Tensão

Pansy

Os corredores eram preenchidos pelas risadas da turma de Potter. As risadas grifinórias eram irritantes para qualquer ouvido humano, mas os alunos realmente não estavam preocupados com isso.

Enfim, o Weasley havia conseguido a vaga de goleiro no time de Quadribol da Grifinória. Draco andava mais rápido agora e seus capangas o seguiam, a sua fisionomia estava horrível.

– Draco! Devagar! – pedi.

Ele me olhou com desprezo e franziu o nariz, como se tivesse sentido algum cheiro ruim por perto.

– Não enche, Pansy!

Ele gritou e sua voz reverberou pelo corredor. Todos os presentes conseguiram escutar, eu não tinha dúvida disso. Draco fez um sinal com a cabeça para Crabbe e Goyle e eles o seguiram, virando para outro corredor. Eu fiquei séria, Draco não tinha o direito de me responder daquela maneira, ninguém tinha. E ser feita de idiota na frente de uma dúzia de grifinórios não era algo agradável.

Eu já pensava na minha vingança quando escutei as risadas mais altas. A chata da Granger abraçava Potter, um abraço cúmplice. Eu, como mulher, poderia adivinhar que Granger gostaria de um abraço mais forte por parte do menino-que-sobreviveu. E pela minha experiência com garotos e homens, eu sabia que Potter estava tentado a isso, se não fosse por vários pares de olhos olhando para o trio, e outro par peculiar de olhos azuis percorrendo os colegas.

Weasley burro, não percebia que a garota que tanto desejava estava interessada no seu melhor amigo? Quem em sã consciência teria algum tipo de desejo por aquele ruivo? Eu virei-me novamente para frente, para não ter que encarar todos os grifinórios que agora estavam se juntando para cumprimentar o novo time escalado.

Dei de ombros e decidi ir dormir, o sono estava grande, assim como a pilha de deveres, mas eu deixaria aquilo para o dia seguinte. Afinal, olheiras não era algo que eu apreciava. As risadas agora estavam mais altas e eu comecei a me irritar, desejando fortemente que as escadas para as masmorras aparecessem logo.

Meus passos estavam apressados e eu caminhava em silêncio na frente do grupo vermelho e dourado quando uma sombra saiu de um canto do corredor e se postou na minha frente, se revelando.

Eu engasguei de susto e coloquei a mão no peito. Já ia abrir minha boca e xingar algo bem alto, quando eu vi que quem eu encarava, era a professora McGonagall. Merda, de vez em quando eu desconfiava de que ela andava pelos corredores do castelo em forma de gato, ela era silenciosa demais.

O grupo da Grifinória começou a se aproximar e eu engoli em seco. Sorri para a professora, julgando ser uma intrusa no momento, já que ela era a diretora da casa do grupo que agora estava parado atrás de mim. Tentei sair da situação, mas McGonagall apenas me deu uma cutucada com um pergaminho enrolado que carregava.

Eu tranquei meu maxilar e fiquei imóvel, rezando para que o momento passasse rápido, eu não queria olhar nos olhos de ninguém ali, não depois de tentar azarar os testes para o time. McGonagall pegou o pergaminho e o desenrolou, colocando os óculos de aro quadrado na ponta do nariz. O silêncio era desconfortável.

– Granger, Weasley e Parkinson, fiquem aqui. O resto pode se dirigir aos dormitórios.

Fiquei surpresa por meu nome estar incluído, mas continuei imóvel na frente da professora. Seu aspecto sempre fora severo, e não era agora que ela ia mudar. Os alunos saíram aos poucos, deixando-me sozinha com o casal amigo de Potter. Eu engoli em seco e procurei não olhar para o ruivo que eu havia debochado minutos antes, em vez disso, foquei-os em McGonagall. Afinal, eu estava em número menor no momento, para não dizer sozinha.

McGonagall continuava olhando para o trio, e quando os barulhos dos últimos passos sumiram pelo corredor ao norte, ela abriu ainda mais o pergaminho para ler uma nota. Logo depois balançou a cabeça negativamente e milimetricamente, antes de abrir a boca e dar a notícia que iria acabar com minha vida, em termos.

