Deslizes

22 Despedida


Notas iniciais
Último capítulo, pessoas. :)

Despedida

Pansy

Aproximei-me com cautela do ruivo, sentindo meu coração se acelerar conforme minhas pernas davam os próximos pequenos passos. Não era possível, ele conseguia me deixar nervosa mesmo que eu ficasse meses sem vê-lo.

Desde a morte de Dumbledore eu não o via, e para dizer a verdade, ir para A Toca novamente fora uma decisão súbita e sem nenhum juízo. Eu queria vê-lo, eu sentia saudade dele.

Os olhos azuis me fitavam, passando um pouco de confusão em certos momentos. Ele parecia surpreso por me ver ali, naturalmente. Eu continuei a fitá-lo, sem dar mais nenhum passo. Estávamos relativamente perto dessa vez.

– O que está fazendo aqui?

Perguntou-me. Sua voz estava calma, mas ele parecia realmente curioso sobre o motivo da minha presença. Eu pensei em sua pergunta e abri a boca, mas não consegui dizer nada. Para falar a verdade, eu não tinha como colocar em palavras o meu motivo de aparecer em sua casa. Eu não conseguia nem ao menos pensar em como responderia a pergunta dele, sem parecer idiota.

E ele não me deu o tempo necessário para achar a resposta correta.

O ruivo se aproximou de mim com apenas dois passos largos, seus olhos azuis escuros me fitaram com intensidade, antes que sua mão quente pegasse minha cintura e me puxasse para o corpo forte dele. Os lábios se encontraram no mesmo segundo, e eu senti minhas pernas fraquejarem automaticamente, como se meu corpo estivesse esperando apenas pelo toque dele, como se minhas pernas não conseguissem mais se sustentar quando ele me beijava.

Os lábios quentes entreabriram, pedindo passagem para o que vinha a seguir. A mão forte subiu para a nuca, enquanto a outra mantinha meu corpo pressionado ao dele, fazendo-me sentir seu peito subir e descer devido à respiração descompassada.

A língua aveludada deslizou para dentro da minha boca, encontrando a minha, acariciando-a. No mesmo momento eu perdi o restante das forças das minhas pernas. Mas o ruivo não me deixou cair, apenas me segurou com facilidade, agora com ambas as mãos.

Meus braços enlaçaram o pescoço do grifinório, as mãos subiram para os cabelos sedosos. Eu fechei as mãos ali, fazendo-o gemer. Estávamos em um pedaço de jardim abandonado, um jardim totalmente esquecido pelo restante dos moradores d’A Toca.

Ele terminou o beijo, sugando com certa delicadeza meu lábio inferior. Afastou-se um pouco do meu rosto, me olhando com olhos baixos e desejosos. Não precisávamos de palavras para dizer um ao outro naquele momento, precisávamos apenas dos toques e gestos para saber que ambos havíamos sentido saudade, e estávamos dispostos a matá-la no momento.

Ele me pegou no colo, ajoelhando-se com cautela no gramado gelado do jardim. Deitou-me com delicadeza em cima das folhas que estavam ali, aproximando-se novamente de mim. Agora o mato nos tampava completamente, eu não conseguia mais ver a silhueta da sua casa.

O ruivo tomou minha boca novamente, mas dessa vez me beijando com carinho. Seus lábios quentes logo deixaram os meus, trilhando um caminho pelo meu queixo, descendo até o começo do meu pescoço. A blusa impedia o acesso de sua boca ao restante daquela parte do meu corpo, mas ele não parecia se sentir incomodado com isso.

Ele dedicou sua atenção agora para meu corpo. Suas mãos correram por cada curva, descendo vagarosamente, fazendo-me arrepiar mesmo por debaixo da blusa grossa de lã. Cada célula do meu corpo estava na expectativa pelo toque dele, e ele não decepcionou.

A mão quente achou o zíper da minha calça jeans, abrindo-o com facilidade. Ele desceu o tecido grosso pela minha pele, fazendo-me sentir o clima mais frio onde estávamos, mas eu não estava muito preocupada com isso. As botas foram embora junto com a calça, minha pele se arrepiou. Não devido ao frio, mas ao fogo do toque dele.

O ruivo começou a depositar beijos por toda minha pele descoberta, intercalando com chupões. De vez em quando, parecia experimentar o gosto da minha pele com a língua, como se estivesse experimentando um sorvete. Eu senti seus lábios subirem e mordi os meus, contendo um gemido.

