Desejo Proibido.
9 IX
Notas iniciais
Pensamento On
Passou-se cerca de um mês e meio desde que cheguei aqui na Polônia, as vezes é um pouco difícil ficar sozinha por conta da saudade dos amigos e dos meus pais, mas de certa forma me adaptei muito bem e amo aqui... Meus pais mandam o dinheiro e eu tenho que ser responsável o bastante pra pagar todas as contas e estou me saindo bem. Quanto a faculdade, amo meu cursos e meus amigos, agora somos um grupinho inseparável, Dante, Carmen, Cooper e eu. Cooper e eu começamos a nos conhecer cada vez mais e fomos nos aproximando, muitos dizem que somos um belo casal, mas nenhum de nós ainda oficializou isso, apesar de a gente concordar com a ideia de sermos um casal. E Thomas, depois da noite da biblioteca eu sempre tentei ficar o mais longe possível dele e manter uma relação de professor e aluna, depois de umas semanas evitando, falando pouco e ignorando sua existência, ele tem sido mais educado e menos invasivo na minha vida, mas de qualquer forma, Thomas ainda mexe muito comigo, muito mesmo e nos últimos tempos ele tem sido bastante simpático e as vezes comemos juntos na lanchonete e nos conhecemos aos poucos, ele é um cara bem mais interessante do que eu pensava e sabe como se comportar quando se é colocado limites, ele me deu espaço pra viver, mas creio eu que não seja por muito tempo já que cada vez mais ele vem se aproximando de mim.
Pensamento Off
... Despertador toca ...
— Que frio. — Abri os olhos desejando muito ficar na cama.
...
— Pensei que não vinha hoje. — Cooper me encontrou no corredor.
— Meus ossos estão congelando. — Rimos e ele passou o braço pelo meu ombro.
— Vem cá. — Fomos assim pra aula de francês.
...
— Bom dia gente. — Cheguei no patio da lanchonete, onde Carmen e Dante já estavam nos esperando.
— Oi amiga. — Ela me abraçou. — Conseguiu levantar hoje?
— Foi difícil, mas consegui. — Rimos.
— Eu to esquentando ela. — Cooper falou passando o braço novamente pelo meu ombro.
— Ai, agora eu to com inveja. — Dante falou abaixando a cabeça e rindo.
— Se aqueta aí que você já tem o seu. — Falei.
— Verdade, mas um Cooper é um Cooper né, não se compara. — Cooper ficou envergonhado.
— Mas eu já tenho dona né Dante. — Eu virei encarando-o.
— Quem é sua dona? Posso saber?
— Ih, lá vem treta. — Carmen começou a provocar.
— Não posso te dizer quem é a minha dona, ela é muito brava. — Cruzei os braços sem entender aquela história. — Você conhece uma tal de Jessy? Ela estuda aqui, se eu fosse você não ficava pegando em mim por que ela pode te bater. — Todos caíram na risada, bati em seu peito e ele me abraçou.
— Você é um babaca. — Ele ficou me abraçando e sorriu.
...
Já estava de tarde e eu iria ficar na faculdade pra terminar um trabalho de história antiga.
— Vou ter que ficar hoje, ok? — Falei pra Cooper que estava indo embora.
— Quer que eu fique também?
— Não precisa, você tá cansado, pode ir embora. — Ele me abraçou e foi embora.
Fiquei na biblioteca pesquisando umas coisas pro meu trabalho e quando foi umas cinco da tarde eu tava indo embora.
— JESSY! — Olhei pra trás e Thomas estava correndo pra me alcançar.
— O que houve Thomas? — Ele me estendeu algo.
— Você esqueceu isso na biblioteca. — Era um dos livros que eu tinha pego e que tinha uns papeis dentro com umas marcações minhas. — A bibliotecária disse que você esqueceu em cima do balcão na hora de sair.
— Nossa. — Olhei dentro da minha bolsa e percebi que eu realmente tinha esquecido. — Nem tinha notado, obrigada.
— De nada. — Ele sorriu e eu guardei o livro. — Ta afim de ir tomar alguma coisa?
— Ah, não sei. — Olhei meu relógio. — Eu tenho que ir pra casa terminar esse trabalho, é pra amanhã.
— Eu sei, foi eu que passei. — Ele sorriu e eu revirei os olhos. — Vamos lá, só tomar um suco, ta me devendo uma.
— Como você é chantagista.
— Corrigindo, sou esperto. — Ele riu e eu acabei sorrindo. — Se sorriu quer dizer que topa, vamos lá.
Fomos tomar um suco numa lanchonete que ficava perto do campus, ficamos conversando sobre algumas coisas e rindo, Thomas de certa forma era bastante gentil e ainda mexia muito comigo, enquanto tomávamos suco meu corpo só esquentava cada vez mais por dentro, ficar olhando aquele rosto esculpido, aqueles olhos, aqueles ombros largos cobertos sempre por um suéter, meus pensamentos com ele iam a um milhão por hora.
— Agora eu tenho que ir, já está tarde. — Fui me levantando.
— São só seis horas.
— Eu tenho que ir terminar esse trabalho. — Ele sorriu. — Tchau Thomas.
— Tchau Jessy. — Ele pegou na minha mão e a beijou. — Vá com cuidado.
Sai andando e peguei o carro pra ir embora.
— VOCÊ AINDA NÃO SABE SE CONTROLAR? VOCÊ É UMA LOUCA JESSY, ELE É SEU PROFESSOR, REPITA COMIGO, SEU PROFESSOR, VOCÊ É UMA ALUNA, ELE É GENTIL COM TODO MUNDO, MAS DA EM CIMA DE VOCÊ, MAS VOCÊ NÃO VAI BEIJAR AQUELA BOCA MARAVILHOSA E NEM TOCAR NAQUELES OMBROS LARGOS... COMO EU QUERO VOCÊ THOMAS, MAS NÃO, NÃO QUERO MAIS, SAI DO MEU PENSAMENTO AGORA SEU GOSTOSO, MARAVILHOSO, ALGUÉM ME AJUDA. — Lá estava eu novamente gritando no carro.
Quando cheguei em casa liguei direto pra Liu pra desabafar sobre Thomas e agora tinha o Cooper na história, eu não sabia o que fazer.
— Jessy? O que está fazendo aqui essa hor... — Interrompi o abraçando.
— Desculpa. — Ele me abraçou de volta. — Eu sei que ta tarde.
— Põe tarde nisso, é uma da manhã.
— Desculpa, mas eu precisava vir passar a noite aqui.
— Tudo bem, vem. — Ele fechou a porta e continuou me abraçando.
— Obrigada Cop.
— Vamos conversar. — Fomos pro sofá conversar, Cooper fez um chocolate quente pra mim. Ele voltou e se sentou de frente pra mim no sofá. — Então, o que houve?
— Houve que... — Eu coloquei a caneca de chocolate quente na mesa. — Eu não sei explicar.
— Como assi..? — Cooper mal conseguiu terminar a frase e eu estava o beijando. — Eita, o que foi isso?
— Desculpa. — Me sentei novamente e ele sorriu.
— Não precisa se desculpar. — Abaixei a cabeça.
— Foi calor do momento. — Ele chegou mais perto.
— Vem cá Jessy. — Ele chegou mais perto levantando meu rosto e me beijando lentamente. — Eu quero você.
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