Reações

Uma semana depois...

Rony

– RONY!

Um grito masculino vindo de algum lugar da minha consciência me tirou dos meus pensamentos. Eu sacudi a cabeça um pouco e olhei para as duas pessoas à minha frente, de verdade, pela primeira vez na noite. Estava cansado devido às aulas da semana e no dia seguinte seria sábado. Eu só queria descansar um pouco. Mas isso parecia algo impossível se tratando de Hermione e os quilos de trabalhos que tínhamos que fazer.

– Desculpa. O quê? – perguntei.

Ela olhou para Harry, aquele maldito olhar cúmplice que eles sempre davam quando queriam dizer algo sem realmente dizer. Eu apenas esperei pacientemente os dois se virarem para mim.

– Harry estava falando do primeiro jogo de Quadribol, Rony.

Engoli em seco e olhei para Harry, que tinha uma expressão de cansaço nos olhos verdes. Os pergaminhos com as táticas do jogo estavam espalhados por toda a mesa de madeira escura. Eram iluminados apenas pela claridade que as chamas da lareira faziam. Hermione se afundou nos deveres novamente, desviando sua atenção.

– Desculpe, Harry. O que você estava dizendo?

Ele sorriu para mim e arqueou as sobrancelhas grossas. Eu sabia que ele já desconfiava de que algo estava acontecendo comigo. Eu estava desligado de tudo desde que havia voltado daquela maldita detenção, uma semana atrás. Ele jogou um pergaminho solto para mim e eu peguei no reflexo, analisando-o rapidamente. Alguns pontos vermelhos se moviam rapidamente, desviando-se dos pontos azuis escuros.

– Essa é a tática para o jogo? – perguntei.

Harry assentiu e eu engoli em seco. Mesmo que para o goleiro não fizesse muita diferença, eu sabia que era importante acompanhar os esquemas de Harry. E eu sabia também que as chances de ganharmos o jogo na semana seguinte eram praticamente nulas. Olhei para Harry com cuidado.

– Sabe que vai ser difícil ganhar, não é?

Ele deu de ombros e se encostou na poltrona. Eu continuei fitando o pergaminho, procurando algo de errado e tentando acrescentar uma jogada que poderia nos ajudar a vencer. Mas era inútil, meus pensamentos estavam totalmente focados em outro assunto. Pansy Parkinson.

– Esse ano nosso time está bom. Temos Ginny e você. Vamos tentar ganhar, daremos nosso melhor. – ele disse.

Eu sorri. Era impressionante como Harry conseguia ser positivo em todos os aspectos. Mesmo com Você-Sabe-Quem tentando entrar em Hogwarts e visitando-o diariamente nos sonhos, ele ainda mantinha a calma e o bom humor. Já Hermione estava ficando histérica por causa dos N.I.E.M’s que se aproximavam. O cabelo dela estava até mais cheio de tanto ela passar as mãos nervosamente por eles e levantá-los.

Eu saí do sofá e espreguicei. Os dois me olharam e eu acenei.

– Vou dormir.

Harry recolheu o pergaminho que havia caído do meu colo e jogou em cima dos restantes, fazendo a pilha balançar perigosamente.

– Amanhã é sábado.

Disse para mim, como se tivesse indignado de seu melhor amigo ir dormir cedo em uma noite de sexta-feira. Eu sorri para Harry e dei de ombros.

– Quero acordar cedo para treinar um pouco. E tenho trabalhos para fazer.

O livro que Hermione estava lendo se abaixou ligeiramente, revelando uma garota incrédula e com uma fisionomia um pouco duvidosa de que eu iria tirar o sábado para recuperar os trabalhos atrasados. Harry apenas assentiu e eu desejei boa noite, caminhando em direção às escadas do dormitório masculino.

Mas eu não queria dormir. Eu estava cansado, isso era mais que óbvio, contudo, eu sabia que no momento em que deitasse na cama e fechasse os olhos; os cabelos lisos e curtos, o cheiro dela e o beijo no dia da detenção assaltariam minha mente em menos de segundos.

