Destinados Pela Magia
17 Me esqueça
Notas iniciais
Pov Percy
Tentei falar com Annabeth, mas como sempre ela conseguiu escapar de mim.
Ótimo. A garota que eu gosto e que não é minha namorada, está com um imbecil por minha causa, e eu ainda a magoei e xinguei.
Mas... Se Annabeth não me escuta, Luke vai escutar.
Eu já havia matado algumas aulas hoje e resolvi que iria cabular mais uma. Fiz uma nota mental para estudar com Grover mais tarde.
Corri pelos corredores (N/A: nossa, que estranho), que agora estavam ficando cheios por conta do horário. Sempre que encontrava alguém que conhecia, perguntava se haviam visto Luke. As pessoas estranhavam minha pergunta e respondiam não ter o visto, até que perguntei para uma amiga de Rachel, Lissa, e ela me disse que ele estava atrás do prédio da escola com alguns de seus amigos, entre eles o irmão da garota, que se chamava Ryan.
Fui até lá, e quando cheguei vi que a garota havia acertado.
– Luke! – empurrei-o.
Ele me olhou como se quisesse me matar e em seguida mandou os outros garotos irem embora.
– O que você quer?
– Que você deixe Annabeth em paz. Não pode obrigá-la a gostar de você!
– Não se intrometa onde não deve, Jackson! Isso não é da sua conta.
– Annabeth e eu somos... – hesitei. Afinal, o que nós éramos? – amigos. E eu sei que ela só está com você por minha causa. O que você disse?! Que iriam me expulsar, foi?!
– Você acha mesmo que tem chance com ela, Perseu? Olhe bem pra ela e olhe pra você. Ela nunca gostaria de verdade de você! Annabeth é como eu, entende? Somos perfeitos um para o outro.
Quando ouvi isso, não aguentei mais. Dei um soco no rosto de Luke, este que não ficou pra trás e me acertou com um na boca do estômago e tentou me derrubar, mas eu o puxei junto. Acabamos rolando no chão, nos batendo.
– Parem agora! – senti mãos me puxando para longe de Luke. Virei-me e vi Nico me puxando. Ele tirou sua varinha do bolso e disse algumas palavras e em segundos eu não conseguia me mexer. Ele repetiu o procedimento com Luke.
Só agora me veio à cabeça que eu poderia ter usado minha varinha. Mas com certeza, se eu tivesse usado magia, não teria nem ferido Luke.
– O que vocês estão pensando?! – ele disse – Percy, você vem comigo.
Nisso, pude me mexer, mas reparei que Luke não. Acompanhei Nico para longe dali.
– Ele vai ficar lá? – perguntei.
– Não, em 30 segundos vai poder se mexer. – eu tenho que admitir que admirava Nico nisso. Ele era sempre confiante, além de ser um bom bruxo. – o que deu em você?! Olha só o estado em que você ficou!
Só agora eu tinha reparado. Minha roupa estava toda amassada e suja. Havia marcas dos socos e chutes de Luke em várias partes do meu corpo e sangue escorria do meu nariz. Dei um sorriso de lado.
– Ele se machucou mais do que eu.
Nico revirou os olhos.
– Por que vocês estavam brigando?
Não sabia se deveria contar ao Nico, mas ele provavelmente já sabia da chantagem.
– Luke está... Chantageando Annabeth. – Nico arregalou um pouco os olhos, mas não pareceu tão surpreso.
– Quem te contou? – ele perguntou.
– Não importa.
– Percy, não acredito que Annabeth tenha contado para muitas pessoas, provavelmente para mim e para Piper, e se não fui eu nem Annabeth... – Nico era mais esperto do que o esperado.
– Ta legal, Di Ângelo! Foi a Piper mesmo. Mas por favor, não conte pra Annabeth que ela me disse. Não quero que ela fique chateada.
– Ta legal, Percy mas você não pode simplesmente bater no Luke, já qu...
– Certo, Nico! Eu não preciso de um sermão agora. Só preciso de um tempo, ok?