– O banheiro feminino de monitores está com defeito. Infelizmente Pirraça aprontou mais uma e o deixou de modo que nenhuma garota poderá usá-lo. – ela respirou fundo – Estamos tomando as precauções necessárias, mas não se preocupem, já temos uma solução para o problema.

Ela acrescentou a última frase ao ver nossos rostos espantados. Logo depois, abriu uma pequena bolsa antes inexistente, pegando dali três moedas. Entregou uma moeda para cada pessoa à sua frente, eu peguei a minha e vi que ela estava mais fria do que o normal. Olhei para McGonagall e vinquei a testa, e eu não era a única com essa expressão. A professora percebeu a confusão nos nossos olhos e tornou a explicar.

– O banheiro masculino agora é o único. Ele é para os monitores. Todos os monitores.

Ela acrescentou, mas o ruivo agora virava a moeda na sua mão. Granger olhava com indiferença para McGonagall. Já eu, estava indignada.

– Não é possível que em um castelo tão grande como esse, não pode ter nenhum banheiro avulso para as monitoras usarem.

Os lábios de McGonagall se comprimiram, fazendo-os ficarem em apenas uma linha fina. No momento em que percebei o gesto característico da professora, me dei conta de que minha observação não fora uma observação feliz.

– Creio que se eu estou aqui dando esse recado, é porque pensamos em várias opções, e realmente não encontramos um banheiro para substituir o banheiro das monitoras, Parkinson.

Reprimi um palavrão e abaixei a cabeça, quando escutei uma risada baixa. McGonagall também escutou, mas não chamou atenção do responsável. Eu sabia de quem era a risada, o ruivo afinal havia descontado. Minhas mãos fecharam-se em punho. McGonagall fechou o pergaminho e voltou a olhar para o trio.

– Todos os outros monitores já foram avisados. Agora podem ir para os seus dormitórios.

Ela se virou e já ia começar a caminhar quando eu olhei para a moeda na minha mão e lembrei-me de que não sabia para que o objeto servia.

– Professora McGonagall! – ela se virou com impaciência para mim. — Para que serve isso?

Mostrei o objeto para ela e McGonagall agora voltava em nossa direção. Granger guardou a moeda no bolso e cruzou os braços. Algo me dizia que a sabe-tudo já sabia para que servia, mas o Weasley estava com a mesma cara patética de sempre, eu tinha certeza de que ele gostaria de ter feito a mesma pergunta.

McGonagall chegou perto e bufou com impaciência.

– Essas moedas, Parkinson, são apenas uma precaução. É claro que você, como mulher, vai preferir usar o banheiro comum, ao invés de dividir o banheiro com outros homens. Mas caso alguém do sexo oposto estiver dentro do banheiro, a moeda ficará muito quente, então, sugiro que você coloque-a no bolso.

Engoli em seco. Eu não tinha pensado na possibilidade de usar o banheiro comum do castelo. Burra. Fingi não estar surpresa. Vi que o Weasley imediatamente guardou a moeda no bolso da calça surrada, enquanto olhava para Granger, que mantinha o semblante de entendida. McGonagall se despediu dos alunos e saiu rapidamente pelo corredor à esquerda, como se tivesse medo de que nós a chamássemos novamente para fazer perguntas óbvias e tolas.

Eu guardei a moeda gelada no bolso da calça e nem me atrevi a olhar para a dupla que agora já andava cochichando algo que eu não conseguia escutar. Apressei meu passo, tomando o cuidado de não alcançar McGonagall e agradeci a Merlin mentalmente quando a escada que dava para as masmorras ficou visível. Desci as malditas escadas e o vento gelado peculiar percorreu meu corpo, fazendo-me arrepiar.

