar aqui – Ele me empurrou e sentou do meu lado, puxando meu corpo para outro abraço – Amigos pelo menos?

– Desde sempre, para sempre – Era nosso dilema.

– Tá com frio né? – Ele perguntou.

– Como você sabe? – Respondi confusa.

– Você ta tremendo menina, vem mais pra cá – E me apertou em seus braços – Desculpa pequena, desculpa por ter te feito chorar, por ter feito você vim pra cá, desculpa por ter ditos aquelas coisas, nunca fora minha intenção. Eu só preciso do seu perdão nesse momento.

– Eu te desculpo, estávamos de cabeça quente e tudo mais – Sorri para ele.

– Mais eu não quero que me desculpe só por isso, quero me desculpe por ser esse idiota que acabou de perder o grande amor da vida dele, que estava bêbado e não se tocou do que estava fazendo quando você o viu naquele banheiro. Me desculpa? – Era sincero esse pedido, eu podia sentir.

– Talvez esse grande idiota nunca perca o amor da vida dele, ele só vai ter que se acostumar a chamá-la de amiga – Ele riu gostoso – Sou choose Magrelinho pra sempre, bebê!

– Você não existe – Disse e me mordeu na bochecha.

– Ô Lanza, tô frágil cacete – Falei fingindo dor.

– Tá, foi mal – E me abraçou o mais forte possível. Quié? Tava frio!

– Quero minha cama, quero a Jô – E me lembrei da Jô – CARALHO A JÔ DEVE TÁ PREOCUPADERRIMA COMIGO VÉI!

– Calma – Ele ria feito bobo – Ontem a Lu e o Tho passaram lá e avisou-a. Ela só não veio, porque soube que eu estava aqui, mais me ligou agora pouco.

– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH bom – Falei meio alto perto do ouvido dele.

– Obrigado por me deixar parcialmente surdo – Falou e rimos.

Minutos depois, o médico entrou no quarto sendo acompanhado pelo o Thothoso e a Lu. Os mesmos que ficaram surpresos por me ver abraçada com o Pedro, mais explicamos tudo pra eles e eles entenderam.

– Bom, você já pode ir pra casa Mel – Olhei de cara feia pro Rodrigo, mais depois ri.

– Obrigada por tudo, tio! Você não existe mesmo – O abracei e sai daquele hospital.

(...) Já se passaram duas semanas depois daquele pequeno incidente comigo. Não tô precisando tomar remédios e vou pra Madrid no final do mês de dezembro, antes do natal, ou seja, tenho apenas mais um mês com a galera. E estamos fazendo valer muito a pena. Chegaram às férias escolares para a galera, menos pra mim, pois eu mesma já tinha me dado férias antes da hora. Hoje é sexta-feira, 19h e estamos decidindo qual lugar ir hoje. Depois de minutos procurando algo útil, decidimos ir para a Via Funchal, teria Turma do Pagode lá ok? Os meninos foram embora se arrumar, pois começaria 21h e as meninas ficaram lá em casa. A Mi não iria, pois ela e a tia Leni tinham compromisso com a tia Soninha e tudo mais. E bom, cá estamos nós, escolhendo uma roupa pra usar.

– Namora mais adora um proibido – Laris cantarolou e rimos.

– Ê lerê – Falei suspirando.

Colocamos algumas músicas pra tocar e começamos a nos arrumar. (...) 20h30 já estávamos prontas. Rápidas até demais, enquanto isso, os meninos não tinham chegado. Eu estava assim: vestido, sapato, maquiagem, cabelo. Sim, estava loira! Apesar de já ser um pouco, resolvi fazer por completo logo. A Laris assim e a Lu desse jeito, ambas com a maquiagem clara, só o sapato que mudava, um era assim, outro assim. Modéstia a parte, estamos muito gatas. Ficamos esperando na sala, até o Thomas dar sinal de vida nos ligando e dizendo que já estava lá em baixo. Assim que estávamos entrando no elevador, o Pe saiu correndo pelo corredor e pedindo pra gente segurar pra ele. Foi um tanto engraçado.


Notas finais
Quero vocês comentando poxa, vocês são meu combustivel pra ter ideias, okei? Beijos, beijos :*
Qualquer coisa, me grita lá no @PedroMeuPS s2