Desejo - Hiatus
31 Perturbada - PVO Renesmee
Notas iniciais
Resolvi fazer um capítulo bem grande para vocês se satisfazerem pelo tempo que eu não postar, e o próximo vai ser PVO do Jacob com o finalzinho da Renesmee.
O capítulo dedicado a Clarice Shelley e Anne pelas lindas recomendações, simplesmente adorei!
LEIAM, COMENTEM E RECOMENDEM!
PVO Renesmee Cullen
O ódio me cegava. Como pude ser tão burra? Tudo estava na minha cara, me bastava ter juntado as peças do quebra-cabeça, mas não, me recusei a fazê-lo, preferi acreditar nas pessoas que diziam me amar, mas que na verdade mentiam para mim.
Como poderiam querer me matar? Eu era só um bebê! Um ser indefeso! Nem sequer sabia o que estava acontecendo a minha volta. Sempre achei que todos me amavam, que minha chegada na família foi motivo de alegria para todos, que fui recebida de braços abertos, mas tudo não passou de mentira!
Todos queriam me matar! Até mesmo meu pai! Céus! Como pode um pai querer matar seu próprio filho?! Era cruel demais, em que tipo de mundo eu vivia?
E meu Jacob? Como ele fez aquilo comigo? Eu o amava mais do que tudo! Como ele pode me trair? E logo com minha mãe! Aquilo era nojento, eu sentia nojo dos beijos que trocamos, beijos que também foram trocados com minha mãe.
Fui somente um consolo, um meio para que ele não ficasse sozinho. Dane-se a porcaria do imprint! Se não fosse por essa merda ele nem sequer gostaria de mim.
Era melhor que o imprint não tivesse acontecido, assim ele teria me matado de uma vez, evitaria todo o sofrimento que eu estava sentindo.
Eu não tinha mais controle de meus atos, ele deveria ter saído enquanto podia.
— Ness, eu também te... – Por que ele continuava a mentir? Eu já sabia de toda a verdade, então por que ele insistia em uma coisa sem cabimento?
- Cala a boca. – Disse friamente antes que ele concluísse sua frase e acabasse por me fazer acreditar novamente em suas mentiras.
Eu não raciocinava direito, então eu vi.
Era uma coisa monstruosa, tinha somente um olho que era a mais pura essência da maldade, era extremamente negro e brilhava como um diamante bruto, pelo qual saia um musgo vermelho, tinha presas das quais escorria um liquido incolor, parecia com uma cobra, mas tinha 1000 vezes o tamanho de uma, era somente um dois palmos mais baixa que Jake em sua forma de lobo, e ao meu ver, era indestrutível ela vinha em direção a Jake a toda velocidade, um lado meu queria avisá-lo para fugir, mas meu lado rancoroso me impediu de tal ato, talvez ela nem percebesse a presença dele e o deixasse em paz. Mas não foi isso que aconteceu, o monstro enrolou-se em torno de Jake e começou apertar seu pescoço.
Ignorei aquela coisa, afinal, eu não tinha nada haver com aquilo, ele que se virasse para matá-la, meu foco agora era o ódio que eu sentia por ele.
Não sabia o que estava acontecendo comigo, mas eu simplesmente não conseguia parar de olhá-lo, um olhar que seria capaz de fazer alguém evaporar.
Foi tudo muito rápido, Jake começou a perder sua cor, o ar começou a lhe faltar nos pulmões, a coisa o estava apertando de modo que ele não tivesse mais forças.
Queria gritar para aquilo ir embora, deixar meu Jake em paz, mas minha voz não saia, era como se eu não estivesse em meu próprio corpo, queria atacar aquele monstro, defender meu Jake, mas minhas pernas pareciam coladas na terra molhada de Forks.
— Ness... – Ele sussurrou com a última reserva de oxigênio que tinha e então tombou na terra, totalmente inerte, seu corpo estava numa posição estranha suas pernas estavam flácidas e de sua cabeça, que havia tombado no chão, escorria um pouco de sangue, ele estava totalmente nu, já que se destransformou e não teve tempo para vestir-se, mas aquilo era o de menos, já havia o visto daquele jeito muitas vezes.
Aquilo foi o bastante para me despertar, forcei minhas pernas a se moverem e corri em sua direção, pronta para defendê-lo daquela besta, mas por incrível que pareça, não foi preciso, a medida que eu me aproximava do corpo de Jake, ela se afastava, no início pensei que aquilo fosse só um truque para me atacar quando estivesse despreparada, mas ao contrário do que pensei, ela simplesmente olhou mais uma vez para mim, bem no fundo dos meus olhos e depois sumiu na terra.
