Desejos libertos
33 A fantasia
Notas iniciais
POV Sebastian
A situação poderia estar melhor? Acho que não!
O bocchan está de volta e com um bônus: está mais safado do que nunca. Se antes era eu que tinha que tomar a iniciativa e contornar o mau humor dele agora eu tinha que fugir dele, caso contrário, nós passaríamos o dia inteiro trancados no quarto em cima da cama.
Não que eu não fosse gostar mas não acho que tantas vezes seguidas seja saudável para o meu pequeno namorado humano. Ele parece nem se importar e é claro que eu me aproveito disso, pelo menos um pouco.
Um pouco nada! Eu aproveito muito, nós fazemos sexo a toda hora — é a última coisa que fazemos antes de dormir e a primeira quando acordamos, isso quando ele não me acorda no meio da noite.
Certa noite, enquanto estávamos descansando depois do orgasmo, ele comentou ofegante:
_Será que um dia a gente vai enjoar disso?
O bocchan estava deitado com a cabeça sobre a minha coxa direita, eu estava sentado na cama, com as pernas esticadas e com as costas apoiadas na cabeceira, mexia no seu cabelo, passando os dedos entre os fios azul-acinzentados e sedosos.
_Acho que não — respondi — Eu pelo menos não vou me enjoar de você.
Ele sorriu, um sorriso meio torto e doce.
_E você? — devolvi a pergunta.
_Acho que não, também.
Seguiu-se um curto período de silêncio, o bocchan olhava em direção à janela, continuei acariciando seus cabelos.
_Sabe — comentei como quem não quer nada — A gente podia inovar um pouco… Não que eu ache que estamos numa rotina. Até porque nunca a gente tem paz, sempre alguma coisa acontece. Rotina é algo que não existe aqui.
_Inovar? — Ele olhou para mim, curioso.
_Podíamos tentar coisas diferentes.
_Hummmm — o bocchan se virou, ficando de frente para mim, estreitando os olhos e sorrindo — Quer trocar as posições?
Me surpreendi e não pude conter uma pequena risada.
_É claro que não ! — falei rápido, cortando aquela ideia dele antes que ele tomasse gosto por ela e me atormentasse por isso.
“Que garoto safado!!! Querendo me comer…”
Deslizei minha mão pelo seu pescoço e peito e ele se encolheu um pouquinho. Não foi um toque para excitar, foi mais uma carícia suave.
Ele olhou para mim, parecia interessado.
_Que tipo de inovações, então?
Fiquei alguns segundos pensando. Talvez o bocchan fosse ficar irritado com a ideia.
_Hummm, você podia usar algumas fantasias. O que acha?
O Jovem amo corou.
_Fantasias? Sério, Sebastian? Acho que eu prefiro a troca de posições.
Ele ameaçou se levantar e eu o puxei de encontro ao meu peito, espalmou as mãos no meu peito e me encarou.
_Podia ser divertido — comentei.
_A troca ? — perguntou se fazendo de desentendido.
Rolei meus olhos nas órbitas.
_Não. As fantasias.
Ele suspirou frustrado.
_Que tipo de fantasias? Maid?
Uma sucessão de imagens do bocchan vestindo várias fantasias inclusive uma de maid passou pela minha mente.
_É, pode ser — sorri e dei um selinho nos seus lábios.
_ Então quer dizer que você tem fetiche por empregadas? — recebi um tapa no ombro e o segurei pelo pulso, ele parecia aborrecido — Se a Mei rin souber disso vai morrer de alegria.
O beijei novamente, um beijo breve.
_ O meu fetiche é por você, pode ser vestindo qualquer coisa — soltei o seu pulso e deslizei a mão pelo tronco, parei na sua cintura acariciando a curva — Ou não vestindo nada — beijei seu pescoço e ele inclinou a cabeça para o lado.
_Eu adorei aquela roupa que você usou no dia dos namorados — comentei em voz baixa.
_Pervertido! — me acusou passando os braços em torno do meu pescoço e me aproximando ainda mais, colando nossos torsos.
_Mas a ideia inicial não foi minha! Você que fez uma surpresa para mim — me defendi — Não tenho culpa se adorei.
Achei que ele não tinha prestado muita atenção no que eu falei já que estava entretido mordiscando e lambendo o meu pescoço, mas então murmurou contra a minha pele.