E foi exatamente isso que aconteceu.

Pansy Parkinson me visitava todas as noites. Eu repassava aquela noite na minha cabeça, tentando achar uma explicação plausível para o que aconteceu, mas sempre chegava à mesma conclusão: não havia explicação nenhuma.

Eu era um homem e ela era uma mulher. Uma mulher bonita, que beijava bem e sabia ser provocante quando queria.

Mas o que me incomodava era ter a certeza de que para Parkinson, o beijo não havia significado nada. E enquanto eu perdia meu tempo procurando explicações, ela já deveria ter esquecido o acontecido da semana passada. Eu não tinha visto a garota desde a detenção. Comia sempre em horários diferenciados e procurava focar minha atenção apenas na mesa da Grifinória.

Suspirei, abrindo os olhos e fitando as cortinas escuras da cama de dossel. Quarta-feira seria o jogo de Quadribol e eu precisava me concentrar nisso, e não em beijos inconsequentes com Pansy Parkinson.

O time da Corvinal estava forte, e Harry estava confiante. Eu sabia que parte de sua confiança era por ter um goleiro novo. Eu não podia decepcionar a confiança de Harry. E com Ginny no time, o peso da responsabilidade era maior. Como minha irmã mais nova conseguia ser melhor do que eu em Quadribol?

Terminei meus pensamentos; decidido a acordar cedo no dia seguinte para treinar algumas jogadas com Harry e terminar as toneladas de trabalhos acumulados.

[...]

Pansy

Acordei com a claridade do dia penetrando nas cortinas grossas da janela. Fechei os olhos, resmungando algo incoerente. Era sábado, não era justo ter que acordar por causa de uma maldita claridade. Mas o sono já não estava mais no meu corpo. Revirei na cama grande e macia, os cobertores grossos enrolaram-se no meu corpo. Fechei os olhos tentando buscar novamente o sono, mas ele não iria voltar.

Bufei e joguei os cobertores no chão. Os elfos domésticos que cuidassem da bagunça. Levantei-me e entrei no maldito banheiro coletivo. Estava ligeiramente arrumado. Mas as escovas de dente e os pentes de cabelo jogados na pia ainda me irritavam. Merlin, eu teria que tirar um dia da semana para passar um tempo tranquilo no banheiro dos monitores, nem que para isso eu tivesse que lançar milhares de feitiços para afastar todos os alunos da porta.

Fiz minha higiene e me olhei no espelho. Estava cansada, não havia dormido direito. Tinha exatamente uma semana que eu não dormia direito. Não que eu não conseguisse dormir, isso eu conseguia com facilidade, mas os sonhos não me deixavam ter uma noite tranquila. Uma noite de paz.

Eu sempre sonhava com cabelos ruivos. Ele estava sempre nos meus sonhos.

Seu toque quente e masculino. Seu beijo delicioso e sua língua encontrando a minha com desejo. Sacudi a cabeça para parar de pensar sobre o Weasley. Eu não podia pensar nele. O tempo em que eu estava me dedicando pensando na noite da detenção era preocupante.

Saí do banheiro, um pouco estressada comigo mesma e andei pelas masmorras frias, indo em direção ao Salão Principal para tomar o café da manhã.

Avistei Draco com os meninos, sentado em um grupo fechado. Blaise observava tudo com cara de sono, mas Nott parecia animado. Vinquei a testa para a cena e sentei-me ao lado deles, tentando pegar um fio da conversa entre eles.

Draco parecia empolgado com tudo e Nott ria, assim como Crabbe e Goyle. Peguei um pedaço de pão com cobertura doce e derramei um pouco de suco de abóbora no copo grande de vidro. Merlin, eu precisava parar de comer tanto.

– É só fazer o movimento sem que ninguém perceba, Nott.

– Do que estão falando?