Meus olhos se abriram e eu fitei o céu estrelado da noite. Podíamos ser vistos por alguém que resolvesse visitar os seus parentes, podíamos ser pegos até mesmo por Comensais da Morte tentando entrar no limite de proteção. Podíamos ser surpreendidos com seus amigos nos achando em meio ao jardim esquecido. Mas nada disso importava.

A única sensação que eu conseguia sentir agora, não era a da adrenalina por ser descoberta, era a sensação de prazer que percorreu meu corpo, no momento que senti a língua quente encontrar a parte mais sensível entre minhas pernas, rodando com lentidão.

Eu fechei os olhos automaticamente, contendo um gemido que queria sair da garganta. Os dedos entraram pelo meu sexo, fazendo a sensação de prazer se intensificar. Minhas mãos agarraram com força a grama um pouco alta do lugar onde estava deitada, e eu senti algumas saírem da terra. O ruivo soltou um riso abafado.

Alguns segundos depois, ele aumentou a velocidade dos movimentos e a pressão que fazia com a língua. Senti meu corpo inteiro ser percorrido por uma onda elétrica de prazer, cada célula agradeceu à sensação, cada músculo relaxou momentaneamente. Eu fechei as pernas em um momento clássico de prazer, mas ele espaçou-as novamente, para sair de entre minhas pernas e se ajoelhar diante de mim.

Os olhos azuis brilhantes me fitaram e a boca rosada se esticou, formando um sorriso que conseguia ser ao mesmo tempo carinhoso e maldoso.

Eu o puxei pela blusa, fazendo-o deitar-se sobre mim, meu corpo agradeceu ao peso masculino do corpo dele, minha boca encontrou a sua com facilidade, sentindo meu próprio gosto em cada canto alcançável.

As mãos fortes começaram a subir minha blusa de lã grossa, expondo mais ainda meu corpo. Eu o ajudei a se livrar da peça de roupa, no mesmo momento que minhas mãos desabotoavam a calça jeans dele com facilidade.

Depois de alguns minutos, o ruivo estava apenas com a boxer escura, como de costume. Ele enfiou os braços por debaixo da grama, pegando-me com facilidade. Sentou-se, colocando-me em cima do seu colo. Eu senti sua excitação pressionar meu sexo. Minhas mãos desceram pelo peito forte, as unhas passaram vagarosamente pelo corpo, descendo, para serem fincadas nas coxas grossas. Ele gemeu e fechou os olhos.

Eu sorri e tomei sua boca novamente, enquanto achava o tecido que estava me atrapalhando, descendo-o um pouco. O ruivo me ajudou a se livrar da peça, jogando-a para um lugar na grama. Minha mão envolveu o membro duro dele, fazendo-o gemer minimamente, eu direcionei-o para onde queria, e abaixei com velocidade, forçando-o a me penetrar.

Ambos os gemidos não foram contidos dessa vez, senti-lo novamente depois de tanto tempo era algo indescritível, algo que me impedia de raciocinar direito, eu apenas seguia o que meu corpo pedia, fazendo os movimentos certos em cima dele, proporcionando o prazer que ele tanto buscava, retribuindo tudo o que ele tinha feito por mim.

A mão forte pegou meus cabelos, puxando-os e fazendo-me tombar a cabeça. Meu pescoço ficou exposto, mas logo foi tampado pela sua boca, ele mordeu com um pouco mais de força minha pele. Eu sabia que ficaria marca, e para dizer a verdade, eu não estava dando muita importância a isso.

As estocadas ficaram mais violentas e ávidas, ele me deitou novamente na grama úmida do jardim, tomando as rédeas e finalizando o que estávamos fazendo. Eu senti meu corpo arquear de encontro ao dele quando chegava ao meu segundo orgasmo. O ruivo não demorou muito a encontrar o próprio prazer, travando o corpo em cima do meu, para depois desabar, fazendo-me sentir seu peso.

Eu não me importava com seu peso, a única coisa que eu queria era sentir seus cabelos vermelhos novamente, e foi com esse pensamento que peguei os fios, forçando-o a olhar para mim. Não consegui conter um sorriso que nasceu nos meus lábios quando o fitei. Ele retribuiu o gesto e, com cautela, abaixou-se novamente, depositando um beijo terno na minha boca, no mesmo momento que se afastava de mim e me puxava para perto, começando o carinho que sempre fazia, o carinho que eu estava morrendo de saudade de sentir.

[...]