Merlin! Como eu gostaria de um banho de banheira quente e cheio de sais. Águas de todas as cores e aromas. Mas agora eu não poderia ter esse luxo. O fantasma filho da puta havia arruinado o banheiro feminino e eu não me atreveria a usar o mesmo banheiro que homens usavam, eles eram anti-higiênicos demais para dividir algo tão particular assim.

Entrei pelo quadro que dava para a sala comunal da Sonserina e o ar quente me engolfou. Joguei minha mochila no chão e sentei no sofá de estofado verde, perto da lareira. Pensando no dia que tive, quase chorei de desespero. Eu havia rido do Weasley, e o maldito bruxo pobre havia descontado. Eu nunca mais poderia ter minhas horas de banho quente em banheiras. É claro que Granger não tinha ficado revoltada igual eu fiquei, a menina era inteligente demais e já tinha pensado em usar o banheiro comum. De repente meu bom humor havia sumido, sendo substituído por uma raiva incomparável. O que mais aconteceria?

Duas risadas chamaram minha atenção. Draco estava conversando com Nott sobre algo e eles riam alegres e desdenhosos. Eu me lembrei da atitude do loiro minutos atrás e tranquei o maxilar, pegando minha mochila rapidamente e subindo para o dormitório. Quando joguei a mochila no chão perto da minha cama, olhei apreensiva a porta do banheiro. Peguei minha bolsa de higiene e caminhei até a porta, abrindo-a. Era menor do que o das monitoras, mas não era minúsculo, e era o que eu poderia ter, escovas de dente estavam espalhadas por toda pia, assim como escovas de cabelo e roupas íntimas. Merda, eram apenas quatro garotas na porra do dormitório, não era possível que apenas três meninas haviam feito aquela bagunça!

Eu estava errada, não eram apenas homens que eram anti-higiênicos. Escovei rapidamente meus dentes e saí do banheiro, colocando meu pijama e aproveitando que não tinha nenhuma garota no quarto ainda. Puxei as cobertas de veludo verde para o corpo e ele sentiu rapidamente o cansaço e a tensão do dia. Fechei os olhos procurando me acalmar.

Adormeci instantaneamente.

[...]

Acordei com a claridade do quarto penetrando por uma fresta da cortina que alguém havia deixado aberta. Bufei. O dia já tinha começado bem. Sentei-me na cama e espreguicei longamente. Olhando em volta, percebi que eu era a única ali. Vinquei a testa e olhei para o relógio de pulso que estava no criado mudo. Sete horas da manhã. Saí da cama rapidamente e caminhei em direção ao banheiro — que já tinha sido usado por três garotas nojentas — para fazer minha higiene.

Coloquei a roupa rapidamente e peguei a mochila pesada, jogando-a nas costas e descendo as escadas. Ainda tinha alguns sonserinos no dormitório, atrasados como eu, mas não estavam incomodados de estarem assim. Já eu estava apreensiva, minha primeira aula do dia era de Poções novamente, e se eu chegasse atrasada pela segunda vez, Snape não perdoaria.

Saí pelo quadro e corri pelos corredores de Hogwarts em passos largos. Eu tinha vinte minutos ainda. Entrei no Salão Principal, alguns alunos já pegavam suas mochilas e saíam para as aulas, outros conversavam calmamente. Mas a mesa dos professores estava completamente vazia.

Péssimo sinal.

Caminhei em direção à mesa da Sonserina e peguei um pão doce recheado que estava em uma bandeja, depositando suco no copo e tomando um longo gole antes de me virar para a saída e começar a andar novamente, enquanto dava grandes mordidas no pão.

A porta peculiar da sala de Poções começou a entrar no meu campo de visão e eu suspirei de alívio quando entrei na sala conhecida a tempo. Meu corpo tremia devido ao esforço. Alguns alunos não haviam chegado e eu rapidamente engoli o último pedaço de pão, caminhando em direção a minha mesa e me sentando. Os grifinórios já estavam escrevendo e amassando algo que eu não consegui identificar, quando um pigarro chegou aos meus ouvidos.