Nico bufou e saiu na direção contrária a minha.
Ela nunca gostaria de verdade de você! Annabeth é como eu, sabe? Essas palavras ficaram martelando em minha cabeça, até que ouvi o sinal bater. Era hora do almoço e todos estavam indo ao refeitório, inclusive eu, mas antes passei rapidamente nos Mortais para poder dar um jeito na aparência. Sai de lá com a roupa trocada e sem sangue no nariz.
Quando estávamos todos sentados, Quíron e o Sr. D entraram no refeitório.
– Crianças, crianças, atenção. – as risadas e conversas continuaram, mas a professora de poções não parecia querer desistir.– Atenção! Olhem pra cá!
Ninguém parecia notar a presença dela ali, mas o Sr. D resolveu isso rapidamente.
– Ei, pirralhos! Calem essas bocas e prestem atenção aqui! – todos se silenciaram. Quíron pigarreou.
– Bem, como a maioria de vocês já sabe, a cada 2 anos nós realizamos os Jogos, os quais nossos alunos são divididos em duplas, e essas duplas são mandadas para uma arena, onde mostram o que aprenderam ao longo do tempo. É meio precipitado, mas já iremos sortear as duplas. – houveram murmúrios pelo refeitório. – acalmem-se, alunos! Em seguida iremos explicar as regras, e elas estarão pregadas pela escola. Houveram algumas pequenas mudanças, e a principal delas é que, diferentemente dos demais anos, as duplas não serão separadas por casas. – mais murmúrios. Quíron pegou uma caixinha transparente cheia de papeis. – Nós não iremos fazer o sorteio de todos alunos agora, mas faremos de todos possíveis. Logo que todos os nomes forem sorteados as duplas serão exibidas e pregadas junto com as novas regras.
“Começando... – ele mexeu a caixa e tirou dois papéis. – Rachel Elizabeth Dare e Johanna Morly. – Sei que é errado, mas senti alívio por não ir com Rachel. – Nico Di Ângelo e Thalia Jackson. – A cara de Thalia foi a melhor parte. – Jason Grace e Piper Mclean. Anna March e John Poe. Luke Castellan e Ann... – isso era impossível, Luke e Annabeth não poderiam ir juntos. Quíron forçou os olhos e tossiu.- Annie Gray. Percy Jackson e Annabeth Chase. – Meu coração falhou uma batida. – Diego Walter e Marcus Ferrer. – Quíron continuou a falar nomes que eu não conhecia, e eu estava pasmo demais para prestar atenção. Vi o rosto de Luke, e ele parecia não estar acreditando. Procurei entre os muitos rostos e a vi. Os olhos cinza estavam indecifráveis. — Durante os jogos, é praticamente impossível que um aluno se machuque de verdade, a menos que magia proibida seja utilizada, e isso não vai acontecer, já que temos um campo de força que irá impedir esse uso. Depois dos Jogos, para comemorar, teremos a apresentação dos 10 finalistas. Lembrando que os grupos não precisam ser como o dos Jogos, a escolha é livre. Esses finalistas não vão mais para o hotel de férias como antes. – houveram vaias e gritos de desapontamento. – Sinto muito crianças. Em compensação, teremos uma semana de festas na escola, e a apresentação acontecerá no penúltimo dia. A programação dos demais dias será informada depois dos Jogos. – o sinal bateu – Agora voltem para suas devidas classes, as folhas com as duplas estarão nos corredores e nas casas no final das aulas.
Assisti a todas as aulas seguintes, tentando prestar atenção e esquecer sobre como seria ir para os tais Jogos com certa loira.
Pov Luke
Isso não podia estar acontecendo. Não podia. Annabeth ia com Percy para os Jogos.
Decidi não contar nada à ela sobre minha briga com o garoto, já que ela podia ficar chateada.
– Annie, Annie! – chamei, assim que a vi passando pelo corredor.
