Desejo - Hiatus
9 Longe de Casa- PVO Renesmee
Notas iniciais
Longe de Casa
Pvo. Renesmee
Fazia exatos três dias que tínhamos nos mudado para uma cidade que não fazia idéia de qual era o nome. Era um local chuvoso e até bonito se fossemos analisar aspectos físicos, mas na minha perspectiva aquele não era um lugar nada bonito, aquilo só era um lugar frio e triste, assim como tudo que eu vi depois de ter abandonado Forks, sem ter idéia de quando iria voltar.
Assim que acordei depois do surto que tive aquele dia, papai mandou eu me arrumar, que íamos viajar, e que minhas coisas já estavam prontas, e teria exata meia hora para estar pronta.
Arrumei-me assim como ele havia mandado, quando terminei fui para a sala esperar meu Jake, afinal, ele com certeza iria com a gente, ele nunca me deixaria sozinha, depois de meu surto eu até achei que ele fosse me deixar por achar que eu era um monstro, mas mamãe falou que nada disso aconteceu que ele tinha ficado lá velando meu sono até mais ou menos antes de eu acordar, e eu sabia que era verdade, por que Jake nunca me abandonaria.
Eu sentia que alguma coisa nos ligava, sempre soube disso, ele sempre cuidou de mim, desde pequena ele nunca me deixar sozinha por um dia inteiro, certa vez eu perguntei a ele porque ele não saia mais, arranjava uma namorada ou saia com os amigos, ele dizia que não precisava de namorada nenhuma, que a pessoa que ele ama ainda não estava pronta para ele, que ele ia esperar até ela estar, sem pressa, e que os amigos dele sempre iam com suas namoradas, e ele não ia segurar velas, e que minha companhia valia por todos, era muito melhor ficar comigo do que com qualquer um deles.
Ele disse isso com tanto amor no olhar que era impossível questionar as suas palavras. E lógico que eu fiquei me achando por conta disso.
Quando dei por mim meu pai já estava me chamando dizendo que já estava todos em seus carros só me esperando para partirmos, perguntei-o se o Jake já estava no carro, e ele só disse: “Jacob não vai com a gente dessa vez, Ness”
Aquilo foi o bastante pro meu pequeno coração atrasar várias batidas, comecei a sentir uma dor profunda me inundar, fiquei em estado de agonia, “Jake não iria, Jake iria me abandonar. Não!O Jake não! Tudo menos ele!”
Quando saí de minha agonia, estava deitada no chão com tio Jasper tocando a minha testa, mamãe abraçada a papai logo no canto.
_ Será que não há outra maneira? Viu como ela ficou?- Mamãe sussurrava numa tentativa frustrada de conversar com papai sem eu notar- E quando ela souber que ele...
Ela se interrompeu no meio da frase quando papai a cutucou de leve com o cotovelo, indicando que eu havia acordado e estava ouvindo sua conversa.
Eu sabia o que como aquela frase ia ser completada, mas meu corpo se recusava a aceitar: Jake não iria conosco, nós íamos deixar Jake para trás
Certa vez Jake havia me dito que ficar longe de mim era um milhão vezes pior do que ter a dor de todos os ossos do corpo quebrado, e disse isso como já se tivesse tido a experiência dos ossos quebrados.
Jake iria sentir dor, e tudo por minha causa.
– Não é bem assim filha- Meu pai falou
Mas eu não o ouvia, não enxergava mais nada, tudo era só o nada, olhava para as coisas, mas não as via de verdade, sabia o que eram mais não tinha a curiosidade de observá-las verdadeiramente.
Todos tentaram me animar, tio Emmet até se me convidou para fazer a viagem com ele em seu jipe, mas não falei nada, continuei parada ali.
Sozinha com a minha dor.
– Bella, precisamos ir. – Papai falou.
– Tudo bem, já podem ir indo na frente, vou pegar Renesmee e já vou. – Todos saíram da casa, então ela se dirigiu a mim. – Ness princesa, vamos?- Ela me ofereceu a mão, mas eu não a peguei- Ness, filha, eu sei que é difícil, mas nós precisamos ir- Continuei estática, parada no mesmo lugar- Ness, por favor- Ela implorou- Fala comigo filha.
Não falei absolutamente nada, só forcei minhas pernas a andarem em direção ao carro, olhando para o vazio, e sentindo minha dor. Quando cheguei ao carro, meu pai abriu a porta para mim. E só me dirigiu uma palavra: “Desculpe”, também não respondi nada para ele, apenas entrei no banco de trás e me encostei-me ao banco, olhando pela janela, para a imensidão da floresta, que ia ficando para trás.
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