Snape estava sentado na escrivaninha, que estava abarrotada de pergaminhos enrolados, ele me olhava e depois apontou com a pena que estava na mão para o quadro negro, me indicando as instruções para a aula. Eu engoli em seco e comecei a ler os ingredientes da poção do dia enquanto ele voltava a escrever sobre um pergaminho.

O quadro fora preenchido apenas com os ingredientes.

Poção para Confundir

Ingredientes:

Cocleária

Ligústica

Botão de Prata

Eu fiz uma careta quando li os ingredientes estranhos. O caldeirão estava na minha frente e eu abri o livro de Poções para procurar sobre a Poção de Confundir e ter uma ideia de como era feita. Normalmente quando Snape colocava os ingredientes no quadro, era porque nenhum aluno os tinha no acervo pessoal.

Alguns alunos atrasados chegaram à sala e Snape apenas deu um olhar que poderia diminuir à insignificância até mesmo o melhor dos bruxos. Eu dei de ombros e escrevi em um pedaço de pergaminho os ingredientes, levantando-me e caminhando em direção ao acervo da escola para pegá-los.

Quando estava com a mão abastecida do que era necessário, voltei para minha mesa e comecei a fazer a poção, cortando os ingredientes e depositando-os em ordem para conseguir o efeito desejado. Uma aluna da Sonserina sentou-se ao meu lado e eu apenas apontei para o quadro negro, ajudando-a.

Ela acenou com a cabeça e acendeu o pequeno caldeirão, imitando todos os meus movimentos. Eu comecei a ficar irritada, a mão dela iria cair se ela ao menos abrisse o próprio livro e lesse por ela mesma o que deveria ser feito?

Já ia chamar a atenção da garota quando um vulto entrou no meu campo de visão e eu olhei automaticamente, apenas para saber quem havia levantado. O Weasley andava em direção ao acervo de Hogwarts e parou momentaneamente. Parecia indeciso, suas mãos tremiam ao pegar o pote e retirar dali um ingrediente.

Eu realmente não entendia porque o ruivo tinha tanta falta de confiança em si mesmo. Mas depois eu vi Snape olhando para o Weasley com desdém e entendi perfeitamente sua apreensão. Dei de ombros e olhei para minha mesa para pegar o último ingrediente, quando percebi que ela estava vazia.

Procurei por toda a extensão da mesa o Botão de Prata que eu necessitava, mas eu vi o maldito nas mãos da garota da Sonserina, que agora depositava no caldeirão o ingrediente roubado, ele chiou e ela olhou satisfeita. Eu pigarreei.

Ela olhou para mim e deu de ombros. Eu pedi a Merlin mentalmente por paciência. Gritar com alguém era a última coisa que eu queria que me acontecesse na aula de Snape. Decorei o rosto dela para me vingar mais tarde e me levantei novamente da cadeira, caminhando para o acervo de Hogwarts para encontrar o ingrediente novamente.

Estava uma bagunça, e eu me lembrei do banheiro pela manhã. Eu odiava bagunça. Vários potes destampados faziam os cheiros horríveis chegarem ao meu nariz e alguns estavam tombados para o lado, espalhando os ingredientes por todos os lados. Comecei a arrumar automaticamente fechando os potes e colocando-os para trás. O pote que ficava os Botões de Prata estava ao fundo, estiquei meu braço para pegá-lo, mas minha mão foi barrada por outra mão.

Branca e quente. A mesma que me barrou dias antes. Mas dessa vez, o dono da mão me reconheceu, e fez questão de pegar o último Botão de Prata que tinha e virar as costas para mim. Mas isso não iria ficar daquele jeito.

Puxei o capuz do seu manto e ele virou-se para mim. Eu tranquei o maxilar, procurei falar baixo e sussurrado.

– Devolva.

Ele olhou para o Botão e voltou a olhar para mim, erguendo as sobrancelhas.

– Devolver o quê?