– Ah, oi, Luke. – ela respondeu decepcionada, como se esperasse outra pessoa. Resolvi deixar passar.
– Vou agora mesmo reclamar sobre você ir aos Jogos com aquele garoto.
– Luke, eu não sei se vai servir de algo, já que...
– Mas princesa, achei que íamos juntos, eu estava realmente contando com isso.
– Sinto muito. Tenho que ir pra aula agora. Tenho defesa contra artes das trevas. Você vem? – ela perguntou.
– Não, mas te vejo depois. – dei um selinho nela, que rapidamente saiu dali.
Fazia um tempo que eu não via mais o brilho nos olhos de Annabeth. Eles pareciam vazios, e isso me chateava. Eu gostava realmente dela, e vê-la triste não era legal. Sei que ela não pensava muito bem de mim, ainda mais depois de eu ter chantageado-a, mas eu só queria que ela fosse feliz, e acima de tudo, que eu a fizesse feliz.
Tive uma idéia. Era hora de eu mudar, e dessa vez seria pra valer.
Pov Annabeth
O QUÊ?! O QUE AVIDA TEM CONTRA MIM?! Eu não posso ir para os Jogos com Percy. Mas também não posso dizer que não vou. “Ah, Quíron, eu não quero ir com Percy porque Luke está me chantageando para que eu fique com ele, e se eu for, o Luke, que é maluco por sinal, vai se irritar e não sei o que ele pode fazer. Posso pegar um bolinho?”. Isso não iria dar certo.
Tentei pensar em algumas mentiras que justificassem eu não querer ir com ele, mas nenhuma parecia boa o suficiente. Não era como se eu não sentisse a falta de Percy. Eu sentia, e muita, mas... ficar perto dele era um vicio e se eu começasse não poderia parar novamente.
Luke veio até mim e disse que queria pedir para Quíron mudar as duplas, mas obviamente não daria certo. Meu namorado-que-me-chantageia passara a ser mais carinhoso comigo e menos agressivo com os outros, e isso era bom. Ao menos meu namoro servia para alguma coisa.
Tivemos mais aulas, e depois todos os alunos foram ver os detalhes sobre os Jogos, mas achei melhor ver depois do tumulto.
Andei pela escola, já que tínhamos um tempo livre antes do jantar e eu já havia feito todos os deveres. Caminhei até uma árvore próxima do pátio e me sentei embaixo dela.
Eu estava meio sozinha nessa última semana, já que Nico quando não estava estudando, estava dando aulas ou discutindo com Thalia, e Piper quase sempre queria ficar sozinha por conta do término com Leo, que a magoou tanto que fiquei sabendo do final da relação por um amigo do garoto porque ela não queria comentar com ninguém sobre o ocorrido.
Quase sempre que estou sozinha penso nele. Nos seus olhos, cabelo, seu sorriso, a voz...
– Annabeth. – a voz... As vezes tenho até a impressão de ouvi-la. – Annabeth!
Senti mãos segurando meus ombros e me sacudindo. Quando voltei a realidade, vi aqueles olhos verdes me fitando. Percy estava ajoelhado na minha frente.
– Ta tudo bem? – ele perguntou. Parecia realmente preocupado.
– Ta. – falei, me levantando, pronta para ir embora.
– Espera! – ele segurou meu braço, também estava de pé, e nós estávamos próximos demais.
– Percy...
De repente, sua expressão ficou séria. Assustei-me, ele nunca havia me olhado assim antes, até que percebi que ele não olhava para mim. Olhava para algo atrás de mim.
– Jackson. O que faz aqui? – Luke agora estava ao meu lado segurando minha cintura.
– Eu vim...
Ele tentou falar, mas me apressei em dizer:
– Ele veio tirar satisfações pela minha briga com Rachel. – a parte de brigar com Rachel não era mentira. Nós sempre estávamos brigando ou discutindo, sempre verbalmente, claro.
– Hum... Annie, vamos dar uma volta? – o loiro perguntou. Algo nele havia mudado, mas eu não sabia dizer o que.
