Desejo - Hiatus
33 De Mãos Atadas.
Notas iniciais
PVO Renesmee
“Eu já não tinha mais pelo que viver.”
— Renesmee? – Ouvi uma voz conhecida me chamar. – Princesa, acorda!
— Hum?- Respondi totalmente grogue.
— Já chegamos princesa. Venha, vamos descer. – A voz, que foi reconhecida por mim como Nate, disse, me cutucando logo em seguida.
Meus olhos, mesmo a contra gosto, se abriram, revelando a paisagem pela janela do avião.
Finalmente.
Estávamos em Port Angeles. Tínhamos acabado de aterrissar.
Um frio passou por minha espinha, me fazendo ficar parada.
“Porra Renesmee, você veio até aqui para desistir agora?” Uma vozinha soou no fundo de minha mente.
— Nessie, quer voltar? Podemos...
— Não Nate, eu tenho que fazer isso. – Cortei antes que ele me desse algum tipo de idéia.
Nate e eu havíamos nos tornado mais próximos do que nunca. No começo ele quis me matar por seqüestrá-lo, então decidi contar toda a história a ele, mas o que pensei que fosse acalmá-lo, surtiu efeito contrário, o deixando mais louco ainda.
Flashback On
Estava sentada esperando Nate acordar, eu ainda não havia saído do país. Afinal, não havia como sair sem levantar suspeitas, já que eu carregava um homem que era o dobro de mim sem a menor dificuldade. Precisava que ele acordasse, assim eu poderia pedir para que ele viesse comigo. Sim, eu iria pedir, na hora que seqüestrei Nate eu estava muito perturbada, mas logo que a razão me voltou a cabeça eu me perguntei: “Que porra é essa que eu estou fazendo?”
Eu já estava mais calma, não conseguia pensar com muita clareza, mas pelo menos eu tinha a certeza que não iria atacar ninguém.
Parei em alguma cidadezinha perto da fronteira com o Canadá, por estar muito cansada não conseguiria andar o suficiente até achar outro lugar e acampar no meio da floresta não era uma opção. Aluguei um só quarto, eu não havia trago muito dinheiro, na verdade, eu tinha somente 700 dólares, que estavam em meu bolso desde minha fuga, na verdade eu não sabia nem como iria me sustentar neste período que estivesse fora.
Estava sentada numa poltrona ao lado da cama em que Nate ressonava tranqüilamente. Eu estava muito cansada, minhas pernas doíam pela longa caminhada e minha mente estava esgotada, sem contar a dor de cabeça que estava sentindo, graças ao choro compulsivo que tive durante todo o caminho. Estava com sono, estava com muito sono mesmo. “Só uma sonequinha não vai matar ninguém, só uma, uns 5 minutinhos, só para descansar as pálpebras”.Eu dizia a mim mesma, e mesmo que minha consciência me dissesse que aquilo era arriscado não resisti e acabei adormecendo.
Acordei bem mais leve, não sentia quase dor nenhuma, e aquilo só pôde me indicar uma coisa: Eu havia dormido demais.
Merda!
Ainda de olhos fechados tentei me espreguiçar, mas não consegui. Algo me prendia. Abri meus olhos assustada e me deparei com Nate a minha frente, analisando-me, enquanto eu estava presa com uma corda bem grossa ao meu redor.
- Nate, o que diabos é isso? – Sibilei.
- Eu que te pergunto Renesmee! Onde é que eu estou? – Renesmee? Ok, ao que parecia ele estava com raiva. Na maioria das vezes ele me chamava de princesa, às vezes de Nessie.
Ele não parecia nada bem, seus lindos olhos azuis continham olheiras e ele parecia que iria cair a qualquer momento, mas o que mais me surpreendia era que, apesar de estar na cara que ele estava com medo, ele mantinha uma postura firme, sem querer demonstrar receio, sem saber que o brilho em seus olhos o entregava.
- Nate, me solte!- Eu estava começando a ficar agoniada.
- Não! Não até você me falar onde estamos! – Respirei fundo e lhe encarei, o mesmo tremeu, mas continuou no mesmo local.
- Não sei exatamente onde estamos, provavelmente em algum lugar perto do Canadá. – Ele me encarou surpreso. – Satisfeito? Agora dá pra me soltar?