Eu apontei para o ingrediente que agora estava seguro na sua mão grande, fechada em punho. Mas o Weasley apenas se virou novamente de costas para mim. Eu corri meus olhos pela sala. Nenhum aluno olhava para nós, Snape ainda escrevia freneticamente no pergaminho. Era isso. Respirei fundo, tentando fazer com que o calor que havia subido no meu corpo diminuísse, e puxei os cabelos ruivos, surpreendendo-me que eram tão lisos e macios.

– EI!

O Weasley falou um pouco mais alto, mas ainda assim ninguém nos escutou. Ele olhou para mim com fúria e eu sorri para ele, o mesmo sorriso que havia dado para ele no campo de Quadribol. Eu sabia que ele tinha reconhecido o gesto no mesmo momento que ele fechou ainda mais a mão que continha o ingrediente.

– Devolva, Weasley.

Ele continuava a olhar para mim. Eu peguei seu pulso, fincando minhas unhas grandes na sua pele branca, tentando fazer o ruivo sentir dor e soltar o Botão, em vão. Ele nem se mexeu. Ele não queria me deixar com mais raiva, meu dia anterior havia sido uma merda, e esse não estava sendo um dos melhores.

– Pegue com alguém, eu vou usar esse.

Eu segurei suas vestes e ele se virou para mim, pegando no meu braço e apertando. Eu fitei os olhos azuis do ruivo pela primeira vez atentamente. Os poços celestes escureciam à medida que ele apertava meu braço, que já estava formigando, mas eu não senti aquilo no momento, eu olhava hipnotizada a beleza dos seus olhos, e já ia correr meus olhos pelo seu rosto quando um pigarro um tanto quanto familiar e desagradável chegou aos meus ouvidos. Eu desviei meus olhos dos dele relutantemente e ele fez o mesmo. Ambos olhamos para o dono da voz, Snape estava na nossa frente.

– Posso saber o que está acontecendo na minha aula?

Eu abri a boca para falar, mas o ruivo foi mais rápido.

– Parkinson quer o único ingrediente que tinha, e ela já pegou o dela, professor.

Olhei com fúria para o Weasley e Snape me olhou, indagando-me.

– Eu cheguei primeiro. – falei o óbvio.

– Eu peguei primeiro! – Weasley retrucou.

Basta!

Snape sibilou perigosamente e eu me assustei. De repente toda a sala olhava para nós e eu tive uma pequena impressão que meu rosto estava queimando, mas eu tinha certeza de que não estava nem perto da vermelhidão do rosto do Weasley. Reprimi uma risada. Mas depois percebi a situação, parecíamos duas crianças brigando por um doce.

– Vinte pontos a menos para a Grifinória e vinte pontos a menos para Sonserina.

Bufei, e o ruivo acompanhou meu gesto. Xingamos algo em uníssono, não conseguindo reprimir a raiva que estávamos sentindo no momento tenso e Snape olhou com fúria. Depois, nós dois percebemos o que havíamos feito.

– Detenção!

Detenção. A palavra mais temida por todos os alunos de Hogwarts. Eu tentei abrir a boca para reclamar, mas fui interrompida por um gesto brusco de Snape. O Weasley apenas olhava para o chão, mas eu poderia jurar que eu conseguia sentir a raiva emanando do seu corpo.

– Quero os dois na minha sala amanhã após as aulas do dia.

Eu apenas assenti para Snape, no mesmo momento que os alunos começaram a se levantar das mesas, indicando que a aula havia terminado. O ruivo me deu um olhar perigoso e voltou para sua mesa, juntando-se à dupla de amigos inseparáveis. Eu apenas voltei para minha mesa e peguei minha mochila com raiva, jogando-a nas costas e saindo da sala de Poções com ódio em cada poro do meu corpo. Eu não queria falar com ninguém, então segui diretamente para o dormitório.

Já era hora do almoço e meu estômago roncava, mas eu poderia segurar a fome até o jantar. Entrei no dormitório e joguei minha mochila na cama. Deitei-me olhando para o teto, respirando fundo para tentar me acalmar e ter um dia normal e sem estresse em Hogwarts.

Porque no dia seguinte, eu teria que passar a noite inteira com um Weasley nojento.