Desirable Roommate

6 No cálice do teu corpo...


Notas iniciais
Um aviso geral, para algum dos 15 leitores que quiserem me mutilar com gelo seco depois desse capítulo: a fanfic só terá 10. Por quê? Porque enredo 'inicial e original' não me permite ficar criando "pedras e batatas" [Suzy vai entender u.u] pra jogar no caminho dos personagens. Então, o próprio romance, desde o começo, ia ser um pouco acelerado; por isso a "reconciliação" no 5, na metade. [Pra ser sincera, eu achava que não passava do primeiro capítulo, btw isso já é outra história]
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Esse capítulo vai para LiaCollins, e também para Waldorf SaN, que tem me acompanhado desde o começo :33
Espero que tenham uma boa leitura! O/

Alguns dias depois...


Castiel encostou a cabeça no ombro de Dean, sentindo os braços do loiro o rodeando, as pernas dele uma de cada lado de seu corpo, apertando-o contra si de forma que o impedia de fugir daquele abraço. E, de certa forma, nem Novak o queria. Depois de todas aquelas dúvidas, depois de todo aquele tempo sofrendo, acreditava que ambos mereciam um pouco de paz. Ele, por acreditar que Winchester não passava de um mauricinho brincando com seus sentimentos, tendo plena consciência do que o moreno sentia. E Dean, por todos aqueles anos nos quais pensou que o mais baixo o odiava.

Não. Castiel não podia odiá-lo, mesmo que a princípio esse fosse o desejo do moreno. Sentia raiva, claro. Ficava irritado pelo fato de o loiro sempre se mostrar presente com tantas facetas diferentes, de tal forma que Novak nunca conseguia decifrar o que se passava por sua cabeça. Mas nunca o odiou, de fato. Poderia parecer que sim, mas não.

— No que está pensando? — Dean interrompeu sua linha de pensamento, pressionando os lábios contra a bochecha do moreno, de forma inocente. — Ficou quieto tão de repente...

E era verdade. Há poucos minutos, estavam num fervoroso debate sobre o que, exatamente, Winchester e Novak fariam durante as férias de verão, que se aproximavam com o fim do bimestre. Castiel era totalmente a favor de permanecerem no colégio, para que pudesse ajudar o loiro com as matérias nas quais o rapaz tinha mais dificuldade. Dean, por outro lado, defendia a tese de que fazia um semestre que não via o irmão; queria voltar para casa e ficar um pouco em paz, caso não precisasse perder os primeiros dias pela recuperação.

Por que Novak não alegava que ficaria? Porque sabia que, se o fizesse, Winchester acabaria aceitando sua proposta, mesmo a contragosto. Então, eles estavam num verdadeiro grande dilema, quando o loiro decidiu que poderiam encontrar um meio-termo, o abraçou e findou a discussão com um beijo, para logo em seguida abraçá-lo com força.

— Estava pensando em nós. — aconchegou-se contra o peito do mais alto, brincando com a gola de sua camiseta. — Eu estraguei tudo, não foi?

— Cas... — o tom de Dean era o de alguém que não queria mais precisar encontrar argumentos para rebater afirmações que, em seu ponto de vista, eram absurdas.

— Seja sincero comigo. — o moreno ergueu o rosto, encarando-o seriamente. — Durante todo esse tempo, você sempre esteve procurando uma forma de conversar, de se aproximar. E eu fui um verdadeiro...

— Para com isso. — Winchester depositou o dedo indicador sobre seus lábios, impedindo-o de continuar. — Para de se culpar. Eu realmente não quero ter que brigar com você por causa desse tipo de coisa, Cas. De verdade.