Perguntei sem conseguir me conter. Minha curiosidade era algo que teria que ser trabalhada posteriormente. Mas estava mais do que claro que esse não era o momento em que eu ia fazer isso. Draco se virou para mim, dando-se conta pela primeira vez da minha presença e sorriu.

– Estamos trabalhando para azarar o jogo da Grifinória dessa semana.

Eu sorri. Qualquer sonserino convicto odiava qualquer grifinório nojento. Mas foi apenas eu lembrar de que eu havia beijado um nojento desses, meu sorriso morreu no mesmo instante. Draco percebeu isso.

– Acha que não vai dar certo? – ele perguntou.

Sacudi a cabeça, disfarçando minha decepção súbita e olhei para o loiro, sorrindo e mordendo mais um pedaço de pão.

– Claro que vai. Como vai fazer isso?

Draco trocou um olhar maldoso com Nott e Crabbe riu. Eu estava determinada a entender o porquê da empolgação dos garotos. Draco se aproximou de mim.

– Vai ser fácil. O time da Grifinória é forte, mas se conseguirmos atingir o ponto fraco deles será quase impossível Potter conseguir a vitória.

Vinquei a testa não entendendo de imediato o que Draco queria dizer. Eu não entendia realmente de Quadribol e não fazia ideia de qual seria o ponto fraco do maldito time da Grifinória. Arqueei as sobrancelhas para ele, esperando a continuação da resposta, que não veio. Decidi admitir que era ignorante no assunto.

– E qual é o ponto fraco do time da Grifinória? – perguntei.

Ele olhou para mim como se eu tivesse perguntado algo óbvio até para os abortos do mundo da Magia. Eu cerrei um pouco os olhos, pedindo a Merlin por paciência. Nenhuma mulher do meu nível era obrigada a entender um jogo ridículo como o Quadribol.

– O Weasley.

O suco de abóbora que eu havia engolido no momento parou na minha garganta, fazendo-me engasgar. Escutar o nome do ruivo falado em voz alta pela primeira vez fez com que meu corpo se arrepiasse por inteiro. E eu ainda iria descobrir o porquê de tal sensação.

– Algo errado, Pansy? – ele perguntou.

Draco era esperto. Sabia que eu não estava normal desde o dia da minha detenção com o Weasley. Mas ao mesmo tempo em que ele era esperto, eu era uma boa atriz.

– Claro que não. Vejo vocês depois.

Levantei-me devagar, como se não estivesse com pressa de sair do grupo que agora me olhava com curiosidade. Eles deram de ombros e continuaram a conversa para sabotar o jogo de Potter na semana seguinte.

Eu corri os olhos pelo Salão Principal, procurando automaticamente cabelos vermelhos. Mas não os vi em parte nenhuma. Suspirei de alívio. Um Weasley perto de mim era a última coisa que eu queria no momento. Andei um pouco mais rápido para os portões, decidindo sair para os jardins e respirar ar fresco, quando avistei Granger.

Estaquei e meu coração se acelerou, esperando pelos dois garotos que sempre a acompanhavam. Mais especificamente esperando apenas um deles. Mas eles não estavam com ela. A sangue-ruim passou direto por mim, sem se dar conta da minha presença e caminhou para a biblioteca, com um monte de livros flutuando ao seu lado. Exibida.

O que estava acontecendo comigo?

Cheguei ao meu objetivo. Estava uma manhã de sol naquele sábado específico. Mas não estava quente. Fechei os olhos quando uma brisa agradável passou pelo meu corpo, ao mesmo tempo em que os raios esquentavam minha pele.

Abri os olhos procurando um local vazio para me sentar e pensar sobre tudo. Mas parecia que todos os alunos da escola haviam tido a mesma ideia brilhante que a minha. O jardim estava abarrotado. Alguns brincavam no lago e atiçavam a Lula Gigante, enquanto outros apenas conversavam e riam com os amigos debaixo de árvores grandes.

