Destinados Pela Magia

18 Um dia meio estranho...


Notas iniciais
Desculpe, desculpe, desculpe, desculpe, desculpe , desculpe Eu sei que vocês estão bravos comigo ( e tem muitos motivos ) mas eu tenho explicações sobre o atraso : -eu esqueci - eu esqueci - ....... he he , me desculpe , mas tá entregue o novo cap aproveitem ^^

Pov. Jason

Eu não acredito que eu teria que passar os Jogos inteiros com aquela sangue ruim. O pior de tudo é que meus amigos ainda vão tirar uma com a minha cara.

Minha maré de azar está bem intensa nesses últimos dias. Toda hora esbarro com essa sangue ruim e é inacreditável o modo como ela me tira do sério. Ela é a pior de todos os sangues ruins,mas eu vou virar o jogo e ela vai ver com quem se meteu.

Falta apenas uma semana para que os Jogos comecem e eu tenha que olhar para a cara daquela garota todo dia.

É obrigatório que, faltando alguns dias antes de começar a grande competição, sejam feitas reuniões entre as duplas. Eu e a sangue ruim marcamos de nos encontrarmos hoje fora da escola para que ninguém nos visse juntos. Foi bem complicado escolher o lugar, já que a “senhorita” queria fazer na sala dos Trouxas, que de acordo com ela estaria vaga hoje, mas eu não entraria no território Trouxa nem morto, e ela também não concordou em fazer na sala dos Imortais, então decidimos que fora da escola seria o melhor lugar.

Nesse momento estou esperando ela em frente à uma cafeteria, na qual combinamos de discutir sobre os Jogos. Estava frio, já que nós estávamos no meio do inverno. Mesmo eu estando bem agasalhado, com dois casacos bem quentes e aconchegantes, luvas de lã, uma Jens preta, botas escuras e simples que tinha ganhado de minha mãe no meu aniversário, ainda podia sentir o vento gelado e a neve que caia sobre a minha cabeça me impedindo de sentir o calor do meu próprio corpo.

Já que hoje era final de semana, a escola deixava os alunos saírem para visitar a família ou para apenas curtir a cidade, mas eles deixavam claro que a escola não se responsabilizaria com os acontecimentos fora da mesma.

Eu tinha que gastar meu final de semana com uma garota de sangue ruim e isso era o fim. Ainda por cima ela estava atrasada...

Meus pensamentos foram interrompidos por uma voz ofegante que dizia:

–De-Desculpe pelo atraso, eu tive uns problemas no caminho.- olho para o lado, já preparado para insultá-la pelo seu “pequeno” atraso.

–Você...- quando a vi meus olhos se arregalaram, não sei o porque, mas ela estava linda, usando uma Jens comum escura, com uma toca listrada em branco e marrom, botas simples e um casaco escuro que parecia não protege — lá completamente do frio. Seu cabelo estava solto com pequenas ondulações na ponta e pressionado pela toca na parte de cima. Ela não aparentava ter usado maquiagem, mas mesmo assim seus olhos estavam com um brilho diferente e seu rosto sem uma sequer imperfeição. Sua boca se movimentava, abrindo e fechando, em busca de fôlego. Senti meu rosto ficar vermelho e quente, eu não sabia o que fazer, então decidi abaixa minha cabeça e tentar disfarçar, seria pior se ela percebesse o que acabou de passar pela minha cabeça.

–O que ia dizer?- ela me olhou, já terminando de se recompor.

– Na-Nada. — gaguejei um pouco, mas logo voltei ao normal — vamos entrar e terminar logo essa reunião, não estou afim de perder tempo com você, sangue ruim...

–Acredite, eu também não quero perder meu fim de semana presa com você em uma cafeteria.- ela disse já entrando no local e eu fui logo atrás.

Sentamos na terceira mesa. A cafeteria não estava tão cheia, tinha apenas uns três casais espalhados pelo local e de algum modo isso me incomodou.

Logo que chegamos uma garçonete veio anotar o que queríamos, nós dois pedimos a mesma coisa, um expresso pra cada.