Novak fitou os orbes idênticos a turmalinas, perguntando-se mentalmente o que diabos fizera para merecer alguém como Dean. Nos olhos claros, permitiu-se perder em meio às sensações que a proximidade entre eles provocava em seu âmago. Era... Bom. Não apenas a segurança transmitida pelos braços que o rodeavam com carinho, mas também pelo estranho calor que se alastrava em seu peito quando o loiro deslizava os dedos por seu cabelo e o acariciava, exatamente como fazia agora, como se estivesse pedindo para que se acalmasse.

Com um longo suspiro, o moreno assentiu lentamente, enquanto o mais alto unia sua testa à dele, respirando sonoramente, os lábios entreabertos.

— Algum dia — Dean começou em tom de promessa. — eu juro que vou te dizer tudo o que você quiser, sobre o que aconteceu há quatro anos. Mas não aqui. Não agora. Não pra estragar tudo outra vez. Certo? Você pode me prometer que, até lá, não vai tocar nesse assunto outra vez?

Mordeu o lábio inferior com força, sem saber ao certo se conseguiria seguir aquelas palavras à risca. Mas era melhor arriscar, ou acabaria por irritar o loiro. Até porque conseguira conter a curiosidade por quatro anos; o que eram mais alguns, comparados àquilo? Ele havia sido em grande parte, o culpado. Principalmente pelo fato de que, quando o loiro finalmente tentou uma aproximação, há tanto tempo, simplesmente se negara a ouvi-lo, e logo em seguida conseguira a bolsa de estudos para Montana.

Eles mereciam uma segunda chance. Talvez algumas coisas demorassem a ser explicadas, mas isso, com toda a certeza, era o de menos.

— Certo.

Winchester sorriu largamente, antes de unir seus lábios aos de Castiel, sendo prontamente correspondido no beijo. Era delicado; eles não tinham pressa alguma. Após todo aquele tempo estando separados, a única coisa que ambos desejavam era aproveitar ao máximo cada sensação, sem a necessidade de fazer o tempo correr.

Porém, quando os dedos de Dean deslizaram para dentro da camisa do moreno, o clima ficou um tanto quanto estranho.


Is your roommate asleep?

[Seu colega de quarto está dormindo?]

What are the secrets that you keep,

[Quais são os segredos que você guarda]

When you're alone, when he's not home?

[Quando você está só, quando ele não está em casa?]

Does he cry when you're away?

[Ele chora quando você não está?]

And will he have something to say

[E terá ele algo a dizer]

About you being here, about you leaving there?

[Sobre você estar aqui, sobre você abandonando aquele lugar?]

Interromperam o contato, encarando-se mutuamente. Respirações ofegantes, lábios úmidos, faces consideravelmente coradas. Dean o encarou um tanto confuso, sem saber ao certo o que havia feito de errado. Porque, apesar de não ter nada contra, ele não saía por aí com um bando de rapazes de sua idade; e as garotas com as quais ficara para suprir sua carência realmente pareciam não se importar quando ele as tocava daquela forma.

Mas Castiel não é uma garota, seu idiota! ralhou mentalmente consigo mesmo, antes de erguer as mãos em direção à cabeça num gesto de puro nervosismo.O que você estava esperando?

— Uh... Me desculpe? — gaguejou, apesar de ainda estar um tanto perplexo com aquela... Hm, tensão entre eles. — Eu realmente não queria...

— Tudo bem. — Novak lhe dirigiu um breve sorriso sapeca. — Eu gostei.

Antes que Winchester pudesse processar aquela informação, o moreno uniu seus lábios aos dele mais uma vez, interrompendo qualquer que fosse a linha de raciocínio do loiro. Dean o tocou novamente, acariciando a pele clara, macia. Suspirou e pressionou sua boca com mais urgência na de Castiel, apreciando o calor que se desprendia do corpo do mais baixo.

Novak gemeu baixinho quando a língua atrevida do loiro escorregou por entre seus lábios para explorar sua boca. Era uma sensação esquisita, assim como o primeiro beijo, mas... Boa. Enroscou os dedos nos fios dourados, suspirando pesadamente enquanto sentia os dedos curiosos fazendo uma leve pressão na região de sua coluna.