– Claro. – Sorri amarelo. – E você, avise pra sua namoradinha ficar longe de mim. – apontei o dedo indicador para Percy.
Sai dali com Luke. O garoto tinha um braço nos meus ombros.
– Luke, me desculpe por aquilo, eu só...
– Hey, esqueça, princesa. Não tem importância. – ele beijou minha testa.
– Luke. – parei-o, estendendo o braço impedindo que ele continuasse a andar. – O que aconteceu?
Ele sorriu de lado.
– Nada.
– Ta bem, se você não quer me contar... – continuei.
Andamos em silêncio por um tempo, lado a lado. Eu estava meio tensa. Depois de um tempo Luke deu um sorriso sapeca, me empurrou com o ombro e disse:
– Relaxe, Annabeth! Eu não vou te assassinar.
– Luke, é sério. Eu to ficando preocupada. Você não está com algum tipo de feitiço? – perguntei.
– Pare de graçinhas! – ele falou rindo, e olhou em volta. Havia barro por todo lado, provavelmente ali fora regado recentemente. O garoto se agachou e encheu as mãos de barro. Em segundos meu rosto e roupas estava sujos.
– Aaah, você não fez isso, Luke Castellan! – comecei a rir também. Eu não sei se Luke estava fingindo ser bonzinho, mas eu tinha quase certeza de que não estava, então decidi aproveitar o raro momento. – Eu vou te matar!
Peguei barro e pulei na direção dele, sujando seu cabelo, bochechas e camisa. Eu havia me esquecido de como o sorriso de Luke era lindo.
Ficamos naquela brincadeira por mais alguns minutos, até que ouvimos um pigarreio. Paramos no mesmo momento e olhamos para o lado. Vi Quíron lançar um olhar reprovador para nós.
– Srta. Chase e Sr. Castellan, peço que se limpem imediatamente e voltem para a escola. O jantar começa em 30 minutos e eu quero todos lá. – ele virou as costas e saiu.
– Vamos. – disse Luke ainda rindo.
Ele ia sair na minha frente, mas quando ele estava a alguns centímetros, falei:
– Ei, Luke. – ele se virou e eu joguei o resto do barro em seu peito, sujando mais a sua camiseta. – Vamos.
Caminhamos lado a lado até a mangueira, que não estava muito longe. Tiramos um pouco do barro do corpo, já que é mais normal ver dois adolescentes molhados do que sujos de barro... eu acho. Fomos para a casa dos Imortais, onde tomei um banho rápido e segui para o refeitório.
Quando cheguei, Quíron falava mais sobre os Jogos. Eu realmente acho muito desnecessária essa semana de “comemorações” que vai acontecer depois, ainda mais quando haverá pessoas cantando.
Eu estava tranqüila, conversando baixinho com Nico, que estava do meu lado, quando ouvi Quíron dizer:
– Agora, peço que as duplas se juntem pelo resto do tempo que vocês tem até a hora de dormir e discutam sobre o que pretendem fazer nos jogos, que lembrando, acontecerão em 4 semanas. Algumas salas estarão abertas, mas vocês estão livres para ir ao pátio também.
Todos já estavam de pé, inclusive eu, e quando olhei para o lado vi Rachel brigando com Percy. Odeio admitir, mas senti uma pontada de felicidade, ainda mais quando meu nome saiu dos lábios de Rachel. Fiquei prestando muita atenção, não podia perder uma palavra do que diziam. Percy ralhou algo com ela, e logo virou as costas para a namorada e caminhou na minha direção. Fingi estar olhando para Luke, que passava quase atrás de Percy.
– E então? – ele falou ao se aproximar.
– E então o que?
– Nós podemos conversar agora? – ele perguntou, esperançoso. Eu não sei por que fugia tanto de Percy, mas a presença dele passou a me deixar desconfortável depois que ele e Rachel começaram a namorar.
– Não.
Ele arregalou os olhos, indignado.
– Olha, você não pode fugir de mim pela vida toda!