Depois de aproximadamente uma hora, já estávamos vestidos, porém, continuávamos deitados na grama úmida do local, ambos não se importando com o clima frio, com a pele arrepiada quando o vento gelado passava por nossos corpos.

A única coisa em que eu me focava, era nos olhos azuis que agora me fitavam com um carinho liberto, passando-me calma e segurança, mesmo que o dono das orbes não estivesse sentindo isso. Eu percebi o quanto eu gostava de Ronald Weasley depois que senti meu corpo inteiro formigar apenas em fitar seus olhos.

Eu percebi o quanto Rony me fazia falta, o quanto eu sentia saudade de seus cabelos ruivos, de seu corpo forte, de seus lábios vermelhos e doces... eu percebi que não ia conseguir ficar mais tempo sem vê-lo igual fiquei.

Ele me olhou uma última vez, antes de depositar um beijo leve nos meus lábios e se levantar. Meu corpo sentiu falta dele no mesmo momento, mas eu apenas me levantei também.

Os olhos azuis me fitaram e ele fez uma careta, como se estivesse me pedindo desculpas por algo.

– Eu tenho que ir.

[...]

Rony

Eu a olhei, esperando alguma reação por parte dela. Mesmo que eu tivesse passado quase duas horas ao lado de Pansy, eu ainda achava pouco. A sonserina me passava calma, e isso era tudo o que eu estava precisando no momento.

Perguntei-me mentalmente se Pansy já tinha tomado uma decisão sobre qual lado lutar na guerra, eu apenas a observei, com uma esperança tola de que a qualquer momento a garota resolvesse abrir a boca e me falar que havia deixado o medo de lado. Mas isso não aconteceu. E eu percebi que Pansy estava ali apenas para um reencontro.

Respirei profundamente e me aproximei, abraçando-a com cautela. Enterrei meu nariz nos seus cabelos lisos e fechei os olhos. Seus braços delicados estavam um pouco trêmulos, e eu não sabia se era por causa do frio, ou porque Pansy estava nervosa.

Olhei-a novamente e apertei sua bochecha.

– Eu não sei quando vou te ver novamente. Mas espero que seja em breve.

[...]

Pansy

Seus lábios se separaram do meu rosto e o ruivo me olhou novamente pela última vez, virando-se vagarosamente e caminhando em direção À Toca.

Meu coração se apertou ao vê-lo se afastar, ficando cada vez mais distante. Eu mordi meu lábio e percebi que aquele momento poderia ser a última vez que eu o veria. Meus olhos se embaçaram.

E no momento, eu percebi que finalmente havia tomado minha decisão.

– Rony!

O chamei pelo primeiro nome e apelido com facilidade, mas senti-me estranha com isso. Ele se virou, seu rosto passando um pouco de curiosidade. Eu comecei a correr em direção ao ruivo, terminando com o espaço entre a gente.

Meus braços o enlaçaram no momento em que o alcancei, apertando-o ao meu peito com toda a minha força. Meus olhos voltaram a se embaçar e eu contive as lágrimas que queriam cair.

Separei-me, relutante. Ele deu um pequeno sorriso e passou a mão pelos meus cabelos. Eu não me senti incomodada com isso, eu estava acostumada com seus carinhos, e gostava disso agora.

Suspirei, buscando coragem para o que eu ia fazer no momento.

Com as duas mãos, retirei do pescoço delicadamente e com cuidado, a medalha que um dia fora da minha avó. Olhei o pingente dourado, a cor que nunca se apagava e sempre refletia com o mínimo de luz.

Olhei para o ruivo e coloquei a medalhinha no pescoço dele. Os olhos azuis estavam atentos quando eu o fitei.

– Eu espero que dê tudo certo em sua jornada. Eu... eu farei de tudo por aqui para que ela seja segura.

Comecei a sentir um desconforto quando vi a medalha em seu pescoço, o pingente dourado brilhando em cima do seu peito forte. Eu não queria deixá-lo ir, mas sabia que seria preciso fazê-lo.

O ruivo sorriu para mim e me abraçou novamente, dessa vez com mais vontade. Ele voltou a ficar de frente para mim, mas seus braços ainda estavam em volta da minha cintura. Eu peguei seu rosto com as duas mãos e depositei um beijo leve nos seus lábios. Eu fechei os olhos com o mínimo contato.

– Volte vivo para mim.

Com isso, o deixei novamente. Ele sorriu para mim e se virou, caminhando com mais leveza, finalmente, para A Toca.

Notas finais
Vejo vocês no epílogo!