_Quer que eu a vista de novo?
A voz dele estava baixa e sensual e teve um efeito energético no meu corpo, fazendo certa parte minha acordar imediatamente.
Apertei suas nádegas com uma mão e puxei seus cabelos com a outra, afastando sua cabeça do meu pescoço e trazendo seu rosto para o meu onde tomei seus lábios num beijo forte.
Ele entendeu bem a minha resposta e após alguns minutos de beijo, escorregou para longe de mim, descendo da cama e me lançando um olhar provocante por cima do ombro enquanto caminhava pelo quarto. Foi até o guarda-roupa, pegou a caixa decorada com corações e se trancou no banheiro.
Eu já estava duro só de imaginar o bocchan naquela roupa. Quando ele a vestiu pela primeira vez eu quase enlouqueci e tive que me controlar muito para não deixar minha forma demoníaca tomar conta de mim.
Fiquei encarando a porta do banheiro que estava fechada e acariciando lentamente meu pênis com a ponta dos dedos, só esperando ver aquele garoto realizar o milagre de conseguir ficar ainda mais gostoso e irresistível do que é.
Minutos intermináveis se passaram antes que a porta do banheiro se abrisse e o bocchan saísse de lá. Diferentemente da primeira vez que ele usou aquela roupa, em que era possível ver a vergonha que ele estava em se vestir daquela forma, dessa vez ele saiu confiante do banheiro.
Não usava o robbe de seda portanto eu podia vislumbrar todo o corpo dele usando o corset azul royal decorado com fitas de veludo pretas, as meias finas ⅝ pretas e a peça ínfima que cobria o seu sexo, era sexy e tentadora e eu queria arrancá-la com os dentes no minutos em que o vi a usando.
Sorri, sentindo as pontas das minhas presas picarem meu lábio inferior e o bocchan veio caminhando lentamente, pé ante pé, como se estivesse desfilando mas sem rebolar, eu gostaria de vê-lo rebolar. Manteve os olhos fixos em mim, o desejo transparecendo naqueles olhos heterocromáticos e pela primeira vez em todos esses longos anos da minha existência eu me senti uma presa. Chegou na beirada da cama e se ajoelhou, vindo engatinhando sobre o colchão. Eu podia ver suas costas trançadas com as fitas e o volume do seu traseiro aumentado pelos babados que adornavam o fim o corset.
Observei ele vindo, lento e provocante, beijou o arco do meu pé, a perna e subiu pela coxa, afastou um pouco as minhas pernas e as puxou para baixo, escorreguei meu quadril melhorando seu acesso ao meu pênis mas ele não encostou nele, massageou a parte interna das minhas coxas, beijou, mordeu e lambeu até que encostou a língua na minha virilha e nos testículos, senti uma corrente elétrica passando por mim e meu membro pulsou.
_Bocchan — gemi e acariciei seus cabelos, ele olhou provocante para mim e sorriu de um jeito safado.
Continuou massageando ao redor do meu membro e tudo o que eu queria era que ele me tocasse no lugar certo, que ele envolvesse seus dedos ao redor do meu pênis e me chupasse. Senti seu hábito sobre a minha ereção e inconscientemente joguei meu quadril para cima, tocou de leve seus lábios e ele o mordeu.
_Aaaaahhhhh — gemi, desesperado pelo prazer que senti com a agressão.
Dessa vez o bocchan segurou pela base e lambeu a glande vermelha, tanto pela excitação quando pela ação dos dentes dele nessa região tão sensível, terminou sugando a ponta.
_Quer mais?
Fiz que sim com a cabeça, meus olhos fixos nele e atentos às suas ações. Ele sorriu e abocanhou até a metade, deu duas chupadas e parou, apertando a base.
Meu membro inchou mais e latejou.
_Aahahh bocchan.
_ O que foi Sebastian? — perguntou inocente e assoprou de leve a ponta.
“Maldito! Pirralho maldito!” — pensei, tentando me controlar. Ele não ia me torturar, eu não ia deixar.
Ele passou de leve a língua na glande e um arrepio percorreu a minha coluna. Senti meus olhos mudarem. Segurei a mecha de cabelo logo atrás da orelha.
_Me chupa, bocchan — a frase não saiu como um pedido, mas eu estava quase explodindo de tesão e ele ficava me provocando.