Depois de conversarmos sobre os Jogos e táticas que iríamos usar, tanto para atacar quanto para defender, ela perguntou:

–Então, entendeu tudo certinho?- tomo um gole do café e olho pela janela, ignorando sua pergunta.

Nisso vejo meus amigos passando do outro lado da rua e eles olham diretamente para nós. Se eles me vissem junto daquela garota, da maneira que estávamos, provavelmente achariam que era uma encontro, afinal nós realmente estávamos parecendo uma casal. Isso era ridículo eu com uma sangue ruim, mas eles não iam pensar dessa maneira. Precisava sair daquela situação rápido:

– Ei, abaixa. – falei para ela já me escondendo de baixo da mesa e puxando-a junto.

–O que? Pra que?- ela disse olhando para mim.

–Só fique de cabeça baixa.

– Você não manda em mim. — ela disse levantando a cabeça, mas quando se levantou bateu-a na mesa, e todos que ali se encontraram, fixaram seus olhares em nós. Sai debaixo da mesa e me sentei, tentando disfarçar o que tinha acabado de acontecer, foi então que a sangue ruim disse com uma voz que demonstrava raiva:

–Por que mandou eu fazer isso, a culpa é sua, sabia!?- ela massageava a cabeça no local onde tinha batido.

– Se você não tivesse sido tão teimosa e me obedecido, talvez não teria acontecido...

– Ah, ta, claro que eu ia te obedecer.Não sei se você sabe, mas não sigo ordens de idiotas.- ela disse revirando os olhos.

– E você acha que eu sigo?- olho para ela com raiva, ela me responde com o mesmo olhar.

– Garçonete!- chamei. – Traga a conta, por favor.

–Claro. – a moça disse dando um sorriso — Mas quem vai pagar, você ou sua namorada?

–Eu não sou namorada dele!! – ela responde imediatamente, nem dando tempo para que eu entendesse a pergunta.

–Ah, claro, me desculpe. — a garçonete disse com um sorriso sem graça, afinal a sangue ruim não tinha sido muito delicada na hora de responder.

Paguei a conta e voltei para a mesa para chamar a garota:

–Ei, vamos sair daqui. Meus amigos podem voltar pelo mesmo caminho e acabar nos vendo juntos. – eu disse já andando em direção a porta

– Ah, então era por isso que você estava tão desesperado. — ela murmurou baixinho, mas consegui entender e decidi ignora — lá, para evitar mais discussões. — Para onde vamos? – ela pergunta, já do lado de fora da cafeteria.

–Quer ir para a escola?- olho ao lado esquerdo da rua.

–Não... lá tem amigas minhas que me disseram que não iam visitar a família esse final de semana.- ela disse aquecendo suas mãos que estavam totalmente descobertas.

–Ah, já sei um lugar perfeito que não é muito freqüentado.

–Onde?- ela olha para mim ainda tentando aquecer as suas mãos

–Vem comigo!- eu disse já caminhando em direção oposta da escola..

Andamos e conversamos um pouco mais sobre os Jogos. Percebi que para ela, as competições eram muito importantes, pois já me dissera que sempre quis ganhar, mas nunca conseguiu, pois sempre tinha um problema na sua equipe.

Eu não ligava muito para esses Jogos, claro que eu não jogava para perder, mas eu não era obcecado pela vitória.

No caminho rimos também de algumas coisas engraçadas em nossas vidas, mas tudo em seu devido limite, já estávamos ali apenas como companheiros de Jogos e nada mais. Ela não era nem minha amiga.

Chegamos ao local que eu tinha comentado.

Era uma casa antiga, com 2 ou 3 andares, mas não dava para identificar bem, pois estava coberta pela neve. As janelas de vidros estavam fechadas e a porta de madeira que aparentemente era fraca, estava com a passagem impedida pela neve. Essa construção deixava muito a desejar, onde ninguém se arriscava a entrar, ela era conhecida como, a Casa dos Gritos .

