Desejos libertos

34 O quarto do mordomo


Notas iniciais
Oie, Vamos para mais um capítulo? Se segurem que a tia tá louca! Quem gosta de lemon aí? Aqui tá cheio! kkkkk Um beijo especial para a Lady Michaelis que sacou a coisa antes mesmo de eu escrever! Aproveitem e não deixem de ler as notas finais. É muito importante.

Acordei bem mais cedo que o meu mestre, ele dormia tranquilamente, estava de costas para mim, as pernas semi flexionadas e uma mão entre a bochecha e o travesseiro fofo.

Me levantei e ele se virou no sono de frente para mim. Era completamente adorável. A sua expressão se assemelhava à de quando perdeu a memória — suave e doce. O fato de ter recuperado as lembranças implicava na sua expressão sempre fechada e séria, se bem que ele mudou um pouco a personalidade e isso fazia a sua expressão muitas vezes tornar-se provocante e sensual, pelo menos para mim.

Fui ao banheiro e tomei um banho rápido, tirando todos os resquícios da noite anterior que ainda estavam grudados na minha pele. Me troquei e desci para preparar o desjejum do bocchan.

Os empregados já tinham se levantado também e cuidavam dos seus afazeres — ou tentavam.

Uma hora e meia depois, subi para acordá-lo. Ele ainda dormia quase na mesma posição, com a diferença que agora abraçava o meu travesseiro, sorri levemente vendo como o seu rosto estava afundado no tecido, como se estivesse cheirando-o. Devia estar mesmo, era um hábito que eu já tinha percebido no bocchan: a mania dele ficar sentindo o meu cheiro. Era o meu travesseiro que ele dormia agarrado quando eu não estava na cama, era uma camisa minha que eu o surpreendia levando ao nariz e aspirando ou mesmo quando eu o abraçava, ele sempre afundava o rosto no meu pescoço. Eu gostava, era um dos poucos gestos doces que ele se permitia transparecer e justamente por isso eu nunca comentei por medo que ele deixasse de fazer.

Resolvi acordá-lo de um outro jeito, ao invés de apenas chamá-lo e abrir as cortinas, me deitei na cama e sim, eu sei que isso seria correr risco de nós acabarmos fazendo amor novamente mas é óbvio que eu não ia me importar se isso acontecesse. Me aproximei do bocchan e beijei de leve seus lábios mas ele não acordou, passei meu braço pela sua cintura e colei nossos corpos, beijei novamente aqueles lábios rosados e dessa vez ele se moveu um pouco. Escondi meu rosto no seu pescoço e aspirei o cheiro daquela pele tão macia.

Ele se moveu e eu me afastei alguns centímetros para ver seu rosto. Os olhos estavam entreabertos naquela fase que você está acordado mas com preguiça demais para abrir os olhos. Pressionei meus lábios nos seus e ele me abraçou.

_Bom dia, bocchan — cumprimentei.

_Humm, bom dia — falou preguiçoso, a voz meio enrolada por causa do sono.

Envolveu mais apertado os braços no meu pescoço e tomou os meus lábios nos seus. Nos beijamos calmamente e, antes que o beijo pegasse fogo, eu o interrompi.

_Gostei desse jeito de me acordar — comentou, esfregando os olhos — Pode me acordar assim todos os dias.

Dei um último selinho e me levantei. Ele sentou-se na cama e se espreguiçou como um gato.

A agenda do dia não seria muito diferente dos dias anteriores: aulas e um ou outro documento sobre a Funtom.

No início da tarde, recebemos uma carta do palácio; a entreguei ao bocchan que a abriu imediatamente e depois a passou para mim. A rainha tinha enviado uma carta resposta ao bocchan, o felicitando pela recuperação plena e pelo êxito na última missão e por fim o deixando em alerta sobre a possibilidade dele ser convocado em breve para mais algum trabalho digno do cão de guarda da rainha.

Nada de demais ou fora da nossa rotina.

Os dias foram passando sem nenhuma alteração ou algo de relevante.