- Ainda não, tenho muitas perguntas. Primeira: Como você me trouxe pra cá sem ser presa? Afinal, a polícia deve ter percebido uma louca dirigindo um carro com um cara desacordado dentro! E falando nisso, como foi que você conseguiu me tirar de casa? Você tem cúmplices? Oh, você é uma mafiosa? – Ele jogou toda aquela merda pra cima de mim.
- O que? Do que você tá falando? Ficou doido? – Tentei fazer uma cara de inocente.
- Então pare de me enrolar e responda! — Ele disse tremendo.
- Tudo bem, mas pode me soltar primeiro?Prometo que vou contar. – Ele ponderou. – Nate! Meu Deus! Você tá achando que sou o que! Eu não sou perigosa!
- Claro, claro... – Ele respondeu ainda meio vacilante.
Ele me desamarrou com as mãos tremulas, demorou uns 5 minutos para que ele conseguisse tal feito. Ao que parecia ele tinha amarrado forte e com vários nós, mal sinal, isso significava que ele desconfiava de algo.
Meus pulsos estavam doloridos, os flexionei e estiquei as pernas em busca de alívio.
- Agora comece. – Ele disse se sentando na cama logo depois de me desamarrar, com os olhos fixos em mim.
- Hum, que tal nós darmos uma volta?
- Por quê?
- Ora, por que... – Não sabia o que inventar, só sabia de uma coisa, eu iria falar a verdade para ele, sendo lá o que isso fosse me custar. – Porque você precisa se acalmar, não sei se você percebeu garoto, mas você está tremendo que nem vara verde. – Tentei descontrair. – Vamos, no caminho eu conto. – Disse e ofereci minha mão a ele e o mesmo aceitou dando um sorriso de canto.
Saímos do quarto e descemos as escadas em busca da recepção, dei o recado que iríamos sair, mas que voltávamos, deixando um dinheiro em garantia caso sumisse, mesmo sabendo que isso não iria acontecer.
A cidade mais podia ser chamada de povoado, era mínima. Havia somente umas quatro pessoas passando pelas ruas.
Percebi que aquele lugar me lembrava muito Forks, e aquilo com toda certeza era um problema, não queria me lembrar de nada que me relacionasse com aquelas pessoas
— Princesa, pra onde estamos indo? – Nate perguntou me tirando de meus devaneios, quando percebeu que eu estava indo rumo à floresta.
— Nate, preciso que confie em mim. – Disse olhando em seus olhos e ele assentiu.
Vamos ser sinceros aqui. Ele era idiota? Quem em santa consciência entra em uma floresta fechada, em uma cidade desconhecida, com a pessoa que o seqüestrou só porque a mesma disse “Preciso que confie em mim”? Eu podia ser uma maníaca e ele estaria entrando no covil da cobra! Era uma burrada e tanto.
Não proferi nenhuma palavra desde que adentramos o local, de vez em quando Nate tentava puxar conversa, mas eu simplesmente o ignorava, estava centrada demais no que iria falar a ele, precisava falar com jeito, não podia assustá-lo.
Finalmente parei em um local que eu julguei seguro. Um local onde ninguém pudesse ouvir seus gritos quando ele soubesse que o mundo que ele vivia nunca foi do jeito que ele imaginou.
— Renesmee... – Ele me advertiu. Permaneci de costas para ele, ainda não havia reunido coragem o suficiente para confrontá-lo. – Você está me assustando. – Ele admitiu.
Mesmo relutante, virei-me e o encarei seu olhar não transmitia nada além de confusão.
— Então... – Ele me incentivou.
Respirei fundo e tomei minha decisão. Era hora de falar.
— Nate, o que estou prestes a lhe revelar, é algo grande, algo de suma importância para o mundo, algo que vai mudar completamente o seu modo de ver as coisas, algo que irá mudar tudo que você viu, tudo que ouviu, e tudo que já acreditou em toda a sua vida.
Flashback Off
Tentei contar a ele da forma mais leve que podia, sem dar alarde. No começo Nate teimou a dizer que eu estava louca, que iria me levar para um psiquiatra e coisa e tal. Decidi que teria de mostrar a ele, mas foi pior ainda, ele começou um escândalo: “Sinceramente? Você está parecendo a maníaca do parque. E com quem você aprendeu a beber sangue? “ Ele disse fazendo graça.
Nate custou a acreditar em minha história, demorou um pouco, mas finalmente havia conseguido o que queria.