_Hunngnn — gemeu um pouco quando eu puxei o cabelo dele mas então sorriu e me abocanhou iniciando logo um vai e vem maravilhoso com aquela boquinha pequena e quente, me sugando enquanto a mão massageava meus testículos.
Gemidos escapavam da minha boca e tudo o que eu queria era me enterrar logo nele. Empurrei sua cabeça de leve, só para incentivá-lo a ir mais fundo. O que ele logo entendeu e passou a forçar o meu membro até que poucos minutos depois ele tinha me engolido todo.
Senti sua garganta apertando meu pênis em contrações deliciosas e tive que me controlar para não começar a estocar a boca do bocchan. Queria deixar ele fazer tudo do jeito dele. De vez em quando é bom ficar paradinho e deixar o outro tomar as rédeas de tudo. Então ele recomeçou o vai e vem mas agora colocava tudo dentro da boca e voltava a tirar com um barulho de sucção.
Eu já não estava me controlando muito. Sentia o gozo vir a qualquer momento.
_Haaaaaahhha — gemi.
Eu ia gozar mas o bocchan parou de me chupar, mandando para longe o orgasmo.
_Ainda não, demônio — falou.
Subiu no meu colo e me beijou com fervor. Nossas línguas se enroscaram e ele apertou a minha nuca com uma mão. O enlacei pela cintura e ele começou a se mover sobre mim, num vai e vem com os quadris, roçando seu traseiro no meu membro já muito sensível.
Eu só precisava desamarrar um lado da sua roupa íntima e logo eu poderia me enterrar nele mas assim que fiz menção em puxar um laço lateral ele me impediu, segurando a minha mão e a levando de volta para a sua cintura onde eu apertei e acariciei.
Quanto mais eu gemia mais ele rebolava sobre o meu membro. Depois de alguns minutos daquela tortura, eu levei minha mão até o seu membro, ainda coberto, e o apertei sobre o tecido, estava tão duro quanto o meu e uma mancha de pré-gozo molhava a parte frontal da peça. Concentrei meus esforços ali, pressionando o local da mancha, sabendo que logo por baixo do tecido estava a sua glande, tão sensível e provavelmente tão inchada e precisando de alívio quanto a minha.
Com o outro braço o puxei para mim pela cintura, apartei nosso beijo e ataquei o seu pescoço. Beijei e lambi a pele e não resisti, mordi com força a junção de pescoço e ombro, ele gemeu e se encolheu um pouco, apertando os meus ombros.
_Sebastian — gemeu no meu ouvido.
_De novo — pediu e eu voltei a beijar e morder a pele macia, lambi o local e vi que meus dentes ficaram marcados.
Bocchan gemeu de novo, rebolando na minha ereção de onde escorria pré-gozo abundantemente. Ele então pegou minhas mãos de onde elas estavam — seu pênis e suas costas — e as levou aos seus pequenos mamilos rosados.
Enlouqueci de tesão, apertei os botões, rolando-os entre meus dedos e os puxando, causando estremecimentos no outro, como se tivesse pequenas correntes elétricas percorrendo seu corpo.
_Aahhh nnnghh — gemeu, então eu passei a língua de leve sobre eles, um de cada vez, sugando os botõezinhos, fazendo ele gemer cada vez mais alto.
Apertei seu membro e empurrei seu quadril contra o meu. Ele deu uma rebolada gostosa e eu não ia aguentar muito mais. Aproveitei que ele estava distraído pela minha boca nos seus mamilos e puxei as fitas que prendiam a peça no seu quadril, depois ergui levemente o seu traseiro e tirei a peça a jogando sobre o colchão.
Massageei seu traseiro, enchendo minhas mãos com as suas nádegas e as separando um pouco. Voltei a beijar a sua boca, não me importando que naquela hora ele já estava ofegante precisando de ar, deslizei minha língua para dentro da sua boca ao mesmo tempo que o invadia com dois dedos.
Ele suspirou e gemeu ante a dupla invasão. Empurrei mais os meus dedos no seu interior e encontrei seu ponto.
_AAAHH — gemeu quando eu pressionei o local e então começou a mover o quadril contra os meus dedos.
Achei que ia morrer de tanto desejo. Nunca havia encontrado alguém como esse garoto e eu soube, desde o primeiro momento que eu o vi que era diferente de todos os outros mestres que eu tive, mas cada vez mais ele me surpreendia e esse jeito safado dele era enlouquecedor.