– Eu posso tentar. – falei e sai andando rapidamente em direção ao pátio. Não fui para meu lugarzinho, fui apenas para uma parte comum do bosque, já que eu não sabia se Percy me seguia e não iria olhar para conferir.
Diminui o passo e senti-o puxar meu braço.
– Escute! Eu sei que você está magoada comigo, mas você também me machucou, ok?!
Virei-me pra ele com brutalidade.
– Ótimo! Então por que simplesmente não me deixa em paz?!
– Eu me pergunto isso todos os dias.– seus olhos estavam tão bonitos hoje.
– Você deveria me esquecer. – me odeio por ter que fazer isso.
Ele cerrou os punhos.
– Você está certa. Passe bem. Só nunca mais, nunca mesmo me dirija a palavra, Annabeth Chase.– ele virou-se, estava pronto para ir embora.
– Percy... – falei, sentindo meus olhos marejarem. Ele voltou os olhos pra mim. Esse garoto mexia comigo de uma maneira estranha, eu ficava até mais emocional perto dele. – por favor...
Não consegui terminar minha frase, pois uma lágrima escorreu pelo meu rosto. Naquele momento, eu não me importava mais. O mundo poderia explodir em volta de mim e eu não iria me importar. Estendi os braços para Percy e ele entendeu. Passou os braços pela minha cintura e passei os meus pelo seu pescoço. Aconcheguei meu rosto na curva de seu pescoço, tendo que ficar na ponta dos pés pra isso. O garoto percebeu meu esforço e me levantou, fazendo com que meus pés ficassem em cima dos seus.
– Me desculpe. – eu disse, ainda na mesma posição. – eu... só preciso que você entenda. Por favor, entenda.
– Não consigo entender, então não faça isso comigo.
Eu sabia do que ele estava falando. Ele não queria mais se machucar, e eu também não. Afastei-nos e limpei os olhos.
– Me desculpe. Finja que isso não aconteceu, certo? Eu não quero problemas pra você nem pra mim.
Sua expressão ficou rígida.
– Annabeth, você não... – ele tentou dizer, mas sai correndo.
Pude ouvi-lo gritar meu nome algumas vezes, mas não parei, continuei correndo, até que tropecei em uma raiz de árvore e cai. Não me levantei, apenas me encolhi e fechei os olhos.
Imaginei que eu estava de volta à Flórida com minha mãe. Nós fomos lá algumas vezes, mas não vamos há anos. Pude sentir o calor do sol entrando pelos meus poros, me aquecendo, e logo o frio que eu sentia havia passado.
Posso ter ficado ali por segundos, minutos ou horas, eu não fazia idéia.
– Annabeth, você ta bem? – senti mãos me sacudindo e abri lentamente os olhos. Deparei-me com dois olhos negros me fitando, suas sobrancelhas juntas de preocupação. – Por que você está dormindo no meio do bosque?
– Nico... Que horas são?
Ele olhou para o pulso e disse:
– 23:56... desde quando você está aqui?
– Eu... não sei, só cai e acho que dormi... ou desmaiei.
– Pois é, bela adormecida, é hora de ir. Se nos pegarem aqui, vamos estar ferrados.
Ele me pegou no colo como se eu fosse um bebê e começou a caminhar.
– Eu sei andar, sabia? – falei.
– Pois é, mas vai que você cai de novo e pega no sono. Não se acostume a isso. – ri pelo nariz.
– Ah, qual é? É bem menos cansativo. Já experimentou? – falei rindo, e Nico riu também.
– Como você é engraçada, loirinha. – ele disse, sarcástico.
– Eu sei. – falei e apoiei minha cabeça no seu peito.
Ficamos em silêncio por um tempo, até que falei:
– Quando você ficou tão forte, Niquito?
Ele sorriu de lado.
– Muitas coisas mudaram, Annie. Você já deveria saber.
Assenti, fechei os olhos e me agarrei à Nico. Peguei no sono novamente quase no mesmo momento.
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