Aquele olhar foi o suficiente para um estalo vir à minha cabeça.
Aquilo era Eu.
O mesmo monstro de anos atrás, que havia atacado tia Rosalie quando ela tentou matar Jacob, mas aquilo fora diferente, dessa vez eu estava errada, não havia perigo, não havia porque atacar Jacob.
Claro que eu havia ficado com raiva e tal, mas isso não era motivo para atentar contra a vida de alguém daquela maneira, seja ela como fosse ou quem fosse à pessoa. Eu era um monstro, todos eles tinham razão, eu não deveria ter nascido
Meu Deus! E Jacob? Será que eu havia o matado?
Cheguei mais perto de seu corpo, e suspirei de alívio, apesar fraca, sua respiração ainda existia, seu sangue continuava circulando por suas veias, mas ele precisava de atendimento médico, e rápido, a pancada na cabeça fora forte.
Sabia que era uma questão de minutos para que os outros chegassem, eu precisava ser rápida.
Retirei meu casaco de meu corpo e mesmo tendo estremecido pelo frio, coloquei-o na cabeça de Jacob, fazendo pressão para estancar o sangue.
Se eu ainda estava com raiva dele? Muita, mas eu não podia deixá-lo sozinho na floresta, ele acabaria morrendo, e mesmo estando com ódio, ajudei-o.
— Ness... – Gelei totalmente quando meu nome foi proferido por sua boca. – Te... Te amo... Só você... – Ele murmurou e se mexeu um pouco, sorri de forma aliviada por ele ainda não ter sucumbido na inconsciência.
Não o respondi, não queria mentir, não sabia o que eu sentia naquele exato momento.
Eu precisava pensar, mas isso não seria possível caso eu continuasse aqui, eu precisava sair de perto de meus familiares, eles me sufocariam e não me deixariam pensar ao meu modo, sempre tentando dar palpites.
Eu precisava de tempo.
Levantei-me rapidamente assim que senti sua presença se aproximando.
Era ele, Edward Cullen, o homem que há meia hora eu chamava de pai, mas que agora eu não sentia nem sequer respeito pelo mesmo.
Virei-me rapidamente e saí correndo, dando apenas uma ultima olhada para trás, só para ver se Jacob estava bem. Sabia que se ele quisesse ele poderia me alcançar em questão de segundos e me forçar a voltar para casa, mas eu não iria deixar, não daquela vez.
Só dessa vez eu iria ser respeitada e minha vontade seria válida.
“Deixe-me em paz” Murmurei rudemente em minha mente e logo senti que os passos que vinham em minha direção cessarem.
Corri até onde agüentei, as árvores passavam por mim como vultos tamanha era minha velocidade, eu estava decidida a ir.
Cheguei ao centro de Chicago totalmente exausta, já que eu não era totalmente vampira e precisava de descanso. Caminhei normalmente entre as muitas pessoas que passavam na rua, tentando me misturar, confundir meu cheiro com o dos humanos. Eu tinha que ir para algum lugar, de preferência bem longe de Forks, mas não podia ir correndo, minha condição de meia vampira não me permitia isso. Precisava de um meio mais rápido e mais eficiente de transporte, e a resposta veio clara na minha mente.
“Avião”
Era o melhor jeito de ir embora, pois assim meu cheiro não ficaria evidente e eu não poderia ser rastreada. Mas antes de tudo ainda havia uma coisa a ser feita, eu precisava encontrar Nate.
Caminhei o mais rápido possível em passos ainda humanos até chegar à sua casa. A mansão da família Stone ficava no bairro mais nobre de Chicago e era simplesmente maravilhosa, seus pais tinha muito dinheiro, eram sócios majoritários de uma multinacional de petróleo, mas por conta do trabalho excessivo deixavam o filho de lado, aos cuidados de uma babá que cuidava dele desde que nasceu.
Lembro-me claramente no dia que o conheci.
Flashback On
Era um dia como outro qualquer em Chicago, pessoas caminhavam de um lado para o outro, abarrotadas de coisas para fazer, metrôs lotados de gente indo para seus trabalhos, a vida correndo com naturalidade pelos cantos da cidade, pressa por todo lugar.
