Despertar De Um Pesadelo

5 Quando eu reencotei


—Espera ai, eu preciso trocar de roupa antes!! –Kouyou puxou o braço e apontou para o próprio pijama de gatinho.

Pijama esse que só usava por ter sido presente do moreno. Uruha não queria sair, entretanto ao mesmo tempo queria saber que tipo de assunto Takanori teria para resolver com ele, ainda mais se tratando de Yuu. Qualquer assunto que o envolvia era de interesse imediato.

Longos quarenta e sete minutos se passaram e Kouyou terminou de se vestir. Além disso, ele teria ajeitado o cabelo e passado uma base no rosto, coisa que não fazia há séculos. Enquanto se arrumava Kouyou não havia dirigido uma palavra sequer ao outro, era como se não fossem conhecidos, a amizade que um dia tiveram foi deixada de lado por uma obsessão que cultivou.

Kouyou, o que te faz pensar que verá o Yuu?

—Podemos ir agora? –Takanori perguntou impaciente.

Kouyou apenas estreitou os olhos, observando Takanori.

—Afinal, aonde vamos?

—Vamos logo. Só que se demorar mais não vai ver quem quer. — Uruha arregalou os olhos — É, Uru... Eu sei onde Aoi está nesse momento.

Involuntariamente Kouyou levou a mão até o peito e sentiu seu coração acelerar. Respirou fundo, fechando os olhos. “Se mantenha calmo, Kouyou.”, pensou. Era complicado manter o coração com menos angústia e menos sofrimento.

Kouyou fechou a porta assim que saíram do apartamento. Mikurami escutou quando saíram. Aquilo estava errado, Kouyou não tinha que se reaproximar de Yuu após sofrer tanto. Amigos? Belos amigos, o abandonaram quando o segundo ano que Yuu havia desaparecido se completou. Não tinha por que Takanori se reaproximar, muito menos Yuu.

Não iria deixar que o irmão decaísse novamente.

(...)

Quando a pasta caiu no chão devido à colisão, os papéis voaram por todo asfalto. Folhas com dezenas de anotações, fotos de mulheres e homens também voaram. Um homem de aproximados vinte sete anos desculpou-se com o homem moreno a sua frente, o ajudando a recolher todos os papeis.

Os fios pretos do cabelo voavam a favor do vento, tornando aquele ser com uma aura quase angelical mesmo que seu rosto estivesse expressão. Apenas uma leve tristeza. Após recolher os papeis e os organizarem de volta na pasta, Yuu fitou o prédio da empresa em que trabalha. Hoje estava no ramo musical, havia aberto uma empresa e buscado novos cantores.

Porém, tudo que estava pensando naquele momento era aquela voz no telefone. Um telefonema à noite foi o suficiente parar tirar a pouca paz que ele ainda tinha.

A poucos metros, na mesma calçada, um olhar morto observava Yuu passar os dedos pelo cabelo e ajeitar o terno antes de pegar o celular no bolso. Um coração estava tão disparado a ponto de explodir, uma lágrima estava prestes a cair, e caiu, seguida de outra. Kouyou abriu a boca algumas vezes e foi incapaz de pronunciar uma palavra.

Passos apressados foram dados na direção de Yuu, Takanori se mantinha logo atrás dele, sem muito que fazer estava apenas se sentindo triste, triste em ver o estado deplorável que Kouyou emanava.

—Aoi.- Uruha o chamou a primeira vez tão baixo que ele próprio não teria escutado. –AOI!!- E da segunda vez, gritou em plenos pulmões. Não que fosse necessário por já estar à menos de sete metros do moreno.

Yuu se virou com brusquidão e manteve o olhar fixo no homem que se aproximava quase correndo. Sua face se contraiu de forma assustada e seu coração estava entalado na garganta.

Notas finais
UHH!! Eles finalmente se encontraram. E ai, quem vai querer saber o que acontece agora? Quero reviews, heim!(*-*)E para constar, o próximo capítulo virá domingo a noite o/