Nós continuávamos aproveitando a cama, e a banheira, e o escritório, e a mesa de jantar e até mesmo o meu quarto que estava praticamente abandonado e tinha virado o dormitório da gatinha preta que eu criava. Ela é muito bonitinha e tem patinhas rosadas e macias que eu gosto de ficar apertando mas é óbvio que eu faço isso escondido do bocchan. Sempre tenho a impressão que ele tem ciúmes da pobrezinha. Uma vez, quando vi a cara que ele estava fazendo para o felino, eu perguntei se ele estava com ciúmes dela, ele virou o rosto para o outro lado e disse para eu parar de falar idiotices e que o que ele sentia por ela era alergia. Mandou eu tirá-la da sua frente e eu a levei de volta para o meu quarto. Quando eu voltei e tentei beijá-lo, fugiu de mim e só deixou eu me aproximar de novo quando tomei um banho e troquei de roupa. Não acho que ele tenha tanta alergia assim a gatos, mas era isso ou dormir longe do meu namorado.

O único problema que havia surgido era a ideia que ele meteu na cabeça sobre a troca de posições. Eu não estava nem um pouco disposto a realizar esse seu capricho e todas as vezes que ele comentava eu me apressava em tomar a sua boca num beijo possessivo e fazê-lo esquecer, pelo menos, por um tempo, aquela ideia absurda.



***



_Então Bard, você entendeu como organizar a despensa? — perguntei depois de mostrar pela milésima vez como arrumar os produtos de modo a facilitar o serviço.

Na verdade eu nem ia fazer isso mas o chef já tinha me pedido ajuda a manhã inteira e boa parte da tarde, numa insistência incompreensível. Então no meio da tarde, eu e o outro nos enfiamos no cômodo repleto de prateleiras com produtos alimentícios e armários contendo as caixas de louças e panelas.

_Onde está a Mei rin? — perguntei — Ela pode te ajudar com isso.

_Acho que ela está ocupada — respondeu olhando para o chão.

Isso só pode significar que ele está mentindo.

_Ocupada com o quê?

_Deve estar polindo a prataria. E esses potes aqui? Ponho na parte de trás da prateleira? — desconversou.

_Melhor colocar na parte da frente, são os temperos que são usados diariamente.

A arrumação levou mais tempo do que eu imaginei, tive vontade de dispensar o cozinheiro e arrumar eu mesmo tudo, com certeza em segundos tudo estaria perfeito.

Terminamos por volta das dezesseis horas.

Encontrei a Mei rin no corredor, ela vinha meio trôpega carregando um balde com água e um pano de chão, vassoura e espanador. Não era dia de faxina.

_Onde você estava, Mei rin?

_E-estava limpando o meu quarto, senhor Sebastian.

_Seu quarto fica na ala feminina. Por que está na ala masculina? — peguei ela na mentira.

_O Finny tinha me pedido para limpar o dele também, S-senhor Sebastian — gaguejou ficando vermelha.

Ainda encarei ela por alguns segundos, tentando me decidir se acreditava nela ou não.

No final das contas me dei por satisfeito com a sua resposta.

_Tudo bem — falei e ela se afastou carregando seu fardo de limpeza.

Passei na frente do escritório e a porta estava aberta, olhei para dentro e estava vazio.

“Onde o bocchan está?” — pensei.

Procurei no quarto e nada. Olhei nos outros quartos, banheiros, sala de estar e nada.

Saí para o jardim.

Finny estava afofando a terra de um canteiro de tulipas, o inverno estava chegando novamente e era hora de dar mais atenção à elas, já que elas floriam nessa estação.

_Sabe onde o Jovem amo está? — perguntei me aproximando pelas costas do loiro ajoelhado, dando um susto nele.

_N-não sei, senhor Sebastian — ergueu os olhos rapidamente para mim e depois os virou para o outro lado.

Voltei para dentro da mansão achando tudo muito estranho. Os empregados estavam esquisitos e não me olhavam nos olhos e, onde raios estava o bocchan?

Só faltava ele ter sido sequestrado de novo!

Mas eu não havia sentido ele me chamando e se algo tivesse acontecido ele iria me chamar com certeza.

“Se bem que ele demorou muito para me chamar no caso do antro de ópio”.

Comecei a ficar verdadeiramente preocupado.

Decidi ir até o meu quarto trocar as luvas que, com a arrumação, tinham ficado totalmente encardidas. Caminhei pelo corredor, puxando os dedos das luvas e as tirando das mãos.

A gata preta passou correndo por mim, provavelmente iria para o jardim caçar borboletas.

Cheguei ao meu quarto, empurrei a porta e estaquei na entrada.

