Notas iniciais
Toda a história foi atualizada, a partir daqui são capitulos totalmente novos. Beijos Ste.

Na sexta feira, quem foi dar aula de história foi o Thomas novamente e não consegui ir me sentar lá no fundo por que Dante não deixou.

— Vamos ficar mais aqui pra frente, quero poder ficar olhando pra essa beldade durante a aula toda. — Nós sentamos na terceira fileira.

— Bom dia alunos, como vocês estão? — Várias pessoas o respondiam, Thomas era realmente querido e popular, ele ria e fazia piada juntos com alguns alunos.

Durante as aulas Thomas ficava me lançando olhares, muitos olhares o que me deixava completamente constrangida, mas eu precisava entender a matéria, infelizmente.

— Professor? — Levantei a mão.

— Pois não? — Ele agora tinha de fato um motivo pra ficar me encarando.

— Mas como que tudo isso ocorreu? — Ele deu aquele sorriso sapeca dele.

— Bom... — E começou sua explicação, sempre olhando muito pra mim.

...

— Tu é gostosa mesmo, não é? — Dante me falou enquanto íamos no sentar no patio da lanchonete.

— Por que ta falando isso? — Levantei uma sobrancelha não entendendo.

— Thomas ficou a aula toda te encarando querida. — Revirei os olhos.

— Ele olha pra todos os alunos.

— Mas não como ele olha pra você. — Carmen sorriu. — Ta explicado por que aquela reação ontem quando você viu ele.

— Como assim?

— Ta rolando maior clima entre vocês. — Carmen da um sorriso safado. — Vai fundo amiga, eu apoio.

— Eu super apoio também. — Dante fala com a boca cheia.

— Gente parem, não ta rolando nada. — Tomei meu suco. — As vezes ele só ficou olhando por que eu sou aluna nova.

— O.k. vamos fingir que acreditamos nisso. — Carmen falou em tom de deboche.

Comecei a comer e mudamos de assunto, consegui rir um pouco e distrair a cabeça, por que sabia que o resto do dia não seria fácil.

...

— Gente, não esqueçam de deixar o trabalho aqui na minha mesa, por favor. — Thomas fala e logo depois se senta. — Estão dispensados.

Toda a galera vai saindo e deixando os trabalhos sobre a mesa e falando tchau pra Thomas.

— Aqui professinho, fiz com carinho. — Dante sorri e pisca pra Thomas que acaba rindo.

— Obrigado Dante, irei corrigir com carinho. — Dante quase se derrete.

Coloquei meu trabalho na mesa.

— Tchau. — E fui saindo sem fazer contato visual.

— Espere. — Thomas falou.

— O que? — Me virei impaciente. — Vai me parar todas as vezes que eu chegar perto de você?

— Até que não é uma má ideia. — Thomas me olha com aquele sorriso sapeca que me matava por dentro. Ele levanta e se senta na ponta da mesa. — Ta tudo bem com você?

— Sim, estou ótima. — Sorrio fraco. — Só isso?

— Por que você é tão ríspida? É assim com todos? — Ele me observava.

— Não te interessa. — Ele olha pro chão sorrindo.

— Acho que eu sou o problema mesmo.

— Você quer me desculpar, mas eu quero muito ir embora pra minha casa. — Me viro indo embora e ele segura minha mão, seu toque era quente e delicado, um tom cuidadoso.

— Espero que em algum momento você possa me dar um sorriso.

— Não quero. — Soltei de sua mão.

— Bom... — Ele respira fundo e estica o braço pegando meu trabalho na mesa. — Estou tentando ser bonzinho com você, mas você não colabora.

— Não preciso da sua bondade, só quero que seja meu professor. — Ele nega com a cabeça suavemente.

— Pena que eu não. — Ele faz uma pausa e me olha. — Quer sair pra tomar algo comigo hoje?

— Não. — Ele respira fundo.

— Um trabalho tão bonito desse, pena que fez totalmente errado. — Ele rasga ao meio.

— EI, VOCÊ NÃO PODE FAZER ISSO. — Ele me olha surpreso.

— Fazer o que? Estou te acalmando desse ataque louco que você teve por achar que fez o trabalho errado e rasgando ele... — Ele sorri malicioso.

— Você é um babaca. — Reviro os olhos.

— Como penalidade de não entregar no prazo, terá de vir na biblioteca amanhã organizar alguns livros e como sou bonzinho te darei a chance de entregar o trabalho até amanhã valendo dois pontos a menos. — Ele faz um bilhete e me entrega.

— Babaca. — Pego o papel da mão dele que sorri e pisca pra mim.

4 horas depois...

Apareci na escola depois do almoço com meu trabalho em mãos já que Thomas fez o favor de rasgar o meu, entrei na sala de aula e ele estava corrigindo os trabalhos, no momento estava de óculos e isso o deixava muito mais sexy.

— Aqui o trabalho. — O joguei na mesa e fui saindo, ele segurou meu pulso.

— E cade os bons modos? — Ele me olhou por cima dos óculos, sorrindo sapeco.