— Anda logo Ness, não temos o dia todo. – Tia Rosalie disse me puxando para que eu pudesse entrar sair do carro que estava estacionado em frente o shopping.
Toda vez que nós íamos fazer compras era a mesma coisa, Tia Alice saltitava como uma perereca no brejo quando eu dizia que queria ir junto e Tia Rosalie me dava apoio em minhas escolhas, mas desta vez Tia Alice não pôde nos acompanhar, por isso restou a Tia Rosalie fazer o papel das duas, eu não era muito chegada em compras, mas odiava que alguém me dissesse o que eu deveria vestir. E modéstia a parte Tia Alice sempre disse que eu havia puxado seu talento nato para a moda, já que, segundo ela, se eu puxasse a minha mãe estaria perdida, andaria parecendo uma vaca no dia de feira agropecuária, mas para não me estressar eu simplesmente ignorava seus comentários.
Resolvi que era hora de enfrentar a tortura e desci do carro.
-Tudo bem tia, mas lembre-se que não vai opinar nas minhas roupas.
— Oh, querida, assim você até me ofende! – Ela disse se fazendo de zangada, mas logo abriu um imenso sorriso. – Não se preocupe querida, confio no seu bom gosto. – Ela disse, sempre me mimando.
Eu andava esbarrando em todas as pessoas, o espaço do shopping era muito pequeno para tantas pessoas. A única coisa que me impedia de me perder era a mão de Tia Rosalie, que segurava fortemente a minha.
Subimos a escada rolante para o segundo pavimento e quando olhava para os lados a procura de alguma vitrine que me agradasse vi um grupo de jovens de mais ou menos uns 17 ou 18 anos, muito bem vestidos por sinal. Aquilo prendeu minha atenção, sempre quando via gente tão bem vestida assim eles eram mais velhos, a maioria dos jovens de Chicago preferia usar roupas mais descontraídas, ao contrário daqueles que lá se encontravam, suas roupas eram claramente de marcas exclusivas, seus casacos não continham cores berrantes, o preto se destacava como a tonalidade prioritária.
Havia 4 rapazes e pelo menos umas 7 garotas, todas se atirando para os caras, estava mais do que claro que eles eram ricos.
Uma das garotas virou em minha direção, ela era loira e tinha seios grandes, quase não dava para ver seu pescoço de tanto silicone que ela usava, então logo empinou o queixo e encarou a direção oposta.
“Que garotinha mais metida!”
Resolvi ignorá-la e continuar minha inspeção pelas vitrines.
Até que finalmente achei algo que me agradasse, era uma loja de lingeries, uma vermelha em especial me chamou a atenção, ela estava colocada na vitrine e era simplesmente divina. Logo chamei atenção de Tia Rosalie usando meu dom e pedi para ir experimentá-la.
— Olha, vamos fazer o seguinte, você vai para um lado e eu para outro e no final da tarde nos encontramos nesse mesmo local, pode ser?
— Claro que pode.
— AH, E NESS, NADA DE CONTAR PARA O SEU PAI, OUVIU? – Ela gritou enquanto ia se afastando, eu com certeza não precisava que ela gritasse para que eu pudesse ouvir, mas nós precisávamos manter as aparências na frente dos humanos.
Meu pai teria um chilique se soubesse que Tia Rosalie me deixou sozinha no meio de uma multidão de humanos. Ele sempre dizia que eu ainda não tinha autocontrole suficiente para me manter em um ambiente como aquele.
Caminhei totalmente disposta para a loja, quando cheguei fui muito bem recebida pela atendente, mas reparei que todo aquele bom atendimento não foi à toa, tudo isso foi por conta do colar entalhado a ouro e diamantes com o brasão da família, que eu ostentava em meu pescoço, juntamente com o simples lobo de madeira que Jake havia me dado, que apesar de ter sido humilde, foi à coisa mais linda que alguém já havia me dado, juntamente com o bracelete com o símbolo quileute nele, não sabia o porquê, mas sempre tive um carinho especial por tudo àquilo que Jake me dava.
No final das contas passei mais tempo do que o esperado lá dentro, mas valeu à pena, Jake iria babar. Cada lingerie era mais sensual que a outra, no começo a moça que me atendeu queria me mostrar umas coisinhas toscas, mas deixei bem claro que eu queria algo bem sexy e com pouco pano, assim seria mais fácil de Jake arrancar tudo, não que ele precisasse de facilidade, afinal, ele era um lobo.
