Notas iniciais
Nos aproximamos do inevitável fim! [E eu já estou com saudades, nhawn ♥] Btw esse capítulo vai para o Exo, que é um guri fofíssimo, e Kaay, minha nova leitora *0*
Boa leitura! :33

Dean foi o primeiro a acordar, mas permaneceu de olhos fechados, aproveitando a estranha sensação que se alastrava por seu peito. Era algo que misturava segurança, alívio e, ao mesmo tempo, nervosismo. Sentia Castiel ainda em seus braços, sem se mover, e o moreno provavelmente ainda dormia. Suspirou, aliviado, ao se dar conta de que aquilo não era só mais um devaneio, não era só mais um sonho. Lembrava-se nitidamente das diversas vezes nas quais seu íntimo fizera com que imaginasse aquilo; não necessariamente acordar com ele em seus braços, e sim despertar sabendo que tudo entre os dois estava resolvido, que Novak não o odiava.

O nervosismo se devia unicamente ao fato de não saber, exatamente, como agiria dali em diante. Não poderia simplesmente fingir que nada havia acontecido, mas também não sabia se estava pronto para expor aquela pequena parte de si, a qual poucos conheciam, de fato.

Bem lentamente, para não acordá-lo, puxou o moreno e apertou-o levemente contra seu peito. Não gostava de pensar naquilo, não gostava de se focar naquelas memórias. Era como se pudesse reabrir todas aquelas feridas suturadas, e não o queria. Não o queria porque, de fato, não acreditava que aquilo pudesse ajudá-los de alguma forma. Castiel não precisava ficar se culpando, porque só fizera o que fora esperado; Winchester já imaginava que, se alguém comentasse algo, o outro automaticamente pensaria que tudo não passava de uma brincadeira.

Tão inseguro! Desde o começo, quando se tornaram amigos, no dia em que Dean acidentalmente o acertara com uma bolinha para cachorro. Parecia cômico, para quem não vira a reação de Novak. Enquanto o loiro apenas tentava se desculpar pelo acidente, o mais baixo encarava-o, inerte, sem expressar absolutamente nada em suas feições.

Agora, pensando melhor sobre a situação, Winchester até conseguia enxergar uma pontada de ironia na situação, e sorriu.

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— Pega, Ben*!

Sem realmente tirar os olhos do vira-lata preto, Dean lançou a bolinha de tênis para longe. Era o feriado mais divertido que tivera durante aquele ano; fora se encontrar com Adam, aproveitando que o pai viajara há negócios há poucos dias, e pediu ao “meio-irmão” para que levasse o bichinho de estimação, para que pudessem brincar no parque. Contrariando o fato de nutrir alguma antipatia por John após o término do namoro, Amanda** tratava o loiro muito bem, dando permissão para que Adam passasse a tarde ao lado do mais novo. A diferença entre idades era considerável, mas isso não os impedia de ter uma amizade; enquanto Milligan tinha quinze, Dean tinha oito. Talvez fosse por isso que o pai do Winchester não gostava de vê-los juntos: como Amanda não era mais sua namorada, não via motivos para que seu filho permanecesse ao lado de Adam, que já era maduro o bastante para saber o que era certo e o que era errado, e provavelmente influenciaria o mais novo a não aceitar de cabeça baixa quando soubesse que havia algo de estranho em alguma situação proposta pelo pai.

Sacudindo a cabeça com veemência para afastar o pensamento de que John provavelmente descobriria que o havia desobedecido e o poria de castigo, ele finalmente se virou para acompanhar a corrida do cão, e notou a burrada que havia feito. Logo que ouviu o grito de surpresa que veio da pessoa que havia acabado de acertar com o objeto, já que o animal pulou sobre ela logo em seguida, automaticamente foi atrás de Ben, xingando-se mentalmente pelo descuido; e esquecendo-se do fato de que Adam pedira para que ficasse ali, já que iria comprar sorvete para os dois, e Dean queria ficar brincando com o animal.

Enquanto se aproximava do rapaz, notou que o moreninho já estava de pé, encarando o cão com cautela, observando-o abanar o rabo enquanto segurava a bola fluorescente na boca. Sentiu o rosto esquentar pela vergonha; afinal, fora ele quem o acertara, apesar de o outro parecer não ter consciência disso, ainda concentrado em fitar o cão.

— Desculpa! — sobressaltou-o com a exclamação repentina, e o outro garoto se virou para ele. — Eu não tinha visto você aí.

O menino o encarou, e os olhos assustadoramente azuis pareciam um tanto quanto surpresos. Mas, logo em seguida, ele simplesmente sacudiu os ombros, murmurando um “Não tem problema” quase baixo demais para que Winchester pudesse ouvir. E Dean o encarou, com toda a inocência de uma criança de oito anos, e os poucos centímetros a mais que tinha. O moreno talvez tivesse sua idade, ou era mais novo, a julgar pelo tamanho, mas não era nisso que o loiro pensava.

