Notas iniciais
Queria agradecer Sage por comentar. Bom... Não tenho nada a dizer aqui então, boa leitura.

Mônica acordou cedo, que não era hábito. Se espreguiçou e viu no relógio as horas: 06:25. Com muita luta se levantou da cama e foi ao banheiro. Olhou para o espelho, os cabelos levemente bagunçados e a marca do travesseiro na sua bochecha. Pegou um pente e começou a penteá-lo.

Saiu do banheiro abriu o guarda-roupa e ficou observando em silêncio. Pegou o uniforme e um casaco seu, junto com um sutiã de renda verde. Os colocou em cima de sua cama e foi para o banheiro.

Saiu do banheiro com uma toalha branca enrolada ao corpo. Pegou seu celular e colocou uma música, talvez fosse "Bad Girls". Vestiu-se, arrumou sua mochila e foi embora.

A escola não era nem tão longe nem perto. Dava pra ir sem nenhum transporte. Mônica sempre foi para a escola sozinha, desde pequena. Nunca foi de pedir favor á ninguém.

Chegou na escola, tinha muitas pessoas chegando lá, então Mônica ficou envergonhada. Suspirou e entrou.

Parecia que todos já haviam feito amizades. Todos estavam apenas conversando, nada faziam. Mônica estava tão atenta na conversa dos outros que esbarrou em alguém.

– Porra, olha o que você fez! — Gritou o garoto enquanto pegava suas coisas.

– Acha que foi somente eu?! Você poderia muito bem ter desviado! — Mônica gritou.

– Como eu poderia desviar?! Você é gorda! — Ele gritou alterando seu tom de voz.

– Gorda? Gorda?! Eu?!! Olhe para você querido! — Mônica gritou.

– Já chega. Cansei de ficar batendo cabeça com você. Dentuça. — Ele saiu furioso deixando Mônica ainda mais furiosa.

Porque aquele garoto ficou furioso por causa de um tombinho? Precisava de tudo isso?

O sinal da escola tocou, e logo todos estavam correndo em busca de suas salas. E Mônica que não é boba foi logo procurar a sua, segundo ano do ensino médio.

Será que iria arranjar amigos? Ou não? Pensamentos de como é sua classe não saem da cabeça de Mônica. Finalmente encontrou sua classe. Abriu a porta e viu várias pessoas a olhando.

"Que vergonha" pensou.

Viu uma carteira vazia e se sentou lá. Em questão de segundos um professor já chegou na sala. A aula ocorreu tudo bem, mas Mônica não estava nesse mundo inútil da realidade, estava no seu mundo. O seu próprio mundo, sempre seu.