Acabei saindo da loja abarrotada de compras, ainda faltavam 2 horas para meu encontro com Tia Rosalie, então optei por ir deixar as coisas no carro para então voltar às compras.
Caminhava como sempre distraída, olhando para minhas mãos, tentando equilibrar as sacolas de compras, não que estivessem pesadas, pelo contrário, mas minhas mãos eram muito pequenas para caber aquela quantidade de sacolas.
Não prestava muita atenção no caminho, por isso quando dei por mim já estava no chão e a maioria de minhas sacolas estava no chão, e o conteúdo estava esparramado no mesmo.
Uma mão foi estendida em minha direção, ignorei-a e levantei-me furiosa pronta para mandar qualquer um tomar no rabo, mas me calei assim que vi quem era me calei, não por ter tido qualquer queda por ele, mas sim por espanto.
Ele realmente era lindo, seu porte físico era invejável, os músculos saltavam através do casaco que ele usava, suas cochas eram grossas e bem torneadas e, ao que parecia, ele tinha um tanquinho por baixo da blusa que usava por dentro do casaco; pele branca na medida certa, nada tão exagerado quanto vampiros; nariz fino e lábios cheios.
Mas certamente o que me chamou atenção foram seus olhos, eram maravilhosos, só perdiam para o do meu Jacob, seus olhos eram de um azul celeste incrível, podia ver certo divertimento por baixo da preocupação que exalava de seus olhos e aquilo me deixou um tanto irritada. Ele estava se divertindo as minhas custas?
— Desculpe, não foi a minha intenção lhe causar dano, sinto muito mesmo. — Ele falava envergonhado, como se ter me derrubado fosse a pior coisa do mundo. — Deixe-me ajudá-la. – Ele disse se ajoelhando para pegar minhas coisas sem me dar tempo para impedi-lo.
Pela graça de Deus o shopping já estava bem mais vazio, evitando assim, dele ser pisoteado.
Abaixe-me junto a ele, tentando pegar as coisas primeiro, mas já era tarde demais para isso.
- NOSSAAA! -Ele disse assoviando enquanto recolhia uma peça do chão, chamando a atenção de algumas pessoas que passavam por ali. – O que vai fazer com isso garota? – Ele perguntou sorrindo safado.
- Não é da sua conta. – Respondi corando. Será possível que não posso nem ficar com raiva sem corar?!
- O que é isso princesa?! – Ele se fez de ofendido. – Posso pelo menos saber seu nome?
- Renesmee. – Eu disse automaticamente.
- Bonito nome. – Ele disse, mas estava na cara que ele estava mentindo.
Como eu sabia que ele estava mentindo sem conhecê-lo? Eu também não sabia.
— Aham, sei... – Disse revirando os olhos e ele gargalhou.
- Tudo bem, eu me rendo... Seu nome é muito esquisito. – Ele disse na maior cara de pau. – Tem algum apelido?
- Nessie.
- Nessie? Tipo o monstro do lago? – Concordei com o rosto. – Bizarro. – Ele sussurrou para si mesmo, mas devido a minha super audição eu havia escutado.
Terminamos de recolher as roupas do chão, dei um aceno tímido em direção a ele como forma de agradecimento e me virei pronta para chamar Alice para ir embora imediatamente, já bastava de tanta confusão por hoje.
- Ei, Nessie! – Ele disse puxando meu braço para que eu me virasse em sua direção. – Desculpe pelas suas roupas, sério. – Ele disse e eu acenei, me virando na direção oposta, mas ele puxou meu braço novamente, me forçando a encará-lo. – Então... Será que eu poderia pagar um almoço para você como forma de me redimir e mostrar que não sou um idiota?- Ele disse dando um sorriso torto que com certeza teria feito qualquer outra garota cair aos seus pés.
- Hum, olha, é melhor não... – Por incrível que pareça eu não havia me estressado pela pergunta, se fosse qualquer outro cara que me chamasse para almoçar eu iria dizer um claro “não” e ainda o deixaria falando sozinho, mas esse cara, que eu ainda nem sabia o nome, não me parecia malicioso, estava só tentando ser simpático, mas mesmo assim era melhor eu não dar chances, podia estar enganada.
- Nathan.
- Hã? – Perguntei como uma idiota.
- Meu nome é Nathaniel, mas pode me chamar de Nathan.
- Ah, então Nathaniel... – Disse deixando claro que não queria intimidade. – Sinto muito, mas não posso, minha prima está me esperando. – Disse lembrando-me que para todos os efeitos minha tia não era minha tia, pelo menos não perante os humanos.