Abriu a boca, prestes a perguntar qual era o nome do menino, quando, surgido sabe-se lá Deus de onde, Adam agarrou seu braço. Winchester quase saltou pela surpresa.

— Dean! — Milligan parecia dividido entre a irritação e o alívio. — Não disse pra você ficar parado perto da toalha que eu estendi?!

O loiro virou o rosto para encará-lo durante alguns segundos, mas logo indicou o moreno com um aceno de cabeça. Só naquele momento foi que o mais velho finalmente se deu conta da presença do menino, observando-o com a confusão estampada em sua face

— Eu acertei ele com a bola. — Dean confessou como se fosse um crime, as maçãs do rosto adquirindo uma tonalidade rubra. — Estava pedindo desculpas.

Mediante a uma declaração tão sincera vinda do loiro, Adam ficou momentaneamente sem fala, sem saber o que fazer. Tão logo ficou inquieto, sacudiu a cabeça e se virou para o moreno que ainda os encarava, dessa vez com os olhos um tanto arregalados. O mais alto realmente não sabia como lidar com aquela situação; não era como se nunca tivesse vivenciado algo semelhante, mas sentia-se estranho ao cuidar do “irmão” mais novo e precisar agir como o adulto da história.

— Então, uh...

— Meu nome é Dean. — Winchester o interrompeu, esticando a mão para o mais baixo. — E você?

Alguns segundos se passaram, até que o menino aceitasse o cumprimento.

— Castiel. — e então, pela primeira vez desde o momento em que fora pego de surpresa, o moreno esboçou alguma reação, sorrindo de leve. — Pode me chamar de Castiel.

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— Um beijo pelo teu pensamento. — a voz sonolenta, um tanto quanto risonha, sobressaltou-o e retirou-o de seus devaneios.

— Cas! — exclamou um tanto surpreso, baixando o rosto para encarar o moreno, que se esticava preguiçosamente em seus braços. — Há quanto tempo está acordado?

— Alguns minutos. — Novak o encarou com um leve sorriso nos lábios finos. — Vai me dizer?

Dean negou com a cabeça, para logo em seguida rir do beicinho que o moreno fez.

— Estava lembrando do dia em que conheci você. — depositou um beijo na bochecha do mais baixo, apertando-o contra seu peito com carinho. — Recorda-se? No parque, com Adam e Ben...

— Lembro daquele cão pulando em mim. — garantiu-lhe. — Quase morri de susto quando aquele monte de pelos surgiu do nada, junto com aquela bolinha fluorescente que ele não soltava.

— Sacana.

— Bobo.

Winchester uniu seus lábios aos dele, sentindo o sorriso que se formava em sua boca. Castiel retribuía da mesma forma, e as coisas estavam ficando um tanto animadas quando os dedos do moreno deslizaram pela linha da coluna de Dean, quando, de repente, Novak afastou-se, recebendo um olhar surpreso como resposta para sua atitude.

— Espera. — uma pausa. — Que horas são, Dean?

Durante longos instantes, o loiro apenas o encarou, sem encontrar nenhum sentido para aquela pergunta. E então, seus olhos se arregalaram, e ele se virou bruscamente para a bolsa jogada ao lado da cama, no chão, consequentemente quase derrubando a ambos. Pego de surpresa pela ação repentina, o mais baixo agarrou-se ao corpo do rapaz, ligeiramente alarmado.

— Seis e meia. — a voz do Winchester soou aliviada, e, logo em seguida, ele se voltou para o moreno, arqueando uma sobrancelha, num tom dividido entre o divertimento e o incômodo: — Cas! Precisava quase me matar desse jeito, cara?

Novak levantou os olhos, e deu um leve tapa no ombro do loiro.

— Vamos, levanta. — ao ser encarado com incredulidade. — Nós temos uma prova às sete horas, esqueceu? De Física.

Com um muxoxo de desânimo, Dean revirou os olhos antes de se espreguiçar, bocejando e sacudindo a cabeça com veemência.

— Você é terrível comigo. — murmurou, enquanto se levantava lentamente.

O moreno o observou durante vários instantes, enquanto o loiro esfregava os olhos com o nó dos dedos; pelo menos, até Winchester perceber que era fitado fixamente, e sorrir com malícia. Castiel ficou vermelho feito um pimentão maduro, bufando e levantando, indo em direção ao “seu lado” do quarto, para procurar alguma roupa decente no pequeno baú aos pés da cama.

— Cas? — o mais alto chamou, o tom um tanto mais sério.

Novak fez questão de ignorá-lo até estar colocando a calça, sacudindo a cabeça num leve aceno.

— Hm?

Sentiu braços o rodeando com força, e já estava prestes a argumentar que iriam se atrasar, quando sentiu a suave pressão dos lábios de Dean contra a pele sensível de seu pescoço. Suspirou baixinho, esquecendo-se de momentaneamente do discurso que estava prestes a fazer.