— Você rasgou. — Fui saindo da sala.

Pensamento On

Por que ele tem que ser assim e fazer essas coisas? Eu só quero ter um professor normal que fazer coisas normais de professor, por que ele tem que me atormentar? Vir atrás de mim? Me provocar desse jeito com aquele olhar, aquela voz, aquele sorriso, aquele corpo...

Pensamento Off

— EU TE ODEIO THOMAS, SOME DA MINHA VIDA — Lá estava eu gritando dentro do carro novamente. — FODA-SE VOCÊ SEU BABACA, SEU TROUXA, IMBECIL, RIDÍCULO, SOME DA MINHA VIDA.

...

Passou o final de semana e eu teria de ir cumprir a tal penalidade na biblioteca no sábado, mas eu estava com tanta raiva do Thomas que me recusei levantar da cama sábado de manhã pra olhar aquela cara, eu queria que ele sumisse de perto de mim, não quero mais saber dele perto de mim.

Ligação: Carmenzinha

JSY — Alô?

C — Você ainda ta deitada?

JSY — Com toda a certeza desse mundo

C — Vamos sair hoje a noite?

JSY — Onde?

C — Ir beber um pouco em um barzinho no centro

JSY — To dentro, que horas?

C — As sete, Dante vai e vou levar o Nandy, você quer chamar alguém?

JSY — Por enquanto não tenho ninguém em mente, mas se aparecer eu levo

C — O.k.

Ligação: Off

...

De noite fomos pro barzinho e bebi uma quantidade considerável pra ficar alterada.

— Você ta fácil hoje hein. — Dante segurou minha cintura.

— Você me quer? — Olhei pra ele rindo.

— Se eu fosse hétero quem sabe né — Começamos a rir.

— Eu sou hétero. — Quando olhamos era Cooper.

— COOPER. — Eu o abracei.

— Pelo que vejo ela já ta alterada né. — Ele riu.

— Com certeza. — Dante concordou. — Mas é toda sua se quiser.

— Vamos sentar um pouco Jessy. — Cooper me levou até uma mesa e pediu uma água. — Toma.

— Água? Não quero água. — Coloquei de lado. — Moço, me traga aquele drinque de frutas vermelhas.

— Acho que você já bebeu demais Jessy. — Olhei pra ele.

— Não to nem ai. — O moço trouxe o drinque. — Quero encher a cara mesmo.

No barzinho tinha uma pista de dança.

— Huuuuum. — Terminei um gole. — Eu gosto dessa musica, vem.

— Acho melhoo... — Puxei Cooper e começamos a dançar.

Cooper era meu colega da aula de francês, ele era muito fofo e lindo, era alto e magro, mas gostoso, tinha olhos castanhos claros e cabelos escuros e lisos.

Dançamos algumas musicas e eu continuei bebendo até não conseguir me equilibrar muito bem.

— Vou te levar pra casa, ok? — Cooper me disse.

— Tanto faz. — Eu já estava capotando de sono, tontura, enjoo, tudo o que era possível sentir.

— Vamos. — Fomos saindo barzinho, eu tropecei e ele foi me segurando. — Onde você mora?

— Na minha casa. — E comecei a rir. Ele me colocou no carro dele. — Espertinho.

— Você não está em condições de raciocinar. — Ele ligou o carro e eu só lembro de relances. Chegamos em uma casa, ele me pegou no colo, sendo deitada numa cama e meus sapatos sendo tirados. Eu apaguei.

...

— Onde eu to? — Me sentei na cama, uma dor de cabeça fortíssima me atingiu em cheio, eu não sabia onde eu estava, eu cheirava bebida e os lençóis não eram da minha casa, eu não estava em casa. — Que dor de cabeça.

Me arrastei pra fora da cama com dificuldade, abri a porta e veio uma luminosidade que me fez reclamar de dor.

— Você acordou. — Olhei pro lado e Cooper estava encostado numa porta. — Está com fome?

— Onde eu to? — Perguntei.

— Na minha casa. — Olhei ao redor.

— Preciso ir embora. — Fui andar e tropecei, ele me segurou.

— Calma, come um pouco e depois te levo embora.

...

— Aqui está umas roupas limpas, são minhas mesmo, tem problema? — Cooper me entrega umas roupas.

— Claro que não. — Eu já estava consciente e pedi pra tomar um banho. As roupas dele até que ficaram bem em mim, um pouco largas, mas melhor que nada. — Muito obrigada, depois eu te entrego.

— Não se preocupe. — Ele sorriu.

— Eu não lembro de nada, só uns relances.

Ele riu e começou a me contar as coisas que eu fiz e ficamos rindo durante um tempo com minhas vergonhas, até que fui embora.

...

Busquei meu carro na frente do barzinho e liguei meu celular que tinha duas mensagens da Carmen. "Vem buscar a gente" "Estamos na faculdade, Dante deu vexame"

Liguei pra Carmen e Dante, ambos não atenderam. Fui pra faculdade ver se estava tudo bem.

Notas finais
Capítulo novo, espero que gostem. Beijos Ste.