- Tudo bem, eu te acompanho até onde sua prima está. – Ele disse sorrindo amigavelmente, deixando claro que não me deixaria ir sem que ele se desculpasse do modo apropriado.
Agora lascou, Tia Rosalie só iria me encontrar daqui a 2 horas. Optei por aceitar seu convite, para então não pagar mico a procurando no shopping.
- Você venceu. Vamos comer alguma coisa. – Eu disse e ele deu um sorriso gigantesco.
- Ótimo, me deixe carregar suas compras. – Ele disse as tomando de mim.
Já havíamos feito o pedido e esperávamos sentados à mesa.
- Então... – Ele tentou puxar assunto. –Você é daqui de Chicago ou só está de passagem?
- Moro aqui, acabei de me mudar com minha família.
- Então certamente está precisando de um guia, e devo informar-lhe que adoraria mostrar-lhe a cidade. – Ele disse formalmente, fazendo uma mensura teatralmente.
Ri abertamente com aquilo.
- Adoraria. – Disse com certeza do que falava. Ele era legal.- Mas caso você seja algum tipo de estuprador é bom ficar avisado que não sou o tipo de garota que se dá por vencida.
- Percebi, você é estressada, pensei que fosse me bater na hora que levantou.
- Ninguém mandou você me derrubar. – Dei com os ombros.
- Você faltou saltar fogo pelas ventas, mulher, mas parecia um dragão do que outra coisa.
Mostrei-lhe o dedo do meio enquanto ria.
- Credo! È pior do que eu pensava! – Ele se fingiu de assustado, colocando as mãos nos olhos para não ver meu gesto.
Conversamos animadamente, ele era um cara muito animado e de bem com a vida, assunto era o que não faltava com ele. A comida estava deliciosa, perdemos completamente a noção do tempo. Estávamos falando sobre lugares turísticos de Chicago quando Tia Rose chegou ofegante.
- Ness! Quer me matar do coração? – Ele disse sem nem olhar na cara de Nate – pois é, eu havia inventado um novo apelido para ele. –, que olhou para mim sem entender nada. Fiz um gesto para que ele esperasse e ele assim o fez. – Pensei que tivesse matado alguém... – Sua voz foi morrendo à medida que percebia a presença de Nate na mesa.
- Rose, esse é o Nate, Nate, essa é minha prima, Rosalie. – Ela se virou para Nate e o mesmo quase engasgou com a bebida.
Estava na cara que ele havia se espantado com a beleza dela, tia Rosalie era perfeita.
- Oiiii, nossa, Muito prazer em conhecê-la. — Ele disse beijando sua mão demoradamente, dando em cima dela na cara dura.
- Prazer. – Tia Rosalie disse se achando, como sempre adorando ser reconhecida por sua beleza.
Flashback Off
Nathaniel tinha todos os argumentos para se tornar um cara mimado e metido a besta, mas ele contrariava todas as expectativas, era legal e altamente gentil, era o tipo de cara que abre a porta para você sair do carro, e que beija sua mão quando a cumprimenta, e eu tinha certeza que ele poderia ter qualquer garota que ele quisesse, mas foi se apaixonar logo por Tia Rosalie, que com certeza não nunca iria largar tio Emmet.
Tinha certeza absoluta que aquilo que ele dizia sentir por Tia Rosalie era só uma paixonite, ele se encantou pela beleza da mesma e encafifou que a amava, mas aquilo iria passar.
Era por isso que ele toda vez ia me pegar em casa para passear, eu tinha carro, poderia ir muito bem com ele até sua casa, mas ele insistia em vir me pegar, sendo só uma desculpa esfarrapada para ver Tia Rosalie, mas eu não tinha do que reclamar, com isso nossa amizade se fortaleceu muito, e nos tratávamos como irmãos, ele era muito legal e logo tratou de me apresentar aos seus amigos, Kevin, Erick e Thomas, que se tornaram grandes amigos meus, o que fez o público feminino me fuzilar com os olhos todas as vezes que nós saíamos.
Todas as vezes que eu queria fazer compras eles faziam questão de me acompanhar, me tratavam como uma mascote, e eu achava aquilo hilário. Eles vestiam as roupas femininas e iam ao provador experimentar, e quando a atendente tentava explicar calmamente para eles que aquelas roupas não serviam para eles, eles faziam um biquinho com uma cara de ofendidos e tentavam imitar uma voz totalmente feminina. “Tá achando que só porque nós somos maiores vamos ficar sem roupas é filha? Pois fique sabendo que nós somos PO-DE-RO-SAS!” Eles diziam e batiam no bumbum.