Perguntei para a sangue ruim se ela conhecia a história da Casa dos Gritos e ela me disse que nunca tinha ouvido falar.Contei cada detalhe e especifiquei que é muito antiga, tanto a casa quanto as histórias horrendas sobre ela. Fiz o melhor possível para deixa — lá com medo, mas não funcionou. Ela parecia ter gostado da história assim como eu. Fiquei meio intrigado com isso, já que as outras meninas á quem eu havia contado essa mesma história se jogaram encima de mim, quase chorando de medo (eu gostava dessa parte). Por que ela é tão diferente?

– Isso tudo é verdade?- ela me olhou. Parecia curiosa com tudo que tinha escutado.

–É o que dizem, só estou passando a informação. — disse revirando os olhos.

– Isso é tão legal! — os olhos dela pareciam brilhar de tanto que se impressionou com a história.

Ela esfregou uma mão na outra novamente, em uma tentativa falha de aquecê-las. Por mais que ela fosse uma sangue ruim ainda era uma garota, e eu não ia ser tão ignorante ao ponto de fingir que não estava vendo ela passar frio, então virei para ela e disse:

– Quer minhas luvas?

–Mas... ai você vai ficar com frio, e eu estou bem. — ela me disse de cabeça baixa.

– Minhas mãos já estão bem aquecidas, mas em compensação você esta sem luvas desde que quando te vi .

– Tudo bem, pode ficar com as luvas, eu agüento.

–Vamos, pegue logo. — disse jogando as luvas sobre as mãos dela.

–Ob-brigada. — ela gaguejou um pouco, notei que seu rosto tinha ficado vermelho ficou ainda mais bonita do que estava antes... espere ai, que pensamentos são esses?

Balanço minha cabeça de um lado para o outro, tentando mudar o rumo dos meus pensamentos. Eu elogiando um sangue ruim por sua beleza? Isso só pode ser piada....

– O que foi?- ela pergunta olhando para mim, confusa.

–Nada.

Nisso ouço vozes e quando viro em direção á elas, tenho uma surpresa.... são os meus amigos. Eles só podiam estar me perseguindo para comprovar que eu estava com uma sangue ruim, porque não é possível.

Puxo a garota para traz de uma árvore e coloco uma de minhas mãos em sua boca, pressionado levemente seus lábios, impedindo-a apenas de emitir sons, e a outra na cintura da dela, pra que não se movesse. Ela começou a se debater, então cochichei perto de seu ouvido:

–Calma, eu já vou te soltar.

Depois disso, ela parou de se movimentar, e então vendo que tinha uma oportunidade de fugir sem ser visto, pois meus amigos estavam distraídos tacando bolas de neves uns nos outros, peguei na mão da sangue ruim e sai correndo por entre as árvores.

Depois de chegar bem próximo a vizinhança, nós rimos do acontecido, percebi que ela ainda estava meio vermelha, mas resolvi não tocar no assunto, vai que eu levo uma patada feia.

Fomos andando até a escola.Chegando em frente dela, combinamos de entrar um primeiro e depois o outro, para que não desconfiassem,mas quando fui entrar, percebi que algo me segurava e quando olho para traz, nossas mãos estavam entrelaçadas, acho que em meio a correria acabamos passando o caminho inteiro de mão dadas e só agora tínhamos percebido.

Descolamos nossas mãos rapidamente. Devo ter dado uma leve corada na hora, e para disfarçar, sai correndo e gritei um tchau bem rígido, não escutei ela responder, mas acho que não ignorou.

Normalmente, eu não ficaria vermelho em uma situação dessas e sairia correndo, afinal sou eu quem pego nas mãos das meninas, e são elas que devem ficar nervosas. O pior de tudo, foi que eu nem consegui ver como ela reagiu, espera isso não importa, já passou, e independente de como ela tenha reagido, tinha que agir como se nada tivesse acontecido. Afinal nada aconteceu.

Notas finais
Gente, eu sei que vocês estão cansados de ouvirem isso , mas eu to com alguns caps prontos então agora vai ser mais rápido ..... eu imploro para que continuem acompanhando a fic Me desculpem mais uma vez ..... Até o próximo cap, meus amores *-* ( isso foi estranho )