Ele interrompeu o beijo, ainda movendo o quadril.
_Preciso de algo mais que dedos, Sebastian — gemeu e eu gemi também pela entonação sensual que ele usou.
Retirei os meus dedos e posicionei meu membro na sua entrada, segurando-o pela base. O bocchan ergueu um pouco o quadril, ajeitando-o melhor e começou a descer. Ele era muito quente e apertado e mesmo com a preparação eu me sentia sendo esmagado, mas ele não parou nem um minuto até que estivesse firmemente sentado no meu colo com meu membro profundamente enterrado em si.
Ficamos conectados e parados por poucos minutos, apenas para ele se acostumar com o meu volume. Seu rosto estava adorável, corado e suado, os olhos estavam fechados e apertados e eu percebia que estavam um pouco úmidos, acariciei sua bochecha e dei vários selinhos nos seus lábios, numa carícia suave, esperando ele se acostumar.
Então bocchan capturou meu lábio inferior num dos selinhos que eu dei e o sugou, mordiscando e terminando com um beijo faminto. Me entreguei àquele beijo voraz, correspondendo na mesma intensidade, apertando sua cintura quando ele começou a se mover, subindo e descendo.
O ritmo começou lento, mas em segundos ele estava pulando no meu pênis, me fazendo ir cada vez mais fundo e mais rápido dentro dele. Era delicioso — nós gemíamos e nos beijávamos sem pudor, nos lambendo e mordendo continuamente. Ele arranhava minhas costas e eu o ajudava na movimentação dos quadris.
Beijei sua boca, dando leves mordidas nos seus lábios e o bocchan que até agora estava de frente para mim, se inclinou para trás, apoiando as mãos nos meus joelhos e plantando os pés no colchão, começou a mover o quadril para cima e para baixo me dando uma vista ótima do meu membro sumindo no seu interior. Fiquei mais excitado ainda com a vista e com a ousadia da posição, apalpei suas coxas cobertas até a metade com as meias, massageando-as e segurei seu membro começando a movê-lo.
_Ahhhhh nnghh — gemeu, mordendo o lábio inferior e jogando a cabeça para trás, escondendo o rosto de mim.
Mas como tudo o que é bom dura pouco, logo suas pernas e braços começaram a tremer — é claro que ele não conseguiria manter a posição por muito tempo. Segurei seu quadril e o trouxe para mim, ele se deitou no meu peito e moveu o quadril em vai e vem, quase não me tirando de dentro.
Abracei sua cintura e comecei a me mover, jogando meu quadril para cima, estocando rápido e forte, mantendo-o parado, apenas recebendo as minhas investidas. Ele gemia sem para e beijava o meu peito e pescoço, mordendo de leve.
_Se-Sebastian — gemeu e eu sabia que ele estava chegando ao seu limite. Sentia seu pênis sendo pressionando e friccionado entre nossas barrigas.
Eu também não estava longe. Ataquei seu pescoço e elevei o ritmo, consequentemente aumentando o roçar do seu membro contra o meu abdome.
_SEBASTIAN — gritou e se derramou entre nós ao mesmo tempo que eu atingia o meu orgasmo dentro do seu interior.
Senti ele amolecendo nos meus braços. O abracei ternamente, nossas respirações rápidas e descompassadas. Seu corset estava suado e a meia direita estava rasgada, muito provavelmente por culpa minha. Seu pescoço tinha várias marcas e seus lábios estavam inchados e vermelhos.
Ele deitou a cabeça no meu peito e fechou os olhos, passei meus dedos na sua testa afastando a franja que grudava na pele suada e ele acariciou meu peito.
Tirei-o de cima de mim antes que adormecesse e o deitei ao meu lado.
Bocchan abriu minimamente os olhos.
_Você é lindo, sabia? — falou para mim e eu me surpreendi pois como eu já falei antes, ele sempre é pão-duro com elogios.
_Sabia — respondi.
Ele fechou a cara.
_Já me arrependi, não devia ter falado nada. Maldito demônio convencido.
Ri e o puxei para mim.
_Vamos dormir, bocchan.
Lá fora os primeiros raios de sol começavam a tingir em tons róseos e roxos o céu escuro.
Antes que eu terminasse de me ajeitar ao seu lado, ele já tinha adormecido.
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