Destinados Pela Magia
5 Mortais
Notas iniciais
POV Luke
Quem aquele idiota pensa que é? Acha que é assim, chega, começa a conversar com a MINHA Annie como se fossem alguma coisa?! Não. Isso não vai ficar assim. Aquele verme insignificante vai ser esmagado por mim, como muitos outros já foram.
POV Percy
Annabeth era realmente incrível! Inteligente, bonita, esforçada e... certo. Foco Percy, foco.
Mas tenho que admitir que era muito difícil não prestar atenção na dona dos belos olhos. Quero dizer, não que eu fosse admitir isso, já que tinha um louco supostamente apaixonado por ela me ameaçando se eu ficasse perto dela.
Forcei minha mente a desviar a minha atenção dela, mas com isso acabei pensando no que Thalia havia me dito.
“– Então, por que você foi convocado primeiro, se sou melhor!?”
Eu realmente tinha ficado magoado com aquelas palavras. Sei que Thalia sempre dominara melhor a magia que eu, mas isso não tornava as coisas mais fáceis nem mais aceitáveis.
De repente, me lembrei da cerimônia de convocação, quando o chapéu fez uma pausa no exato momento em que ia falar o nome de meu pai, Poseidon. Talvez... não. Isso era impossível.
Olhei para minha irmã mais nova, que não deixava passar uma palavra do que Annabeth lhe falava sobre a história da escola e até algumas partes sobre arquitetura. Ela realmente parecia feliz e empolgada em estar em Hogwarts, e ao ver essa cena só tive mais certeza ainda de que tinha tomado a decisão certa em não dizer nada a ninguém sobre ela não ter sido convocada.
Ela com certeza ia ser uma ótima bruxa, mas eu... bem, eu não sabia fazer quase nenhum feitiço, o que me deixava um pouco frustrado.
-Desde séculos atrás Hogwarts existe e abriga bruxos e feiticeiros. Ela foi fundada por uma família de magos muito poderosos, que em um tempo de “extermínio” à nossa raça construiu esse castelo para refugiar feridos e desamparados. De inicio, não funcionava como escola de magia, mas a partir do tempo viram que essa seria uma ótima idéia, já que os novos bruxos e bruxas que não tinham sua família de magos para lhes ensinar a magia também precisavam aprender. – Annabeth explicou (N/A: é, essa é uma descrição inventada).
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Fui para minha nova casa... Mortais. Não era a melhor, mas também não era a pior, e o pessoal de lá parecia o máximo. Assim que cheguei dois garotos, mais especificamente dois gêmeos, vieram me cumprimentar.
-Eaae, cara! Percy, né? Bem vindo. Sua cama é... aquela ali. – disse um dos garotos, apontando para uma cama com uma coxa com o símbolo dos Mortais. Ela ficava do lado de uma parede branca e mais umas 6 ao seu lado (é, o quarto não era pequeno). Mais perto das pontas via-se 4 beliches, que já tinham malas e bolsas jogadas.
-Ah, obrigado. Você é...? – perguntei.
-Travis, Travis Stoll. E esse é Connor, meu irmão mais novo. – o mesmo garoto disse, apontando para o que eu pensava ser seu gêmeo.
-Mas... eu... eu pensei que... que vocês fossem... sabe, gêmeos.
-Todos pensam isso.
-Connor, Travis! – disse uma garota ruiva. Ela era muito bonita, tinha olhos, sardas (que eram muito fofas), usava jeans rasgados e pintados e uma blusa lilás comum. – nem pensem em roubá-lo nem nada!
-Ah, pare com isso, Ruivinha! – disse Connor. A garota apenas revirou os olhos, olhou pra mim e sorriu.
-Prazer. Sou Rachel Elizabeth Dare. – ela estendeu a mão e eu a apertei, sorrindo.
-Percy Jackson. Prazer. Espere... não deveria ser... você sabe, proibida a entrada de garotas no dormitório masculino?
-Sim, na verdade é sim, é que... – Rachel começou a dizer, mas foi interrompida por Travis.
-Ora, é claro. Rachel é na verdade um menino. Não percebeu, Percy?
Eu não sabia se deveria acreditar ou não, já que o garoto parecia estar falando sério.
-Stoll! – repreendeu a ruiva – como eu ia dizendo, é que eu não sou o tipo de pessoa que é fã de regras, então dei uma escapada e vim pra cá. Queria te conhecer.
Senti uma leve quentura no meu rosto, então provavelmente eu estava corado. Virei o rosto e fui em direção da minha nova cama. Joguei minhas poucas mochilas ali e sai de fininho do quarto, deixando Rachel e os Stolls discutindo entre si.
As aulas ainda não tinham se iniciado, então ninguém usava os uniformes. Havia muitas pessoas no pátio, algumas com expressões alegres, rígidas, alguns se sentindo superiores, etc.
Eu estava andando e refletindo, quando ouço alguém me chamar.
-Percy? – me virei e encontrei Annabeth. – ah, oi.
-Annabeth, oi. – falei, meio sem graça, já que não sabia se o tal loiro maluco estava ali.
-É... sabe, eu te vi andando por ai sozinho e pensei que talvez precisasse de companhia. – ela colocou os braços atrás do corpo e se aproximou, ficando do meu lado, e continuamos a andar – Então... O que está fazendo?
-Só... pensando. – falei. Nesse momento Annabeth abaixa a cabeça, como se estivesse envergonhada, e então percebi que dei a entender que queria ficar sozinho. – Quer pensar comigo?
Ela sorriu, e assentiu com a cabeça, de um jeito fofamente tímido.
Ficamos em silêncio por um tempo, até que resolvi puxar assunto.
-Então, há quanto tempo você estuda aqui?
-Hum... digamos que eu tenha sido criada aqui. Minha mãe faz parte do conselho, então quase nunca tinha tempo pra ficar comigo, — então a mãe dela faz parte do conselho. Que ótimo! (sentiu a ironia?) – e ela acabou me deixando sobre os cuidados do Sr. D e de Quíron.
-Entendo. E você não sentia falta dela? – assim que perguntei, seu olhar pareceu ficar mais triste. – Olha, se não quiser falar sobre isso...
-Tudo bem. – ela me interrompeu, forçando um sorriso. – na verdade eu não só sentia, ainda sinto. Ela sempre está ocupada e raramente tem tempo pra me visitar. Desde que meu pai... – sua voz falhou, e percebi que esse era um assunto um tanto delicado para ela.
-AAH! E as suas notas aqui? As matérias são difíceis? Qual sua preferida? – interrompi, e ela sorriu.
-Minhas notas são... Bem altas, se quer saber. E não, as matérias não são difíceis, só meio complexas. Não tenho matéria preferida, gosto de todas. E você, Percy? É bom em magia?
“Não. Acho que até o gato de minha mãe deve ser mais mágico que eu”.
-Ah, nem tanto, mas... não sei. – ela riu.
Ficamos conversando por um bom tempo, acho que até por horas. Sentia que conhecia Annabeth há anos, e pensei: “Que se dane aquele loiro idiota”. Eu não estava MESMO disposto a ficar longe da Annie. E teriam que se acostumar a isso, por bem ou por mal.
Notas finais
Beijinhos ;**
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