Bocchan estava na minha cama, olhou para mim por cima do ombro quando abri da porta. Estava deitado de bruços, com o traseiro virado para a porta e vestia um short preto minúsculo e justo no seu quadril. Logo acima do traseiro saía uma longa cauda de gato preto que passava pelas suas coxas e pousava displicente no colchão. Uma blusa também preta cobria parcamente o seu tórax, ela era curta o suficiente para deixar o abdome e umbigo descobertos, não tinha mangas e o decote era um profundo V. Seu cabelo estava um pouco puxados para trás e tinha duas orelhas de gato presas na sua cabeça.

Ele olhou melhor para mim.

_Nyaahhh? — miou manhoso e simulou que lambia a patinha dianteira que nada mais era a mão dele vestida numa luva preta sem dedos e limpava uma orelha de gato.

Senti faltar o ar e percebi que estava prendendo a respiração nem sei por quantos minutos. Acho que foi por isso também que me senti tonto. Talvez fosse a falta do ar ou talvez fosse o intenso fluxo de sangue que correu rápido demais para o meio das minhas pernas me deixando duro imediatamente.

Não imaginei que ele fosse realmente arrumar uma fantasia ou se fosse, imaginei que seria de maid como ele havia comentado naquele dia. Mas ele se superou juntando as duas coisas que eu mais amava: ele e gatos.

Agora eu tinha o meu namorado safado, vestido de neko na minha cama.

_Nyah? — miou de novo, olhando para mim com aqueles grandes olhos.

Seu olhar era doce como se ele fosse mesmo um gatinho. Se virou de barriga para cima e deixou os braços abertos com as mãos próximas à cabeça.

Consegui me mover, sentindo meu coração pular desesperado no peito e meu membro pulsar nas calças. Fechei a porta do quarto nas minhas costas e afrouxei o nó da gravata, puxei meu fraque para trás, tirando-o.

Bocchan sorriu de lado — um sorrido safado — e se levantou. Veio até mim, andando calmamente, fazendo a longa cauda se balançar ao sabor do gingado suave dos seus quadris. Chegou até onde eu estava estático e espalmou as mãos no meu peito, ergueu o rosto para mim e eu me dobrei, tentando beijá-lo mas ele não deixou, cheirou meu rosto como se fosse um gato, depois girou ao meu redor e começou a se esfregar em mim: a cabeça, os quadris, as pernas, simulando o hábito felino de se esfregar nas pessoas.

Ofeguei quando ele terminou de dar a volta em mim e se postou de costas para mim, pegou minhas mãos e puxou meus braços por baixo dos seus, colando nossos corpos, continuou a esfregar o traseiro no meu membro. Elevou um braço para cima e para trás, me ancorando pelo pescoço. Segurei seu quadril e movi o meu, aumentando a fricção e a pressão na região.

_Bocchan — sussurrei perto da sua orelha, minha voz saiu um pouco rouca — Você vai me deixar louco… — segurei ele mais forte pelo quadril e fiz questão de pressionar minha ereção — Onde conseguiu essa roupa?

_Nyah — miou.

Desisti de falar qualquer coisa, pelo jeito ele tinha virado um neko mesmo. Entrei na brincadeira e mordi levemente a curva do seu pescoço. Ficamos nisso por um bom tempo, apenas nos roçando com força, pressionando nossos corpos.

Ele levou suas mãos para trás e eu parei de me mover, apertou minha ereção e começou a abrir a minha calça.

Voltei a me mover mais devagar dando espaço. Ele demorou para abrir a minha roupa já que o fazia de costas, então não via o que estava fazendo, mas se levar em conta que há alguns meses atrás ele se atrapalhava com os botões da minha camisa, o fato dele conseguir abrir a minha calça sem nem ver era um progresso e tanto.

Minha calça caiu até o chão e eu a chutei para longe. Virei-o de frente para mim e tateei seu corpo, tocando a pele e a fantasia sem acreditar direito no que o meu bocchan tinha tido a coragem de fazer. Ele estava lindo e muito, muito excitante.

Segurei seu rosto com as duas mãos e aproximei o meu, ele semi cerrou os olhos e ofereceu os lábios semi abertos para mim. O beijei com calma, me sentindo trêmulo pela excitação de tê-lo assim, vestido desse jeito para mim. Descobri que sou mais fetichista do que imaginava. Ele abriu os lábios sob os meus e eu deslizei minha língua na sua e o nosso beijo começou a esquentar com a língua do bocchan explorando a minha boca enquanto suas mãos massageavam meu pênis sob a roupa íntima.