Eu decidi andar um pouco. Enquanto andava, pensava na frase que havia escutado de Draco quando fui tomar café da manhã.

"É só fazer o movimento sem que ninguém perceba, Nott."

Se Draco estava pensando em usar a varinha para azarar o time da Grifinória, era um plano insano. Pensando melhor no assunto, ele não havia me contado realmente o que estava pretendendo fazer, eu só sabia que o alvo principal era o Weasley. Mas se Draco usasse a varinha apenas para tentar murmurar qualquer feitiço, teria grandes chances de ser pego.

Mas Draco tinha Crabbe e Goyle. Os dois gorilas que sempre faziam o que ele queria, independente do perigo ou não. O problema era se os dois eram capazes de fazer algum feitiço.

Meus pés tomaram rumos próprios e eu levantei a cabeça para ver onde estava. Uma arquibancada grande estava à minha frente, fazendo uma sombra parcial no meu corpo. Não consegui escutar conversas por perto, então decidi que o campo de Quadribol seria um bom lugar para me sentar e pensar.

Subi as escadas da arquibancada, chegando à primeira fileira, a mais baixa. Respirei fundo, fechando os olhos e sentindo a brisa novamente. Foi nesse momento que gritos chamaram a minha atenção. Eu abri os olhos para ver a origem dos sons, quando o vi pela primeira vez depois daquela maldita noite.

O Weasley estava no ar. De frente para mim, do outro lado do campo. Mas mesmo com a distância, eu sabia que era ele. Eu conhecia os cabelos cor de fogo por debaixo da proteção que os jogadores usavam. E eu podia reconhecer Potter também. Era mais baixo do que o ruivo e jogava agora a Goles para o amigo, treinando-o.

Eles não me viram. E eu me surpreendi quando me dei conta de que meu coração estava acelerado. Tentei convencer a mim mesma de que era de susto por tê-lo visto. Mas eu sabia que iria ter essa reação quando o visse de novo. Já havia se passado uma semana desde que eu tinha o beijado e ainda não havíamos nos encontrado.

Aproveitei que minha presença havia passado despercebida aos olhos dos garotos e me sentei na arquibancada, olhando-os treinarem. Eu poderia tentar memorizar alguma jogada para dizer a Draco mais tarde. Mas isso era tentar me enganar. Eu sabia do motivo da minha presença ali. Eu estava fascinada pelo ruivo que agora ria e rodopiava perigosamente na vassoura simples, de segunda mão, assim como tudo o que ele tinha.

Estava com uma blusa preta, mas essa não tinha manga comprida. O dia estava esquentando e para alguém que estava treinando Quadribol, era o ideal. A calça jeans era a mesma calça surrada de sempre. A calça que eu havia reparado e criticado. A calça que tinha sido a peça chave para a conversa que tivemos, e que culminou no beijo quente que não queria sair da minha mente.

Engoli em seco quando Potter isolou a Goles para o outro lado do campo, o lado que eu estava. O Weasley voou rápido para onde eu estava, capturando o objeto com precisão, mas ele não me viu.

Respirei fundo, ainda o observando com atenção. Decorando todas as partes do seu corpo, todos os movimentos que ele fazia até pegar a Goles que era isolada por Potter com força.

Ele quase caiu da vassoura e riu dele mesmo, endireitando seu corpo e voltando ao normal. Potter riu. Eu ri.

E eu me odiei por rir por causa de um Weasley.

Mas eu estava sozinha, e invisível aos olhos de todos os alunos de Hogwarts. Então eu poderia aproveitar o momento e parar de fingir pelo menos para mim, que eu não desprezava o Weasley por inteiro. Claro que ele teria que melhorar em muita coisa. Eu odiava homens pobres. Eu odiava como sua família era fascinada por trouxas. Eu odiava sua amiga sabe-tudo Granger. Eu odiava seu amigo famoso Potter. Eu odiava muita coisa nele. Mas a risada do Weasley era engraçada.

