Destino.
18 Minha casa ou a sua?
Notas iniciais
– Ela voltou Mi, ela voltou – Gritei abraçado com ela.
– Voltou irmão, voltou sim – Ela disse se sentando no sofá – Aproveita e vai se desculpar com ela, vai?!
Dei um beijo em sua bochecha e saí correndo até o apartamento da minha Mel. Toquei a bendita da campanhia não sei quantas vezes e nada dela abrir. Quando finalmente abriu, lá estava ela linda. A abracei com toda força e saí girando com ela pelo apartamento. Depois de muitos agradecimentos, pedido de desculpas, ela foi se arrumar. Apesar de ela me perguntar o porquê, eu não disse, mais é o seguinte: A galera ta preparando uma festa surpresa pra ela e eu fiquei responsável por levá-la. (...) Enquanto a Mel está lá dançando de uma forma completamente sensual, cá estou eu no bar a observando.
– Ê Pedrão, fecha boca pra não babar mais – Lucas disse rindo. Certamente eu estava com cara de apaixonado.
– Concordo com o Koba – Thomas chegou e lá ficaram 3 babacas “apaixonados”.
– Véi, essa Isa é coisa de louco, olha isso – Disse Lucas e a gente começou a rir.
– Tá apaixonado véio? – Thomas, o sonso, disse.
– É normal você ficar com uma pessoa 24h na sua cabeça? – Assentimos que não – É, então eu tô sim.
Óbvio que zoamos eles. O Koba é aquele típico menino que quando se apaixona, nossa, é pra valer. Mais logo paramos, porque a Mel é a super protetora dela, então né?! Ela se jogou em cima de mim, como se eu fosse um sofá e ficou lá.
– MINA FOLGADA – Falei e ela gargalhou alto.
– Ok, Lu me dá colo? – Ela falou manhosa, porém não a deixei sair – Me solta, eu não sou a folgada?
– Minha folgada – Sussurrei no seu ouvido e foi bom perceber que eu ainda causo arrepios nela.
– Será que eu posso dar um abraço nela? – Lucas, o ciumento.
– Não – Respondi e ele fechou a cara pra mim.
– Nossas, vocês dois me sufocam, af – Ela deu um jeito de se livrar do meu abraço e foi pedir algo para o barmen.
Mel Narrando:
Depois de dançar muito, preciso descansar. A Isa e Lu continuaram dançando, porém eu fui me jogar no colo do Pedro. Apesar dele reclamar, eu sei que ele gostou. Papo vai, papo vem, decidi pedir algo pra beber, porque Lucas Henrique e Pedro Gabriel me sufocam, sabia? Um barman estupidamente gostoso veio me atender. Preciso dizer que gostei? Ah ok.
– Mel? Você por aqui? – Oi? Ele me conhece, é isso?
– Desculpa a minha indelicadeza, mais a gente se conhece? – Eu lembraria um cara gostoso caso conhecesse ele, porém não foi bem o caso desse.
– Já se esqueceu de mim, Mel? – Ele ficou triste – Felipe lembra?
– Fê? Meu Fê? – Que delicia meu ex ein? – Quer dizer, Fê!
Logo o abracei. Caralho véi, meu ex-namorado ta uma delicia agora. Tempo, você foi ótimo com ele. Fiquei trocando algumas idéias com ele e vi que Pedro já estava puta da vida comigo. Bom, vamos provocar mais? Puxei Felipe pela gravata, deixando seus lábios bem próximos dos meus. Poucos segundos depois, Pedro sumiu do meu lado, indo não sei pra onde. Consegui, palmas pra mim.
– Quero uma tequila, por favor – Falei no ouvido de Felipe e ele se arrepiou todo.
– Cla-claro – Ri do seu rosto, que estava completamente vermelho.
– Aqui Mel – Ele sorriu. E ual, eu tinha me esquecido do quão é lindo seu sorriso.
– Até qualquer dia Fê – Lhe dei um beijo na bochecha, bebi a tequila de uma vez só e caminhei de volta aos meninos.
– Cadê o Pedro, Lu? – Perguntei me sentando no lugar que antes era do Pê.
– Foi ao banheiro – Ele sorriu gentilmente e eu me levantei – Vai aonde?
– Ali – Ri sem dentes e sai.
Se você pensou que eu iria ao banheiro atrás do Pedro, você está completamente certo. Mas antes, pedi outro copo de tequila, eu precisava disso. Tequilas tomadas, caminhei em direção ao banheiro. Como não tinha nenhum segurança ali, foi fácil entrar. E mais fácil ainda trancar a porta, pois a chave estava lá e tudo mais. Guardei a chave na minha bolsa e a coloquei em qualquer lugar dali. Havia só o Pedro ali, então menos trabalho pra mim. Fiquei me olhando no espelho enquanto ele não saia e ual, eu havia mudado bastante. Me sentei num puff que havia e fiquei esperando o bonitão. Assim que ele terminou de lavar suas mãos, tomou um susto ao me ver o encarando com a cara mais safada do mundo.
– Ual, não sabia que é proibida a entrada de mulheres no masculino? – Ele disse cruzando os braços e se encostando à parede.
– Ás vezes é bom quebrar as regras, não acha? – Disse me aproximando dele.
– Quebre-as com o Felipe, então – Tive que rir.
– Então tudo isso é ciúmes Pedro? – Me agarrei ao seu pescoço.
– É por quê? Agora é proibido sentir? – Que graçinha, meu Deus.
– Você nunca vai entender que não importa quantos passem por mim, eu só vou amar de verdade você? – Por que mesmo que eu tava falando aquilo?
– E será que você nunca vai entender que eu vou sentir ciúmes de todos? – Ele se aproximou colando seus lábios nos meus.
O beijo começou lento, mas logo depois foi pegando o gosto da luxuria. Pedro apertou minha cintura e me colocou sentada na bancada. Começou a beijar meu pescoço e ir descendo até o colo, enquanto minhas mãos estavam em suas cotas, arranhando por cima da camisa. Que saudade do seu toque pelo meu corpo, que saudade do seu beijo.
– Em um banheiro Pedro Lanza? Tem certeza? – Ele me encarou e me colocou no chão novamente.
– Minha casa ou a sua? – Perguntou mordendo parta de minha orelha. Jogo baixo isso!
– Não seria agradável ir para a sua, vamos para a minha mesmo – Peguei minha bolsa com a chave e destranquei a porta.
Resolvi sair primeiro e ir me despedir do pessoal, das meninas pra ser sincera. Logo me deparei com a seguinte cena: Lucas pegando a Isa e Thomas com a Luize.
– Não mereço isso, sério – Fiz bico e eles ficaram rindo.
– O Pedro ta vindo ô, vão se amar logo – A Isa falou e eu fiquei com cara de WHAT?
– O que é que tem eu? – Encarei as meninas num pedido silencioso de não falar nada.
– É que a Mel está carente – Thomas me lembra de te matar depois.
– Ela sabe que me tem a qualquer instante, não sei pra que isso – Ele falou me abraçando por trás.
– Woou – Os meninos e as meninas falaram juntos e eu fiquei igual um pimentão.
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