Apalpei seu tórax com as mãos espalmadas, pressionando a pele com desejo, passei a ponta das minhas unhas pontiagudas — sim, eu havia começado a me transformar — pelos seus mamilos cobertos pela blusa minúscula e percebi que ele se contraiu.

“Sempre tão sensível aí” — ri internamente e continuei a raspar o tecido, fazendo pressão nos pequenos botões que estavam por baixo.

_Hhhmmmm — ele gemeu na minha boca ante a minha carícia.

Separou os nossos lábios, mas continuou beijando o meu pescoço. Começou a desabotoar minha camisa e desceu beijando — cada botão fora da casa era um beijo depositado no meu peito, estômago, barriga, baixo ventre. Puxei minha camisa para trás e a tirei também.

Estava nu, exceto pela roupa íntima e com o bocchan ajoelhado na minha frente.

Ele ergueu os olhos que me pareciam mais brilhantes do que de costume, segurou as minhas coxas, raspando as unhas na parte de trás das mesmas, sorriu para mim e pressionou o rosto na minha ereção, inconscientemente joguei meu quadril para frente e ele mordeu não tão de leve o meu membro por cima da roupa.

Pensei que ele ia tirá-lo para fora e começar a me chupar mas não foi isso que ele fez. Ergueu-se novamente, massageando o meu corpo, me apertando, beijando e lambendo todo o caminho para cima.

Voltou-se para cama, se afastando de mim, onde se sentou sobre as pernas dobradas e começou a lamber lentamente os próprios dedos de uma mãos, enquanto a outra abriu o único botão que fechava a sua blusa, afastou-a para os lados, expondo o peito nu, levou os dedos até o mamilo esquerdo apertando e acariciando enquanto os outros dedos continuavam na sua boca.

Meu membro pulsou de um jeito que nunca tinha acontecido antes, sentia minhas costas formigarem e meus músculos latejarem, fiquei muito preocupado em me transformar na sua frente. Meus olhos já queimavam e eu sabia que não estavam mais humanos e minhas presas estavam mais agudas.

Tentei me controlar para não mostrar minha verdadeira forma mas estava muito difícil com esse garoto me provocando tanto assim.

“Como alguém pode ser tão sensual e ainda manter a aura de pureza?” — era algo que só o bocchan conseguia fazer e era por isso também que ele era tão delicioso.

Estava até conseguindo, à muito custo, me manter mais ou menos humano mas quando ele retirou os dedos da boca e os levou até atrás e continuou acariciando os mamilos — eu soube que se não fizesse nada para pará-lo eu ia perder a linha.

_Aaahhhh — gemeu quando se penetrou com os dedos, dando um beliscão no mamilo ao mesmo tempo.

Meu sangue ferveu, meu pênis doía verdadeiramente. Eu ia me enterrar nele naquela hora mesmo, sem preparação, sem nada, apenas estocá-lo com força suficiente para quebrar a cama.

Pulei em cima dele, o prensando contra o colchão, agarrei sua cintura com força, meus dedos se enterrando na pele macia. Tomei sua boca num beijo violento, fazendo nossos dentes se chocarem e o gosto de sangue se fez presente. Puxei seus braços para cima, os prendendo com uma mão sobre a cabeça, a outra eu deslizei pela lateral do seu corpo, apertando a carne com força, ele gemia abafado por causa do beijo e quando me afastei e comecei a lamber e morder o seu pescoço e ombros, os gemidos se tornaram mais altos e desesperados.

_Aai — gemeu provavelmente de dor quando eu mordi seu ombro — Ahhhhha ah — o prazer se fez presente quando lambi a marca dos dentes na pele.

Com a mão livre abaixei seu shorts.

_Não está usando nada por baixo? — perguntei olhando seu pênis ereto pular para fora do short justo, ele corou — Seu neko safado!

Deslizei a peça para fora e abri as suas pernas, deixando-o completamente exposto. Dei uma longa lambida desde a sua entrada que se contraiu na minha língua, passando pelos seus testículos e subindo pela extensão do pênis, onde suguei com força a glande soltando-a com um som de sucção.

Encostei a ponta do meu pênis na sua entrada e empurrei. Houve um momento de resistência, ele ainda era muito apertado mas havia de preparado brevemente antes e ainda havia um pouco de saliva. Empurrei mais forte.

_Aaahhhhaaaa — gememos juntos quando finalmente entrei.

