Notas iniciais
Capitulo fresquinho, espero que gostem. Deixem comentários Beijos Ste.

... Mais tarde ...

— Boa tarde Jessy. — A moça da biblioteca me cumprimenta sorrindo.

— Boa tarde. — Ela entrega meu cartão e eu entro.

— Achei que não vinha mais. — Cooper estava sentado em uma mesa com uns livros abertos.

— De fato eu não queria vir. — Me sentei ao seu lado e respirei fundo.

— Ta tudo bem?

— Mais ou menos.

— O que houve?

— Nada demais, não se preocupe com isso. — Sorri.

— Tem certeza que não quer conversar sobre isso? — Ele me observava.

— Tenho... Vamos terminar com esse trabalho logo por que quero ir embora. — Ele riu.

— Ta bom, vamos lá.

Eu e Cooper ficamos fazendo o trabalho de francês que era pra amanhã e nos divertimos bastante, tivemos algumas dificuldades, mas nada muito exagerado...

— Eu vi aqui um livro que explica sobre essas histórias mitológicas, você acha que ele pode ajudar? — Cooper perguntou me olhando.

— Acho que sim, eu vou pegar. — Ele me falou o nome do livro e eu fui até a prateleira que ficava mais ao fundo da biblioteca. — Hum, cade você?

— Eu to bem aqui. — Me assustei virando bruscamente e me deparei com Thomas me olhando.

— O que você ta fazendo aqui? — Perguntei.

— Eu trabalho aqui. — Ele riu irônico.

— O que faz aqui na biblioteca.

— Pesquisas. — Ele sorriu sapeca. — Precisa de ajuda?

— Não, obrigada. — Me virei e coloquei a mão nos livros pra ir vendo os nomes.

— Comigo te ajudando pode ser mais rápido. — Ele colocou a mão dele sobre a minha.

— Já disse que não, sai daqui. — Tirei a mão rapidamente e fui me afastando dele.

— Você não veio no sábado, posso saber porque? — Ele cruzou os braços se encostando na prateleira.

— Por que eu não queria olhar pra essa sua cara ridícula. — Ele riu.

— Preferiu ir beber por aí. — Eu o olhei.

— O que eu faço ou deixo de fazer fora da faculdade não é da sua conta.

— Tem razão. — Fiquei em silêncio. — Mas não cumpriu ordens.

— Ordens de quem?

— Minhas. — Eu o encarei.

— Caguei pras suas ordens. — Ele chegou por trás falando ao meu ouvido.

— Tem certeza que vai querer que as coisas sejam dessa forma? — Coloquei a mão em seu peito afastando-o.

— Não chegue perto de mim. — Ele colocou a mão sobre a minha.

— Jessy... Jessy... — Thomas beijou minha mão e saiu. O olhar que tinha em seu rosto era de que ele estaria aprontando algo e eu só tinha que esperar pra ver.

Depois de quase três horas terminamos o trabalho.

— Finalmente. — Me encostei na cadeira respirando fundo. — Tive uma overdose de francês.

— Somos dois. — E rimos. — Eai, vai fazer alguma coisa essa noite?

— Hum, não.

— Ta afim de ir comer alguma coisa?

— Pode ser amanhã? Eu to muito cansada. — Cooper sorriu.

— Claro que pode, mas vou cobrar hein.

— Pode cobrar Cop. — Nos levantamos e nos abraçamos.

— Obrigado pela ajuda hoje Jessy.

— Magina, você me ajudou também. — Sorrimos um pro outro.

Terminamos de arrumar nossas coisas enquanto conversávamos e assim que fomos saindo, a moça da biblioteca me chamou.

— Jessy. — Fui até ela.

— Sim?

— Você terá de ficar na biblioteca hoje. — Arqueei a sobrancelha sem entender.

— Por que? — Ela colocou um papel sobre a bancada.

— Você não cumpriu a ordem de detenção no sábado, terá de cumprir hoje ou será suspensa por dois dias. — Fiquei chocada.

— Mas... Até que horas vou ficar aqui? — Disse finalmente.

— Detenção de duas horas, mas como você não veio no sábado, foi duplicado o tempo.

— Vou ter que ficar quatro horas aqui? — Eu ainda estava chocada e com muita raiva de Thomas.

— Sim. — Ela me entregou uma caneta. — Assine aqui.

— O.k — Assinei o papel e me virei pro Cooper. — Bom, terei que ficar.

— Sinto muito. — Ele suspirou. — Até amanhã.

— Até. — Ele foi embora.

— Temos aquele carrinho com livros ali, pode começar por eles.

— Ta bom. — Quando me virei, Thomas estava encostado em uma das prateleiras com aquele sorriso sapeca dele e um olhar de "eu te avisei". Peguei o carrinho e passei por ele. — Te odeio.

— Eu sei. — Ele riu e saiu de perto de mim.

Fiquei organizando os livros, o que dava um certo trabalho já que eu não conhecia a biblioteca toda, já era quase oito da noite e tinha cerca de 3 ou 4 alunos restantes, até a bibliotecária já tinha ido embora.

— Trouxe pra você. — Thomas chegou com um saco de papel. — Precisa comer.

— Não quero. — Ele colocou em cima da mesa e se sentou na cadeira.

— Pare de ser tão teimosa e coma um pouco, daqui a pouco vai desmaiar. — Fiquei encarando ele. — Sente-se aqui, vamos conversar pelo menos uma vez civilizadamente.

Me sentei ao seu lado e peguei o lanche que ele tinha comprado, ele começou a puxar assunto comigo e no começo eu ainda estava com bastante raiva dele e ele sabia disso, mas depois de um tempo, começamos a conversar normalmente. Os outros alunos foram embora e era apenas nós dois ali na biblioteca e o segurança do lado de fora.

— Bom, eu tenho que terminar de organizar esses livros. — Disse me levantando. — Obrigada pela janta.

— De nada. — Ele sorriu e eu voltei pro corredor, ele ficou me olhando.

— Você não vai embora? — Perguntei.

— Não posso.

— Por que?

— Já passou do horário extracurricular de alunos na escola, no momento eles só podem ficar aqui se um professor estiver acompanhando.

— Quer dizer que você vai ficar aqui comigo? — Ele concordou. — Oh beleza.

— Achei que sua raiva por mim tinha passado.

— Talvez um pouco, mas você sabe que é um cuzão. — Ele riu.

— Sim, eu sei. — Encostei na prateleira encarando-o.

— Se sabe então por que é assim?

— Pra chamar atenção.

— Atenção de quem?

— Sua. — Arregalei os olhos.

— Chega desse papo Thomas. — Continuei arrumando os livros, já estavam nos últimos, ele se levantou e veio até mim.

— Minha curiosidade sempre foi maior que eu. — Ele me virou de frente pra ele me encostando na prateleira. — Por isso sou desse jeito.

— Deveria parar com isso.

— Não consigo. — Sua respiração estava em meu pescoço e aqui estava me deixando louca por dentro, meu corpo estava esquentando e ele só estava parado, as mãos na prateleira e respirando perto do meu pescoço, esperando alguma aprovação minha.

— Chega. — Empurrei ele. — Não podemos fazer isso, eu nem te conheço e você é meu professor, isso é errado. — Fui saindo do corredor e ele pegou na minha mão me puxando levemente.

— Então deixa eu te conhecer. — Me soltei de sua mão.

— Não Thomas, fica longe de mim. — Peguei minha blusa e minha mochila e fui embora.

Notas finais
Espero que estejam gostando da história, comentem pra eu saber. haha Beijos Ste.