— P-Posso? — Winchester gaguejou no pedido, afastando de leve a camisa do moreno, num movimento um tanto sugestivo.

Castiel ponderou durante meio segundo antes de permitir que a peça de roupa fosse retirada e jogada num canto qualquer do quarto. Dean o prendeu entre seus braços, comandando a situação, mordendo de leve o ombro do mais baixo, marcando a pele clara para logo em seguida depositar um beijo no local, sentindo o moreno estremecer.

— Você gosta? — o loiro sorriu, respirando contra seu pescoço, inalando o leve odor de colônia masculina.

O moreno rolou os olhos, sussurrou uma resposta baixa demais para ser ouvida, e se aconchegou contra o peito do Winchester, desejando internamente nunca mais sair dali. Era bom se sentir querido. Era bom se sentir desejado. Dean podia continuar sendo um idiota fora daquele quarto, mas, dentro dele, era ainda mais adorável que o garoto sorridente que conhecera após um acidente no parque.

— Eu te amo, Cas. — a afirmação tão convicta pegou Novak de surpresa, e este se viu obrigado a erguer os olhos para encarar o loiro.

Os grandes orbes turmalinos que o encaravam só passavam uma certeza: Winchester estava sendo sincero. Mesmo que uma pontada de melancolia se mostrasse presente em seus olhos, Castiel pôde ver com clareza o sentimento que, apesar dos apesares, considerava mútuo entre eles. Tomando delicadamente o rosto de Dean entre suas mãos, notando o nervosismo que começava a tomar conta do mais alto pela aparente falta de resposta, permitiu-se sorrir e unir sua testa à dele.

— Eu também te amo, Dean. Muito mesmo; de verdade.

Longos instantes se passaram em completo silêncio, até que o loiro o quebrou com um sussurro frágil:

— Jura? — enroscou seus dedos nos fios escuros, fechando os olhos. — Pode repetir?

Retribuindo o carinho, Novak aproveitou para afagar seu rosto com ternura antes de unir seus lábios aos dele num beijo doce. Abraçou-o com cuidado, sentindo o leve arrepio que percorreu o corpo do loiro. Porque Winchester poderia dizer o que quisesse, agir como quisesse, mas a verdade era nítida: durante todo aquele tempo, e até depois daquilo, a única coisa que esteve fazendo foi proteger o mais baixo.

Quando Dean o provocava na frente de Zachariah e Crowley? Quando ele o atazanava, quando o fazia desejar poder atirar alguma coisa contra ele? Não passava de teatro. Nada ia além da mais pura atuação, enquanto Winchester tentava de todas as formas se aproximar enquanto estavam sozinhos; com o livro “roubado”; com o pedido de ajuda na matéria, mesmo que ele realmente precisasse dela.

O loiro esteve sempre agarrado à sua imagem, em seu alicerce, com a esperança de que um dia, o moreno pudesse ver além daquela máscara e aceitar os pedidos mudos de desculpas que o rapaz tentava passar sem emitir nem uma única palavra.

Castiel não podia permitir que ele se perdesse, como tudo que um dia fora seu. Eles haviam ido longe demais com aquilo tudo, com todas aquelas “brigas”, com toda a mágoa. Estava na hora de deixar o passado no passado, e seguir em frente, porque de nada adiantava ficar com tudo aquilo guardado. A melhor forma de acabar de vez com toda aquela tristeza?

Perdoar. Amar. O tipo de coisa que nenhum deles se permitira fazer a partir do momento em que a relação começara a desandar, há quatro anos, e que agora poderiam colocar novamente nos eixos, quando tudo começava a dar certo.

— Eu te amo. — repetiu, antes de unir seus lábios novamente aos de Dean.