Tirei tudo e voltei a empurrar, entrando totalmente desta vez, não dei tempo para o bocchan se acostumar, comecei a estocá-lo com força, as pernas flexionadas em direção ao peito, segurando-o pelos joelhos.

_Haaaa, bocchan — gemi, me enterrando cada vez com mais força, fazendo a cama balançar e a cabeceira se chocar com força na parede.

_Se-Sebastiaaaannn — gemeu meio gritando.

Estava suado e corado, a boca estava semi aberta e um fio de saliva escorria pelo queixo, sua respiração estava rápida demais e ele ofegava tentando puxar o ar.

Sorri ante a visão esplendorosa do meu namorado naquele estado.

_Ora, ora, o gatinho aprendeu a falar? — provoquei, diminuindo o ritmo para que ele pudesse recuperar o fôlego, pelo menos um pouco.

Me deitei sobre seu tórax, segurando meu peso nos meus antebraços que estavam apoiados dos dois lados da sua cabeça.

_Cala a boca, Sebastian e vá mais rápido. Ou já se cansou?

Beijei sua boca com força, terminando por morder seu lábio inferior e voltei ao ritmo alucinado.

_Não vá reclamar depois — comuniquei voltando a me enterrar tão fundo e tão forte quanto possível, saindo quase completamente para depois mergulhar no seu interior quente.

Óbvio que ele não conseguiu me responder pois voltou a gemer alto, gritando o meu nome enquanto eu deslizava minha mão entre nossos corpos e passava a masturbá-lo.

Gemeu alto quando gozou, arranhando dolorosamente as minhas costas. Sua entrada contraiu esmagando o meu pênis que já não estava muito longe de se derramar e foi o que acabou acontecendo — em três estocadas me derramei nele e caí por cima do menor, ele soltou os braços no colchão, tão exausto quanto eu.

Minutos depois eu rolei para o lado. Estávamos na minha cama que era de solteiro então ficamos mais próximos ainda, o quarto cheirava a sexo e sêmen. Olhei para o bocchan que ainda se mantinha de barriga para cima e olhava para o teto, percebendo o meu movimento, virou a cabeça e nossos olhos se encontraram.

Ele parecia feliz, cansado mas feliz. Passou a mão na testa, limpando o suor e afastando a franja.

_Gostou de fazer sexo com um neko? — me perguntou sorrindo.

_Gostei de fazer amor com o meu namorado — respondi sabendo o quão meloso isso soou.

_Acho que precisamos de um banho — comentei.

Ele riu, olhando para mim.

_Quer um banho? — sua voz tinha uma entonação de que tinha segundas intenções mas eu não acreditei que ele ia ter fôlego tão cedo para mais uma rodada.

_Quero — respondi.

O bocchan então passou o dedo no próprio abdome, pegando uma porção do próprio sêmen que tinha melado nossos abdomens e lambeu.

Olhei para ele sem acreditar.

Ele repetiu o processo, lambendo o indicador com volúpia, limpando o próprio ventre e olhando provocante para mim.

Era completamente erótico.

Meu pênis ameaçou dar sinal de vida.

Bocchan pegou a última porção e dessa vez aproximou o indicador dos meus lábios, oferecendo para mim seu esperma. Segurei na sua mão e lambi, chupando o dedo com luxúria, como faria se posse o seu pênis.

Ele sorriu provocante e tirou o dedo da minha boca, ficou de quatro na minha frente e me surpreendeu quando começou a lamber minha barriga e estômago, limpando a parte do esperma que tinha me sujado.

_O que você está fazendo? — perguntei incrédulo, começando a sentir um calor subir pela minha coluna, estava começando a ficar duro.

_Eu sou o seu neko, estou de dando um banho de língua como os gatos fazem.

Joguei a cabeça para trás, pousando-a no travesseiro e sentindo a língua macia e quente do bocchan percorrer o meu corpo, sorvendo cada gotinha de esperma até chegar ao meu pênis.

_Huuummmm — gemeu e eu ergui um pouco a cabeça para olhá-lo interrogativamente.

Ele estava entre as minhas pernas, o traseiro arrebitado para cima, segurava a base do meu pênis que estava semi ereto.

_O seu gosto é muito melhor, Sebastian — explicou e voltou a lamber, me chupando com vontade e me deixando duro na hora.

_Você não se cansa não? — perguntei quando ele subiu no meu quadril se preparando para sentar no meu pênis.

_Hum, não! Nem um pouco!

