Despair
3 Good Day
Notas iniciais
Era quase impossível.
Mônica desde o começo da aula não conversou com ninguém, e o intervalo seguia do mesmo jeito. Enquanto pegava seu lanche, procurou uma mesa vazia, sem inguém, até que achou. Sentou-se nela, e pôs-se a comer calmamente.
Depois de algum tempo, três meninas vieram e sentaram com ela. Mônica ficou nervosa, pela primeira vez, em tempos, alguém se arriscou e sentou-se com ela. Seus pensamentos foram interrompidos quando alguém foi corajoso o bastante para falar com ela.
– Oi. — Disse uma menina com aparência de ser mais velha entre as outras presentes. Tinha cabelos castanhos e era extremamente bonita.
– Oi... — Mônica respondeu de cabeça baixa. A menina sorriu para Mônica.
– Você é nova aqui? — Ela perguntou.
– Sou. — Mônica levantou a cabeça, se sentindo mais segura.
– Sabia. Eu estudo aqui desde meus 5 anos e nunca vi você por essa região. Qual o seu nome?
– Mônica Souza. — Respondeu sorrindo.
– Prazer, Mila. — Cumprimento Mônica de um jeito carinhoso.
– Valeu.. — Mônica disse tocando em sua mão.
– Essa é a Magali. — Apontou para uma garota que comia uma coisa gordurosa. Sorriu. — E essa é a Cascuda. — Apontou pra uma loira que ficava atenta à um celular.
– Prazer em conhecê-las. — Mônica disse.
– Espero ver você mais vezes, Mônica. — Mila disse saindo da mesa. O sinal já havia tocado. E Mônica seguiu pra sua sala.
Mais uma vez a troca de olhares e a conversa imensa. Mônica prestava atenção na conversa dos outros, sorrindo. Mas desviou sua atenção para uma garota loira, de cabelo curto e liso. Parecia ser inofensiva.
– Ei Mônica! — Mônica olhou para onde a voz vinha. Era Mila. — Vem conhecer a Irene.
Mônica se levantou e foi até onde Mila estava. A loira se chamava Irene. E observava Mônica a todo custo, como se estivesse analisando-a. Isso deixou Mônica nervosa.
– Irene, essa é a Mônica Souza. A novata. — Mila apresentou.
– Oi.. — Mônica estendeu sua mão. Irene a cumprimentou.
– Oi Mônica. — Irene disse calmamente. — Prazer.
Mônica ficou um tempo conversando com Mila, era bom no ponto de vista de Mônica. Mila era o tipo de amigo conselheira, determinada e corajosa. Mas também tinha seu lado sensível e fofo.
Ao voltar pra casa, Mônica foi se deitar. Mas de novo, aquela voz lhe vinha incomodar. Sempre, aquela voz era amedrontadora. Mônica já não aguentava mais. Para pessoas normais era um dom, mas para ela era assombração.
"Mônica?"
Ela bufou.
"Venha com a gente"
Mônica não respondeu.
"Vai ser divertido" a voz disse com algumas risadas "Somos todos amigos, certo?"
Mônica não podia esconder, o sentimento era de medo, uma tristeza profunda invadiu seu corpo e lágrimas começaram a rolar de seu rosto. Ela começou a ouvir risos, com certeza era da voz.
"Chorar não vai adiantar nada"
Aquilo só a fez chorar mais ainda. Soltou um grito estridente.
E não ouviu mais nada da voz.
Depois de um tempo ouviu uma batida na porta. Se levantou, pegou um roupão e foi abrir. Quando abriu era um jovem, parecia ter sua idade, cabelos ligeiramente bagunçados e eram poucos.
– Desculpa moça, será que podia abaixar o tom de voz? — Ele perguntou.
– Tá okay. — Mônica respondeu.
– Não lembro de a ver por aqui. — Ele disse.
– Eu só volto aqui ás 07 da noite. — Mônica respondeu.
– Então sinto muito em dize-la, que somos vizinhos. — Ele disse e saiu.
Mônica ficou confusa. Depois caiu em sua cama.
Apagou.
...
No dia seguinte, Mônica estava sorridente. Deu bom dia a quase todos da sala, mas deixou por último, sua amiga, Mila.
– Oi Mila! — Mônica disse.
– Oi Mô.
A deu um beijo na bochecha e se sentou no seu lugar. Estava se preparando para mais uma viagem no seu mundo, só seu. E ninguém iria impedir.
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