No, no, no. He said he didn't see your life change

[Não, não, não. Ele disse que não viu sua vida mudar]

You want to believe it's true, he's got no hold on you

[Você quer acreditar que é verdade, ele tem que segurar em você]

No, no, no, no. While you're driving, watch the lights change

[Não, não, não, não. Enquanto você dirige, veja as luzes mudarem]

'Cause things are the way they are

[Porque as coisas são como são]

And we've come too far to let here in between

[E nós fomos muito longe para deixar isso atrapalhar]

Will you see it 'till the end? And will you lose another friend,

[Você verá isso até o fim? E você perderá outro amigo,]

Like the ones before. What do you have in store?

[Como os anteriores? O que você tem em estoque?]


Tudo que se seguiu foi um consenso entre eles, sem que mais palavras precisassem ser pronunciadas. Winchester também retirou sua camisa, e puxou o moreno para si, abraçando-o com força enquanto suas línguas travavam uma batalha pelo controle da situação. O loiro correu os dedos pelo corpo do menor, cravando suavemente as unhas sobre a pele clara, marcando-a. O moreno pressionava os lábios contra seu ombro, abafando os sons graves que teria emitido caso não se ocupasse com alguma coisa.

Castiel era gracioso em cada centímetro de seu corpo. Dean, mais másculo. Novak tinha a pele mais sensível, como se os nervos estivessem todos expostos, estremecendo a cada avanço nas carícias. Winchester, por outro lado, concentrava-se nas expressões que o rapaz fazia, nos lábios entreabertos, na respiração pesada, nos olhos fechados com força à medida que o desejo os dominava.

De alguma forma, eles se completavam sem meios versos, sem a necessidade de declarações. O que os movia era o sentimento, e poderia, de fato, haver algo mais forte que isso? Nenhuma frase, nenhuma jura além de um simples “Eu te amo” pronunciado da forma mais sincera que puderam encontrar.

Num segundo, com um leve empurrão, Novak estava deitado sobre o colchão, fitando os orbes turmalinos escurecidos pelo desejo enquanto mordia o interior da bochecha, sentindo o rosto esquentar pela vergonha momentânea ao ser encarado tão fixamente pelo mais alto. Pela forma como Winchester estava curvado sobre seu corpo, os braços ao seu redor para impedir que caísse da pequena cama de solteiro, o moreno podia tocar os músculos levemente definidos do abdômen, arrancando um suspiro baixo.

Proximidade. Contato. Era isso o que desejavam, não era? Além do amor, a intimidade que aquilo trazia era um bom alento para os corações machucados pelo tempo.

Enquanto sentia os lábios úmidos pressionados contra seu corpo, os dentes roçando de leve na pele, Castiel fechou os olhos para aproveitar as sensações que invadiam seu interior de forma quase absurda, num verdadeiro caos de emoções confusas que o obrigaram a gemer quando os dedos de Dean envolveram seu membro já desperto.

Prazer. Era como se seu corpo estivesse em chamas, movendo-se de forma automática contra o do mais alto. Era isso que fazia com que balbuciasse coisas desconexas, sentindo a boca do loiro contra a sua, os lábios pressionados com força, acabando com todo o ar existente em seus pulmões.

Cas... — Winchester prendeu a respiração ao senti-lo se retesar, sem saber ao certo como definir a vastidão de anseios que o tomavam.

Tudo saiu na forma de um simples sussurro rouco, tomado pela luxúria, e não poderia se dizer com absoluta certeza quem proferira as palavras seguintes:

— Eu quero você...

Dean prensou Castiel contra a cama, obrigando-os a sentir um os espasmos do outro, os corações no mesmo ritmo acelerado, as respirações entrecortadas por leves gemidos. Encarando-o daquela forma, cara a cara, o loiro não conseguia definir o que o levara a se apaixonar pelo rapaz; eram tantos detalhes!