Seu corpo estava cheio de marcas, dentes e chupões em sua maioria.

Tirei-o se cima de mim e o deitei ao meu lado, de costas para mim. Ele ameaçou reclamar achando que eu estava negando mas eu me encostei nas suas costas e ergui uma perna sua, ele empinou o traseiro e eu entrei com cuidado e lentamente.

Depois do sexo selvagem que a gente tinha feito, meu membro deslizou com mais facilidade no seu interior e eu comecei a me mover com calma e lentidão. Escorreguei um braço por baixo da sua cabeça e o abracei com o outro, apoiei meu queixo no seu ombro e ele virou a cabeça para trás, me dando um selinho, ainda beijei seu ombro com ternura.

O sexo dessa vez foi muito mais calmo e lento, movimentos longos e lentos, dançávamos ondulando na cama e os gemidos e sussurros encheram o quarto.

_Eu te amo, bocchan — sussurrei no seu ouvido e percebi que ele se arrepiou completamente.

_Também te amo, Sebastian — ele segurou com força a minha mão que estava no seu peito, entrelaçamos nossos dedos.

Atingimos novamente o nosso limite depois de vários minutos e quando finalmente conseguimos levantar daquela cama e sair do quarto já era noite fechada.

_Estou morto de fome — comentou depois que tomamos um banho rápido no banheiro do seu quarto.

Olhei para o meu relógio de bolso: vinte horas e quinze minutos. Ficamos cinco horas no meu quarto, só gastando energia, não era de estranhar que ele estivesse com fome. Nem tomou o chá da tarde.

_Vou preparar o seu jantar — falei e saí do quarto. Ele me acompanhou e eu tive que me segurar para não rir — estava andando engraçado e quando foi para o escritório eu percebi que se sentou de lado na poltrona.

Fui para a cozinha. Os empregados já estavam começando a preparar a refeição que normalmente era servida mais cedo mas eles devem ter se cansado de me esperar.

Como já estavam acostumados com o nosso relacionamento, não havia constrangimentos nem motivos para esconder nada, até porque do jeito que o bocchan gritava às vezes, estava muito claro que estávamos fazendo.

Mas nessa noite, Bard se aproximou de mim e pôs a mão no meu ombro enquanto eu batia creme de leite para fazer o chantilly da sobremesa.

_O Jovem amo está te esgotando não é, Sebastian?

Olhei para ele e franzi as sobrancelhas, sem entender direito. Ele sorriu divertido.

_Já se olhou no espelho? — perguntou e eu arqueei as sobrancelhas.

Não, eu não tinha me olhado no espelho. Larguei a tigela e o fouet e fui até o banheiro de empregados, ali do lado e olhei o meu reflexo.

O que ele mostrava era um Sebastian meio despenteado — mesmo eu me lembrando de ter ajeitado o cabelo — Meio pálido e com olheiras!!!!

“Como um garoto pode fazer isso com um demônio????” — me perguntei assustado.

Depois sorri de leve para o espelho.

_Mas eu não tenho do que reclamar — falei comigo mesmo.

Estou esperando ansiosamente os próximos dias para ver o que eles me reservam.

Notas finais
E então o que acharam? Pessoal, é o seguinte: Eu quero muito agradecer todos vocês que me perguntaram sobre esses serem os últimos capítulos do arco ou da fic. A verdade é que não sei. Estou ficando meio sem ideias. Eu não quero acabar a Desejos mas é muito provável que ela entre em hiatus a não ser que eu tenha alguma ideia boa para um novo arco. Também tem a possibilidade de eu seguir essa linha de altas potarias entre o Ciel e o Sebastian. Então eu jogo pergunta para vocês, por favor me respondam pois eu escrevo para mim mas escrevo para vocês também. Portanto, pessoal que comenta todos os capítulos e fantasminhas que até agora não se manifestaram me digam: * A fic não tá muito longa? Não tá enrolando muito? *Vocês têm alguma ideia para me dar? Algo que vocês queiram ler ou não? (não garanto usar, mas ideias sempre são bem vindas) * E a história da fic continuar focada nos lemons? O que vocês acham? E por fim o último aviso: ainda haverá mais um capítulo dedicado a duas leitoras minhas Kanra Onee chan e Bruni Michaelis. Aguardem! Beijos e aproveitem para favoritarem e recomendarem - essas coisas que fazem a autora chorar de felicidade. Aguardo as respostas, não me deixem no vácuo, hein?!