Deitei-me no banco da arquibancada, cruzando as pernas para o alto, colocando-as no outro degrau e fechando os olhos, apenas sentindo a brisa leve misturada com o sol fraco, ouvindo as risadas do ruivo.

Não entendi quando percebi que também estava sorrindo.

[...]

Rony

Harry riu quando eu quase caí da vassoura. O treino já havia se transformado em brincadeira há muito tempo. Mas a manhã havia sido produtiva. Treinamos as jogadas que ele havia me falado na noite anterior e eu estava mais confiante para entrar em campo na próxima semana, para meu primeiro jogo de Quadribol.

Um frio percorreu minha barriga quando pensei nisso, mas eu tratei de tirar os pensamentos negativos da mente, voando para o outro lado do campo.

Voar era bom, eu entendia perfeitamente o vício que Harry tinha. Voar deixava a mente limpa. Pela primeira vez na semana eu não pensava em N.I.E.M’S, nos trabalhos acumulados, em Você-Sabe-Quem. Pela primeira vez na semana eu não pensava na detenção que Snape havia dado, pela primeira vez eu não pensava nela.

Mas isso tratou de acabar quando um reflexo de algo me cegou e eu coloquei a mão no rosto para tampar, fechando e abrindo os olhos.

Tentei avistar a origem do reflexo, meus olhos percorreram o campo de quadribol e pararam na silhueta que estava na primeira fileira, deitada. Eu sabia que era ela no momento que meu coração deu um pulo e minha boca ficou seca. Estava com as pernas para cima, apoiadas no segundo degrau. A saia havia subido um pouco pelo seu corpo, expondo parte de suas coxas e de sua pele branca.

Eu me lembrei exatamente de como a pele de Parkinson era sedosa ao toque. Ela usava um colar dourado com um pingente minúsculo, o causador do reflexo. Estava de olhos fechados e sorria, como se estivesse apreciando a luz do sol. Ela não me viu.

– Rony! Vamos!

A voz de Harry chegou aos meus ouvidos e eu saí do meu estado de torpor. Procurei pelo meu amigo, mas Harry já estava no chão, a vassoura pendurada no ombro esquerdo. Engoli em seco e inclinei-me para frente, indo em direção ao solo também. Quando meus pés tocaram o chão, percebi que tremia. Ele olhou de forma questionadora para mim, mas não fez perguntas. Apenas me deu as costas e acenou para alguém. Eu levantei a cabeça e vi Hermione sorrindo para nós, abraçando alguns livros. Parecia satisfeita consigo mesma e algo me dizia que era porque sua meta de estudos já havia sido alcançada.

Harry caminhou em direção à garota e eu comecei a andar vagarosamente com a cabeça baixa. O cansaço já se instalava no meu corpo e eu precisava de um banho. Eles estavam alguns metros à frente e eu ainda estava no meio do campo.

– Cansado, Weasley?

A voz feminina chegou aos meus ouvidos e cada poro do meu corpo se arrepiou. Olhei para a garota que havia falado comigo. Parkinson estava no mesmo lugar, as pernas ainda pousadas no segundo degrau, a saia ainda revelando o que não podia. Automaticamente meus olhos se desviaram para o local, mas sua risada fez com que eu voltasse a olhá-la nos olhos. Ela estava com a cabeça tombada para trás para me ver, de onde eu estava eu conseguia ver parte do seu decote, e sua garganta quase nua, coberta apenas pela fina corrente dourada, seus cabelos caíam para o lado, cobrindo parte do degrau.

Eu apenas acenei para Parkinson, voltando a olhar para o chão. Ela riu maliciosamente para mim e voltou a olhar o céu, fechando os olhos novamente e respirando fundo. Era uma imagem bonita de se observar.

Mas eu não podia ficar a observando.

Com as pernas ainda trêmulas, joguei a vassoura para o outro ombro e saí do campo de Quadribol, determinado a tomar um banho e esquecer o que havia se passado no momento.