No começo Thomas havia se interessado por mim, e apesar de ele ser bem bonito – Tinha um porte atlético, até mais que Nate, olhos verdes escuros, a pele bem branquinha e cabelos castanhos bem claros, era o segundo mais bonito do grupo, só perdia para Nate. -, eu expliquei que não havia a mínima possibilidade de nós termos algo. Ele continuou insistindo por um bom tempo, mas acabou desistindo ao ver minha cara quando eu falava em Jacob. E por falar em Jacob, eu havia percebido que minha aproximação para com Nate havia provocado certo ciúme nele e aquilo me deixou muito feliz e animada. Eu fazia de tudo para provocá-lo, Estava ansiosa para inaugurar minhas lingeries.
Jacob. Só esse nome me causava arrepios que eu com certeza não estava pronta para sentir, eu não queria me lembrar dele, não agora, eu estava de cabeça quente e qualquer pensamento perturbador poderia me fazer perder o controle e avançar em algum desses humanos totalmente indefesos.
E foi divagando em minha mente que nem havia percebido, mas já estava em frente à mansão dos Stone. Logo um segurança veio me receber, e como já me conhecia me deixou entrar sem maiores cerimônias.
Entrei na mansão acompanhada da Sra. Fisher, governanta da mansão, ela me explicou que os pais de Nathaniel estavam viajando e que eu poderia ficar a vontade.
Subi calmamente até seu quarto e bati na porta.
- Pode entrar. – Ele disse com a voz pesada pelo sono.
Adentrei o quarto timidamente, Nate estava deitado, vestido somente com a calça do pijama, deixando seu torso nu, e esfregava os olhos pelo sono, mas logo que me viu seus olhos saltaram das orbitas e ele praticamente voou em mim.
- Meu Deus princesa, onde você se meteu? Eu e os garotos te procuramos durante quase dois meses!! Fiquei tão preocupado! Fui até sua casa, mas estava tudo trancado, pensei que tivesse ido embora sem se despedir de mim! Nunca mais faça isso comigo! – Ele brigava enquanto me abraçava com força.
- Nate, calma! Aconteceram umas coisas e... – Se contasse aquilo naquele momento eu começaria a chorar então resolvi por a parte da ação em prática. – Eu nunca iria embora sem me despedir, e é por isso que estou aqui...
- VOCÊ VAI EMBORA? – Ele perguntou assustado, mas logo assumiu uma postura séria. – De jeito nenhum, ninguém vai levar você para longe de mim, onde já se viu isso? Como é que eu vou bater nos caras que derem em cima de você? Não se preocupe, não vou deixar que te levem. – Ele disse decidido.
- Nate, não é dada disso, eu preciso ir embora, e é por isso que eu estou aqui. – Ele ia protestar mas levantei um dedo mandando-o ficar calado. – Quero que vá comigo.
- COMO ASSIM NESS? FICOU DOIDA? VAI EMBORA ASSIM? DE UMA HORA PRA OUTRA? QUE HISTÓRIA É ESSA DE ME LEVAR?PIROU DE VEZ! FIQUE CALMA QUE EU VOU LIGAR PARA SUA FAMILIA VIR TE PEGAR... – Aquilo foi a gota d’água, ninguém iria chamar aqueles que um dia foram minha família, me deixei dominar e quando vi ele já estava no chão, semi consciente e em minhas mãos estava o abajur que usei para o ato.
- Me desculpe Nate, mas eu preciso de você, preciso que vá comigo, se ficar sozinha vou acabar enlouquecendo. – Confessei enquanto o pegava nos braços. – Desculpe. – Sussurei para mim mesma antes de pular a janela e sair correndo com ele pendurado em minhas costas.
Notas finais
O que acharam do capítulo? Deus do céu? A Ness endoidou? O que será que ela vai fazer? E o Nate? Gostaram dele? Esse povo é uma comédia!
Reviews? Amo muito ler os comentários.
PS: ENTRAREI NO DIA 14 E CASO HOUVER NO MÍNIMO 375 COMENTÁRIOS EU PROCURAREI ACELERAR O PRÓXIMO, PARA POSTAR NO MESMO DIA SE ASSIM POSSÍVEL.
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