Nate cuidou de mim como se fosse meu próprio pai, me dando apoio e me ajudando a compreender as coisas que ocorreram comigo. Ele fingia que era meu psicólogo, e as vezes brincava que quando voltássemos eu iria lhe pagar todas aquelas consultas com juros.
Pois é, agora estava voltando para casa, sozinha e grávida. Grávida! Por Deus! Eu simplesmente havia pensado que isso nunca iria acontecer!
No começo fiquei um pouco relutante, não iria matar meu filho, se é isso que estão pensando, mas eu sabia que aquele não era o momento mais apropriado para se ter um bebê, eu estava com uma barriga de aproximadamente 3 meses, o que me fez descobrir que meu bebê crescia em tamanho normal, pois de acordo com minhas contas, 3 meses era sua idade certa, não acelerada como a minha, o que me deixou imensamente feliz.
Com o tempo fui aprendi a fazer várias coisas, eu havia trabalhado em uma lanchonete como garçonete, ora quem diria uma Cullen trabalhando! Ainda mais de garçonete!
Apesar de todos os pesares eu finalmente havia compreendido alguns pontos de vista
Havia entendido meu pai, e um pouco de Jacob, entendi, que por gostar de minha mãe, ele não agüentava vê-la morrer aos poucos. Mas havia uma coisa que eu ainda não havia entendido, e quem iria me explicar seria o próprio Jacob: Seu relacionamento com minha mãe.
OOoOO
A velha mata de Forks já se formava ao meu redor.
Alugamos dois quartos em um hotel e lá ficaríamos até o dia seguinte, até eu criar coragem para enfrentar minha família.
Chegada à noite, fiz uma coisa que havia se tornado um ritual para mim. Fui para frente do espelho e fiquei admirando a pequena protuberância em meu ventre. Um pedacinho de Jacob que estava dentro de mim. Tinha certeza que ele ficaria orgulhoso, ele seria um pai maravilhoso. Jacob tinha jeito com crianças, dizia isso por mim mesma, ele sempre cuidou de mim como ninguém, ele era mais atencioso comigo do que meu próprio pai, não que eu estivesse reclamando de meu pai, ele era um grude que só, mas nada se comparava a Jacob, desde que colocou os olhos em mim, até meu pai perdia o posto, era mais grude ainda, no começo eu não entedia muito bem, mas depois compreendi que ele estava cuidando de seu imprint, no caso, eu.
Levantei me e caminhei em direção a janela, quando dei por mim eu já estava na conhecida floresta de Forks, as arvores passavam por mim como vultos, senti uma leve tontura, mas não parei, precisava vê-lo.
Passados dez minutos cheguei a território quileute, caminhei cautelosamente por entre as arvores, afinal, os lobos não sabiam que eu me encontrava na cidade, e poderiam pensar que era um ataque, pois estava muito escuro.
Caminhei o mais silenciosamente que pude, mas minhas tentativas foram em vão, logo pisei em alguma coisa e esta fez um leve click, fazendo um lobo rosnar. Opa! Eu conhecia aquele rosnado.
— Seth! – Gritei antes de ele cogitar em me atacar.
O lobo parou de rosnar imediatamente, e fez uma coisa que eu sinceramente não esperava, jogou a cabeça para trás e começou a uivar sem parar.
Eu não entendia o que aquilo significava, mas não poderia ficar ali para descobrir, tinha que ver meu Jacob. Corri o mais rápido que pude, tinha medo do que aquele uivo podia ser, será que ele estava avisando que eu estava aqui para que o resto do bando viesse me matar?
Logo avistei a pequena casa do Black, simples e aconchegante, essas eram as palavras que eu usava para definir aquele lugar. De inicio fiquei receosa de entrar mas logo abandonei meus medos e decidi que entraria pela janela, não queria ver mais ninguém alem de Jacob.
Entrei pela janela da cozinha e quando vi já me encontrava em frente a porta do quarto de Jacob, o que me fez estranhar, já que lá de dentro vinha o som de um coração que batia debilmente, fraco e perdendo forças,alem do barulho de alguns bipes estranhos.
Sem ter mais nada o que fazer, entrei no quarto, e me deparei com a pior cena que já podia ter visto algum dia em minha vida, fazendo meu coração perder uma batida.
Notas finais
Ah, e quando chegar a 440 eu vou tentar postar o próximo e assim vai.
Como puderam perceber, respondi todos os reviews e pretendo continuar assim.
O que acharam do capítulo? Comentem!
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