Talvez pela forma como os lábios finos se esticavam e expunham os dentes branquinhos, quando sorria. Ou pelo brilho que tomava os orbes celestiais sempre que estava feliz. A maneira como movia as mãos, levando-as ao cabelo e bagunçando-o, sempre que estava envergonhado. Ou o queixo erguido, mesmo nas situações confusas, a certeza que inundava seus olhos quando rasgava o silêncio com sussurros que definiam exatamente como se sentia.

Não havia nada a que pudesse se prender, porque ele não se apaixonara pelo moreno por sua aparência. Não. O que ele mais amava em Castiel vinha de dentro, de um local não identificado entre o âmago e o coração. Sim. Talvez essa fosse uma boa definição.

Novak era apertado. Esse foi o primeiro e único fato que Dean processou enquanto o penetrava, sentindo-se quase febril. Quente. A carne cedia ao redor de seu membro enquanto abria lentamente o espaço no interior do rapaz. Gemeu baixinho ao senti-lo tenso, a testa pressionada contra sua bochecha, os braços rígidos ao seu redor. E Castiel, apesar da incômoda dor, o rodeou com as pernas, afundando os dedos no cabelo do loiro, brincando com os fios dourados e úmidos de suor.

— Está tudo bem? — Winchester perguntou preocupado, apesar de estar cerrando os dentes para manter o autocontrole.

O moreno mordiscou o lóbulo de sua orelha, respirando com dificuldade, e respondeu num sussurro rouco:

— Eu quero te sentir, Dean...

Foi o que bastou para que o cérebro do mais alto entrasse em curto. Com as mãos segurando a cintura do moreno, enterrou-se forte e seguramente no interior do rapaz. Novak não soube dizer ao certo se a surpresa foi maior que o prazer, mas sentiu como se pudesse morrer ali mesmo, tamanha era sua satisfação interna. Se Dean não estivesse com os lábios tão desesperadamente pressionados aos seus, era bem provável que tivesse gritado.

O loiro e o moreno encaixavam-se como duas peças de um quebra-cabeça, numa sintonia absurdamente doce. O ritmo acelerado e ao mesmo tempo suave, as carícias, os beijos...

Tudo neles era perfeito.

Cas... — a alcunha arrastou-se num longo gemido, enquanto os espasmos musculares de um atingiam o outro, e vice-versa.

Êxtase. Dean desabou sobre Castiel, sua respiração pesada unindo-se à dele, o rosto ligeiramente ruborizado, de forma que Novak classificou como impossivelmente fofa. Alguns minutos se passaram em total silêncio, enquanto esperavam que seus corações voltassem ao ritmo normal, e, quando isso finalmente aconteceu, Winchester se retirou de dentro do moreno, arrancando um resmungo incômodo do rapaz, e tombou ao seu lado.

Nada foi dito, porém, enquanto o loiro o prendia num abraço e o mais baixo se aconchegava contra seu peito. Dean depositou um singelo beijo na testa de Castiel, antes de fechar lentamente os olhos.

Adormeceram ambos, sem que mais nenhuma palavra fosse pronunciada em meio à paz na qual se encontravam.


Are you slowly getting tired?

[Você está se cansando lentamente?]

Or are you suddenly inspired

[Ou você está inspirado de repente]

To keep moving on? Or are you doing wrong?

[Em continuar se movendo? Ou você está fazendo errado?]

Is your roommate asleep?

[Seu colega de quarto está dormindo?]

Notas finais
Reviews? -Q
~alguém no meio da multidão saca uma Colt...
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A letra de "Roommate" eu encontrei outro dia no letras.mus [pouco depois de decidir que, sim, seria mais que uma One-Shot], e decidi usar como tema. Só troquei todos os "She" por "He", mas não preciso explicar o motivo né XD
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P.S.: o Lemon está meio fraquinho porque eu concluí o capítulo hoje às uma e tantas da madrugada, e estava morrendo de sono. Agora bateu a preguicinha de reescrever ~kill me, dude