— Você é adorável. — Winchester sussurrou ao pé de seu ouvido, num tom rouco. — Sabe disso, não é?

Balbuciou falhamente qualquer coisa incoerente antes de se virar para beijá-lo. Pele contra pele, lábios pressionados com urgência. Apesar de todo o desespero do ato, tinham todo o tempo do mundo para se amarem; depois das provas, obviamente. Mas era justamente isso, que fazia com que a ação se tornasse tão necessária para ambos.

Tornava cada segundo ainda melhor.

— E você é lindo. — Novak grunhiu quando interromperam o contato pela falta de ar.

Dean sacudiu os ombros, num gesto que poderia demonstrar indiferença, se não houvesse um sorriso realmente gigante em seu rosto.

Disso eu sei.

Castiel revirou os olhos enquanto o loiro ria e se dirigia à porta, parecendo não se importar com o cabelo bagunçado, ou a camisa amassada, e segurando os tênis com uma mão. Perguntou-se como o rapaz conseguia ser tão... Desleixado. Sim, essa era a palavra. Parecia-se tanto com... O outro Dean; aquele que fizera parte de sua vida a partir de seus oito anos.

Parando para refletir, deu-se conta de que Winchester não estava agindo de forma estranha. Não exatamente. Talvez aquela fosse a faceta que mais conhecia, e também a mais sincera.

— Hey, Cas. — sobressaltou-se ao ouvir a voz do loiro, e virou o rosto em sua direção para fitá-lo.

— Fala. — sorriu.

Dean o observou durante longos instantes, mas não havia nenhum vestígio de felicidade em sua expressão. Por alguns instantes, Novak não conseguiu conter o incômodo, sem conseguir compreender o que se passava pela cabeça do mais alto. E Winchester o encarava de forma fixa, sem esboçar nenhum tipo de sentimento.

Estava realmente perturbado com relação ao que faria. Por quê? Porque não tinha certeza de que conseguiria, e não queria correr o risco de magoar Castiel novamente. Mas, ao mesmo tempo em que sabia que aquilo, assumir-se, seria a coisa certa... De alguma maneira, tinha medo. Não do que as outras pessoas iriam pensar, não de como iriam agir; temia a forma como iriam tratar Novak. Apesar de saber que o moreno não se importava tanto com aquilo, por já ter se acostumado um pouco, odiava pensar que as provocações poderiam piorar. E, em parte, aquilo era culpa sua. Se não tivesse cedido, se não tivesse aceitado tudo aquilo... Droga. Fugir ou lutar? Fugir foi a solução mais óbvia, e, ao mesmo tempo, mais dolorosa. Mas não era por ele. Não. Nunca foi.

Esteve sempre preocupado com o que Castiel pensaria, como ele agiria. Não se sentia pronto para lidar com tudo aquilo, com aquela realidade. E, de certa forma, encontrara no moreno a desculpa da qual necessitava para não precisar assumir como se sentia.

Mas estava na hora de superar, certo? Seguir em frente. Independentemente de como, ou do que teriam de suportar para conseguir aquilo. Teriam de fazê-lo juntos, e aguentar a pressão que com toda a certeza chegaria, em algum momento.

Sorriu de forma nervosa.

— Posso ficar com você no horário de almoço?

Notas finais
*Não tem nada a ver com Benjamin, o "filho" dele no seriado, okay? Só achei que Totó seria muita sacanagem com o pobre cão slkjhgsdfghjklç~
**Gente, não lembro do nome da mãe do Adam, então coloquei Amanda mesmo.
HORA DA VERDADE: eu tive que reler a fanfic duas vezes pra ver se tinha ou não colocado o Milligan na história, e ainda não sei se coloquei. Sabe quando você olha, pensa; olha de novo; pensa mais uma vez, e acaba não concluindo PORCARIA NENHUMA? Pois é. Estou culpando a música, mas acho que é o açúcar.
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Aí, tem um fato bizarrinho que eu fiquei com vontade de comentar aqui. Tipo, geralmente, quando eu estou na internet, 99,9% do tempo tem uma guia do YouTube aberta né. Hoje, enquanto alternava a "playlist" entre t.A.T.u., The Fray, Taylor Swift e Marilyn Manson, eu percebi que só aparecia vídeo Destiel nos ícones ao lado dos vídeos. Tipo, não tinha NADA a ver, mas só aparecia Dean/Cas no YouTube o3o
E só. Por favor, não me matem, beleza? As coisas estão muito fluffys. Pretendo pegar um pouquinho de álcool pra jogar na fogueira u_u
Beijos! \O/
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P.S.: Lembram-se daquela memória que Castiel tem no capítulo 2? Lá eu o citei como pré-adolescente, e acabei de corrigir. Ele também tinha 8 anos, e isso não é pré-adolescência, porque né. E o nome do capítulo pode não fazer sentido agora, mas logo fará sdfghjklçlkjhgfdsdlç~